Changes of Destiny

36 Pequena fresta


Notas iniciais
oiii, meus amores!!! desculpem a demora? CAPÍTULO DECISIVO, INSPIRAÇÃO TARDIA!!!! não desistam de mim! >> o que acham que vai rolar? ;) boa leitura e LEIAM AS NOTAS FINAIS!

Da pequena fresta que mal se formava uma janela, saía um pequeno raio de sol teimoso e poderoso que acertou a região dos olhos de Griffin. Era mais uma manhã naquele lugar tenebroso. No outro lado do quarto, havia uma Pam Puckett dormindo como pedra. Às vezes, o bad boy tinha medo de ela não aguentar. Estava fraca, pálida e seus ferimentos não pareciam se curar nunca.

Um estrondo a acordou e fez Griffin franzir os olhos imediatamente. Dessa vez, não era mais Arthur e pela segunda vez seguida fora Leonard que os agraciou com sua presença — exceto pelo pequeno detalhe que "agraciar" não seria a palavra ideal. Ele nem se importava mais. Estava com uma pistola logo visível na mão direita e entrava calmamente sem fazer alarde, apesar do barulho alto do fechamento da porta.

Pam ajeitou-se no chão e tentou arrumar-se para parecer mais apresentável. Isso não ajudaria em nada, mas era instinto de uma Puckett se negar a parecer derrotada.

— Cadê o Arthur? – perguntou Griffin.

— Matei. – respondeu Leonard.

Griffin e Pam encararam-se simultaneamente.

— O-o quê? – ele perguntou incrédulo e assustado.

— Ele queria exigir mais dinheiro de mim. Fiquei impaciente.

— Leonard, ele foi fiel a você até o último segundo. – seu olhar era completamente apavorado – Fez de tudo pra manter esse sequestro um segredo e cuidou de tudo nos mínimos detalhes enquanto você estava na cadeia. Você não presta!

O velho Benson riu sem humor.

— Eu prefiro trabalhar sozinho, garoto. Tentei confiar em você e lembra do que aconteceu? – Leonard olhou para a arma como se a analisasse – Você é um incompetente e vai acabar como o Arthur.

— Você vai acabar com menos dinheiro, Leonard, não mata ele, por favor. – protestou Pam com um pouco de dificuldade.

— Eu faço o que eu quiser. – ele apertou a trava da arma causando terror em Griffin. O garoto engoliu em seco e tentou se afastar de maneira sutil.

Pam se levantou com dificuldade tentando impedir que alguma coisa mais grave acontecesse. Já tinha se apegado ao Griffin e sabia que era um bom menino mesmo que tenha caído na lábia de Leonard. Desejava sair de lá o quanto antes para ver suas filhas, mas também tinha desejo de se livrar daquela situação com o menino. Ela sentia seu instinto materno – que nem tinha notado antes – se aflorar todas as vezes que Griffin a ajudava de alguma forma.

A corda já havia sido desfeita de seu corpo no terceiro dia. Mexeu-se e segurou um dos braços de Leonard fazendo-o olhá-la com uma feição de ódio genuíno. Direcionou a arma agora para o coração de Pam na tentativa de amedrontá-la de verdade. As respirações ficaram descompassadas no mesmo minuto, os olhares se chocaram e a tensão exalava em cada partícula do ar. Os flashes estouraram na cabeça da Puckett mais velha, parecia realmente que eram seus últimos momentos de vida, então desejou internamente ver suas filhas uma última vez.

A porta abriu-se com impacto e foi como mágica. Sam estava logo atrás de Freddie sentindo a maior das adrenalinas. Melanie já chorava copiosamente e o olhar de Carly procurava Griffin. Marissa chegava descendo as últimas escadas ainda um pouco artodoada com a rapidez da situação.

Leonard estupefou-se de maneira exagerada disparando uma bala de sua pistola bem na canela de Griffin. Uma movimentação frenética se iniciou, Freddie o segurou pela gola da camisa o prensando na parede com força. Carly foi atrás de Griffin, Melanie e Sam se aproximaram de Pam imediatamente visualmente abatidas e receosas.

— Meu filho, eu posso explicar. – dizia Leonard fingindo relutância.

— Eu é que não posso explicar. Talvez, Deus possa me explicar porque me fez nascer numa família de gente podre. O que você acha?

— Espera, filho...

Freddie o prensou com mais força.

— Espera? O quê? Você matar meus amigos, minha namorada, minha sogra? Vai se foder, seu merda! Minha vontade é te matar!

Leonard o empurrou. Era a primeira vez que usava força física para atacar alguém. Revoltou-se dentro de si por seu plano ter falhado. Havia surtado de verdade. Aproximou-se de novo de Freddie e quis acertar um soco bem no rosto dele, mas o nerd conseguira desviar. O embate poderia ter acabado num segundo, mas o pai apalpava a roupa e não achava sua arma. E, ninguém sabia se ele teria coragem de atirar no próprio filho.

A pistola estava posicionada bem ao lado da perna atingida de Griffin. Carly estava segurando sua cabeça com muita atenção segurando um choro que queria cair. O garoto estava zonzo e suas pálpebras repousavam sob o globo dificultando uma maior consciência. A morena tirou um lenço da bolsa e amarrou na perna do bad-boy a fim de estancar o sangue. Ele respirava com dificuldade, mas tentava concentrar-se em Carly.

— Melanie... obrigado. – ele soltara ofegante e em um sussurro.

A garota formou uma expressão confusa e seus olhos encheram-se de lágrimas. Quis se convencer que ele não estava em consciência completa para reconhecê-la, mas a confusão dele havia mexido com ela. Queria lembrar de Brad e esquecer Griffin, mas estava sendo uma missão esquisitamente difícil. Hoje parecia o dia ideal para enterrar esse sentimento, mas isso não a impediria de tentar salvá-lo.

— Tudo bem, Griff. – sorriu amarelo – Vai ficar tudo bem.

Melanie e Sam ajudavam Pam a se reerguer. As duas olhavam com cuidado os ferimentos da mãe enquanto seguravam um choro barulhento. A Puckett mais velha não parava de segurar as duas como se fossem fugir a qualquer momento enquanto já soltava as lágrimas presas por muito tempo. Melanie sentia um alívio por estar finalmente vendo sua mãe viva, Sam ainda carregava um rancor muito forte em seu coração pelo sequestro, mas queria focar em gratidão por estar conseguindo salvar Pam. Eram sentimentos mistos e confusos.

— Eu não quero morrer, eu não quero. – repetia a mãe no ouvido de suas gêmeas as abraçava.

— Você não vai, mãe. – Sam disparou – Vamos cuidar de você todos juntos. Vamos procurar um terapeuta regular e acompanhar seu tratamento de perto.

— Você não sai mais dos nossos olhos. – completou Melanie.

Sam observou a movimentação que acontecia no canto direito. O embate entre Freddie e Leonard ainda acontecia, mas apenas verbalmente. O Benson pai já demonstrava que briga física não era seu forte, então não estava nem se arriscando a morrer nas literais mãos de seu filho. Era impressionante como cada pedaço daquele espaço estava ocupado com suas próprias questões, mas Marissa Benson apenas observava tudo atenciosamente.

Estava atônita, mal podia acreditar onde havia se metido. Mal podia acreditar que havia ficado omissa por todo esse tempo.

— Eu desejei morrer por muito tempo, mas agora eu quero apenas que você morra.

— Eu já vou morrer, Fredward. – dizia Leonard em resposta – Estou com um câncer terminal.

— Mentira! – Marissa gritou em disparo – A casa caiu, Leonard! Diga a verdade ao seu filho!

Leonard fechou os lábios contendo uma raiva descomunal que já nascia em seu peito. Direcionou seu olhar a Marissa fulminantemente. Lentamente abaixava-se a procura de sua arma, porque da última vez que tinha observado ela estava no chão perto de Griffin.

— Você não está com câncer porra nenhuma. – continuou Marissa – E agora, eu preciso fazer algo que devia ser feito há muito tempo.

Para a surpresa de todos, a senhora Benson puxou a pistola de Leonard de sua cintura. Ela havia aproveitado as distrações para tomar uma última decisão. Com as mãos tremendo significantemente e os olhos completamente marejados, apontou vagarosamente a arma para o corpo de seu ex esposo.

— Eu pensava que precisava te deixar vivo pra que você mudasse. Queria um marido direito, queria que meu filho tivesse um pai decente. – ela falava com a voz embargada enquanto aproximava-se do homem. – Agora eu penso que ser órfão de pai será a melhor das hipóteses pro Freddie.

Todos estavam com a atenção concentrada naquela cena. De forma devagar, Marissa repousou a arma bem no peito de Leonard. Não tirava os olhos dos olhos dele, mas seus instintos humanos ainda temiam muito essa ação. Segurava, em vão, lágrimas gordas. Espremia os lábios em sofrimento, mas a sua volta ninguém se mexia.

— Você é a pior merda que apareceu na minha vida. – disse Freddie soltando finalmente um choro. Ele se afastou ao máximo e virou as costas, porque de qualquer maneira, não aguentaria presenciar nenhuma das possibilidades que aquele momento podia proporcionar.

Sam respirava ofegante ainda com expressão raivosa. Pam se apoiava em Melanie que parecia muito aflita com a situação. Carly ajoelhada ao lado de Griffin, apenas olhava para todos os lados tentando encontrar um conforto na face dos amigos.

— Eu te amo, Leonard. Mas, amo muito mais o meu filho. – disse Marissa em respiração descompassada desta vez – Me desculpa, Freddie.

— Prefiro morrer a ser um fracassado.

Marissa ainda o observou depois dessa frase. Mas, o estrondo de seu disparo naquela pistola foi tão forte que seu corpo quase caiu para trás. Freddie soltou um grunhido sofrido ainda de costas. Sam colocou as mãos na boca, mas tentava racionalizar aquela ação. Melanie virou o rosto, enquanto sua mãe apenas fechou os olhos para evitar o impacto do momento. Carly escondeu-se no peito de Griffin que a abraçava com dificuldade.

Leonard caiu no chão e teve pouco tempo para agonizar. Perdeu muito sangue em poucos segundos e seu fim foi com olhos abertos. Ele morreu, achando ser um vitorioso, mas todos sabiam que toda sua jornada foi de um fracassado. As histórias mais fáceis são aquelas que menos emocionam. Como comédia não divertem, como terror não amedrontam. O fim de Leonard foi atônito, foi seco, foi indolor. Seu sangue já não parecia mais quente e nem vivo. Seu coração não pulsava por mais nada. Seus olhos não esbanjavam emoção alguma. Ele se foi assim. Vegetativo, insignificante. Uma alma perdida, esquecida em milhões que já sabem seu rumo.

Leonard não era uma perda, era um alívio em inexistência.

Freddie agarrou-se em Sam derramando mais lágrimas sem significado. Ela demorou para abraçá-lo de volta, mas quando o fez, pôde sentir exatamente sobre o que aquele lamento falava. Se fosse oralmente ou escrito não seria tão claro e entendível. O segurou pelo rosto enxugando algumas das lágrimas.

— Acabou, meu amor, acabou. – ela disse o encarando com atenção.

— Acabou, Sam. Vamos levar sua mãe pra casa, vamos levar o Griffin pra casa. – ele respirava com dificuldade – Sam, eu te amo. Eu te amo!

— Eu também te amo. – ela sorriu um pouco – De verdade.

Com individualidade, Sam amava Freddie. Com singularidade, Freddie amava Sam. E não era um amor doentio como Marissa sentia por Leonard. Não era nem sequer uma idealização de amor que Freddie achou que sentia por Carly na infância. Era amor em sua mais pura forma. Era um sentimento mútuo, gerado naturalmente e saudavelmente. Eles se amavam. Como quem quer manter por perto, como quem entende que liberdade é direito e não opção. Como quem respeita, como quem entende, como quem olha para o outro antes de olhar para si. Eles simplesmente se amavam.

Freddie andou até sua mãe que já tinha largado a arma no chão em um susto. Pensou em dar um abraço, mas recuou. Pensou em dizer que poderiam ir para casa em paz, mas sabia que não seria esse o fim dos Bensons. Algo dentro dele anunciava que as coisas nunca mais seriam as mesmas. E ele estava certo.

— Freddie, eu vou embora. – disparou senhora Benson calmamente.

Notas finais
desculpa pela carência de momentinhos seddie nesse, mas era um mal necessário. DESATAMOS MUITOS NÓS!!! Leonard era realmente um homem doente, não que isso justifique as atitudes dele, mas era. >> o que acharam da morte dele? ME CONTEM! COMENTEMMMM!!!!! obrigada por tudo! amo todos!!! até mais!!