Change in Farm
2 Capitulo 2
Notas iniciais
Fiquei olhando para aquela abominação em forma de animal. Eu estava de pé em frente a uma vaca que me olhava pacientemente a espera de algo. Para falar muito a verdade, eu não sabia o que fazer. Sabia que tinha que apertar suas tetas, mas eu não estava muito disposto a fazer tal tarefa.
– Porque demora tanto? — perguntou uma fina voz atrás de mim. Maddie me olhava com uma certa diversão em seus lindos olhos.
– Estou me preparando, sabe? — menti.
– Sei...
Maddie caminhou até eu e pegou o banco. Sentou-se e habilmente puxou colocou o leite no balde abaixo da vaca. Abri um sorriso.
– Você tem prática nisso, não é? — perguntei
– Claro. Fiz isso por toda a minha vida. — disse ela.
Quando o balda estava cheio, caminhamos até uma casinha onde dizia Maddie era o galinheiro. Ela pegou três ovos e me fez segurar o liquido groso do leite da vaca.
– Quer andar cavalgar depois? — perguntou ela. Eu nunca havia andado a cavalo. Não sabia se respondia a verdade ou mentia.
– Nunca andei a cavalo. — respondi por fim.
– Não se preocupe, eu lhe ensino. — fiquei animado com a ideia de ter essa linda garota me ajudando a montar um cavalo. Aquilo seria divertido.
– Isso seria ótimo. — disse com um sorriso.
Voltamos a casa calmamente. Me ofereci para levar também os ovos, mas ela apenas me lançou um olhar que me fez olhar para baixo rapidamente. Como aquele pequeno ser podia me dominar apenas com um olhar?
Quando colocamos as coisas na mesa, Beth rapidamente recolheu e começou a fritar os ovos e ferver o leite. Quando pronto, me surpreendi com o sabor. Beth cozinhava melhor que minha mãe.
– Como passou a noite, menino? — perguntou ela. Abri um sorriso e respondi educadamente.
– Boa, a comida está ótima, Beth. — disse. Ela sorriu gentilmente para mim.
– Esqueci de dizer a você Will, suas aulas começam na segunda. — disse George, após abrir o jornal e começar a sua leitura.
Fazia seis dias para a próxima segunda. Não estava muito disposto a ser o novato de uma escola no meio do ano, mas sobreviveria. O que eu tinha certeza que não sobreviveria era aos aparentes "trabalhos" que eu havia sido colocado diante.
Minhas notas haviam caído nos últimos meses. Na minha antiga média de 9, ficou para um 5, 6. Eu não estava me importando nos últimos meses, mas eu agora estava meio decepcionado por minhas faltas de cuidado com os estudos. Deveria estar me preparando para a faculdade.
– E como exatamente eu faço isso? — perguntei para Maddie, que estava tentando me ajudar a montar em um cavalo.
– Você coloca o pé no estrivo e apoia seu corpo na perna. Depois é só manter impulso até o outro lado. Então você monta. — disse Maddie. Fiz exatamente o que ela mandou e consegui ficar meio torto no cavalo. Cat, o cavalo rugiu ruidosamente abaixo de mim.
– Ok, agora com calma Cat caminhara com você. Para parar, puxe as rédeas. E nunca tire os olhos de frente. Entendeu?
– Sim. — respondi confiante.
Ela montou em seu próprio cavalo e decolamos. Não era especialmente difícil, devido a baixa velocidade que andávamos, mas me deu um pouco de medo.
– Pare! — gritou Maddie para seu cavalo. O cavalo não parava e eu começava a ficar preocupado. Até que eu puxei as rédeas do meu cavalo e ele não parava também.
De repente, senti um puxão para a frente e num momento eu estava no chão.
– Ai. — escutei Maddie dizer. Olhei para o lado e ela estava no chão, com um corte na cabeça. Entrei em Pânico rapidamente.
– Você está bem? — perguntei correndo para ela.
– Acho que não. — disse ela.
Tirei minha camisa e a pressionei em sua testa que pingava.
– Acho que temos de ir a um hospital.
– Isso não será preciso. Leve-me até a minha casa e deixe minha Mãe cuidar disso. — disse ela. Fiquei um pouco hesitante, mas calmamente peguei Maddie em meus braços e caminhei em direção a casa dela.
Maddie era leve como uma pluma. Senti sua mão agarrando meu pescoço. Olhei para baixo e vi que minha camisa estava meio empapada de sangue. Maddie estava no meio da inconsciência.
Assim que cheguei a porta dos fundos, entrei e dei de cara com Beth na cozinha. Ela se apavorou no mesmo segundo que eu entrei.
– O que aconteceu? — perguntou ela.
– Nós caímos dos cavalos. — expliquei calmamente, mas por dentro eu estava tão apavorado quanto ela.
Caminhei até a sala e coloquei Maddie no sofá. Ela ainda estava acordada, mas por pouco.
– Estou com sono. — disse ela, fechando os olhos.
– Não durma — eu disse, colocando a mão em sua testa.
Beth chegou com um kit de primeiros socorros. Colocou-o na mesa e calmamente afastou minha camisa da testa de Maddie. Limpou o ferimento e começou colocando colocando uma gaze. O corte não era profundo para precisar de pontos, mas era feio.
Quando pronto, deu dois comprimidos para Maddie.
– Pode dormir. — disse ela. E nem mesmo dois minutos depois, Maddie já estava apagada.
– Você a coloca em seu quarto? — perguntou Beth para mim.
– Claro. — disse por fim.
Peguei Maddie calmamente, e como na ultima vez, fiz ela colocar o braço em volta do meu pescoço. Subi as escada e abri a porta do quarto ao lado do meu.
Seu quarto era muito roxo. Tinha diversas fotos de o que eu presumi serem seus amigos e familiares. Tinha uma cama de casal pequena e um armário.
A coloquei em sua cama calmamente e fiquei a observando. Ela era linda. Seus cabelos ruivos estavam espalhados pelo lençol. Estendi a mão e afaguei sua cabeça. Logo percebi o que estava fazendo e apressadamente sai da sala.
O resto do dia passou com Beth me mostrando a picape de Maddie. Estava estragada e eles não tinham dinheiro para pagar um mecânico. Era uma velha picape, por volta dos anos 80. Fiquei com pena de Maddie que tinha de andar trinta quilômetros até a escola. Fiquei com pena de mim também. Como irei consertar em uma semana esse carro para não precisar ir andando até a escola? Decidi começar aquela tarde mesmo.
Encontrei os principais problemas facilmente. Anotei em meu celular as peças que precisavam ser novas. Iria convidar Maddie para ir comigo na manhã seguinte comprar as novas peças.
Quando comecei a ficar cansado era oito da noite. Quando entrei ma casa todos já haviam jantado e estavam a ver filme na televisão.
– Deixei sua comida em cima do fogão. — disse Beth.
– Como esta sua cabeça? — perguntei a Maddie.
– Bem melhor. Obrigada por ajudar. — disse ela abrindo um sorriso. Sorri também e me encaminhei para a cozinha.
Jantei em silêncio e ao acabar fui direto ao chuveiro. Naquela casa não havia agua quente, então tive que me virar com a agua gelada mesmo.
Eu queria ir para casa. Estava com saudade de minha antiga vida. Eu estava puto. Queria minha vida de volta.
Rapidamente, cai na cama em um sono profundo.
Cinco horas. Cinco horas da madrugada e o maldito galo cantava novamente.
– Galo filho da puta.
Não tive outra opção além de levantar e trocar de roupa. Embaixo, me mandaram pegar os ovos enquanto Maddie pegava o leite para o café da manhã.
Foi fácil pegar os ovos, tinha visto na manhã anterior Maddie pegando. Dessa vez, Beth fez ovos mexidos com leite morno e bacon. Estava tudo bom.
– Maddie, ontem eu dei uma olhada em sua picape e vi que tinha algumas peças faltando.
– Sim. Papai não tem dinheiro para comprar novas.
– Bom, eu trouxe o cartão de crédito de meu pai. Ele disse que era só para emergências. Bom, não vai haver emergências maiores, não é?
– Acho que não. Podemos ir assim que eu arrumar as coisas no celeiro, tudo bem?
– Ok.
Eram nove horas da manhã quando Maddie veio a mim pronta. Usamos a caminhonete de George para ir a lojas de peças. Dei a lista ao vendedor e começamos a ver as melhores marcas para por na picape. Ficamos duas horas lá de dentro, com um total de $1.700 gastos.
– Quer tomar um sorvete? — perguntei a Maddie. Ela abriu um sorriso e disse:
– Só se você pagar.
Entramos a sorveteria e compramos dois sorvetes a peso. Fiquei espantado com as seis bolas de sorvetes e as inúmeras coberturas. Para seu tamanho ela comia por duas Maddies.
– O que você faz no dia a dia? — perguntei a ela
– Ajudo com as tarefas da fazenda. Tipo, cuido do celeiro, dou banho nos cavalos, ajudo a mãe a fazer queijo e ás vezes vou a feira ajudar o pessoal lá.
– Você nunca saiu dessa cidade? — perguntei, impressionado com suas atividades.
– Uma vez fui ao Texas conhecer uns tios de minha mãe. Mas fora isso nunca.
– Você tem um celular?
– Não. Papai diz que isso faz a mente dos jovens virarem agua.
Fomos para casa. O pessoal da lá eram bem educados e as poucas meninas que encontramos na rua ficaram olhando para mim como se eu fosse um pedaço de carne. Não me importei.
– Olá Mad. — disse uma voz atrás de nós. Nos viramos e vimos um menino de nossa idade, com cabelos morenos e olhos azuis. Ele olhou apaixonadamente para Maddie e me lançou um olhar de raiva.
– Quem é esse? — perguntou ele para Maddie.
– Will, Charlie. Charlie, Will. — disse ela nos apresentando. Charlie estendeu a mão e eu a peguei respeitosamente. Não queria admitir para mim mesmo, mas eu estava com ciúmes.
– Namorado? — perguntei. Maddie balançou a cabeça negativamente.
– Amigo.
– Onde vocês estavam? — perguntou ele.
– Sorveteria. — disse Maddie. Charlie arqueou as sobrancelhas. Foi fácil reconhecer o ciúmes.
– Bom Charlie, nós já estávamos de saída. — eu disse empurrando Maddie para a frente. Fomos até a caminhonete de George e Maddie insistiu em dirigir. Não neguei.
Quando chegamos, vimos Beth carregando duas caixas de madeira. A ajudei e coloquei as caixas no chão.
O resto do dia passou com eu e Maddie no celeiro. Maddie sentada no balcão mexendo no radio e eu tentando consertar a picape.
Maddie tinha um gosto musical refinado. Não exatamente o mesmo que o meu, mas era bom.
As vezes eu ficava olhando para ela. Seus cabelos ruivos enrolados em um coque alto na cabeça seus lábios se movendo ao som da musica. Seus olhos verdes quase fechados ao apreciar a musica.
Pela primeira vez em muito tempo, eu estava em paz.
Fale com o autor