Changes of Destiny

41 Compromisso eterno


Notas iniciais
MEU SINGELO EPILOGO !

Hoje poderia ser o dia mais cafona da vida de Samantha Puckett, mas por incrível que pareça, ela não pensava dessa forma.


Claro que ainda achava a decisão mais louca de sua vida declarar um amor romântico na frente de um bando de gente. Ser o centro das atenções. Usar um vestido mais branco que a cor de sua pele. Ser atrelada à pureza, ao altar e ao divino. Isso seria impensável em outros anos de sua vida.


Mas, de novo, surpreendemente, ela tinha vontade de fazer tudo isso contanto que tivesse a certeza que ao final do caminho do altar lá estaria Freddie.


Era sim a celebração de um grande amor que deu certo e também era na frente de todos. Mas, pensou cuidadosamente em cada um ali presente e no carinho que sentia por eles.


E, afinal, depois de tantos anos lutando arduamente por esse amor, a melhor forma de comemorar o êxito não seria essa?


Era lindo. Um jardim verde como esmeralda, uma fonte branca como a neve, uma abóboda rodeada de lírios perfeitamente embranquecidos. As cadeiras eram de madeira pura amarronzadas com verniz recém passado. Cada lugar tinha um propósito. O púlpito era transparente e lá esperava a presença de um juiz de paz que fariam Sam e Freddie serem atrelados um ao outro pro resto de suas vidas.


Estamos falando de Sam Puckett e Freddie Benson. Cada detalhe foi meticulosamente calculado e estudado, assim como cada um destes mesmos detalhes foram pensados para ser destruídos e abandonados pela espontaneidade de Sam.


Nada sairia totalmente como planejado e Fredward já tinha acatado esse fato no minuto em que decidiu ser noivo de Samantha Puckett.


Contudo, mesmo com sua imprevisibilidade, ele nunca duvidou da resposta de sua amada na hora da indagação. Ansiava, sonhava, esperava esse tão sonoro "sim" que ecoaria pra sempre em sua mente. Um nerd pragmático, exigente e cauteloso aguardava ansiosamente para viver para sempre com uma valentona ousada, destemida e sem pudor. Os grandes astros do mundo se realinhavam, a lua queria encontrar o sol, Marte tentava encostar em Netuno. Todos os improváveis virariam prováveis. Todos os impossíveis tornariam-se possibilidades. Isso porque dois opostos se encaixavam como uma perfeita luva feita sob medida para uma mão. Porque os opostos se atraem, as energias se conectam e os desejos se complementam.


— Somos cargas opostas, noite e dia, luz do sol e luar. Sam, sei que vai me chamar de nerd, mas até a física previa que ficaríamos juntos. A força entre dois corpos é atrativa quando eles têm cargas diferentes, a noite e o dia se encontram no nosso período favorito: a tarde. A luz do sol é invadida pela lua no eclipse solar. E eu sempre vou ser seu pôr do sol, sua carga elétrica opositora, seu eclipse solar. Mesmo quando discordarmos, eu estarei lá. Mesmo quando discutirmos, eu estarei lá. Porque minha vida só faz sentido com a sua intervenção e a sua oposição à mim. A escuridão precisa da luz e você é a luz do meu mundo. O seu imprevisível me torna o homem mais vivo da face da terra. E nosso amor está marcado na minha alma e meu coração ecoa o seu nome. Jamais conseguiria odiar esse amor, nem se eu tentasse.


Sam usava um vestido de cetim simples e reto. Seu cabelo era meio preso, sua maquiagem leve. O sol que reluzia atrás parecia contornar sua silhueta. O dourado de seus cachos nunca esteve tão brilhante, seus olhos nunca estiveram tão destacados. Sua beleza era deslumbrante, quase irreal.


Freddie mal podia acreditar que presenciava essa cena. Entendia que o mínimo era deixar seu topete perfeitamente arrumado, seu terno bege era perfeitamente cortado e até a flor que saía de seu bolso era metodicamente posicionada. Mas, não compreendia como Sam conseguia ficar absolutamente perfeita mesmo não se importando com esses detalhes.


— Olhando esse pôr do sol, da nossa casa, do nosso lar, lembro da primeira vez em que planejamos uma fuga juntos. Queríamos nos isolar do mundo e assim, resolver nossos problemas, só nós dois. Por muitas vezes, falhamos. Mas, hoje, no dia que poderia ser o mais cafona da minha vida, – Ela riu fraco e ouviu risos também – eu me sinto grata por não precisar mais fugir de nada, porque superamos tudo juntos e nunca nos largamos. Agora a gente pode celebrar nosso amor maluco de nerd e descolada na frente de todos que nos amam e isso não tem preço. Eu te amo, Freddie e amo nosso amor improvável. Eu digo "improvável" porque é a leitura de todos e já foi a minha, porém hoje percebo que você é tudo que eu sempre quis e precisava. Não sei se é a física, nerd, mas eu também sabia que estávamos predestinados a ficarmos juntos. Eu amo marrom porque é a cor dos seus olhos, ser cor de molho de carne é uma mera coincidência. Eu odeio listras porque ninguém fica tão bonito nelas quanto você. Eu amo o jeito que você fala de tecnologia e sei que nunca vão ser tão boa como você. Eu nunca te esqueci, Freddie. Até na hora de ter meu primeiro beijo, eu quis você. Sempre foi você.


O juiz de paz calmamente chamou a entrada de alianças e um barulho ecoou por todo o espaço. Todos estavam impressionados. Sam abriu a boca em completo choque. Melanie carregava uma Softail Slim 2016 clássica até o altar. As alianças estavam fixadas em cima da lanterna frontal e havia um laço de presente no guidão.


— Eu sei que você sempre quis uma Harley Davidson, então resolvi fazer uma surpresa. — Freddie cochichou.


Griffin não sabia se admirava a moto ou a garota. Ameaçou matar Freddie em sua mente por ter mentido para ele, mas isso era uma outra história.


Sam e Freddie trocaram alianças e prometeram ser fiéis e se amarem, respeitarem na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza por todos os dias de suas vidas até que a morte os separassem.


Sam e Freddie viveriam juntos pra todo o sempre.



(...)


A festa posterior a cerimônia foi realizada no mesmo local, ao ar livre. Havia muita bebida e os convidados rasgaram elogios a mesa de guloseimas da empresa de Brad.


Varais de luz amarela cuidavam da iluminação do local e traziam um clima aconchegante para a celebração.


Sam já havia calçado um all star, porque não suportou a dor nos pés ao usar salto. Ela dançava livremente e Freddie também. Ele tirara o blazer a fim de ficar mais confortável.


— Oi. — Griffin soltou após um longo suspiro. — Sei que você, talvez, nem queira me olhar, mas eu não podia deixar de falar com você.


Melanie deu um sorriso genuíno. Em seu gesto havia uma pitada de deboche, pois achara engraçado como Griffin podia ser tão confiante em tantos aspectos, mas ficava sem jeito com sua presença.


— Da onde você tirou que não quero falar com você? — Riu novamente — Tudo aconteceu há mais de três anos. Já passou.


Ele sorrira e nem acreditara. O sorriso foi de alívio, sua respiração mudou, a garrafa de cerveja tremera em sua mão. Colocou a mão no bolso pra disfarçar o nervosismo.


— Vou te contar uma coisa que não contei pra ninguém ainda, nem mesmo pro Freddie. — Ele disparou.


Melanie levantou as sobrancelhas como quem demonstra interesse.


— Recebi uma proposta de emprego pra trabalhar na filial da Harley em Londres. Preciso da indicação de bons restaurantes, você mora lá há tanto tempo, não é?


A gêmea riu sem pudor.


— Bons restaurantes pra quê? Peça sugestões de bons bairros, afinal você vai aceitar o emprego e vai morar aonde?


— Moradia já tá garantida se eu conseguir te conquistar te levando em um bom restaurante.


A loira não resistiu ao papo do motoqueiro. Soltou mais uma gargalhada. Ele realmente conseguiu quebrar o gelo, ser charmoso e ter senso de humor. Melanie sabia que era apenas questão de tempo para que Griffin se sentisse a vontade para investir nela.


A verdade é que gostava muito da sua vida em Londres. Ser pesquisadora em biologia a assegurava uma boa vida, além de que continuava muito interessada pelo seu ramo apesar dos anos de estudo. Mas, alguns aspectos de sua rotina podiam ser solitários às vezes.


Além de que Melanie nunca negou seus sentimentos e envolvimento com Griffin. Apesar de ter se relacionado mais uma vez na Inglaterra, o bad boy não era fácil de simplesmente esquecer.


— E a Carly? Como vocês estão?


Griffin franziu o cenho e apontou pro meio da pista de dança, onde Carly dançava uma música lenta com Brad.


— Ela realmente encontrou a felicidade com o Brad.


A loira sorriu. Gostava de Carly verdadeiramente e ficara feliz ao ver que tudo havia dado certo.


— Vem cá, Griffin Andrews, — ela sussurrou aproximando-se dele — quer dizer que você vai ser o mais novo britânico do grupo, então? E Seattle? Não vai sentir falta?


Ele mordeu o lábio inferior sorrindo.


— Em Londres, eu vou ter uma companhia muito melhor. — disparou no pé do ouvido de Melanie.


Antes de beijá-la, fitou seus olhos de maneira profunda e demorada. Sentiu faíscas como na primeira vez em que a vira. As respirações começaram a se misturar, eles roçavam os narizes e o suspense era tanto que ele podia jurar que seu peito pulava em detrimento dos batimentos cardíacos. Deixara essa mulher correr para longe, complicou demais as coisas e errou demasiado. Mas, agora era tempo de acertar, assim como fizeram seus melhores amigos.


Quando os lábios quentes de Melanie tocaram os seus foi como se tudo ao redor tivesse desaparecido. Desejou viver isso todos os dias, desejou essa sensação por longos e longos anos. Nunca mais havia beijado uma mulher que o deixava tão eletrizado e tão fora de seu próprio corpo. Contudo, aquela não era qualquer mulher.


— Bem vindo a uma nova vida, mate! – ela exclamou enquanto davam aos mãos caminhando para longe.


A festa já estava quase vazia, algumas pessoas da organização já retiravam enfeites de mesa.


Freddie e Sam dançavam colados lentamente quando o moreno percebeu a interação dos dois. Não esperava que isso seria possível, mas Griffin realmente viu-se fisgado pela irmã gêma de sua esposa.


Esposa. Agora poderia chamá-la assim. O quão insano isso era?


Repousada no espaço entre seu pescoço e clavícula, a esposa de Freddie fechava os olhos desejando que aquele momento jamais acabasse.


— Hoje é o melhor dia da minha vida. — disse Sam.


Freddie procurou seu olhar e viu-se perdido por alguns segundos. Ainda ia demorar para cair a ficha de que se casou com o amor de sua vida.


— O meu também, não queria que acabasse.


Sam sorriu.


— Daqui pra frente nada tem mais fim. Estamos só começando.


Sem hesitar, puxou-o pela mão com força fazendo com que os dois corressem em direção ao quarto que dormiriam para a noite de núpcias.


Podia ser um pouco cedo para isso, mas o casamento era deles, nada mais justo do que fazer o que desse na telha.


O espaço era simples, rústico, mas tinha um charme especial e bom gosto. A cama era baixa, mas ampla e comportava um dossel clássico com suporte de madeira, igual ao seu revestimento estrutural. Os travesseiros possuíam franjas laterais e os tons de jogo de lençóis eram claros com flores naturais coloridas repousadas em cima.


— Isso é perfeito. — Freddie suspirou.


— Perfeito é ter ganhado uma Harley Davidson do meu marido no dia do meu casamento. — Sam o olhou com ternura — Como que você consegue essas coisas?


— Tenho meus contatos. — Freddie deu uma piscadinha.


Puckett riu balançando a cabeça negativamente.


— Dá pra acreditar? — fez uma pausa pra respirar fundo — Inimigos na infância, depois nunca mais nos vimos, você foi pra Toronto. Você volta numa festa minha. Eu quero ficar com seu amigo. — Freddie fez uma careta — Nos envolvemos em um quarto de hotel, passamos por todas as complicações possíveis com as nossas famílias e agora estamos aqui: prestes a construir a nossa. Juntos. Meu Deus, eu vou ficar com um nerd pro resto da vida.


Freddie solta uma risada baixa enquanto senta-se na cama com calma. Sam junta-se a ele também sorrindo. A verdade é que, ele sempre acreditou, de alguma forma, que um grande amor estava reservado para sua história. Samantha não era uma candidata, assim tão impossível, afinal não conseguia parar de admirá-la desde o momento em que a conheceu.


Ele tira o cabelo dela do caminho repousando-o em suas costas. Beija levemente a clavícula e o pescoço desnudo da loira. Sua pele arde quase em febre e Freddie agradece aos céus por poder sentir esse toque pelo resto de sua vida.


— O seu nerd ama você. — diz entre beijos bem perto do ouvido de Sam. — E você não escapa mais. Agora é pra sempre.


— Nunca quis escapar. – retruca a loira fitando seus olhos veementemente.


Ela depositava beijos vagarosos em uma de suas bochechas, aproximando-se da boca. Freddie aprofunda o toque a segurando com delicadeza pelos cabelos e o beijo se intensifica. Agora são marido e esposa. São, perante a lei, parte um do outro. Suas vidas estarão para sempre emaranhadas em um grande nó resistente impossível de se romper.


Sam sente, pela primeira vez como esposa, fogos de artifício ardentes estourarem em todo o seu peito ao sentir Freddie pressioná-la contra seu corpo. Ele repousa uma das mãos na cintura da mulher, atraindo mais para perto querendo fundir-se a ela como um só.


Seu corpo amolece e sua boca solta um arfar de prazer quando o moreno se dispõe a beijar com volúpia toda a extensão de seu pescoço chegando rente aos seu seio direito. Seu coração acelera, sua coluna curva-se e seu lábio comprime-se como expressão total de prazer. A intensidade é extrema, a ponta de seus dedos da mão queimam ao sinal de cada toque.


Freddie passa os dedos lentamente nas alças finas de seu vestido, aumentando a tensão prazerosa que ambos exalam. Cada partícula do corpo de Sam implora por esse contato. Cada fragmento do ser de Freddie suplica por permanecer nessa dança íntima. Ele ainda se encanta expressamente pela beleza do corpo nu de Samantha. Os seios macios, fartos e coloridos. O quadril desenhado e rebolativo ao ser incentivado pelo prazer. Freddie acompanha cada movimento como apreciador de uma linda arte.


Falha em se controlar e abocanha com toda luxúria presente em seu ser, ambos os mamilos intercalando conforme deseja. Sam, mais uma vez, deixa escapar um gemido leve, mas carregado de prazer. Passa os dedos mais verozmente dentre os fios de cabelos escuros de Freddie, entrega-se totalmente a essa sensação e eles voltam a se beijar.


Em um movimento de urgência, beijam-se intensamente como se suas vidas dependessem disso. Sorriem entre o beijo satisfeitos pelo tesão forte que já percorria seus corpos. O vestido de Sam já escorregara até o pé, então ela não se importara de sacudir os pés para que ele caísse, finalmente, no chão.


Freddie esfrega os olhos e custa a acreditar que sua mulher está usando a calcinha branca rendada mais linda do mundo. Ele usa seus dedos para começar a explorar seu íntimo e solta uma risada baixa satisfeita quando percebe que Sam está completamente pronta para ser preenchida por ele. Utiliza o dedo médio para passar delicadamente ainda por cima do tecido fino. Sam grunhe e segura seu ombro com certa força.


Fredward começa, então, a explorar todo o corpo da loira com sua boca demorando-se no final de sua barriga. Pula propositalmente sua vagina e beija lentamente as duas partes internas de sua coxa. Puckett morde o lábio sutilmente enquanto tenta conter seu desejo.


Em vão, pois Freddie passa a língua incisivamente no clitóris de Sam, mas ainda por cima da calcinha. Ela movimenta a cintura a fim de intensificar essa sensação, então ele rapidamente arranca a peça íntima e admira a vulva encharcada de sua, agora, esposa.


Sam mostra impaciência tamanha vontade de tê-lo, mas Freddie não demora a chupar toda a extensão de seu íntimo lambendo o ponto G. A loira finalmente solta um gemido alto que conteve durante todo esse tempo. O nerd, por sua vez, concentra-se nos seus movimentos enquanto sente seu membro endurecer.


A mulher ergue-se em um ímpeto e ajuda Freddie a se livrar das calças. Ele desabotoa a camisa e ajoelha apenas de cueca na cama, tomando os lábios de Sam mais uma vez. Ela, em seguida, em premência arranca o último tecido que atrapalhava a penetração.


Após totalmente dentro, ambos arfam em absoluto prazer. Freddie começa a estocar com delicadeza aproveitando cada centímetro daquela textura ardente. Ele abaixa com a respiração descompassada perto de sua orelha.


— Sam, como você é gostosa... – Benson mal consegue pronunciar.


Entre gemidos altos, ela envolve suas pernas na cintura de Freddie permitindo que sinta todos os movimentos agora já mais acelerados. Os rostos se colam, o suor se intensifica, eles ofegam e a satisfação é extrema.


Sam umedece seus lábios, pois o prazer não permite com que ela permaneça de boca fechada.


— Continua, amor, não para! – ela exclama.


A estocada mais funda e o incentivo de Samantha em seu clitóris faz com que os dois atinjam seu ápice ao mesmo tempo. Depois de alguns respiros, Freddie deposita um beijo molhado em Sam e deita satisfeito em seu lado da cama. Era a consumação de um querido amor eterno, de uma superação de obstáculos, de perseverança e de parceria.


Sam amava Freddie com toda sua alma. Antes mesmo de conseguir explicar, ou até mesmo entender. Ninguém sabia como seria a vida daqui pra frente, mas o casamento dos dois significava para ela que jamais desistiria desse sentimento. Jamais desistiria dessa tão única sensação onde o ódio e o amor se tocam. A subjetividade e objetividade coexistem e os opostos se encontram.


Freddie amava Sam com todo seu ser. Cada pequeno pedaço de sua existência clamava por essa mulher. Ele sabia, mais do que ninguém, que jamais encontraria algo assim com outra pessoa. A dinâmica pode ser incomum, mas é a mais bela que já tinha vivido. Suas personalidades poderiam ser constrastantes, mas era desse jeito que se sentia o mais completo ser humano.


Ela vira seu olhar a ele.


Ele corresponde.


— Eu te amo, Freddie Benson.


— Eu te amo, Samantha Benson.


— Ah, não! Não vou pegar seu sobrenome. – ela gargalha alto.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.