Changes of Destiny

24 Palavras escondidas


Notas iniciais
POV DA SAM pra movimentar a historia **leiam as notas finais** querem conhecer melhor o nick? nesse ta quase 100% claro qm ele é eu amo vocês e amo TODOS os comentários. obrigada por tudo sempre!! boa leitura!!! ♥

Deve estar criando mofo nesse quarto pelo tempo que estou aqui. Já fazem uns três dias que eu nem sequer pensei em pisar no inferno e minha rotina tem sido uma monotonia que combina com meu estado de espírito atual. Como, durmo e tomo banho de vez em quando.

Graças a pensão quase eterna do meu pai, ainda tenho capacidade de me alimentar, senão minha vida já teria virado de cabeça pra baixo de uma vez por todas. Se já não virou. Não tenho coragem de dar um passo na rua e felizmente existem os aplicativos de delievery que me permitem continuar nesse cotidiano que tanto representa a escuridão que tornou-se a minha mente. Achava que nunca algo pudesse arrancar meu coração para fora do meu corpo como está acontecendo agora. Queria manter no meu íntimo a mesma postura que consigo mostrar ao mundo. Eu senti extrema raiva, uma fúria descontrolada, mas acima de tudo, eu sinto meu peito apertando em angústia infindável toda vez que lembro dele. Dos olhares, das palavras — que no fundo da minha concepção — transpiravam incredulidade e das lágrimas que molhavam seu rosto como a chuva que enfrentei tentando correr para casa.

Toda aquela cena parecia ter sido tirada de um filme de terror horroroso e é torturante que os flashes ainda não pararam de piscar na minha cabeça. Eu o amo como uma alucinada, mas tenho vontade de tomar um banho de seis horas pela sujeira que parece estar impregnada na minha alma. Me senti usada, me senti descartável e eu não consigo simplesmente parar de pensar que tudo foi uma mentira. Eu e Freddie não daríamos certo de qualquer jeito. Qual é, somos tão diferentes quanto fogo e água, terra e ar. E, com isso tudo, resolvemos ser compatíveis na pior coisa imaginável: problemas familiares colossais. Nunca poderia funcionar.

Levantar da cama estava sendo a pior das dificuldades esses dias, mas eu precisava fazer. Hoje, decidi manter a postura e não chorar como uma idiota pelos cantos da casa. É estranho até dizer algo assim, mas queria que minha mãe estivesse comigo. Os únicos amigos que eu realmente confiava compactuaram com a estratégia mais suja já feita contra mim. Carly me traiu como se eu fosse qualquer garotinha que ela conheceu semana passada, Griffin se revelou um egocêntrico babaca e o nerd que não estou citando o nome há exatos três dias conseguiu me magoar em lugares que nunca pensei que eram possíveis de ser magoados.

Me olhar no espelho do banheiro era deplorável. As olheiras de noites mal dormidas pelo choro incessante, o inchaço no meu nariz que não parecia sumir nunca e as sobrancelhas arriadas não, exatamente, ajudavam a camuflar esse sofrimento de merda. Eu não acredito que estou realmente passando por isso. Depois de tudo que eu sacrifiquei por aquele nerd idiota, depois de tudo que eu larguei para dar apoio a ele, nada parecia fazer sentido. A gente sempre teve uma história, nos conhecemos desde que me entendo por gente e ele simplesmente não me respeitou como alguém que merecia pelo menos uma consideração. Literalmente, me tratou como uma vadia qualquer para foder e cumprir sua parte do plano. Toda a casualidade que construímos, todos os nossos encontros premeditados agora pareciam borrados por uma mancha horrível despida de espontaneidade. É como se ele estivesse lá apenas para jogar. E esse não era o jeito que costumávamos fazer isso nos tempos remotos. As memórias da nossa inimizade humorada, dos dias de implicância boba conseguiram ser arruinados. Aquilo era tão puro, mas agora parecia coberto por uma camada de maldade que toda essa porra trouxe.

Lavei meu rosto afim de despertar e procurar alguma disposição naquele dia. Ainda era um pouco cedo e eu já estava me acostumando com esse horário. Que nojo. Até minhas manias o rei dos idiotas conseguira mudar. Eu não dormia uma noite tranquila e inteira por um tempo, os pesadelos me faziam pular da cama no meio da madrugada. Se o inferno é assim, eu prefiro ir conhecer Jesus.

Só um bacon me salvaria dessa tempestade.

Desci as escadas em busca do saquinho que separei na noite anterior e grunhi um pouco ao ouvir o estrondo da campainha. Se for um daqueles três, juro que puxo minha meia de manteiga.

— Puckett! — gritou Nicholas quando abri a porta — Você parece... tipo, mal. Está com uma cara péssima.

— Valeu, Jones. Ajuda muito na minha autoestima.

Eu passei em direção a cozinha e senti Nick me seguir nesse caminho.

— Ah, Sammy, você sabe que é gata! — exclamou — Quer que eu fique te elogiando?

Sammy? Caralho, Sammy! Nunca ninguém tinha me chamado assim até ele chegar e justo agora, justo nesse momento, isso tinha se tornado algo comum? Não, definitivamente, não. De jeito nenhum.

— O nome é Sam. — corrigi preparando uma mesa de café da manhã improvisada.

— Qual é, Puckett, eu sei que está mal por causa do engomadinho. Quando você disse por mensagem que não era nada, eu sabia que tinha alguma coisa a ver com o namoro. O que ele fez? Enjoou do relacionamento? Te traiu?

— Me fez de cobaia numa aposta com o melhor amigo. — suspirei — Ele precisava me comer pra me distrair do Griffin, porque o bad-boy de quinta queria a Carly.

— Quem é Griffin e te distrair por que? — ele pendurava uma expressão confusa um pouco exagerada e isso me fez achar graça internamente.

— Eu dei essa festa no começo do semestre, quis transar com o Griffin porque ele era um novato gato, quase tirei a roupa na frente de todo mundo e na verdade ele estava secando minha melhor amiga o tempo todo. Freddie me ofereceu uma cerveja nova porque a minha estava quente e eu não lembrei de quase nada no dia seguinte porque estava chapada. — olhei para o teto um pouco pensativa — Inclusive, não sei se foi exatamente nessa ordem.

— Uau, Puckett, você continua meio hardcore. — riu um pouco chocado — Sinto muito pelas coisas com o nerd. Acho que não ia dar certo mesmo.

Era engraçado que isso só fazia sentido dentro dos meus pensamentos. Externado pelo Nick e desse jeito tão frio, não pareceu tão certo. Nerd. Esse apelido só parecia legal quando eu falava. Ouvir com tanto desprezo que as coisas realmente não funcionariam entre mim e aquele nerd, não melhorou meu dia em nada.

Nick fitava o sanduíche de pasta de amendoim que devorava com tamanha atenção. Seu cabelo loiro arrepiado ainda não deixavam um visual menos "juvy" e o bracelete preto fosco enrolado em seu pulso só davam um ar mais característico de um cara em condicional. Ele tinha uma aparência tão angelical na genética que se eu não o conhecesse, esses detalhes não me dariam uma total certeza que ele é um problema. Os olhos verdes, as sobrancelhas claras, os cílios quase invisíveis, ele parecia realmente um anjo barroco se não fosse pela sujeira de seu interior. Claro que a ficha criminal não significava nada, a minha, pelo menos, não tem significado algum. Mas, ele quase matou um menino na escola quando éramos mais novos. Isso ainda era sinistro, mas atrás dessa raiva que carrega, tenho certeza que tem um coração.

— Senti sua falta. — soltou despretensioso — Sabe, a gente podia até ter ido pro mesmo lugar, mas quando você conheceu a Carly ficou meiga. Foi radical.

Ele gargalhava e eu sentia que ainda não estava pronta para rir desse jeito com qualquer coisa que envolvesse a Carly.

— Eu também senti falta, Nick. Mas, eu queria um amigo pra jogar ovo na sala da senhora Briggs e não pra espancar um garoto até a morte.

— Não, Sam. Vai começar com isso? — seu tom já não era baixo — Eu já cumpri o que tinha que cumprir, fiz tudo certo e quero recomeçar. Será que você pode me ajudar em vez de ficar dificultando as coisas?

Sua voz parecia ecoar na casa inteira de tão alto que ele falava. Sua mão fechada em cima da mesa tremia pela força que fazia contra ela. Achei que ele poderia realmente ter mudado, trabalhado nos acessos de raiva, mas com certeza, isso ainda era uma questão mal resolvida. Claro que eu ia ajudá-lo, enfim. É frustrante demais quando as pessoas viram as costas para você porque é difícil de lidar. Eu não suportaria isso e está óbvio que o Nick não tem ninguém de confiança por perto além de mim.

Eu ia respondê-lo, mas o som da campainha nos interrompeu. Por Deus, eram, tipo, nove horas da manhã, por que minha casa já estava tão movimentada?

Abri em um impulso veloz e mal podia controlar minhas pernas bambearem. Era ele. O topete completamente perfeito, uma blusa quase social quadriculada, uma expressão culpada e um pontinho de esperança no olhar. O corpo em que meu ódio e amor se juntavam em imperfeita união. Ali. Parado na minha frente esperando piedade e um pouco de compreensão. Odeio que ele pense que pode conseguir sempre tudo o que quer.

— Você já me ligou umas cem vezes ontem e eu não atendi. Preciso desenhar pra que você entenda que não quero falar com você?

Ele se aproximou e eu deixei a porta abrir um pouco mais. Sua respiração batia contra mim e eu pude sentir meu peito se misturar em desespero e imprevisibilidade. O efeito mais surrealmente insuportável tomava conta de mim quando ficava perto dele e esse era o maior problema de todos. Eu odeio ainda te amar, Benson.

Senti que sua cabeça tombou para o lado e ele parecia observar incrédulo a imagem em sua frente. Adentrou quase me atropelando e ficou frente a frente com Nicholas. Nerd abusado. Sai entrando na porra da minha casa assim com a permissão de quem? Era a hora de alguém acabar com a marra desse moleque.

— Benson, vai embora. — gritei tentando parecer incisiva.

— O que você faz aqui, juvy? — disse Freddie com tamanho desprezo em seu olhar. Se aproximava de Nicholas como se desejasse sua sentença.

— Vai embora, mauricinho. Não escutou a Sammy? — Nick se levantou quase colando sua face na do nerd.

— É o quê? — Freddie segurou o colarinho de sua camisa — Repete, filho da puta!

— Ei! — repreendi em um berro quase agudo — Vocês não respeitam a minha casa? Eu já mandei você ralar, Frednerd.

Nick já estava pronto para empurrar Freddie até o outro lado da casa, mas recuou quando ouviu meu primeiro grito. O nerd me encarava um pouco assustado com um olhar recheado de decepção. Por que ele tinha que aparecer? Finalmente, um amigo resolveu me procurar e conversar. A solidão estava me matando desde aquela noite e foi difícil perceber que eu só tinha Carly, Griffin e aquele idiota como minha companhia. O Jones tinha chegado na hora certa e eu não deixaria o Freddie estragar isso.

— Está esperando o que? Vaza!

— Sam... me escuta por favor. — disse com a feição suplicante — A gente precisa conversar sobre o que aconteceu. Você precisa entender o meu lado da história.

— Ok, deixa eu ver. O Griffin já tinha me dito que te ensinou tudo sobre mulheres no Canadá e que você era o maior dos pegadores lá. E aí, idiota como você é, pensou que ia colar essa imagem de moleque piranha pra cima de mim. Nerd, você é ridículo.

— Eu sempre soube que você não era burra e ia descobrir uma hora. — ele quis se aproximar, mas dei um passo para trás — Mas, eu não fiz nada pensando nisso, Sam, por favor. Você me beijou no hotel primeiro e na hora eu me apaixonei por você. Sabe que é verdade.

É para isso que ele queria conversar? Queria jogar na cara que eu tinha tomado a primeira iniciativa? Benson, você tem se tornado cada vez mais patético para mim. É incrível que o Nick tenha feito mil vezes mais esforço para preencher o buraco de dor que se formou na minha alma. Ficar fitando o Freddie não estava fazendo meu estado se curar e sim tornar ainda mais sombrio.

— Freddie, na boa, vai embora. Eu estou cansada da sua voz, da sua cara, do seu jeitinho imbecil de ser. Não estou nem um pouco afim de ficar lembrando da gente no hotel, da gente na escola, na casa de Last Forest Park, da gente em lugar nenhum.

Nick se aproximava de mim e não parava de encarar o nerd. Eu poderia dizer que ele soltava faíscas de ódio profundo, mas não observei o suficiente para constatar isso com convicção. Passou seu braço em volta das minhas costas e me olhou confiante. Sabe, era bom ter pelo menos um amigo de verdade por perto.

— Com todo respeito, Freddie, — Nicholas pronunciou esse nome com desprezo — A Puckett não é qualquer patricinha que você pega por aí, se ela te diz pra ir embora, obedece. Só uma dica, valeu, meu mano?

Fredward parecia borbulhar em raiva e seu punho já havia fechado na mão direita quando parei para avistar. Ele se aproximava de nós dois a passos largos e lentos e seu olhar parecia fulminar Nicholas. Repousou seus olhos com extremo nojo na mão de Nick que ainda estava repousada em mim, comprimiu os lábios em fúria e suas sobrancelhas pareciam mexer em um misto de descontentamento e asco. Virou para olhar-me e toda sua postura raivosa pareceu se esvair em segundos. Permaneceu em completo silêncio por alguns minutos — que pareceram longos — mas se preparou para falar, mesmo com dificuldade.

— Eu te amo. E a prova disso é que não consigo nem ver esse garoto te encostar sem sentir meu rosto tremer. — suspirou pausadamente — Porra, Samantha. Estou aqui, sou eu, cara. Sou eu. Olha pra mim e me entende.

Percebi que o Jones sustentava uma expressão desafiadora afim de intimidar Freddie. Mas, seu toque havia vacilado quando o nerd enrolou sua mão em um dos meus cachos. Me encarou com o fundo da sua alma aparente nos olhos, colou sua testa na minha e sua respiração descompassada batia contra minha boca. Nossos narizes quase se tocavam e todo o ódio que eu sentia por ele, há um segundo, pareceu se esvair. Minha mente embaralhava, meus pensamentos já estavam completamente desconcertados e parecia surtir um efeito delirante em mim.

— Eu posso te perdoar, posso tentar esquecer, mas nada é capaz de me fazer voltar a te admirar. Você brincou comigo, Freddie. Sabia todas as minhas seguranças, as minhas merdas, minhas dificuldades e mesmo assim decidiu brincar comigo. — me afastei devagar — Preciso me amar antes de amar você.

Ele quase havia perdido o equilíbrio pela força de minhas palavras. Sua feição mudou, seu sorriso desmanchou e sua postura murchou. Parecia quebrado e se eu não fosse a vítima nisso tudo, arriscaria dizer que tanto quanto eu.

— E eu preciso que você entenda que eu não te enganei em nenhum momento. Te amei completamente, com tudo que existe em mim, em todos os mínimos segundos que passamos juntos. — virou de costas um pouco eufórico — Agora, vou respeitar se você quer espaço, mas, pelo menos, aceita que eu não vou desistir.

Parecia segurar as lágrimas enquanto deixava um papel pautado e dobrado em cima do braço do sofá. Bateu a porta com força e me manteve estática como um vegetal ali no meio da sala. Não conseguia me mexer, não conseguia sequer esboçar uma reação com meu rosto. Tantos sentimentos haviam surgido dentro de mim em tão pouco tempo, isso mais estava parecendo uma montanha russa psíquica.

Olhei para Nick e ele estava tentando me confortar afagando meus cabelos. O que tinha naquele papel, afinal? E se fosse algo que seria capaz de me machucar ainda mais?

— Eu preciso ficar sozinha. — disse quase inaudível enquanto corria pelas escadas da casa rumo ao meu quarto.

O papel estava na minha mão e as manchas de caneta pareciam borrões causados por lágrimas. Sentei na cama com certa dificuldade e me pus a ler aquele conteúdo cheia de receio em meu coração.

Princesa,

Te chamo assim nessa carta não por achar que você é uma donzela defesa e ingênua, e sim porque me sinto finalmente alguém importante quando estou do seu lado. Toda essa baboseira de monarquia destruiu a humanidade por anos, mas é inevitável que meu lado não-intelectual contemple o título de rei. É assim que me sinto quando estou com você. Sem soberba, sem falsa modéstia, mas quando você reapareceu, finalmente senti que tinha alguma importância. Ser importante no seu mundo, Puckett, é uma honra pra mim. É mais que uma honra. Na verdade, é a única coisa que realmente importa.

Provavelmente, nesse momento você deve estar com uma cara de tédio por todas as vezes que usei a palavra "importante" ao longo desse texto que te escrevo. Acredite, eu daria tudo para admirar por horas a fio todas as suas reações enquanto você lê isso. Eu amo cada centímetro de você, cada sorriso que você solta quando está nervosa, cada olhar fulminante que me lança e cada vez que você morde a parte interna da bochecha tentando conter apreensão, eu penso em me casar contigo e viver esse sonho pro resto da minha vida. Foi esse efeito que você trouxe pra dentro de mim, Sam. A imprevisibilidade e a perfeição se encaixaram como peças de quebra cabeça ideais e elas te colocaram nos meus braços. Eu digo imprevisível, porque é isso que sempre fomos. É isso que me torno quando você se junta a mim.

Eu, perdido em Seattle, perdido no Canadá, perdido em qualquer canto desse mundo, sou a forma viva e falante do ser mais sem graça e previsível que existe. Por isso, tudo se torna muito mais interessante quando te carrego ao meu lado. Você traz espontaneidade, alegria e emoção na vida de qualquer um que tem a chance de te conhecer. Graças a você, eu descobri coragem e consegui arranjar forças onde eu tinha certeza que só havia fraqueza. Você revirou minha alma, me bagunçou e deixou tudo do avesso. Isso foi a melhor coisa que poderia ter acontecido comigo.

Sam, eu juro pra você que quando nossos corpos se fundiram pela primeira vez numa transa maluca e inesperada, nada que eu tenha vivido antes pareceu tão certeiro e incrível. Naquele momento, todo o meu ser pareceu reacender e minha existência se ressignificou. Eu fui um idiota em todos os anos que passei no Canadá e você, como a bela Samantha Puckett que é, me colocou em um lugar que, finalmente, era o meu. Se eu existo sem você nesse mundo, não tem valor, Sam. Não existe um momento que me senti tão eu quanto nos que passamos juntos. Nenhum prêmio que eu tenha ganhado, nenhum prestígio que adquiri no ramo da tecnologia, parece sequer se comparar com a plenitude que senti tomar conta de mim quando você disse que me amava no chuveiro daquela casa isolada. Seu sussurro ecoou em minha mente por dias e eu não parava de sentir arrepios de gratidão por ter você comigo.

Porque, princesa Puckett, finalmente eu estava vivendo. Eu estava vivendo uma complexa e fascinante história onde um cara não sabe o que fez de tão bom na vida para merecer tanta sorte. Observar seu olhar brilhante logo pela manhã era o meu combustível para encarar a vida, seus cachos dourados iluminando o ambiente era a visão mais linda que já presenciei e ter você só pra mim parecia desafiar a realidade de tão perfeito. Agora, me diz, o que eu devo fazer agora? Não tenho mais seus cabelos para acariciar até as pontas, não tenho seu calor em cima do meu peito e não vou ter mais seu olhar doce me fitando. Eu viva por isso, Sammy. Eu enfrentava toda a merda com a minha família porque sabia que meu porto seguro estava repousado bem ao meu lado. Mas, e agora? Eu só consigo me perguntar, e agora? Eu não tenho mais você e esse é a pior dor que já experimentei em toda a minha existência.

Você renovou tudo em mim, me escolheu como jamais alguém fez e eu posso te garantir que eu nunca fui maluco de mexer com uma Puckett. Eu nunca mentiria pra você, por primeiro, saber que você quebraria minha cara em dois segundos, mas acima de tudo, porque eu te respeito e te amo da maneira mais genuína que essas palavras carregam. Você é personificação de amor pra mim e eu aposto todas as minhas fichas que sempre vai ser.

Obrigado por continuar sendo a luz do meu mundo, pois, mesmo que você escolha não fazer mais parte dele, eu carrego sua luz no fundo do meu coração. Eu vou te carregar por toda a vida como meu primeiro amor e como a mulher mais maravilhosamente incrível que eu já conheci. Isso você nunca vai conseguir tirar de mim. Está impregnado, vive comigo e a minha alma está marcada com seu nome. Pela milésima vez, Sammy: eu amo você. Eu amo você. Eu te amo. Você pode me odiar e me espancar, só não me faz odiar a pior coisa para se odiar, por favor. Eu não consigo odiar esse amor.

Com amor, Freddie.

As lágrimas saíam dos meus olhos como um jato potente. Por que esse nerd tinha que ser tão bom com as palavras? Eu te amo, Freddie. Você é o único que já amei em toda a minha vida. Seu cheiro está impregnado nessa carta e eu não consigo parar de segurar com a maior força que eu consigo. O que você fez comigo, idiota? Essas baboseiras me enojam. Eu odeio o amor. Você pode querer não odiar, nerd, mas eu já tenho odiado mais do que tudo desde que você me decepcionou.

Notas finais
essa carta..... meus amores se eu recebesse uma dessas casava, juro. mas, nossa carnivora favorita é muito cabeça dura. > vcs gostam de qual tipo de pov? geral? pessoal? eu sou mt ruim escrevendo pessoal, jesus kkkkk <comentem o que estão achando e até mais!!! ♥