Change My Life 2
15 Apaixonado pela guerreira
Notas iniciais
A brisa batia em seu cabelo como se ela pertencesse ali desde sempre. Percy Jackson observava com um sorriso bobo no rosto a altivez de Annabeth Chase em frente seus irmãos do chalé seis.
A tropa estava avançando rapidamente, cortando o caminho por todo o país para ajudar seus companheiros romanos. Em Nova York, apenas as ninfas e espíritos mágicos protegiam o acampamento, além é claro da barreira.
Haviam saído da grande cidade há dois dias, e já estavam na Califórnia, tinha sido o resgate mais rápido que Perseu já havia feito... Na vida. Agora anoitecia, e ele via com pesar a possibilidade de Victória estar morrendo ou quem sabe morta naquele exato momento.
Seu coração gelou e virou pedra ao pensar nessa possibilidade, olhou para o lado, onde Zac parecia determinado. Percy, porém, o conhecia o suficiente para saber o quão amedrontado ele estava diante dos seus pensamentos.
Todos começavam a montar as barracas, estavam num gramado surpreendentemente plano e escondido no estado da Califórnia, como estavam praticamente dentro de uma floresta não havia muitos mortais andando para lá e para cá, mas Percy estava curioso para saber o que a névoa estava proporcionando diante aquelas centenas de barracas pelo gramado.
Eram quase meia noite, e a maioria dos meio-sangues estavam dormindo. Acordados, apenas ele, Nico, Thalia, Clarisse e... Annabeth.
Ele não sabia como, mas por algum motivo ela havia virado praticamente a líder do resgate, Percy não tinha entendido até aquele momento que ela não era mais a caloura afortunada com uma missão, era uma veterana, estava quase recebendo sua segunda e última conta do acampamento e já havia passado por coisas que ninguém ali passou.
Inclusive uma missão misteriosa que Percy desconfiava que apenas Quíron fora o escolhido para se dividir tal experiência. Todos os cinco meio-sangues estavam sentados dentro da barraca de Quíron, que fazia a escolta entre as barracas.
Annabeth falava baixo, com muita determinação:
–O acampamento romano está sendo atacado pela primeira entrada, onde se vê Nova Roma de frente, indo para o senado – ela desenhava calmamente o mapa do acampamento Júpiter – O nosso plano é chegar pelas colinas, atravessando o rio Tibre e chegando exatamente onde está a resistência dos romanos, nas vias e estábulos.
Percy não havia prestado muita atenção no que Annabeth tinha dito, estava muito distraído vendo como seu cabelo brilhava pela luz da lamparina, e como seus olhos cinza ficavam bonitos quando ela estava em guerra, assim como sua expressão de princesa guerreira.
No momento, queria ignorar o fato que estavam em guerra e agarrá-la ali mesmo, mas tinha que se lembrar constantemente de que os dois tinham brigado feio antes de da notícia do ataque de monstros. Calipso voltava a ser uma barreira que Percy achou que havia destruído, ele não queria pensar muito sobre isso... Mas não gostava da ideia de Annabeth achar que Calipso era uma paixão, por algum motivo o incomodava um tanto a filha de Atena não ter percebido ainda que ele era completamente louco com ela, e seus problemas com Calipso...
–Alguma objeção? – perguntou Annabeth, olhando diretamente nos olhos de Percy. Só naquele momento ele percebeu que continuava a encarando e não falava nada.
–Não, nenhuma...
Annabeth deu um meio sorriso, irônico.
–Certeza que não quer ameaçar alguma coisa por aqui? – o sarcasmo escorria pelo tom de voz da loira, Percy se lembrou porque brigava tanto com Annabeth. Eles eram como água e fogo, a reação entre eles sempre era perigosa.
–Não acho que algo tem que sair exatamente do jeito que você quer, querida.
Ele se levantou, abrindo o zíper da enorme barraca verde e respirando fundo o ar puro da floresta. Seu sangue fervia de ódio e ao mesmo tempo... Ele não sabia, mas seu sangue fervia por Annabeth e tudo que ela representava sempre: ela era o fogo.
Avistou de longe sua barraca, com uma madeirinha que ele havia talhado com o número três. Chutou uma pedra, que voou um pouco mais do que ele havia pensado. Atingindo o topo de uma árvore a alguns metros.
Abriu o zíper da barraca, acendeu a lamparina e esticou o colchonete. Tudo isto com uma raiva que ele ainda não havia entendido. Annabeth já havia feito discursos muito mais irônicos e ofensivos.
Enquanto pensava nisto, tirava sua blusa do acampamento meio-sangue, um arranhão no seu abdômen foi o único dano do dia.
Ouviu o zíper da sua barraca se abrindo, e logo sacou contracorrente do seu bolso, apontando-o para frente.
Annabeth pôs as duas mãos para cima, um sorriso de lado se abrindo em seu rosto.
–Ei, amigo no território! – ela comentou, brincalhona. Percy abaixou sua espada, mas não a tirou da mão direita, depois deu um sorriso irônico.
–Tem certeza?
Annabeth olhou para o lado, seu cabelo estava preso num rabo de cavalo, o que a deixava bem bonita. Depois ela olhou novamente na direção de Percy.
–Qual é Jackson, eu estou estressada. Não me venha com esta de inimigos que não vai dar certo – ela olhou para o chão, e depois para ele mais uma vez. Se virou, não se importando de uma espada estar na mão de um possível individuo sanguinário, fechou o zíper da barraca – Você sabe o que foi aquele comentário besta.
O sangue de Percy ferveu de novo, igual sensação de quando havia saído da barraca. Agora ele já sabia o que era, todas aquelas brigas, aqueles comentários ofensivos: o deixavam com raiva, mas ao mesmo tempo, extremamente excitado.
Por isso ele não se surpreendeu quando ao mesmo tempo em que ele abaixou a espada, Annabeth deu um tapa na sua mão, ajudando-a a deixa-la de lado. E que ao mesmo tempo, os dois decidiram atracar um corpo no outro, com a sincronia quase perfeita.
O ar ficava rarefeito, a língua de Annabeth lhe era mais uma vez a sensação mais gostosa dos últimos tempos. Mas eles estavam rudes, quase violentos. Eles não eram fofos, nem românticos. Eles eram uma reação de combustão.
Percy se surpreendeu quando ela o empurrou para o colchão, sentindo suas costas baterem mas não reclamarem temporariamente daquele golpe. Annabeth se sentou em seu colo, exatamente em seu pênis. E seu corpo começou a ferver de um jeito que não o incomodava mais.
–Você continua me desrespeitando em combate – comentou Annabeth, mas ela não parecia com raiva – Você devia me temer um pouco mais, Jackson. Eu posso ser muito má quando quero.
O sorriso safado do filho de Poseidon foi a única coisa que ela teve em resposta, além é claro das mãos dele em sua bunda. Annabeth abaixou seu tronco, seus lábios colando-se aos dele.
Ela mordeu seu lábio inferior, rude e com força. A dor era lancinante, e Percy não conseguiu evitar sorrir.
–O que foi? — ela perguntou, sorrindo um pouco, mas sem entender grandes coisas. Seu cabelo antes preso num rabo de cavalo agora estava caindo por suas costas, bagunçado pelas mãos pesadas do filho de Poseidon.
Percy passou suas mãos por baixo da blusa laranja do acampamento meio-sangue, tirando-a com violência do corpo da loira. Suas mãos foram diretamente para o zíper do sutiã, jogando-o para o alto e fazendo Annabeth gargalhar. Ele também sorriu, era mais gostoso os dois sincronizados daquele jeito.
–Você é tão orgulhosa – ele murmurou, levantando-se um pouco e sentindo Annabeth rebolar lentamente no seu colo, era triste mas ele tinha que se concentrar até para falar – Esse é o seu pedido de desculpas?
Os lábios dele fizeram um caminho sinuoso e lento pelo colo de Annabeth, rodeando seus seios. Os braços dela se arrepiaram e seus olhos acabaram se fechando. Ela se segurou para não gemer quando os dentes afiados de Percy puxaram seu mamilo com força, soprando em seguida.
–Desculpas? – ela fechou a expressão, mordendo o lábio inferior enquanto a mão do moreno descia para dentro de seu short – Quais desculpas exatamente você merece? Ou deseja?
Ele arqueou uma sobrancelha, seus dedos brincando envolta da sua vagina, mas não a penetrando. Ela gemeu um pouco mais alto que o normal, pendendo sua cabeça para trás.
–Não gosto do seu ciúmes – respondeu o moreno, olhando para a expressão desfalecida dela e sentindo seu pênis o incomodar profundamente dentro da calça. Sua satisfação era diferenciada ao ver a poderosa e líder Annabeth jogada encima dele. Era uma submissão excitante.
Os olhos cinza dela se abriram, o fitando com seriedade.
–Calipso não é um ciúme, é uma tática de segurança – ela respirava pesadamente – Não tem como competir com aquela garota.
Seu tom de voz era como de uma cobra, e Percy percebia naquele momento o quão insegura era Annabeth, provavelmente as histórias que ouviu sobre Calipso também não eram nada humildes.
Ele trocou as posições dos corpos, deitando Annabeth no colchão e tirando seu short o mais rápido possível. Ele gostou de deixá-la apenas com uma calcinha de renda branca, era uma visão majestosa.
Conseguia ver as cicatrizes de guerra e os músculos do treinamento, as curvas femininas e os seios fartos que já lhe eram de praxe.
As pernas dela entrelaçaram-se na sua bunda, puxando-o mais para si e deixando apenas as roupas intimas atrapalharem o contato desejado.
–Eu sonhei com vocês dois — ela sussurrou, seus olhos cinza agora divagando. Percy arqueou uma sobrancelha, agora temeroso – Vocês estavam lá, sendo felizes, transando e se divertindo... Ela era linda.
Percy sentiu Annabeth se encolher um pouco, o que o deixou com raiva. Não era para aquilo estar acontecendo.
–Boba – ele comentou, sorrindo um pouco. Seus lábios foram até o seu pescoço, beijando-o lentamente, depois subiram até o seu ouvido, mordendo o lóbulo – Tudo isso é só insegurança?
–Não! Tudo isso é eu reagindo a você apaixonado por outra! – ela levantou o tronco para ir embora, mas Percy a pressionou contra o colchão.
A calcinha dela já havia ido embora há algum tempo, assim como a cueca de Percy. Ele a penetrou lentamente, quase que romântico. Os lábios dela se abriram num gemido mudo, seus olhos se fecharam. Ele ia a completando lentamente, fazendo seu corpo ter espasmos de prazer da ponta pé até o primeiro fio de cabelo.
Ele segurou o cabelo dela com força, jogando a cabeça dela para trás.
–Você... – a estocada havia ficado mais forte, os cabelos negros de Percy se afundaram na curvatura do pescoço dela -.... Ainda não entendeu que eu te amo?
Os olhos de Annabeth se arregalaram, seu coração bateu forte contra seu peito.
–O que?
–Não existe outra pessoa mais – ele sorriu de lado, sentindo as paredes de Annabeth apertaram seu membro, sentia os seios dela contra seu peito, respirando descompassadamente... As unhas dela não o machucavam. Aquilo era perfeito – Não existe mulher mais linda, forte e apaixonante como você. Não existe outro sorriso, não existe outra transa melhor que a sua, não existe outro corpo mais sexy que o seu — ele olhou em seus olhos, e sua testa encostou-se à dela – Eu te amo, com todas as letras. Eu te amo.
Ele fechou os olhos, não esperava que ela falasse que o amava de volta. Ele sabia que ela não ia falar aquilo, e não precisava. Percy já se sentia completo por dizer aquilo que estava preso em seu corpo há tempos.
Em resposta, sentiu as unhas de Annabeth afundarem em suas costas, e ela o beijar tão apaixonadamente quanto nunca antes havia feito. Seus lábios se conectaram de uma forma que nunca havia acontecido antes.
Ela não precisava dizer nada quando o respondia com aquele beijo.
Os dois gozaram juntos, enquanto se beijavam. Entrelaçaram as mãos, apertando com força enquanto chegavam ao ápice.
Percy fechou os olhos, que pesavam de cansaço, virando seu corpo para o lado.
Annabeth respirava fundo, seus olhos fechados e um sorriso bobo no rosto. Olhou para o lado, Percy tinha as bochechas vermelhas mais fofas que ela já havia visto, seus músculos do abdômen se retesavam enquanto ele respirava fundo.
Ela entrelaçou sua perna na dele, sem pensar em vestir roupas. Seu rosto se afundou no pescoço do moreno, sentindo seu forte cheiro de maresia. Ela sorriu de lado.
–Boa noite, Percy
Ele também fechou os olhos, os dois sabiam o que tinha acontecido ali. Não era mais algo bobo ou provisório, os dois juntos... Era importante.
–Boa noite, Sabidinha.
Por fim, os dois pegaram no sono.
(...)
Percy acordou com a sensação de que algo muito bom havia acabado de acontecer com ele, em sua cabeça ainda era de madrugada e poucos minutos antes tinha se declarado para sua amada.
Por isso se assustou quando viu a barraca ser contaminada por raios solares, seus olhos quase se fecharam ao sentir o sol. Tateou o lugar ao seu lado, e mais uma vez foi surpreendido ao perceber que Annabeth não estava ali.
Vestiu uma roupa o mais rápido que deu, sentindo que estava perdendo algo importante lá fora. Abriu o zíper da barraca e observou que não havia praticamente mais nenhuma barraca no local.
Todos estavam quase preparados para o combate, aprontando-se entre chalés e em filas estrategicamente formadas.
Thalia apareceu na direção de Percy, sorrindo de lado.
–Dormiu mais que a cama hein – ela cruzou os braços – Quase fomos embora sem você.
O cabelo mais que bagunçado e os olhos semicerrados mostravam o quão lerdo e com sono ele estava.
–Tá, tudo bem... Olha, eu vou pegar este meio tempo para falar algo rápido com você – Thalia descruzou os braços, chegando mais perto dele – Annabeth falou comigo... Sobre vocês.
Percy ficou com o coração descompassado, agora toda a sua segurança sobre falar que a amava estava começando a desfalecer.
–O que ela disse?
–Ela me disse que está indo embora depois do verão, para uma faculdade. E que... Percy, ela está confusa e não quer te perder. Eu sei que ela não vai ter coragem de te pedir para ficar com ela... Mas, vocês precisam conversar sobre isso – Thalia suspirou – Vocês já quebraram o coração um do outro uma vez... Será que vão suportar isso de novo?
Percy olhou fixamente para um ponto, ele não tinha certeza de muita coisa. Apenas de que queria ficar com ela. Porque ele sentia que não era o suficiente?
–Eu vou tentar conversar com ela
Thalia assentiu, os dois continuaram andando até as primeiras filas de meio-sangues. Quíron estava preparado para a batalha, com sua aljava no corpo. Annabeth também já usava a roupa para batalha, com escudo e sua adaga em mãos.
Percy cruzou os braços, olhando mais uma vez para a altivez de Annabeth. Ele só não sabia quando, nem se conseguiria falar com ela... Porque naquele momento estavam perto de uma batalha sanguinária.
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