Changes of Destiny
11 Luxuoso jantar
Notas iniciais
— Por que sempre acabamos assim? — dizia Sam respirando de modo quente contra os lábios de Freddie.
— Me avisa se quiser parar, então... — ele puxou a cintura da loira aproximando-a ainda mais de si e encaixou os corpos perfeitamente.
Pam realmente não estava em casa e Sam, volta e meia, se perguntava o que a mãe tanto fazia na rua que nunca podia estar ali dentro. A loira resolveu dar um basta nas preocupações recorrentes que tinha com a mulher, então não sabia mesmo o que estava exatamente acontecendo em sua vida.
Freddie conversou um pouco com Samantha quando eles adentraram a casa da mesma. Ele ainda contava o que planeja fazer quando seu pai retornar e ele tiver que encará-lo. Sam continuou o encorajando e isso aliviou um pouco o medo que ele sentia.
Os dois subiram para o quarto da menina e Freddie sentiu-se maravilhado com a simplicidade dela e de como vivia. Não era uma espécie de romantização da pobreza e nem nada do tipo, era somente porque Freddie pensava que viver rodeado de riquinhos tinha muitas frescuras certas vezes.
Nas festas formais que frequentava em Toronto, sentia nojo em perceber que as famílias da alta sociedade puxavam o seu saco por conta de sua invenção. Nada parecia verdadeiro naquele mundo e ele sentia falta de ter uma vida um pouco mais simples, como Sam.
Mas, ele sabia que sua posição tinha mudado e não tinha mais como voltar atrás. A pressão e expectativa da escola e família já o atormentavam o suficiente.
Depois de um tempo ali, ambos não conseguiram ficar muito tempo apenas conversando, então isso se cessou rapidamente quando iniciaram mais um beijo.
Sam estava sentada em cima de sua mesa de estudos — que ela mais usava para ver vídeos engraçados no seu notebook — perto da cama. Freddie se encaixava exatamente no meio de suas pernas e segurava as coxas grossas que a loira possuía de maneira firme.
Nada era menos que extremamente intenso quando se tratava deles.
— Desde quando você ficou assim? — Sam riu tentando se desvencilhar dele enquanto descia da mesa.
— Como?
Freddie movimentava suas sobrancelhas marcantes em dúvida.
— Tão safado!
Ele rira e até pensou em responder que já tinha transado com muitas mulheres depois que saiu de Seattle. Pensou até em dizer para Sam que queria fodê-la no começo de tudo para provar que ele era bom. Talvez, o melhor.
O destino não é do tipo que faz brincadeiras em serviço, então Fredward só conseguira responder a primeira verdade que brotou em sua mente.
— Você que me deixa assim.
O moreno a puxou novamente para que eles ficassem colados um no outro.
Eles não entendiam e, provavelmente, nem queriam entender porquê aquilo tudo parecia tão certo. Toda vez que se aproximavam assim, uma sensação avassaladora os invadia como se múltiplas paixões acontecessem seguidamente em frações de segundo.
Ele se pôs a tomar os lábios dela mais uma vez naquele dia, como se quisesse que o gosto dela ficasse eternamente impregnado nele.
— Tudo muito bom, tudo muito maneiro mesmo, mas eu preciso de mais um banho. Fala sério, esse pode ser facilmente o dia mais quente na história de Seattle. — ela falou rapidamente se dirigindo a porta de seu quarto.
Freddie riu silenciosamente pensando que, talvez, não fosse o clima, o principal causador de seu calor.
— Também preciso de um. — sorriu maliciosamente esperando que ela captasse aquela mensagem.
Sam tentou fingir desentendimento em vão.
— Não sei porque ainda tento resistir a você.
Aquela não tinha sido uma frase planejada, pelo contrário, pareceu mais um pensamento escapado do que uma declaração.
Os dois rapidamente desceram as escadas e se beijaram antes mesmo de chegar até a porta do banheiro.
Sam virou a maçaneta de costas, enquanto sorria levemente com seus lábios colados nos de Freddie. Céus, como aquilo era bom. Como era impossível ficar sem.
Nem se referindo ao sexo propriamente dito, tudo sobre aquela relação peculiar era literalmente extraordinário.
Freddie a segurou com força e a colocou em cima do mármore que revestia a pia. Se apressou em tocar sua pele ardente por dentro de sua blusa enquanto ainda não havia quebrado o beijo em seus lábios.
Sam se apressou em tirar a camisa do moreno admirando mais uma vez o fato de que tinha aquele corpo só para ela. Então, voluptuosamente, pôs seus lábios em seu pescoço e mordeu levemente o trapézio que existia no início de suas costas.
O nerd arfou baixinho e sorriu. A eletricidade que já emanava ali dentro era ridiculamente poderosa e os dois pareciam esquecer da realidade quando estavam juntos.
Não só a química sexual era incrível, mas, também, o jeito que se entrosavam em uma maneira geral. Obviamente isso não era esperado, mas eles se entendiam como ninguém. Haviam percebido que além da transa ótima, as conversas poderiam ser tão boas quanto.
Porém, por agora, eles preferiam transar.
Depois de já completamente desnudos, entraram no box e Sam começou a tentar a temperatura do chuveiro.
Freddie a observou com cuidado e acariciou o espaço que existia entre a cintura da loira e sua bunda. Delicadamente, passou a beijar toda a extensão de suas costas e deliciava cada parte. Admirou o quanto ela era perfeita e como parecia ficar ainda mais cada vez que a via completamente nua entregando-se a ele.
Descendo um pouco, começou a dar leves mordidas na sua nádega direita enquanto lambia a mesma com vontade. Apertou com certa força a esquerda e depois chupou o local como forma de anestesia.
Sam virou-se de frente e posicionou a cabeça do moreno perto de sua vagina. Enquanto a sugava por inteiro, Freddie movimentava suas mãos fortes pela barriga e cintura da garota.
Estava viciado em seu gosto e quase delirou em seus próprios pensamentos por estar a ouvindo gemer para ele mais uma vez.
Levantou de encontro a ela, e os dois sentiram a água morna os percorrer rapidamente.
Sam o olhou em uma mistura de ternura e desejo e o abraçou de maneira forte.
Isso, certamente, seria estranho em qualquer outro momento. Mas, ali, pareceu se encaixar como uma luva.
Freddie correspondeu enquanto fazia carinho na ponta de seus cachos loiros. Sorriu de lado, a fitou de um jeito doce e depositou um selinho demorado na boca dela.
Pegou-a pela cintura, levantando seu corpo e a apoiou na parede enquanto a mesma envolvia suas pernas em volta da cintura dele.
— Adoro foder com você, Freddie. — disse Sam já sentindo seu membro desnudo muito perto de sua intimidade.
Ele gemeu de um jeito rouco enquanto roçava seu pau por cima da vagina de Samantha. Lambeu os lábios olhando para aquele par de olhos azuis incrivelmente lindos a sua frente e posicionou-se para penetrá-la de uma vez.
— Quero te ter para sempre assim, Sammy. — ele disse entrecortado depois da sua segunda forte estocada.
Sam arregalaria os olhos depois de uma frase dessas, mas estava tão extasiada pelo prazer que se contentou em apenas pensar que discutiria sobre essa declaração mais tarde.
Sentiu seu corpo esquentar como fogo, enquanto se equilibrava naquela posição envolvendo seus braços nas costas de Freddie.
Passou suas unhas sem delicadeza pela extensão do pescoço do moreno gemendo mais alto a cada estocada, mesmo que estivesse em um ritmo bem lento.
Ambos ora se olhavam, ora se beijavam aproveitando cada momento que aquela transa os estava proporcionando.
Freddie acelerou seu ritmo e Sam podia sentir sua parede do útero sendo tocada de tão fundo que o nerd estava. Ofegante, a segurou ainda mais forte pela cintura e a olhou com extremo prazer indicando estar perto do ápice.
Sam tombou a cabeça para trás suspirando alto sentindo sua vagina se molhar como a água corrente que caía do chuveiro.
Freddie retirou seu pênis rapidamente enquanto despejava o líquido em cima da barriga da garota.
Sam sorriu largamente enquanto punha seus pés no chão. O beijou e sentiu Freddie repousar sua mão, de maneira delicada, na parte baixo de seu cabelo.
— Merda, agora a gente se acostumou a fazer sem camisinha. — ela soltou enquanto pegava o sabonete para finalmente, tomar banho.
— Ainda bem. Sei que você toma injetável, vi a receita da sua ginecologista em cima da mesa do seu quarto.
O garoto disparou despreocupado, mas suas sobrancelhas mexeram em surpresa quando Sam gargalhou ainda o olhando.
— Você tem feito muitas coisas estranhas hoje. Nunca ninguém me chamou de Sammy, ainda mais fodendo comigo.
— Então, fico feliz em ser o único.
Freddie tomou o sabonete das mãos da loira e começou a ensaboar a parte mais superior de seu colo. Sam o olhava confusa, mas decidiu não protestar.
Percebera, em seguida, que ele não estava mais olhando seu corpo como sempre fazia. Suas íris estavam mais claras e a luz do sol da janela do box que batia em seu rosto, parecia ressaltar sua beleza.
Secretamente, Sam achou uma graça o jeito que ele estava concentrado nos movimentos que fazia enquanto "dava banho" nela. Aparentemente, não havia um pingo de malícia, mas apenas cuidado.
Quando aquela tarde maluca acabou — a esse ponto a maluquice estava mais do frequente — o céu escurecia e Sam fechou a porta de casa vendo Freddie ir embora.
Logo em seguida, a loira subiu para o seu quarto afim de ligar para sua melhor amiga.
Deitou na cama e pegou seu celular que havia deixado ali em cima e esperou a morena atender.
— Desculpa ter saído sem avisar, eu precisei resolver uma parada. — dizia ela após Carly ter dito "alô?"
— Tudo bem. — obviamente a garota já imaginava que Sam tinha ido se encontrar com Freddie. Segundo Griffin, eles estavam fazendo isso com frequência. — Também precisei sair pela manhã e nem te avisei. Achei que te encontraria dormindo ainda.
Sam pensou que era bem mais provável que isso acontecesse do que a versão real de como tudo tinha ocorrido. Mas, nada estava normal desde que os meninos haviam chegado.
— Deu uma merda e eu precisei até acordar cedo. Quem dera eu tivesse continuado pdormindo.
Era parcialmente verdade, não é? Merda tinha mesmo dado, mas preferir dormir em vez de transar com Freddie? Essa sim era uma mentira deslavada.
— Jura? Mas você está bem? — Carly realmente parecia confusa. Se sua amiga tivesse saído para encontrar Freddie, que merda poderia ter dado no meio disso?
— Sim, não era grande coisa. Eu já resolvi.
A morena então, percebeu que não deveria se preocupar e que aquilo tinha a ver com o nerd. Sam estava sendo muito enigmática, se fosse outra razão, já teria se aberto com ela.
Carly achava cômico saber de tudo enquanto Sam se esforçava tanto para esconder.
— Beleza, então. Ia mesmo te ligar para avisar que o Griffin quer encontrar com a gente hoje a noite em um restaurante dentro do hotel.
— Ele que te falou? — Sam disparou.
Carly fechou os olhos em desespero e também em expressão de que tinha feito a coisa errada, outra vez. A desculpa que teria que inventar agora seria elaborada.
— O Freddie que me ligou avisando.
Sam teve certeza que Carly estava mentindo. Se Freddie realmente soubesse desse convite de Griffin, ele teria falado com a loira há tempos, já que passaram um pouco da manhã e a tarde quase inteira juntos.
Mas, por que então a morena estaria mentindo? Sam sentiu-se um pouco mal com esse fato, mas também não estava em posição de cobrar sinceridade.
Naquele momento, suas mentiras já estavam impossíveis de ser contabilizadas. Mentia tanto para encontrar Freddie que achou que seria hipócrita pedir para sua amiga falar a verdade.
— Tranquilo, então. Nos vemos a noite.
— Sam, se arruma mais hoje, está bem? O Freddie me disse que é um restaurante chique. Às oito é o combinado, vê se não se atrasa.
Sam revirou os olhos com um sorriso fraco nos lábios.
— Pode deixar, mamãe. — disse ironicamente.
Bufou levemente pensando que teria que usar um vestido.
Colocou-se na frente de seu armário e achou um vermelho gritante no meio de suas inúmeras roupas pretas.
Pegou em suas mãos e soltou uma risada constatando imediatamente que aquele vestido vermelho sangue do estilo coladinho não era seu. Tinha certeza que Melanie havia deixado em sua casa quando fora visitá-la.
Olhou-o com atenção e apreciou o fato de suas alças serem finas. Ela odiava, mais do que tudo, passar calor.
Pensou que seria legal usá-lo com um tênis e resolveu escolhê-lo logo de uma vez.
Deitou-se novamente esperando a hora de começar a se arrumar.
—
Carly descia as escadas usando um cropped tomara-que-caia e uma saia rodada de renda. Nos seus pés, havia um bom e adorado salto alto fechado e seus cabelos formavam pequenas curvas na ponta.
— Uau! Isso tudo é para aquele motoqueiro? — Spencer disse admirando.
— Para, Spencer! — ela respondeu rindo — Daqui a pouco vou me atrasar.
Seus olhos estavam super destacados por uma sombra clara brilhante que ela usava em toda a pálpebra. Seus lábios encharcados de gloss fariam Griffin delirar ao final daquela noite e ela achava que era glamurosa andando de salto.
— Tudo bem, maninha. Cuidado, você sabe que não precisa fazer nada se não quiser. Não deixa o charmezinho desse bad-boy te manipular, saiba dizer não, coloque ele no devido lugar... — Shay ia continuar até ser interrompido por sua irmã.
— Eu já entendi, Spencer.
Ela disse impaciente caminhando até a porta.
Lançou um sorriso em direção ao irmão e saiu.
O carro particular que havia pedido já se encontrava na frente do Bushwell. Entrou e torceu para que Griffin não se importasse pelo seu pequeno atraso.
O restaurante ficava na ala oeste do hotel perto de uma fonte que iluminava o jardim. Sua especialidade era frutos do mar e Griffin já havia se prontificado a pagar toda a conta.
Na verdade, de primeira, queria que fosse um encontro a dois entre ele e Carly, mas sabia que poderia marcar algo assim mais vezes futuramente somente com ela.
O fato de estar fazendo isso para as pessoas que o acolheram tão bem em Seattle, o empolgava também. Sempre gostara de expressar gratidão e achava esta uma boa maneira de fazê-lo.
Carly empurrou a porta enorme de vidro que dava acesso ao restaurante e rapidamente observou Freddie sentado numa mesa redonda média mexendo em seu celular.
Estava com uma camisa social cinza chumbo que combinava muito com seu tom de pele. As mangas pareciam perfeitamente dobradas um pouco abaixo de seus cotovelos e seu topete estava tão penteado que era impossível não reparar.
— Oi! — Carly disse puxando a cadeira ao lado dele para sentar-se.
— Oi, Carly! Como está? O Griffin já está descendo, ele meio que se atrasou porque estava descansando.
Sam e Freddie eram totalmente opostos, mas Carly e Griffin também não ficavam atrás nesse conceito.
O mais óbvio seria pensar que Freddie e Carly ficariam juntos e, que Sam e Griffin se arranjariam dessa forma tambêm. Mas, era incrivelmente chato ficar com alguém tão parecido com você em tudo.
Na infância, Freddie achava Carly muito gentil e bonita. Pode até se dizer que ele tinha uma fantasia de namorá-la em algum momento. Porém, nos dias de hoje, ele a olhava e sentia apenas extremo carinho fraterno.
Não importa quanto tempo ficaram sem contato, ele sempre consideraria Carly como alguém muito importante e achava que ela pensava o mesmo.
— De boa. Eu e você sempre fomos os mais pontuais em tudo! — ela soltou dando uma gargalhada discreta.
— É verdade! Lembra que éramos quase os primeiros a chegar na escola? Até os funcionários nos olhavam confusos!
Os dois riram e Freddie continuou:
— Como você não mudou andando com a Sam? Ela nunca chega no horário combinado.
— Você também não mudou andando com o Griffin! — ela deu um toque leve em seu ombro — Não adianta, é mais forte que a gente.
O moreno concordou com a cabeça e percebeu que Carly estava encarava a entrada.
Griffin se aproximava usando uma calça jeans preta um pouco larga e uma blusa branca um pouco maior que ele. Seu relógio caro brilhava com as intensas luzes que emanavam dos lustres chiques e seu tênis Vans parecia novo de tão limpo.
A garota o observou por inteiro e teve vontade de fugir dali com ele. Havia achado extremamente atraente o jeito que estava ajeitando a correntinha prata fina que usava no pescoço e desejou ser agarrada por aquelas mãos o mais rápido possível.
— Desculpa o atraso. — ele disse sentando ao lado de Carly — Eu meio que perdi a noção da hora.
Lançou um sorriso largo para a morena enquanto se inclinava para cumprimentá-la com um selinho.
Eles sorriram um para o outro após aquele momento e Griffin passou seu braço direito ao redor dela.
— É bom poder te beijar assim em público quando eu quero.
— É, galera, muito bonitinho. — Freddie falou afinando a voz mais que o normal — Só cuidado porque daqui a pouco a Puckett chega.
— Olha, o cara, Carls. Não consegue esquecer a loirinha nem quando ela não está — Griffin disse o olhando seguido de uma risada silenciosa.
Carly riu enquanto Griffin retirava seu braço que a envolvia.
Parecia bobagem, mas sim, era arriscado e eles esperavam que Sam estivesse chegando aquela hora.
Quando Freddie desviou seu olhar para a porta, avistou, talvez, a melhor visão de sua vida.
Sam estava com o vestido vermelho que marcava suas curvas com precisão. Seus cachos pareciam brilhar embaixo de toda aquela luz e seus olhos estavam um pouco mais destacados que o normal.
Ela olhava atentamente ao redor afim de encontrar os amigos. Andava um pouco com o tênis branco em plataforma que usava e levantou uma de suas sobrancelhas ao identificar os cabelos negros de Carly.
Sentou-se no último lugar vago — que era ao lado de Freddie — e cumprimentou a todos. Quis se desculpar pelo atraso, mas ninguém parecia aborrecido porque ela havia chegado mais tarde.
— Limpa a baba um pouco, Freddie — ela disse provocativa quase em um sussurro para o moreno.
Ele, com certeza, precisaria. Estava encantado em como aquela cor estava radiante no corpo dela. Aquele vestido parecia ter sido feito sob medida e realçava todos os pontos que Freddie mais amava.
Seria estranho se ele perguntasse o que aquela lua em pingente de seu colar significava para ela. Era esquisito mesmo, mas ele tinha vontade de conhecê-la ainda mais fundo.
— A gente já pede a comida, mas antes, — Griffin começou — queria dizer porque chamei todos aqui. — suas mãos repousaram na mesa como se ele fosse um chefe de empresa em reunião — Meu aniversário é quarta-feira e e eu nunca o passo em branco. Queria comemorar no sábado e preciso de ajuda, meninas. Vocês fizeram aquela festa incrível no começo do semestre e como eu não conheço muita gente em Seattle, preciso de uma mãozinha.
Sam sorriu largamente e pensou que seria incrível ajudar a organizar a festa de aniversário de Griffin. Amou dar a festa de boas vindas, então se animara com o convite.
— Eu vou a poucas festas, a Sam fez aquela. O mérito é todo dela! — Carly disse um pouco animada — Mas, vou adorar ajudar no que eu puder.
Sorriu simpática e se virou para Freddie que começava a falar.
— A festa vai ser lá em casa. Eu arranjei um jeito da minha mãe sair por uma noite. Como meu pai vai voltar, eu sugeri que ela dormisse na casa da nossa tia Silvia que é corretora para discutir possibilidades de moradia para o velho.
Freddie abaixou um pouco a cabeça e desistiu de continuar contando.
— Seu pai vai voltar? Sinto muito, Freddie! Eu não sabia! Como está se sentindo?
Carly disparou enquanto colocava a mão no braço do garoto afim de confortá-lo.
— Não se preocupe, está tudo bem. — ele a lançou um sorriso leve — Recebi uma ajuda muito eficaz.
Olhou para Sam de maneira significativa e sorriu de lado lembrando-se do quanto ela tinha o escutado. A loira retribuiu mais discretamente e corou um pouco ao notar que aquele olhar estava durando um tempo a mais.
— Griffin, vou ficar feliz em ajudar. Mamãe gosta das festas, então deixa comigo!
Os quatro passaram aquela noite conversando e planejando cada detalhe. Todos sentiam-se animados com o primeiro aniversário do bad-boy em Seattle.
Teria que ser memorável e eles podiam sentir que seria.
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