Changed Life

2 O início antes do começo


Notas iniciais
Capítulo 2 pra vocês amiguinhosinhos

Narrador's POV
Seattle — 1999
Gabriela e Pedro estavam tendo sua desejada lua de mel em uma das cidades com melhor arquitetura.
– obrigada — diz Gabriela
– por que amor? — Pedro a questiona.
– Por tudo, por me dar a melhor viajem, por ser compreensivo e tudo mais e tamb...- e ele a cala com um beijo,
Tudo o que eles mais queriam era a felicidade. E haviam atingido o ápice desse sentimento. Mas ao saírem do Obelisco Espacial viram uma mulher e um homem correndo a um hospital próximo dali. Logo os reconheceram.
– John??
– Pedro! Ah meu Deus me ajudem a levá-la ao hospital!
– Molly! — Gabriela disse — o que ta acontecendo gente?
– A bolsa dela estourou. O bebê vai nascer. Precisamos correr.
Pra quem ainda não entendeu a história aí: John e Pedro eram melhores amigos na adolescência. Pedro fez intercâmbio em Seattle e a família de John cuidou dele naquele tempo todo. E quando Pedro voltou para o Brasil eles continuaram a se falar por telefonemas etc. Enfim, o ponto aqui colegas, é a Hanna. Após todos irem para o hospital, Molly foi rapidamente encaminhada para a sala de parto, enquanto os outros três ficavam do outro lado da porta da sala a espera da chegada da linda Hanna. Até que um choro bem alto é ouvido lá de dentro.
– A minha filha nasceu. Ah meu Deus. Gente, eu não to preparado psicologicamente pra isso.
– Calma aí John — dizia Pedro — a hora que você a ver vai bater uma felicidade muito grande no seu peito.
– Eu preciso contar uma coisa pra vocês. — John dizia preocupado — eu estou falido. Não tenho condição nenhuma pra criar esse bebê. Eu sei que tenho o Mathew. E ele está com 2 anos só. Ele precisa de cuidados. Por favor, eu preciso que...
– Parabéns senhor John! — o médico disse retirando Molly da sala de parto e levando-a para um quarto do hospital — você deu origem a uma linda menirna que está pesando 3,1kg e que tem 49 cm!
– Obrigada.
Depois de todos irem ao quarto, eles conseguem um momento a sós para conversar sobre a situação financeira do casal americano.
– Vocês podiam cuidar dela pra nós. — John dizia calmamente.
– O que? Como assim? Estão loucos? — perguntava Gabriela.
– Só até nos estabilizarmos um pouco. Não temos condições pra cuidar dela. Olhe só pra ela. Tão linda. Tão frágil. Passaria dificuldades ao ficar comigo. E eu sei que você tem uma boa condição financeira Pedro. Só queria que fosse possível isso.
– John — Pedro disse colocando a mão no ombro do amigo — acho que damos conta disso.
– Vocês juram?? — Molly exclamou.
– é — Gabriela sorriu — afinal, nada pode dar errado. Será que pode?
Assim, Hanna foi adotada por Pedro e Gabriela. Mas não dentro da lei, claro. Dois dias depois eles voltaram para Uberaba e registraram a garota como Hanna Vieira Gonçalves. Que na verdade era Hanna Elizabeth Underwood. E depois de um tempo extenso houve umas complicaçõeszinhas.

Uberaba — 2006

Depois de Hanna ser adotada, Pedro e Gabriela tiveram outra filha: Valentina. Que até então já tinha 3 anos de idade. Estavam num clube da cidade, quando receberam uma ligação.
Ligação On
– Pedro?
– John?? — ele pergunta assustado, mas sorrindo também — que surpresa! A que devo a honra de sua ligação?
– Posso falar com a minha filha? — ao ouvir isso, Pedro imediatamente ficou sem reação alguma. Então desligou o telefone em sua cara.
Ligação off

Seattle 03/12/2014

Hanna's POV
É colegas. E aqui estou eu. Época de Natal, e sim: está nevando aqui. A maioria das pessoas aproveitaria o clima, iria pra casa, debaixo do cobertor e dormiria. A única coisa que eu sinto falta é a minha casa. A minha casa. Com os meus pais que cuidaram de mim a vida toda. Cá entre nós, eu gostei da Molly. Durante a viajem ela falava ótimas coisas sobre mim, que sempre via minhas fotos de premiações na escola e John ficava maravilhado ao ouvir qualquer palavra que saia da minha boca. Eu gostei deles. Mas nem se comparam ao meus pais. Aos meus Gabriela e Pedro.
– Enfim — disse John pegando minhas malas do táxi — chegamos.
Não era o que eu esperava. Achei que fosse ser uma casa normal. Mas não. É um prédio imenso. Enorme. Tão alto que cheguei a tentar contar os andares. Entramos no elevador e Molly apertou o botão "17". Ótimo Molly, o penúltimo andar. Fiquei imaginando a possibilidade do meu celular cair pela janela do meu quarto. Pensando bem, não é melhor pensar nisso. Abriram a porta me mostraram o apartamento todo. Sim. Eles devem ter um dinheirão pra ter esse apartamento. Uau. A TV da sala era enorme. Vai dar pra eu assistir The Vampire Diaries de boa agora. Me mostram o meu quarto e me deixaram arrumando-o. Coloquei tudo no guarda roupa, coloquei meu celular pra carregar, e o notebook também. Tomei um belo banho naquela água quente. Relaxei meus músculos e coloquei um pijama. Sim gente, um pijama. Qual é, já eram onze horas da noite. Eu tava cansada. Fui até a cozinha e achei um saco de Doritos lacrado em cima da bancada. E é lógico que eu peguei. Até que eu me viro e um garoto de bermuda sem camisa me olha com um olhar triste. Tinha cara de uns 17 anos.
– você pegou meu Doritos véi. — ele diz fazendo drama.
– Quem é você? — eu pergunto.
– Ah, eu sou o Mathew. 17 anos. Seu irmão. E sou o dono desse Doritos. Maaas, eu pego outro no meu quarto.
– Tem mais???? — pergunto com um olhar de apaixonada.
– Tem sim nanica. Gostei de você. Olha, não tenho aula amanhã, e eu queria conhecer a minha irmã melhor, pode ser?
– Claro.
– Ok! — diz ele me puxando até seu quarto.
Vejo que pra explicar toda a minha história pra esse garoto e ele explicar a história dele pra mim, vai demorar a madrugada toda.

Notas finais
Deixem reviews com críticas, elogios e o que mais quiserem me dizer.