Notas iniciais
EM TODOS OS SENTIDOS,,, entendam como quiser ((uuuuuhh))) meus amores!!! amo todos os comentarios, vcs sao tudo e olha: EU VOU SMP CONTINUAR A FIC, não vou abandonar naooo!! boa leitura! ♥

— Então, você espera que eu fique calada te vendo sair com a Melanie todos os dias?

— Escuta, Carly, a Mel é minha amiga!

— Fala sério! Você conhece ela há uma semana!

— Mas, a gente se deu bem! Meu Deus, eu preciso de espaço!

— Então, aproveita bastante porque você vai ter. Acabou, Griffin.

Griffin observava incrédulo Carly batendo a porta de sua casa. A verdade é que as coisas entre eles nunca mais foram as mesmas depois que a Sam descobriu toda a verdade. Algo parecia ter os separado imediatamente e a conexão não se instaurava por muito tempo quando ficavam sozinhos.

Estavam brigando quase todos os dias e Griffin apenas encontrava tranquilidade na sua relação com Melanie. Eles haviam se aproximado bastante quando a gêmea aparecera na Ridgeway para entregar o almoço que Sam tinha esquecido. O bad-boy a perguntara sobre o programa completo de tecnologia que existia em Annie Wright e a partir dali eles estavam saindo todos os dias durante a semana.

As visitas a Freddie facilitaram esses encontros também, porque Mel sempre acompanhava a irmã ao hospital. Griffin não saiu do lado do amigo assim que teve conhecimento que ele teria que passar por uma cirurgia no esôfago. O sangramento se espalhou por lá e teve que ser feita uma cirurgia de emergência.

Depois que Freddie adormeceu mais uma vez, esse seu coma mais breve durou pouco tempo até detectarem que uma cirurgia era o caso mais indicado. Sam passou todas as noites com ele e até leu um de seus clássicos preferidos durante algumas estadias. Dom Quixote de La Mancha não era exatamente a leitura preferida dela, inclusive, mal entendia algumas palavras que estavam transcritas ali, mas estava fazendo de tudo para agradá-lo.

Após muito choro e sofrimento, finalmente hoje era o dia que ele sairia do hospital. A cirurgia fora um sucesso e ela se arrumava como nunca antes apenas para buscá-lo.

— Será que o Griffin vai estar lá? — indagou Melanie tomando um gole de suco de laranja que ela mesma havia comprado.

Sam levantou uma de suas sobrancelhas enquanto ajeitava sua franja em frente ao espelho quadrado grudado na parede da sala.

— O que está rolando entre vocês dois, hein?

— O quê? Nada! O Griffin namora, Sammy. E além do mais, ele estava pensando em fazer uma surpresa pra Carly, bom, talvez pra compensar o fato de que está pensando em ir pra Annie Wright no final do ano letivo.

Melanie continuava sugando o canudo do seu suco como se aquelas palavras não dissessem nada. Sam virou-se extremamente surpresa para encará-la. Como assim Griffin estava pensando em ir embora? Com certeza, Carly ficaria devastada em perdê-lo. Sabia que a amiga era muito frágil para aguentar um relacionamento a distância, então isso era quase uma declaração do fim.

— Por que o Griffin faria isso? Eu sei que ele é todo desapegado, não aguenta ficar em um lugar só por muito tempo, mas sério! Ele se apaixonou pela Carly de verdade... eu que o diga! — Sam lembrou-se de todo o esforço que ele colocou na missão de ficar com ela — E além do mais, Annie Wright é uma escola. Por que ele iria pra lá depois do ensino médio?

— O programa de tecnologia que o Griffin quer fazer é independente do colégio. É um curso que garante certificado, mas não tem relação com formação escolar.

— Esse papo de nerd me enjoa. — disparou Sam se aproximando da porta — Vamos?

— Te enjoa só quando não é sobre o Freddie, né irmãzinha?

Sam revirou os olhos avistando a rua. O sol era tão forte que ela pensou que seus cabelos poderiam pesar uma tonelada no fim do dia por causa desse calor. Mas, o céu estava no melhor dos azuis. Parecia mentira de tão bonito e coberto de nuvens de algodão, era simplesmente um sinal natural que hoje era o dia certo para levar Freddie para fora daquela atmosfera horrenda de hospital.

Ela queria se forçar a pensar que esse tempo era em homenagem a ele e não ao funeral de Nick. Ainda estava pensativa se ia, porque, pensava que ele apenas havia morrido por ela. Não podia evitar sonhar com alguns flashes desse momento e sentir-se culpada. Ele era um menino de dezessete anos, as coisas não precisariam terminar daquele jeito.

Pegou um táxi porque estava ansiosa demais para ver Freddie recuperado e de olhos abertos. Sua real vontade era planejar um dia inteiro com ele para compensar a saudade, mas não sabia se ia conseguir segurar as informações. Freddie não havia visto a morte de Nick e talvez nem se lembrasse da prisão de seu pai. Eram muitas novidades densas para serem ditas para alguém que acabou de sair do hospital, e Sam ainda pensava no detalhe de que, talvez, não tivessem voltado a namorar oficialmente.

Queria ficar com ele, mas não queria que pensasse que foi apenas por causa do acidente. Realmente, percebeu que a ideia de perdê-lo a assustava como jamais algo o fez com ela na vida. Não conseguia apagar o que sentia por Freddie e se recusava a odiar esse amor. Assim como ele tinha dito na carta.

Deixou Melanie na recepção e se direcionou quase correndo ao quarto dele. Mal podia acreditar que finalmente ele estaria bem.

Adentrou e o avistou sentado comendo gelatina enquanto vestia uma daquelas camisolas engraçadas de hospital. O lado frontal de seu pulso ainda possuía um acesso e ela pôde observar que ele estava no soro. Freddie estava radiante e completamente feliz como há muito tempo Sam não via. Gargalhava enquanto ouvia Griffin falar e fazia caretas tentando terminar aquele doce que parecia não ter muito gosto.

— Oi! — Sam disse não podendo conter um sorriso largo.

— Oi, Sammy! Que bom que você veio. Olha, o Griffin está aqui! — Freddie dizia mais alegre que o normal e Sam estranhou.

— Ele está sob efeito da anestesia ainda. — explicou Griffin rindo um pouco.

— Ah! — Sam fez uma pausa — Olha, a Melanie está lá fora caso queiram conversar.

— Beleza, até mais! Vejo vocês na saída.

O bad-boy deixou o quarto saltitante e um pouco eufórico. Sam ainda achava muito estranho esse comportamento de ambos, afinal sempre percebia que Melanie soltava uma risada um pouco suspeita quando falava dele. Pensou se deveria fazer algo para impedir alguma besteira que pudessem estar fazendo, afinal Carly ainda era sua amiga. Será que era melhor não se meter?

— Como está? As dores passaram?

— Sim. Os médicos me deram uns analgésicos.

Sam se aproximou e segurou sua mão que estava livre. Seus olhos não conseguiam se desgrudar dos dele e ela quis perguntar se Freddie lembrava-se da vez que acordou com ela chorando em seu peito.

Esses dias pareciam meses de tão complexos e cheios de acontecimentos que foram, ela queria parar o tempo, pausar em alguma cena. Talvez escolheria essa em que os dois se comunicavam apenas através do olhar.

Freddie fitou curioso o movimento que o dedão de Sam fazia sobre o dorso de sua mão. Era um carinho tão delicado que ele duvidou que fosse ela mesmo o fazendo.

— Ainda está brava comigo? — perguntou ele sem parar de olhá-la.

Na hora, a loira percebeu que ele realmente não se lembrava de muita coisa. Bom, não esperava mesmo que ele se recordasse das noites que ela passou no hospital enquanto ele esteve em coma, mas sim da vez que o mesmo acordou e soltou aquelas palavras carregadas de amor. Sam sabia que ele achava que iria morrer e por isso se declarou. Mas, esta não queria esperar esse ponto para fazer o mesmo.

— Não, Freddie. — ela passou a acariciar seu rosto — Não quero passar mais tempo brava com você. Eu te amo.

Ele pendurou um silêncio um pouco longo enquanto aproveitava as carícias que recebia. Seus olhos fecharam-se em satisfação e ele quis desabar em um choro um pouco melodramático. Ainda não entendia como que apenas uma mulher conseguia fazer tudo aquilo com ele. Seu coração dava um mortal duplo no peito, suas mãos formigavam e ele podia jurar que seu rosto ruborizava de tanto segurar um sorriso aberto.

— Eu nunca quis te magoar. Me perdoa por aquela aposta idiota, por favor.

Sam sentou-se em sua frente na cama passou um de seus dedos sobre os lábios dele. Não queria que ele se estressasse com nada disso agora, porque ela mesma não via mais peso nessas coisas. Apenas estava grata por Freddie estar bem e vivo. Isso era o que mais importava no momento, não suportaria perdê-lo jamais.

— Isso tudo já passou, Freddie. Confia em mim, está tudo bem.

Ele formou um sorriso leve no rosto e pela primeira vez em muito tempo sentiu uma paz o invadir por completo naqueles mínimos segundos.

— Eu preciso sair desse lugar. Minha vida está lá fora, preciso ver minha mãe, preciso colocar meu pai na cadeia.

A garota arregalou um pouco os olhos percebendo que ele não se lembrava de nada do tribunal. Como ela poderia dar a notícia que ele já estava preso? Pensou ainda em senhora Benson e nas revelações que ela havia deixado escapar naquela noite em que Freddie ainda estava desacordado. Era quase impossível lidar com alguém recém consciente, ela refletia se ele ao menos se lembrava de alguns fatos que ocorreram um pouco antes.

Virou-se quando ouviu o ruído da porta e levantou da cama quando avistou o médico.

— Senhor Benson, como se sente?

— Bem.

— Ótimo, hoje é o dia! Vamos te dar alta. — ele direcionou seu olhar a Sam — Você que vai acompanhá-lo?

— Sim. — respondeu ela um pouco sorridente.

— Que bom. A receita dos remédios e a dieta que ele deverá seguir durante as próximas duas semanas vão estar na recepção. Não esqueça de buscar antes de sair, senhorita Puckett.

— Claro.

O nerd movimentou as sobrancelhas e deu um sorriso comprimido ao doutor Roosevelt enquanto este desvencilhava ele do acesso do soro. Fora um alívio quando o médico pronunciou "fiquem bem, meninos" e saiu da sala, era como se fosse o fim oficial de todo aquele pesadelo. Nem ao menos Freddie sabia ao certo porque tinha parado no hospital, mas uma felicidade tomava conta de seu coração todas as vezes que pensava em voltar para casa e dormir na sua cama.

— Como ele sabia seu nome?

— Freddie, você acha que eu não vim te visitar nenhum dia?

— Mas, ele sabia até seu sobrenome, Sam! Não me diz que você veio aqui mais de uma vez.

— Por que? É crime? Tudo bem que minha coluna está um pouco ferrada, mas valeu super a pe-

— Você dormiu aqui? — Freddie formava um grande sorriso enquanto fazia essa pergunta.

Sam desviou o olhar se condenando um pouco. Não queria entregar tão fácil assim que esteve sofrendo pela situação de Freddie todo esse tempo, afinal, tudo que fizera foi porque quis, porque se preocupava genuinamente com ele. Não queria fogos de artifícios, agradecimentos e nem reconhecimento de nada, não havia feito isso para provar nada a Freddie. Ela o amava demais sem esforço e era o que bastava para ter tomado as decisões que tomou.

— Precisa de ajuda pra trocar de roupa? — indagou afim de mudar de assunto — Sua mãe colocou umas mudas nessa bolsa quando você foi pra sala de cirurgia.

— Não precisa. Eu já volto.

Foi então que Sam matutou o que faria com ele quando saíssem dali. Talvez, Melanie e Griffin teriam uma ideia mirabolante e incrível para animá-lo e matar essa atmosfera horrorosa que havia se formado. Claro que tudo não passava de um milhão de loucuras, mas Sam sentia-se um pouco culpada. Se não tivesse deixado Nick se aproximar, nada disso teria acontecido, nem mesmo sua morte.

Decidiu que não compareceria ao funeral, porque já eram coisas demais para se pensar. Ela não queria que Freddie recebesse um baque tão forte a ponto de fragilizar até sua saúde, hoje focaria apenas em fazê-lo ter um bom resto de dia.

Pegou as receitas na recepção como o médico havia recomendado e dobrou para que coubessem na bolsa de Melanie — ela era a única das gêmeas que carregava uma. Freddie ainda andava com um pouco de dificuldade e Sam acompanhava seu ritmo. Abriu a porta para que ele passasse e avistou de cara sua irmã e Griffin dando algumas gargalhadas altas perto do jardim que existia na entrada.

— Oi, Freddie! Tudo bem? — disse Melanie simpática e sorridente — Sou Melanie, irmã da Sam, você lembra de mim?

Elas eram realmente idênticas, mas por algum motivo Freddie achava que seu sorriso não era tão brilhante como o de Sam e que seus cachos não eram tão dourados. Melanie Puckett era linda e encantadora, mas para ele, ela não tinha todo o brilho deslumbrante que Samantha possui. Sabia que seu amigo estava a olhando diferente pela conversa que tiveram mais cedo e pensou que talvez esse fosse o novo tipo dele. Mel era tão doce, estudiosa e disciplinada como Carly e a atração de Griffin por ela, de repente, não parecia ser coincidência.

— Claro! Você estuda na Inglaterra, não é?

— Sim! Voltei pra cuidar da Sammy e da minha mãe por um tempo.

— Eu não preciso de ninguém cuidando de mim. — Sam disparou rapidamente.

Freddie revirou os olhos pendurando um sorriso bobo nos lábios.

— Então, irmão, hoje é seu dia de liberdade! — comentou Griffin animado — O que quer fazer? Estou com sua Range Rover, hoje você escolhe e eu dirijo.

— Vocês me mimam demais! — Freddie riu — Não precisa, sério, eu sei que você odeia dirigir carro.

— Não. Eu odeio dirigir carro quando é inútil! Mas, hoje não é! — Griffin segurou no ombro do amigo — Vamos, Freddie, fala logo ou eu te deixo aqui sozinho e levo as gêmeas comigo.

Sam fez uma careta porque era estranho estar inclusa no pacote de "gêmeas", mas como era de se esperar Melanie achou exatamente o oposto, ela achava adorável o jeito que Griffin falava isso.

Freddie escolheu ir ao Kerry Park porque estava próximo do horário do pôr do sol. Ele amava a brisa que Seattle soprava nesse horário e queria curtir o ar mais puro que pudesse depois de só sentir cheiro de morte naquele lugar. Ele não queria que ninguém sentisse dó dele nem nada parecido, mas era bom poder escolher um lugar para passar a tarde e todos concordarem. Sabia muito bem que Griffin apenas fazia isso para agradá-lo, porque não era nada fã dessas caminhadas ao ar livre.

Os quatro sentaram-se em um banco extenso que ficava bem em frente a Space Needle. Apesar de tudo, Freddie amava aquela cidade e estava decidido a passar bons anos da sua vida ali. Tinha bons motivos para permanecer, mas o principal era estar com Sam.

— Ei, vocês não querem chamar a Carly?

— Não. — respondeu Griffin em rapidez — Quer dizer, tudo bem, mas não sei se vai ser muito legal. Nós terminamos essa manhã.

— O quê? — fora um uníssono.

— Eu ainda gosto dela, mas não estava dando certo desde que a Sam descobriu todo aquele plano imbecil. — explicara ele — Agora, pelo menos, eu me sinto livre pra ir estudar em outro país de uma vez.

— Como assim? — indagou Freddie.

— É história longa, irmão, depois conversamos. — ele fez uma pausa e encarou Melanie que mantinha seus olhos brilhando — Vou pegar algo pra comer, alguém quer?

Sam e Freddie permaneceram em silêncio e Mel se juntou a Griffin alegando que queria um sorvete. Os dois que permaneceram sentados apenas perduraram um silêncio contemplador por um tempo. Observavam com atenção o céu se misturar em tons de laranja. Com certeza haviam isso em comum, amavam esse período do dia, ainda mais em Seattle. A brisa suave que batia nos cabelos de ambos apenas deixava o clima mais e mais agradável, mas Sam precisava quebrar isso.

Era difícil, mas precisava saber como estava a mente de Freddie e como seria daqui pra frente.

— Como está sua mãe, Sam? — disse ele antes que ela pudesse falar qualquer coisa.

— Espero que bem, ainda não estamos podendo visitá-la, mas em poucos dias eu e Mel vamos.

Ele segurou sua mão e entrelaçou seus dedos. Direcionou seu olhar a Sam vagarosamente e aumentava sua força ao segurá-la. A verdade é que ele queria mostrar que estava lá por ela, porque lembrava-se claramente que ela esteve com ele nos momentos mais difíceis. Após a noite de abuso, tudo era um grande borrão na mente de Freddie, mas todos os acontecimentos anteriores estavam completamente frescos na sua cabeça. Jamais podia esquecer o seu porto seguro.

— Se você quiser, eu posso ir também.

Sam comprimiu os lábios e tentou sorrir, mas saiu mais leve do que queria.

— Freddie, é tudo muito confuso, eu sei, até eu não estou entendendo as coisas muito bem. — suspirou pesadamente — Mas, você precisa saber tudo que aconteceu.

— Eu sei que você me acusou de ter te abusado e eu fiquei puto e tudo mais. Eu lembro, inclusive, da nossa conversa na aula de informática, Sam, então você não precisa-

— O seu pai está preso. — interrompeu ela — Você foi pro hospital porque o Nick te bateu. Foi tudo horrível e rápido demais, eu mesma nem vi direito quando ele se matou.

Freddie engoliu em seco e olhou para baixo ainda tentando processar todas as informações que recebia. Tudo era novo demais e sua cabeça parecia explodir. Ele levou as costas da mão ao rosto tentando conter uma dor avassaladora que o incomodava atrás dos olhos. Seu semblante era de puro desconforto e a sensação era como sonhar acordado. Muitos flashes repousaram em sua mente fora de ordem e nada parecia fazer sentido.

— Freddie, olha pra mim, você está bem?

— Sam, não mente pra mim. Por que está mentindo? Eu saí do hospital, mas não sou louco, sei que meu pai não está preso. Por que eu não consigo me lembrar disso?

Sam o segurou pelo braço quando ele fez menção a se debruçar nas próprias coxas. Seus olhos ainda espremiam em dor, mas ele não parava de encará-la.

— Calma, calma, Freddie. — suas sobrancelhas mexiam em um quase desespero — Presta atenção em mim, eu não estou mentindo, suas ideias estão embaralhadas por causa do coma, me escuta.

— Não. — ele falou em lamento — Não faz isso comigo, por favor, não me engana. Eu só fui pra um coma, não virei um imbecil. É impossível que eu não lembre da prisão do meu próprio pai!

Sam soltou um grunhido de descontentamento. Era inacreditável o que estava acontecendo ali, pois, queria ser justa e tudo que recebera foi uma patada bem no meio da cara. Sabia que não devia confiar nele tão rápido assim, tinha certeza.

— Não sou eu quem te engana nessa relação.

Ela disparou como uma flecha e simplesmente levantou e saiu. Freddie franziu o cenho em raiva, porque estava não podia acreditar que isso era mesmo real. Não importava a surra que tenha levado, não importava a complexidade da cirurgia pela qual havia passado, era simples, em sua concepção, que não aceitasse que sua memória tenho traído dessa maneira. Lembrava-se, claramente, o quanto trabalhou para que seu pai fosse parar atrás das grades, então era inconcebível que não se lembrasse disso.

"Não tem como esquecer algo assim", pensou ele.

— Carly, precisamos conversar, estou indo aí. — Sam falava com ela pelo telefone enquanto fazia sinal pro ônibus.

— Espera, Sam, não estou em casa. — ela respirou firme — Algo aconteceu e eu estou indo resolver. Sei que o Griffin está no Kerry Park, ele postou no instagram, estou indo encontrá-lo.

— Shay, eu estou aqui também! Me encontra na ala leste.

— Tudo bem, eu te aviso.

A morena desceu do carro de aplicativo assim que avistou a árvore principal. Já estava escurecendo, então era difícil detectar Griffin no meio daquela imensidão de grama e mato. Haviam até algumas crianças brincando em certos lugares, mas deu graças aos seres divinos pelo local ainda estar relativamente vazio.

Andava pelos asfaltos e sentia seu coração pulsar mais forte. Amava Griffin e não queria deixar um ciúme bobo estragar o que tinha com ele. Nunca havia se apaixonado assim por ninguém e de certa forma achava que Melanie nunca se interessaria por ele, de qualquer jeito.

Avistou uma jaqueta de couro familiar e espremeu os olhos sorrindo. Era ele. A única coisa que esperava era abraçá-lo e tê-lo de volta para si, mas a realidade era tão diferente. Como um soco no estômago, reparou que um braço coberto de mangas rosa choque o envolvia pelo pescoço. Griffin estava beijando Melanie e deslizando suas mãos pela cintura da garota, assim como sempre fez com Carly.

A garota sentiu uma fisgada em seu peito e se pôs a chorar desesperadamente sem ideia do que faria dali pra frente, mas de uma coisa ela tinha certeza: jamais perdoaria Griffin Andrews.

Notas finais
*kerry park é REAL e existe como td q coloco nessa fic *calma, vc sabia q space needle eh o nome daquela torre famosa de Seattle? comenta o que estao achando e atéee mais! ♥