Chances - Vampiras Malvadas

3 Capítulo 2 - Primeiro dia


Notas iniciais
Desculpem a demora, mas ninguém está acompanhando mesmo.

Peguei uma mochila minha e coloquei roupas dentro, o máximo que a mochila permitia. Saí pela janela do quarto dando um salto incrível -para os Mundanos- depois fui até a garagem com cinco carros. Dois eram meus, o Renault prata -que Katcherine me deu de presente- e um Volvo preto . Os outros eram de Katherine, bem a cara dela. Uma BMW vermelha, um Hyundai i30 amarelo e um Ford Edge preto, todos grandes e espaçosos. Katcherine não estava por perto. Devia ter saído, caso o contrário teria me ouvido

Abri a porta, sentei-me confortavelmente, coloquei o cinto, pus a chave e dei a partida no carro.

Hora de recomeçar.

Segunda-Feira

~Início do ano letivo~

Na maioria das histórias que eu li, e acredite eu li muitas, as mocinhas sempre chegavam na escola nova depois de uma viagem de carro onde ficaram com a cabeça no vidro da janela pensando.

Mas eu não, eu não sou a mocinha e sou eu quem está dirigindo portanto, se eu ficar pensando muito vou acabar batendo o carro e alguém -que não sou eu- vai acabar machucado.

Estava no Brooklyn novamente, onde tudo começou. E agora, Annabelle Novaes irá começar uma dieta nova: Sangue de animal. Decidi isso na semana que fiquei fora, passei pela Itália, na casa de velhos conhecidos.

Avistei a escola nova, muita gente. Há quanto tempo eu não frequentava uma escola? Tinha medo de machucar as pessoas e por isso continuei com meus estudos em casa. Agora tudo pode mudar.

Estaciono o Volvo preto e depois de respirar fundo e e lembrar-me de ter auto-controle, abro a porta e pulo do carro. Eu estava usando uma simples roupa de estudante. Jeans, blusa branca e uma jaqueta jeans que só vai até minha cintura uma bolsa de pano com alguns cadernos dentro e uma pasta preta na mão.

Eu sempre atraía atenção por onde quer que eu passasse, como se eu precisasse realmente disso, é a coisa natural do vampiro. Como se aparência importasse algo quando se tem força, agilidade, rapidez e muito mais que qualquer Mundano. Não foi diferente dessa vez, senti muitos olhares em minhas costas enquanto seguia até a secretaria para pegar meu horário de aula.

E então encontro um garoto alto, musculoso e lindo na sala. Uma beleza natural, não de um vampiro... Mas sua beleza não impediu que eu sentisse seu cheiro. Tampei a boca e o nariz com a mão e tentei respirar fundo, oque não foi uma boa ideia, mas por sorte o ventilador estava ligado e seu cheiro foi afastado de mim, baixo minha mão. Pedi meu horário e ele logo fala, com um sorriso no rosto:

–Aluna nova? Acho que nunca te vi aqui. -E então ele murmura bem baixinho tanto que se eu fosse uma humana como ele eu não iria escutar. Mas eu não sou: — Não esqueceria desse rosto.

–Sim. -Respondo assentindo, quase ficando corada com o seu murmuro.

–Legal. -Ele assentiu e logo em seguida a mulher de pele escura com cachos no cabelo caindo em seus ombros. Usava uma blusa amarela escura e óculos de um tom mais escuro que sua pele, meio arredondados. Ela entregou meus horários e o mesmo fez com o garoto sem nome.

–Ah, olha. Temos História, Literatura e Geografia juntos. -Disse-me ele.

–Bem, pelo menos alguém eu já conheço. -Sorrio. -E então, será que teria a honra de saber se você tem um nome? -Continuo com o sorriso no rosto.

–Thomas. Thomas Getherson. E o seu?

Getherson. Eu já não ouvi esse sobrenome em algum lugar?

–Annabelle Novaes. -Respondo intrigada com seu sobrenome. -Bem, eu tenho que ir. -Falo colocando o meu horário para trás do pescoço como uma despedida meio... Atrapalhada?

–Ah, sim. Eu vou também. -Ele diz pegando o seu horário da bancada.

Seguimos juntos para a nossa primeira aula juntos: História.

Sentamos-nos um ao lado do outro, no meio da sala, e o professor chegou fazendo todo aquele blá blá blá de início do ano e eu apoiei minha cabeça em minhas mãos enquanto ouvia com atenção e esperava ansiosamente pela aula mesmo sabendo que metade do que o professor diria eu já saberia. E eu também estava concentrada de mais em não matar ninguém naquela sala. Devia ter ficado mais tempo na Itália preparando-me. Mas já era hora de recomeçar. De que adianta viver pela eternidade se você vai fazer sempre as mesmas coisas? Passei anos da minha vida, ops, morte, matando apenas por diversão. Isso chegou ao fim, é hora de mudar, de ter uma vida normal pela primeira vez desde que me transformei. Agora tenho uma chance de recomeçar de onde parei. Onde tudo acabou.