Changed Life
1 O começo de tudo (ou de quase tudo)
Notas iniciais
Oi. Meu nome é Hanna Vieira Gonçalves. Mas eu recentemente descobri que é Hanna Elizabeth Underwood. Moro em Uberaba, Minas Gerais, mas agora vou pra Seattle. Eu tenho dois pais e duas mães. Meus pais adotivos: Pedro Gabriel Gonçalves e Gabriela Vieira de Souza Gonçalves. Biológicos: John Lock Underwood e Molly Kathrin Underwood. Minha vida se tornou meio complicada assim que os meus pais biológicos chegaram na minha casa pra me buscar. Tudo aconteceu quando....
" — Que tanto de trovão e relâmpago hem Neide? — digo pra ajudante aqui de casa com um pouco de medo.
- Menina vai calçar, se não tu ainda leva um choque!
- Relaxa Neide, não vai acontecer nada de diferente hoje. — digo voltando a assistir Once Upon a Time.
O som horroroso do interfone me atrapalha me fazendo levantar do sofá macio e gostoso pra atendê-lo. Vejo que são pessoas estranhas, e como o interfone ta estragado vou lá ver. Chego perto do portão dizendo:
- Posso ajudá-los?
- Oh my God! Dear Hanna! You're so pretty! — a mulher diz. (Ah meu Deus! Minha querida Hanna! Você é tão linda!)
Na mesma hora que ela diz isso, minha mãe chega já gritando em inglês.
(N/A: gente, vou por tudo o que eles falam em inglês em português ok? Ok.)
- MAS O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO AQUI? HANNA, VAI PRA DENTRO! VAI PRO SEU QUARTO!
Dito assim, vou pra lá e pego no sono imaginando o que pode acontecer. Acordo umas quatro horas depois e vou direto a sala.
- Hanna, esses são seus pais biológicos, John e Molly.
E eu, graças ao meu inglês fluente (obrigada por isso curso de inglês) respondo.
- BIOLÓGICOS? Vocês são os meus pais. Nem sei quem são eles.
- Hanna, seu pai Pedro disse que havia te avisado da gente. Por isso resolvemos ir pra te levarmos pra Seattle! — o homem diz.
- o que? Seattle? Nem conheço vocês. Por que eu iria?
- Por que nós precisamos que você vá. — meu pai Pedro diz olhando fixamente pra mim.
Depois de 27 horas me convencendo a ir, e eu dizendo que não, eles me prometeram não ficar sem conversar comigo, e disseram que seria melhor pra mim é toda aquela coisa besta que pai fala para o filho não desapontá-lo pra ele se sentir bem. E eu não queria deixar nenhum deles mal, apesar de estar traumatizada, ainda. E aí......"
Cá estou eu. Dois dias depois fazendo minhas malas pra ir para Seattle. Com meus pais biológicos. Só não sei exatamente como dizer isso para os meu amigos.
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Ligação on
- Bella, ta em casa?
- To sim? Por que?
- preciso ir aí. Liga pra Clara pra ir também.
- Ok Hanna.
Ligação off
- Eu queria ter contado antes.
- Contado o que? — Clara pergunta sorrindo.
Primeiro dou um abraço nelas chorando muito. E elas sem me entender, me perguntam o que está acontecendo.
- Meninas, se eu ficasse fora à 10240,45 km de distância de vocês. Como vocês se sentiriam.
- Nós iríamos nos sentir triste. Mas isso não vai acontecer! — Clara diz rindo.
- Eu amo tanto vocês. Mas eu vou pra Seattle amanhã de manhã. Todas as coisas do meu guarda roupa estão nas minhas malas. Eu sou adotada.
Após explicar toda a história às meninas, já é 23 horas. E como eu preciso ir amanhã cedo, vou embora pra casa.
7 horas da manhã do outro dia
- Filha, levanta.
- já tenho que ir, mesmo mãe?
- Precisa. — ela diz me abraçando chorando — eu te amo muito. Seu pai não quis se despedir. Saiu daqui chorando muito pra ir trabalhar. Ele pediu que quando você fosse levasse isso.
Ela de repente me entrega a corrente do meu pai. Ele nunca tirou ela desde os 9 anos de idade. E olha que ele já tem 41 anos. Após todo aquela conversa chorosa. Tomo meu banho, me preparei psicologicamente para o que ia vir. E quando vi, já estava no avião esperando ele decolar. O tempo passou bem rápido. E aqui começa uma estranha e nova jornada.
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