Changed

8 Don't Trust Him


Notas iniciais
Nhaaaaaaa, cap novoooo

Segunda-feira chegou e com ela o peso do trabalho. Alex havia deixado minha casa logo após o almoço, deixando-me com Eric e um interrogatório inteiro.


– Eu pensei que você fosse virgem. — ele disse com um tom enojado.
– Perdi aos 17. — falei.
– Mamãe soube disso?


E por ai foi. Eric começou a trabalhar no Hospital Central e isso me dava esperanças de ter paz. Não que não gostasse de ter meu irmão, mas é sempre bom ter um espaço para respirar.


– Bom dia Srta. Verlac. — Ana estava arrumando sua mesa quando me viu entrando.


– Bom dia Ana. O que temos pra hoje? — perguntei, procurando a chave da minha sala.


– A porta está aberta. Dr. Evan Greysson está ai esperando pela senhora. — ela disse o nome dele, quase sussurrando.


Puta merda. pensei. Sorri pra Ana e entrei.


– Amelie! — Evan se levantou gracioso, como um predador.


– Dr. Greysson. -estendi a mão, e isso fez com que ele parecesse desapontado. Acho que ele esperava um abraço. Sentei na minha cadeira e liguei meu estabilizador com a ponta do meu sapato. Saltos, sempre uteis em alguns momentos. — Então, o que te traz aqui junto com os primeiros raios do sol?


Ele se arrumou na cadeira, como se ja esperasse o motivo da visita. Será que ele ja dormia de gel no cabelo?


– Primeiramente, você está linda e as cortinas ficaram muito boas.
– Eu preferiria a coral e obrigada pelo elogio.


Seus olhos saíram da cortina e veio diretamente pra mim, feito um céu sendo coberto por nuvens de tempestades. Fiquei esperando ele começar a falar.


– Eu odeio espiões. Odeio pessoas bisbilhotando minha vida, e ultimamente tem pessoas me rondando.


Fiz a menção para que continuasse a falar, não poderia expressar nenhum tipo de sentimento ou emoção em relação ao que ele acabara de falar.


– Eu tenho negócios importantes fora do país e existem pessoas que podem atrapalhar a ida e vinda desses... Produtos.


– Que tipo de negocio, Dr. Greysson? — apoiei-me na mesa.


– Importação de produtos. — ele disse, sem nenhum nervosismos.
Silencio.
Me apoiei de volta a minha cadeira
– Que produtos? — perguntei


Ele prendeu um botão do paletó e seus olhos não eram mais um céu sendo coberto por nuvens de tempestade, eram a tempestade forte e nervosa, daquelas que pode inundar uma cidade inteira e matar qualquer coisa que aparecer na sua frente.


– Você não era tão curiosa.
– Se quer minha ajuda, preciso saber de tudo.
Silencio.


– Dr. Greys...
– Evan. — ele sorriu de lado. Sorriso falso.
– Evan. Se realmente sabe quem está atras de você, sugiro que vá até a policia e abra uma queixa de que está sendo perseguido, quando descobrirem e você quiser processar essa pessoa, você me chama. Eu não sou policial, só advogada.


– Claro. Estupidez minha ter vindo aqui, policia primeiro.
Assenti que sim e sorri.
– Depois você.
– Desse jeitinho .
– Espero que não seja ninguem conhecido. — ele enfatizou o ninguem, olhando para mim como se eu ja soubesse de quem se tratava.


Alex.


– E por que seria? — perguntei, mostrando curiosidade.
– Sou um homem de negócios, grandes negócios.
Silencio.
– Foi um prazer vê-la. Calça social cinza e essa blusa branca fica ótima em você.
Ele levantou e estendeu a mão.


Isso mesmo, sem abraços.


Levantei e retribui o aperto de mão.
– Obrigada e não desapareça... Evan.
– Até mais.


Esperei ele sumir da minha vista para poder respirar novamente, passei a mão no cabelo aliviada e Ana entrou na sala com um copo de água.


– Aqui senhora. — ela entregou o copo e eu bebi em um gole
– Esse homem tem pacto com o demônio, Ana. — disse e entreguei o copo pra ela. — Preciso que você cancele qualquer visita que eu tiver hoje, estou ao departamento policial.
– Algo serio? Tem haver com o Dr. Greysson?
– Por que tantas perguntas, Ana? — falei


Ela abaixou a cabeça e saiu, acompanhei-a com os olhos.
– Ana, Ana... O que você quer saber... — sussurrei so pra mim.
**********

– Olá Daniel!!! — Entrei no laboratório, sorrindo para o rapaz que ficava enfurnado lá com vários DNA's.

Ele se pôs de pés e tirou as luvas apressadamente para apertar a minha.


– Amelie Verlac, que surpresa boa. — ele disse sorrindo. Fiquei olhando pra ele sorrindo e abri a bolsa

– Tenho esse pequeno trabalho pra você — tirei a escova de dentes que estava em um saco de amostras e entreguei para ele.
Daniel, olhou pra mim e a escova, confuso.
– Eu devo saber do que se trata? — ele disse, sentando na sua cadeira e pegando a escova.
– É sobre o caso Evan Greysson.
– Posso te da o resultado amanhã.
– Não pode ser hoje? — perguntei, inquieta.
Ele negou com a cabeça e deu um sorriso de desculpa.
– Ok então, obrigada Daniel Jones. — sorri.

***************
Cheguei no escritorio novamente e Ana assustou-se ao me ver entrando, e deu um pulo da cadeira e desligando o celular rápido.
– Ta tudo bem, Ana? — perguntei.
– Sim, senhora. — ela disse, desconfiada ou nervosa.


Por que não contratei um secretario homem?
– Ok. Alguem ligou? — perguntei.
– Sim, a senhorita Eva Gregori ligou e deixou esse recado: Atenda esse maldito telefone, sua vadia loira.– Ana olhou pra mim ao dizer e eu dei de ombros. — E seu irmão ligou, querendo almoçar com você, disse que ia entrar no primeiro plantão hoje à noite.


– Otimo. — olhei o relógio, ainda era hora do almoço. Tirei o celular da bolsa e havia 5 ligações perdidas de Eva e 3 do Eric.
Otimo! Dois problemas, uma solução.


– Eva!
– Amelie Verlac!
­­- Eu.
– Você não sofre de alzheimer precoce. Você se lembrou de mim!– ela parecia feliz e ironica.
– Então Ev, rola um almoço ainda?
– Claro! To saindo da clinica e te encontro naquele restaurante que ficamos de comemorar seu aniversário.
– Claro. Nos vemos lá.


Sorri para Ana e disquei o numero de Eric.
– Olá irmazinha.
– Oi Eric, soube que você quer almoçar comigo hoje...
– Sim, não poderei ir pro jantar. Primeiro plantão. Eles realmente precisavam de médicos aqui, aonde vamos almoçar?
­- Te passo o endereço por mensagem, ok? Beijos.

Desliguei e olhei para Ana:
– BAM! Matando dois coelhos com uma so paulada. — disse.
*****************
Almoçar com Eva e Eric foi como passar por dois furacões, cada um pior que o outro, eu não falei a maior parte do tempo. Fiquei agradecida pelo meu irmão não ter falado de Alex para Eva, na verdade, eles conversaram tanto que me senti como uma vela e ali fosse o primeiro encontro deles. Na verdade era, eles não se conheciam pessoalmente.


Minha tarde foi tranquila, estava preocupada com casos simples de divorcio de gente super rica. Cheguei em casa e corri para meu quarto e lá estava ele:


– Alexander.
– Amelie. — ele disse virando-se, estava sentado na cama, de frente para a janela. Ele veio até a mim, beijando-me.


Um beijo calmo que foi esquentando, ele parecia nervoso. Sua mão foi descendo pelas minhas costas e puxou minha blusa, deixando-me só de calça e sutiã.
Ele afastou-se para observar e sorriu. Empurrei-o para a cama, tirando sua blusa, cinto, calça e ele fazendo o mesmo comigo. Eu o queria, sim, queria muito. Não demorou para que ficássemos nus, ele era incrível e sedento por tudo. Sedento por mim e eu por ele.


****************
Não precisei de despertador para acordar, senti a cama vazia e levantei-me, com um sorriso no rosto. Ouvi o barulho vindo da cozinha, Alex e eu tomamos café juntos. Como um casal de namorados normais.


Mas não eramos.


– Você viu a escova que eu tinha deixado aqui no seu banheiro? — Alex me perguntou, confuso.
– Não. A faxineira deve jogado fora achando que era escova velha do Eric.


Corri para meu escritório e comecei a trabalhar. O dia estava bom, claro que estava, uma noite de sexo bem feito faz qualquer um sorrir para um caneta.


triim triim.


– Amelie Verlac.
– Oi Amelie, é Daniel, do laboratorio de DNA.
– Oi Daniel. Você conseguiu algo?
– Sim, o nome que me apareceu aqui ao ver o DNA foi...
– Alexander Durten?
– Não... Foi Vicent Greysson.

Notas finais
:O