Change
2 Hallelujah! - II
Notas iniciais
Idiota! Cara, porque eu bebi tanto? É, eu bebi meu juízo ontem e não lembro das merdas que eu fiz antes de apagar na minha cama. Só lembro da loirinha da noite passada, eu tirei uma foto com ela e achei agora remexendo no meu celular mais, não lembro o nome ou coisa do tipo. Não lembro também que merda eu fiz para ter que ir viajar por três meses. Eu não lembro, juro que não.
- Tá, então fala de novo o porque eu estou indo para o Tennesse?
- Porque você vai dar um tempo em tudo cara, tenho que repeti quantas vezes? — Disse Scooter já com raiva.
- Quantas vezes for preciso até você se ouvi e ver como essa coisa é idiota.
- Sério mesmo Justin? Porque você que deu essa idéia quando estava bêbado.
- Cara, quer saber? Cala a boca. Tua voz tá fazendo minha cabeça doer mais.
Me ajeitei mais uma vez na poltrona do meu jatinho particular. Fechando os meus olhos.
Eu não dormiria por esta de mal jeito na cadeira e com dor de cabeça mais isso era o que eu mais queria: Dormi.
As horas se passaram e eu olhava para o nada, tentando lembrar e me punindo mentalmente por não lembrar. Apesar disso, eu não me arrependo de nada que faço, só me arrependo de não fazer certas coisas. As coisas que eu faço estão feitas e eu assino em baixo que fiz.
- Vamos aterrissar, JB. — Scooter me informou.
Eu apenas apertei os cintos e esperei.
- Temos que procurar o Sr. Cattelíx. — Disse Scooter, ao andar comigo pelo aeroporto.
Aquele aeroporto era estranho. Sabe o que é um aeroporto quase sem pessoas, as três da tarde? Enfim. Peguei uma caneta. É claro que viria muitas pessoas pedir um autografo para mim como em todos os lugares.
- Guarda essa caneta, ninguém aqui vai pedir teu autografo. — Disse Scooter tomando a caneta de mim.
O que? Eu sou Justin Bieber, tenho fans em todos os lugares do mundo. É claro que pediriam.
- Justin Bieber? — Um homem que aparentava ser velho, bem velho, bem, bem, bem velho perguntou. Mais é né, eu tenho fans de todas as idades, não é mesmo?
- Sim. É um autografo?
O cara ri.
- Não. Eu sou Jason Cattelíx.
- Ah, Jason, cara você mudou... — Disse Scooter. — Esta mais gordo.
Scooter disse em tom de brincadeira, mais não sabia se era, nunca tinha visto aquele cara na minha vida. Nunca vi mais velho.
- Você parece o mesmo tripa seca de sempre. — O cara disse para o Scooter. Eles riram e se abraçaram.
Viadagem...Cantarolei mentalmente.
- Então, Jason, o rebelde sem causa aqui vai passar uns tempos lá na tua fazenda.
- Ah, claro, minha filha casula ficou muito alegre em saber que você estava vindo. — Disse o homem,Jason, para mim.
- Hum...
- Então vamos? — Ele perguntou.
Scooter e ele pegaram minhas malas, e foram andando, eu apenas os acompanhava e procurava pelo carro que iria.
- Qual é o carro? — Perguntei.
- É aquele dali. — O homem apontou para a direita do estacionamento, olhei e avistei um Impala preto muito foda.
- Cara, ele é lindo! — Disse.
- O nome dele é Sonic. — Disse Jason.
Eu ia em direção ao Impala mais vi que ninguém vinha atrás de mim, olhei para trás e Scooter e Jason colocavam minhas malas em uma caminhonete azul, toda suja.
Qual é? Eu, Justin Bieber em uma coisa daquelas? Sem chances.
- Ei Justin! É aqui, entra! — Scooter dizia.
- Eu entrar nisso aí? Sem chances.
- Ah, não tem chances? — Fiz que sim com a cabeça. — Jason, você tem uma corda aí?
Jason pegou uma corda no porta luvas. Que tipo de pessoa guarda corda em um porta luvas? Um seqüestrador?
- Então,Justin Bieber, vou amarrar uma ponta dessa corda em ti e a outra na caminhonete. Você vai com o Jason de qualquer jeito.
Uol, o que deu no Scooter? Ele era mais...Legal. Agora ele virou tipo o Shrek, mais só com a Ogritude dele; a parte de ser verde e maneiro ele esqueceu.
- Calma cara, eu entro. Não precisa de corda. — Me rendi.
Entrei no carro e Scooter fechou a porta.
- Ué, ele não vai? — Perguntei para o Jason.
- Scooter tem que voltar para L.A. — Jason deu partida no carro. — Compromissos.
Eu estava indo para um lugar que eu não sabia qual era, com um cara que eu não conheço fazer o que eu não sabia. Eu estava sem destino certo, iria ficar longe da minha casa e da minha família, e isso me perturbava. O pior de tudo isso é saber que minha mãe concordou com a idéia. A minha própria mãe. Talvez ela não me amasse mais e queira me ver longe. Isso é o que todos devem querer.
- Ei Justin Bieber, estamos chegando. — Disse Jason.
- Agradeceria se só me chamasse de Justin.
- Não agradeça, Justin Bieber.
Bufei.
Eu comecei a reparar na paisagem. Eram diversas arvores e uma ária enorme. Aquilo era uma fazenda. A fazenda mais grande que já vi. Se olhava e se perdia com tanto verde. Ele parou em frente a casa e foi tirando as malas, eu ajudei dessa vez.
- A Anna vai te mostrar o quarto que você vai ficar. Sinta-se em casa. — Ele disse e entrou de novo na caminhonete.
Eu abri a porta da casa, peguei as malas e entrei, coloquei as malas novamente do chão e fechei a porta. A mesma fez um grande barulho.
- Quem está ai? — Perguntou uma senhora, vindo de um dos compartimentos da casa, suponho que a cozinha.
- Justin. Justin Bieber.
- Ah sim, Justin Bieber. Venha querido, vou te mostrar seu quarto.
Ela saiu andando. Peguei minhas malas e fui atrás dela.
- Sou Anna. — Ela disse. — Qualquer coisa que queira, é só pedir para mim. — Ela disse e abriu a porta do quarto em que ficaria.
- Se instale.
Eu somente assenti.
Entrei no quarto que agora seria meu. Ele era simples, assim como o resto da casa. Tinha uma cama de casal bem arrumada, as paredes em um tom bege, uma grande janela, cortinas nas mesmas. Um closet grande e um banheiro no quarto. Uma poltrona de canto e uma mesinha ao lado da cama e esse era o meu novo quarto.
Arrumei minhas coisas, roupas e etc. Eu poderia ir dormir mais a curiosidade de conhecer o lugar era maior.
Sai do quarto e reparei, a casa era grande e sem muito luxo. Fazia o tipo de casa antiga. Tinha muitas portas, quartos eu acho. As paredes eram todas em tons calmos mais eu não explorei nem a metade da casa, eu quis andar para fora dela.
Talvez eu ligue para algum amigo. Para conversar e ver se um deles podem me tirar dessa.
Olhei no meu celular e sem barrinhas, ou seja, sem aria.
Andava para sei-lá-aonde e nem sinal de área no meu celular. Olhei para trás de mim e eu já não conseguia enxergar a casa. Continuei andando reto. Qualquer coisa é só voltar pelo caminho que eu vim.
Eu andava com os olhos vidrados no celular para ver se achava um lugar que tivesse cobertura mais nada, nada e nada.
- Ei, garoto, está perdido ou o que?
Desviei os olhos do meu celular e olhei para frente encarando um cavalo. Opa, o cavalo falou comigo? Ao lado do cavalo, uma menina morena clara de cabelos ondulados, com uma calça Jens, bota e camiseta quadriculada por cima de uma camisa branca.. Típico visual caipira. Ela me encarava.
- Não pensou que o cavalo estava falando contigo né rapaz? — Ela disse e riu.
Sabe aquele riso divertido que te faz rir também? Eu ri e fiz que não com a cabeça.
- Eu sei que pensou sim. — Ela sorriu.
- Não pensei não. — Disse e coloquei meu celular no bolso da calça.
- Quem é você? — Perguntei.
- Quem devia perguntar isso é eu, você que esta nas propriedades do meu pai com cara de turista frustrado.
- Turista frustrado? Você pensa que esta falando com quem? – Levantei uma sobrancelha, a encarando.
- Eu sei lá. — Ela deu de ombros. — Por isso perguntei teu nome.
- Não perguntou.
- Estou perguntando agora. Qual teu nome, turista frustrado?
Bufei.
- Não está me reconhecendo?
- Deveria?
- É claro. — Eu sorri. — Sou Justin Bieber. — Fiz o hair flip.
- Ah, papai me disse que viria. Sobe aí Justin Bieber. Aqui por essas bandas tem cobras que podem picar você.
Ela subiu no cavalo com certa facilidade e me ofereceu a mão. Com a ajuda dela subi no cavalo também.
- E então Justin Bieber... — Ela puxou assunto. — Por que veio para cá?
- Meu empresário quer arruinar com a minha vida. — Disse.
- Ah, que triste para você... E porque andava para oeste? Tem cobras lá.
- Eu só estava procurando área para o meu celular.
- Ah... Uma hora você encontra por aí. — Ela disse.
Ficamos um tempo em silêncio até que ela para o cavalo na frente da casa. Eu desci dele com dificuldade, mas desci.
- Bom... É essa a hora que você me diz obrigado. — Ela disse.
- Eu ia chegar lá. — Sorri irônico.
- Não precisa.
Ela saiugalopando com o cavalo, voltando pelo caminho que havíamos acabado de percorrer. Eu nem sei o nome dela. Mais eu a veria de novo, não a veria?
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