Change My Mind, Change My Life
25 Crazy!
Notas iniciais
POV BELLA
— Me solta! — Exclamei empurrando Edward brutalmente, fazendo ele piscar algumas vezes confuso, corri de volta para dentro do banheiro fazendo Ângela e a ruiva me olharem surpresas. Me agachei em um vaso, sem me importar em fechar a porta e vomitei todo nojo que tinha dentro de mim, deixando algumas lágrimas saírem junto.
Eu não consigo explicar a sensação que eu estava sentindo, nunca tinha me sentindo tão suja, doentia e inútil como naquele momento e o que me apavorava era que tinha sido uma lembrança de apenas 5 segundos. Eu escutava vozes e gritos longes que eu não fazia idéia se era coisa da minha cabeça ou não. Senti alguém se ajoelhar do meu lado e aquele cheiro de homem me fez ficar ainda mais enjoada. Eu estava com nojo de James, de qualquer homem que já estivesse me tocado, de Charlie e até de Edward.
Percebi algo molhado na minha testa e percebi que Angel passava um papel molhado na minha cabeça, a ruiva tentava falar comigo e aquele homem estava com a mão nas minhas costas. Me afastei dele, me encostando na parede com os olhos fechados e as mãos segurando os cabelos com força. Eu sabia que estavam falando comigo mas eu não conseguia entender, só escutava gritos e mais gritos, aquilo estava explodindo minha cabeça.
— Para! — Soltei um grito enquanto sentia alguém segurar minha cabeça, que eu balançava de um lado para o outro sem abrir os olhos.
— Hey, hey, hey! Isabella, olhe para mim. — Escutei no meio dos gritos e identifiquei a voz do Edward. Eu sabia que não estava lúcida mas eu simplesmente não conseguia parar. Comecei a chutar Edward que não se afastava e senti Angel e a Ruiva, que escutei sendo chamada de Anna, me segurarem.
— Não encoste em mim, seu nojento. — Gritei com a garganta doendo.
— Quer que eu chame alguém? — Escutei a voz da tal Anna. Eu queria abrir os olhos, parar de escutar gritos e mandar tudo ir se fuder mas parecia que só meu corpo estava ali, como se eu não pudesse controlar. A minha cabeça doía como nunca e eu sentia que a qualquer momento poderia desmaiar de tanta dor.
— Sim, liga pro médico, por favor. — Bella, olhe para mim, eu to aqui com você. To aqui com você, meu amor. — Escutei a voz trêmula de Edward que me fez chorar mais. — Olhe para mim, princesa. — Ele pediu e eu tirei uma força não sei de onde para olhá-lo. Fui abrindo os olhos lentamente e as vozes começaram a ficar mais longes mas a cabeça continuava doendo. Olhei em volta, percebendo Edward ajoelhado na minha frente com os olhos marejados , Angel do meu lado segurando meu ombro e Anna andando de um lado pro outro falando no celular.
— O médico está te esperando. — Ela disse e Edward a olhou assentindo.
— Não, eu não quero ir, eu to bem. — Garanti desesperada.
— Vai sim, nós temos que descobrir o que está acontecendo. Bella, isso não é normal. — Edward falou me olhando. — Meninas, podem me dar um minutinho? — Ele pediu e as garotas assentiram saindo. Senti meu corpo se arrepiar ao ficar sozinha com um homem.
— Me diz, o que aconteceu? Eu não estou entendendo nada... — Ele falou rindo nervoso.
— Muito menos eu. Não sei mais quem eu sou. E estou com medo. — Assumi o fazendo me olhar com ternura e um pequeno sorriso.
— Não precisa. Estamos juntos nessa. E apesar de tudo isso, eu estou orgulhoso de você. Você está amadurecendo, do seu jeito lerdo mas está. — Ele disse me fazendo rir em meio a lágrimas, sendo acompanhada.
— Eu tive uma lembrança... — Confessei olhando para minhas mãos.
— Eu meio que percebi isso. — Ele ironizou e eu rolei os olhos.
— Cala a boca!. — Como eu estava dizendo... Eu não acho que quero mais descobrir como era minha vida, é melhor deixar tudo como está. — Pedi e Edward me olhou por alguns instantes.
— Não, de jeito nenhum. Não tem nada pior do que ter medo de si mesma. — Ele disse e eu suspirei.
— Edward, chegaram. — Angel anunciou na porta e depois saiu. Edward se levantou e estendeu a mão e assim que eu peguei ele me puxou um pouco forte para seu peito e depois deu um beijo em minha testa, me levando para fora do banheiro. Ele falou algo com umas pessoas, que eu nem aprestei atenção, só voltei para a “Terra” quando me vi dentro do Volvo com Edward dirigindo.
Passamos uma boa parte do caminho em silêncio até que começou a tocar uma música da qual nunca tinha escutado no rádio e Edward começou a cantar baixinho sorrindo e naquele momento, eu juro, aquela tinha se tornado minha música preferida. Me peguei sorrindo e Edward, mesmo sem me ver parece que percebeu e seu sorriso aumentou. Encostei a cabeça na janela. Às vezes a mente leva tempo para aceitar o que o coração já sabe a muito tempo.
— Chegamos. — Edward anunciou desligando o carro. Virou para mim com um olhar ameaçador. — Se comporte. Não quero passar vergonha. — Prendi um sorriso levantando um pouco as mãos. Saímos do carro e começamos a andar para dentro do hospital enorme.
— Por que estamos aqui mesmo? — Perguntei ao perceber um grupinho de 4 mulheres em um círculo cochichado, apontando para Edward e dando uns pulinhos ridículos com gritos baixos. Revirei os olhos para aquela infantilidade.
Olhei para Edward que parecia alheio aquela palhaçada. Dei a volta, trocando de lado com ele, conseguintemente tapando a visão daquelas vadia e segurando a mão de Edward possessivamente. Ele me olhou confuso mais deu os ombros me guiando até uma recepção.
Ele me deixou sentada numa cadeira enquanto falava com a mulher lá, depois de um tempo me chamou e a mulher nos guiou até a sala do médico.
Dr. Jared foi muito atencioso e paciente. Escutou tudo com atenção e não revirou os olhos quando eu contava maluquices ou me embolava nos fatos, isso o fez ganhar pontos comigo. No final, ele me indicou um psicólogo e passou alguns remédios dizendo que se eu não me lembra-se ou se as coisas piorassem, eu teria que ir em um psiquiatra e foi assim que ele perdeu os pontos comigo.
Fale com o autor