Notas iniciais
Achei que ninguém estava acompanhando e acabei meio que 'abandonando' mesmo tendo outros capítulos prontos... Se comentassem seria um outro incentivo!

Uma semana antes

–Annabelle, deixa de ser trouxa e saia desse quarto! -Falei jogando um recipiente de bebida alcoólica já vazio, na porta do quarto dela. O vidro se estilhaçou e eu ri. Estou bêbada. E divertida.

–Vamos Annie. Divirta-se!

...

Ela não responde, vaca! Mas então, pela primeira vez, percebo que não ouço sua respiração. Não precisamos disso mas é o costume da época humana. Não sinto mais seu cheiro.

Annabelle não esta. Ela fugiu!

–Vadia! -Grito entre os dentes, não creio que ela fugiu.

Hoje...

Ligo para Annabelle uma vez por dia, para saber onde ela está. Não que eu me preocupe, pelo menos posso caçar quem eu quero sem ela me enchendo o saco. Mas é divertido irrita-la.
É noite e ela me atende.

–O que é, Katcherine? -Pergunta ela.

–Onde você está? -Questiono ouvindo o som de música agitada no outro lado da linha.

–Não interessa, me deixe em paz, Katcherine.

–Você está interagindo com humanos? -Pergunto. Não sei porque isso me espanta. -Isso é tão você, Anne.

–Você veio! -Ouço uma voz masculina e... Muito sexy.

–Quem é? -Pergunto à Annabelle.

–Por que te interessa? -Pergunta ela.

–Sou sua irmã... Ah, seu amiguinho tem uma voz bem sexy. Voltou aos velos tempos, irmãzinha?

–Tchau, Katcherine. -E ela desliga.

Pobre Annabelle. Ela não sabe o que a aguarda.

–Oi Thomaz! -Sorrio. Ele se lembra de mim.

–Katcherine é... Sua irmã? -Pergunta, curioso.

–É... Mais ou menos. -Digo fazendo um sinal balançando a mão.

–E por que desligou na cara dela? -Pergunta levantando a sobrancelha.

–Longa história. -Dou de ombros. -Enfim, o que te trazes a uma festa chata de colegial onde só vem gente chata que você não aguenta mais ver a cara? -Pergunto usando as mesmas palavras que ele me disse a algumas horas atrás. Continuo sorrindo.

–Você. -Ele sorri.

Ui, que direto.

–Você é... Bem... Direto, não acha? -Questiono.

–E você também. -Ele sorri. Derreto-me por seu sorriso. Seus dentes tão bem alinhados e branquinhos. Mas assim como derreto-me por seu sorriso, queimo minha garganta por seu cheiro. Por seu sangue. Dói. Mas eu aguentarei, por mim, por ele, pelos humanos.

–É a convivência com a Katcherine. Ela não gosta de clichês. -Dou de ombros.

–Ela parece ser... Má. -Ele diz. -Sei lá, do jeito que você fala dela.

–Ela não é má. -Corrijo-o. -Ela só ainda não percebeu. -Digo e viro um copo de bebida.

–E você é a irmã boa que não a suporta e vocês vivem brigando.

Sorrio.

–Basicamente isso. Clichê? -Ergo as sobrancelhas.

–Existe nas melhores famílias. -Ele dá de ombros e vira um copo.

–Também tem irmãos?

–Tenho. Ele é louco.

–Entçao... Algo que temos em comum. Irmãos delinquentes. -Digo sorrindo. -Apesar de eu achar que ele não chega nem perto de Katcherine.

–Como sabe? Nem o conheceu ainda. Ela que não deve se igualar a ele.

–Um dia você verá que eu estou certa. -Sorrio.

E então decido que se algum dia alguém tiver que saber quem eu sou, será ele. Ridículo o fato de eu pensar assim sabendo que ele correria riscos. Mas gosto dele e o protegeria com a minha vida.

–E o que estamos apostando? -Questiona.

–O seu destino. -Digo.

E então franzo a testa.

Não posso pensar assim, devo me afastar dele enquanto é tempo.

–Tenho que ir. -Digo e saio. Deixando-o para trás. Como sempre, falei de mais.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.