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2 Capítulo 2 - Final


Notas iniciais
Pois é, dois capítulos, ficou assim mesmo. Espero que gostem, Fred fez seu papel *-* Boa leitura


“Como eu te vejo?


Te vejo como um garoto, mas sei que pode ser um homem.
Te vejo sendo lindo com esse sorriso que me conquistou desde o princípio.
Te vejo forte, mas não por escolha e sim por necessidade.
Te vejo menos orgulhoso.
Te vejo voltando pra mim.
Te vejo precisando de mim, da mesma forma que preciso de ti.
Te vejo se declarando.
Te vejo emocionado.
Te vejo segurando minhas mãos.
Te vejo alisando meu cabelo.
Te vejo segurando meu rosto, fazendo-me olhar diretamente pra ti.
Te vejo se aproximando.
Não te vejo mais, pois fechei meus olhos para receber seu beijo.”


Continuação..

Internamente Fred se contorcia de tanto rir, a vermelhidão no rosto da garota e as palavras enroladas só confirmavam o que havia escutado há poucos instantes. Ela o vira sem camisa e agora não conseguia admitir que tinha gostado, mas já não precisava, sua maior inimiga foi ela mesma no fim das contas. Aquilo o agradava e muito, pois já não era segredo pra ninguém que estava apaixonado por aquela nascida trouxa, seu gêmeo não parava de lhe importunar dizendo que deveria se confessar logo, mas não era tão simples. Anne terminou o ‘namoro’ com Malfoy há poucas semanas, Fred era sensato o suficiente para saber que ela estava frágil e que precisaria de um tempo para se recuperar, porém isso não o impediria de se aproveitar da atual situação.

–Me diz, Anne, andou me espionando? – Fred se aproximou, espalmando ambas as mãos ao lado da cabeça da garota, obrigando-a a lhe dar total atenção. Já a Grifinória olhou confusa e constrangida pro menino, se perguntando quando ele á havia encostado na parede daquele jeito.

– Você sabe que não, Fred. Eu só estava procurando Rony, como eu disse foi apenas um acidente, eu peço desculpas por isso – Ao invés de aceitar o pedido de Anne, o maior soltou uma sonora gargalhada, o que encabulou ainda mais a outra, mas também a deixou irritada. — Por que é que nós estamos conversando sobre isso mesmo? Olha, se me der licença tenho muitas coisas a fazer, Weasley. – Mentira. Tentou sair de onde estava, mas Fred não deixava que seus planos se concretizassem. A verdade era que toda aquela situação estava embaralhando ainda mais a jovem mente da garota. Não entendia o motivo de não estar sentindo tristeza por ter visto seu ex com outra, não sentia raiva, ela simplesmente não pensava mais em Malfoy naquele momento. Isso era uma incógnita para ela. O amava, não? Mesmo depois do que ele a fez, ainda o amava. Porém seu coração estava acelerado e tudo só piorava conforme o ruivo á sua frente parecia se aproximar. Não o loiro, o ruivo. Não Draco Malfoy e sim Fred Weasley. Ele não poderia fazer aquilo, não poderia se quer pensar em fazer aquilo. Anne deveria empurrar esse aproveitador, dizer o que merecia ouvir, ele era um babaca por tirar vantagem de um momento frágil como aquele , depois disso sair em direção ao Salão Comunal que era o primeiro lugar para onde ela deveria ter ido, pra início de conversa. Mas isso era apenas o que deveria ter feito. A realidade era outra, uma bem melhor, pra ser sincero.

– Não faça isso, amor. Lutar contra esse sentimento é inútil, você sabe. Sei que é muito cedo pra afirmar alguma coisa, mas me deixe tentar e eu lhe prometo que farei com que esqueça essa doninha inútil. Não estou te pedindo uma garantia de que retribuirá o que sinto, só estou lhe pedindo que nos dê uma chance. É com você que eu quero tentar.

Anne entendia o que Fred estava dizendo e sentiu algo em seu coração que há muito não sentia: a vontade de recomeçar. Sabia que aquilo poderia ser difícil, como ele havia dito, não existiam garantias, mas a resposta sempre seria "não" se não houvesse as tentativas. Enquanto pensava, o ruivo se aproximou ainda mais, chocando as respirações e passou a deslizar os dedos pela face delicada da menor, seus olhares nunca se perdendo. O instinto falava mais alto nesses momentos e antes de algum pensamento coerente se formar os lábios já se uniam em um primeiro beijo necessitado, Fred havia esperado tempo demais para agora resolver agir calmamente. Embora o beijo — figurativamente — representasse um homem sedento que após uma longa jornada finalmente encontra sua tão desejada água, as mãos do menino acariciavam as mechas escuras do cabelo de Anne em uma clara demonstração de afeto e cuidado. Já a menor não se importava em agir descontroladamente, deixaria as conseqüências de seu atos para depois, as mãos delicadas arranhavam vez ou outra a nuca de Fred e a cada mordida que recebia em seus lábios um gemido escapava. Os corpos já não podiam se separar, mas também não havia meio de estarem mais próximos, ambos sentiam as curvas e os músculos do outro perfeitamente. Porém nada que é realmente bom dura muito, certo? Certo. O ar deveria acabar em um momento, mas para aqueles dois parecia acabar rápido demais os obrigando a se contentar em ficar apenas com as testas encostadas, esperando a respiração voltar ao normal.

Quando os olhares se cruzaram um riso foi inevitável, era muita loucura para um só dia, mas não se arrependiam. É preciso tempestades para o sol voltar a surgir, é o que dizem e Anne sabia que o que havia sofrido era uma porta pra felicidade que estava por vir com aquele recomeço ao lado de Fred. Afinal, era com ele que ela queria tentar também. Seu ruivo travesso.

Notas finais
Ae, terminei *alegria* Mas eu preciso saber o que acharam pra tentar fazer melhor da próxima vez, concordam? Então vamos comentar *-* Que todos vocês fiquem bem e até! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!