Chances
22 Você estraga tudo. Eu te odeio, Sam!
Notas iniciais
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Oieeee, gente eu mereço agora DOIS biscoitos, né? To postando todo dia u.u (Ou quase kkkk)
Aaaaaaaa eu gosti desse capítulo *-* E espero que vocês gostem dele também >.
- Professor... Eu estou com um tipo de bloqueio ou algo assim. Pode me ajudar? – Dean disse batendo na porta aberta antes de entrar na sala de aula vazia.
- Claro, Dean. O que houve? – Um pequeno sorriso cresceu nos lábios de Pellegrino. Que aluno brilhante... Com certeza terá um grande futuro.
- O seu trabalho do Romeu e Julieta. Como assim a “lição que tiramos de tudo isso”? – O loiro fez as aspas com os dedos.
- É só me dizer o que conseguimos aprender com o livro. Qual a lição principal que Shakespeare nos passou?
- Mas há tantas coisas, professor.
- Ok, vou facilitar para vocês. Vou lhe dizer isso agora e amanhã eu comunico os outros alunos.
- Tudo bem. O que é?
- Vocês podem escolher o que querem fazer. Ou vocês escolhem um jeito criativo de me apresentar o ponto principal da obra, ou vocês escolhem uma palavra. Uma palavra que, para vocês, seja a que melhor descreve a obra, e depois me expliquem o porquê de vocês a terem escolhido. Mais fácil?
- Acho que sim. E me desculpe, professor. Eu não sou de pedir para os professores mudarem os trabalhos que passam, mas é que eu e Sam ficamos simplesmente perdidos, sem saber o que fazer.
- Está tudo bem – O professor sorriu – E por falar em Sam... Como ele está?
- Acho que não entendi sua pergunta.
- Como ele está? Digo, com você, com a matéria. Ele está te ajudando, te perturbando ou simplesmente indiferente?
- Na verdade, professor, ele é o que mais está se esforçando para terminar esse trabalho. Não é que ele tenha lido o livro, mas ele leu algumas das minhas anotações e me ajudou a fazer novas. Está tudo bem – Dean sorriu sem perceber, enquanto falava de Winchester.
- Fico feliz por ouvir isso – Pellegrino respondeu pensativo – Eu disse que você faria bem a ele. Posso ajudar em mais alguma coisa?
- Não, professor. Muito obrigado. Até amanhã – Dean sorriu e saiu da sala.
- Até amanhã, Dean.
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- Você falou com o professor? – Sam perguntou assim que entraram na casa do Warner.
- Falei, sim – Dean ainda estava bravo pelo que havia acontecido na tarde passada. O quase beijo foi o suficiente para deixar o loiro mais irritado com Sam. Mas o que ele não percebeu é que estava bravo consigo mesmo, pois o moreno não deixava seus pensamentos.
- E o que ele disse?
- Ele falou que a gente tem outra opção além dessa que ele já passou – Dean disse enquanto subiam as escadas e entraram no quarto – Também podemos encontrar uma palavra que descreva a obra toda e explicar porque nós a escolhemos.
- É... Acho que assim fica mais fácil.
- Mas você vai ter que ler o livro – Dean disse, entregando sua adaptação escolar de Romeu e Julieta.
- Eu prefiro ler suas anotações. Ninguém merece adaptações da escola – Sam resmungou.
- Sei como isso é ruim, mas vou precisar de você sabendo tudo, Sam.
- Vamos, me deixe ler seu caderno, prometo que vou saber de tudo até o final da semana – O moreno praticamente implorava com os olhos.
- Tudo bem, Sam. Mas você vai ter que se esforçar, ok? Eu preciso de você comigo nessa.
- Claro, Dean. Pode confiar em mim. Mas que tal você me passar um resumo agora? Assim podemos começar a pensar na palavra.
- Ok... – Dean começou a falar. Descreveu tudo o que tinha acontecido de importante no livro e a cada palavra, Sam se interessava mais pela história. E quando chegava às partes mais tensas, a voz de Dean ficava mais grossa, por algum motivo, causando uma sensação estranha na boca do estômago de Sam.
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- Eu já cansei de pensar – Sam disse e se deitou na cama, enquanto o loiro procurava um livro em sua estante.
- É, aposto que você se esforça muito para isso – Dean riu – Desculpe, estou brincando.
- Tudo bem. Vamos parar, por favor?
- Sam, se fizermos isso todos os dias, nunca vamos terminar o trabalho.
- Ah, vamos. Sente-se, se acalme, vamos conversar sobre outra coisa que não seja escola.
- Ontem conversamos e não fiquei muito confortável – Dean disse, sentando-se na cama.
- Eu sei, culpa minha – Sam se sentou também.
- Não, foi culpa minha. Eu ando tão estressado ultimamente que eu fico nervoso com qualquer coisa – Dean passou a mão pelos cabelos – Eu fico analisando cada detalhe de tudo e quando percebo que as coisas não têm uma resposta simples, eu fico estressado.
- Sei como é, acredite.
Eles ficaram em silêncio por um momento. Sam apenas olhava para o loiro, esperando ele dizer algo, enquanto Dean encarava o vazio, perdido em seus pensamentos.
Nenhum dos dois realmente sabia o que estavam sentindo. Estavam confusos, perdidos no meio da atração, medo, raiva e vergonha que rondavam suas mentes. Seus olhares se encontraram algumas vezes, numa conexão que durava alguns segundos, e depois era interrompida por uma das partes.
- Dean...
- O que foi? – O loiro olhou para Winchester.
- Você está bravo comigo? – Ele perguntou com os olhos brilhantes fixos nos de Dean.
- Por que está perguntando isso, Sam?
- Eu preciso saber. Você está?
- Estou sim, Sam.
- Por quê?
- Porque você é um idiota comigo. Sempre foi e eu estava conformado com isso, mas agora, você decidiu que quer me mostrar que você não é um cretino e está agindo diferente. Você não pode fazer isso comigo, lembra quando eu disse que eu fico analisando tudo? Você não pode ficar me confundindo assim, Sam. Quem é você de verdade?
Finalmente, Sam pôde ver. Os olhos verdes que olhavam para ele, mostravam muito mais agora. Era como se Dean, pela primeira vez, estivesse sendo completamente sincero com ele. Como se estivesse deixando-o vasculhar sua mente e seus sentimentos. Podia ver a confusão, a decepção e o receio em seus olhos. Podia ver a bagunça que estava sua mente. Talvez fosse apenas a imaginação de Sam, mas Dean parecia sorrir para ele, mesmo quando seus lábios estavam fixos em uma linha reta.
- Eu não sei – Winchester respondeu simplesmente – Eu não sei, Dean. E me desculpe.
- Para de se desculpar. Seja honesto comigo e seja honesto com você pela primeira vez na sua vida! – Dean aumentou o tom de voz.
- Eu estou sendo honesto, Dean! Nunca menti para você, droga! – Sam falou alto também – Você realmente tem uma imagem tão negativa de mim?!
- Ah, me desculpe – Dean disse sarcasticamente – Não sei como pude ter sido tão mau com você! Você nunca me fez nada, não é?! Nunca fez eu me sentir um lixo. Nunca fez eu me sentir como se eu não valesse nada, como se eu merecesse sumir, Sam! Me desculpe se eu tenho uma imagem negativa de você!
- Eu te disse que você estava enganado sobre mim! – Sam se levantou.
- E como você espera que eu acredite em você?!
- Eu não sei, droga!
- Você estraga tudo! Eu estava bem! – Dean se levantou também, encarando o moreno – Eu estava conformado! Ah, que ódio. Eu te odeio! – Dean começou a dar socos fracos no peito de Sam, enquanto as lágrimas escorriam livres por seu rosto — Eu te odeio, Sam! Eu te odeio!
- Shh, me desculpe. Eu sei, ok? – Sam segurou os pulsos de Dean o loiro desabou em seu peito.
- Cala a boca, Sam!
Winchester colocou uma mão no rosto do loiro, fazendo-o olhar para ele. Aproximou seus rostos e selou seus lábios levemente. Dean respondeu ao beijo imediatamente, levando suas mãos à nuca e ao cabelo de Sam. Após alguns minutos o beijo foi encerrado.
- Eu ainda te odeio muito mesmo – Dean disse com a expressão um tanto preocupada, mas com um sorriso no rosto.
- Eu posso viver com isso – Sam sorriu e o puxou novamente para um beijo intenso ansioso.
Continua...
Notas finais
Espero que tenham gostado *------*
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