Chances
40 Toalha.
Notas iniciais
— Droga, Sam. O que vamos fazer agora?
O moreno não respondeu, apenas se aproximou do Warner com poucos passos, colando seus corpos e levando uma mão até a nuca de Dean. Beijou sua testa, suas bochechas, seu nariz, matando a saudade de cada centímetro daquele rosto maravilhoso, beijando, por fim, seus lábios.
Ah, como ele sentiu falta deles! A sensação era exatamente como ele se lembrava. Pensou que nunca mais poderia fazer isso novamente e desejou nunca mais ter que ficar um único dia sem beijá-los.
On the days I can't see your eyes
(Nos dias em que eu não posso ver seus olhos)
I don't even want to, open mine
(Eu nem quero abrir os meus)
On the days I can't see your smile
(Nos dias em que eu não posso ver seu sorriso)
Well I'd rather sit and wait the while
(Eu prefiro me sentar e esperar o tempo passar)
For the days I know you'll be near
(E chegar nos dias que eu sei que você estará por perto)
'Cause I day without you just isn't fair
(Pois um dia sem você, não é justo)
See the days I can hear your voice
(Veja, nos dias em que eu consigo ouvir sua voz)
I'm left without a choice
(Eu fico sem escolha)
Dean sorria levemente, sentindo seu rosto ficar cada vez mais quente e sua pulsação acelerar. Ele não sabia o que deveria estar sentindo, mas era como se não houvesse mais nada de errado no mundo. Como se esses últimos três dias não tivessem existido, como se nenhum erro tivesse sito cometido, como se todas as coisas que não faziam parte daquele momento pudessem ser jogadas fora, porque tudo o que importava naquele instante era os lábios de Sam contra os seus.
O moreno separou o beijo e puxou o loiro para um abraço apertado. Dean não esperava por isso, mas sorriu e retribuiu o gesto, respirando fundo e sentindo aquele cheiro tão familiar.
— Me desculpe – Sam teve que dizer.
— A gente conversa depois. E eu que peço desculpas – O loiro respondeu baixinho – Temos que voltar para a aula.
— Posso ir à sua casa hoje?
— Claro. Agora, vamos antes que o professor mande alguém nos procurar.
—--------------------------------------- *** ----------------------------------------
Os dois rapazes evitaram se olhar durante a aula, porque sabiam que se fizessem isso, não seriam capazes de desviar o olhar depois.
Foram para suas respectivas aulas depois daquilo, com um sentimento de renovação em seus corações. Sentiam que mesmo que as coisas estivessem uma total bagunça agora, tudo se resolveria eventualmente.
Dean tinha aula de história em seguida. E, feliz ou infelizmente, já havia decidido que sentaria perto de Clark. Seria chato não conversar com ele depois do que houve na sexta-feira, mas ele não poderia negar que estava se sentindo bem por tomar essa atitude. Quando chegou à sala de aula, viu o moreno sentado, escrevendo algo em um caderno. Clark olhou para cima e sorriu, novamente derretendo Dean por dentro.
— Tem alguém sentado aqui? – O loiro perguntou, apontando para uma carteira vazia atrás de Kent.
— Não, fique a vontade.
Dean sentou-se e tirou seu caderno da mochila, já o deixando aberto na matéria de história. Ficou calado. Nunca foi bom para iniciar conversas e/ou fazer novas amizades.
— Não precisava vir sentar aqui comigo só porque conversamos na sexta. Você sabe, não é? – O moreno virou para trás.
— Claro que eu sei. Eu vim porque eu quis.
Plus I get weak in the knees
(E mais, eu fico com os joelhos bambos)
Fall head over heels baby
(Perco minha cabeça, querido)
And every other cheesy cliché
(E qualquer outro clichê meloso)
Yes I'm swept off my feet
(Sim, eu perco meu chão)
Oh my heart skips a beat
(Meu coração falha uma batida)
But there's really only one thing to say:
(Mas há apenas uma coisa que eu quero dizer:)
— Tem certeza de que quer ser visto andando comigo? – Clark perguntou com um tom triste.
— Primeiro que eu não sei o que você fez de tão ruim. Digo, sexualidade não é motivo para exclusão. Segundo, eu acho que minha situação aqui na escola não tem como piorar – O loiro riu fraquinho – Terceiro, eu gostei de você. Quero te conhecer melhor.
Clark apenas sorriu. Aquele sorriso aberto que expunha seus dentes extremamente brancos, emoldurados por lábios rosados e as leves rugas que apareciam no canto de seus olhos. Dean fez o mesmo inconscientemente.
A aula passou rapidamente para a infelicidade de Clark, que estava adorando a companhia daquele rapaz tão bonito. Adoraria passar mais tempo com ele, conhecê-lo melhor...
Dean foi se encontrar com Jo como sempre para levá-la para a aula.
— Oi, Dean.
— Oi, linda – Ele a cumprimentou – Tudo bem?
— Tudo. E nem preciso perguntar pra você, não é? – A garota sorria abertamente.
— Como assim?
— Você parece bem melhor. Aconteceu alguma coisa que eu deva saber?
— Não, nada demais.
— Não mente pra mim, Warner – Ela deu um tapa fraco no braço do loiro – Você acabou de sair da aula de história. E eu sei muito bem quem estava naquela aula.
— Não exagera. Não aconteceu nada – Dean disse, sorrindo ao se lembrar de Sam.
— Você falou com ele? Ele é um sonho?
— Quem?
— O Clark, caralho! – Ela falou, um tanto exagerada, fazendo Dean soltar uma risada gostosa.
— Calma. Ele é legal.
— Só legal?
— Tá, Jo. Ele é um sonho. Vai parar de ficar no meu pé agora? – O loiro perguntou, começando a andar em direção ao armário da líder de torcida.
— Na defensiva, Dean? Isso quer dizer que você gosta dele.
— Eu não gosto dele.
— Negativa também? Você gosta muito dele – Ela provocou.
Dean não respondeu nada, apenas sorriu, enquanto a loira pegava os livros necessários para a sua próxima aula. Ele realmente parecia melhor, e gostaria de explicar para ela o porquê. Mas algo o impedia, sentia que não era a hora certa de dizer a verdade.
— Ai meu deus... – A expressão alegre da garota morreu quando avistou alguém andando em sua direção. Dean ficou curioso e se virou para ver o quem Jo encarava com os olhos abertos.
Tish Madison. A ruiva andava com uma confiança inabalável pelo corredor da escola com seu corpo impecável, fazendo todos, garotos e garotas, olharem para ela em admiração e inveja. Líder de torcida, era conhecida por suas notas altas e seu gosto refinado em romances. Ninguém daquela escola estava a altura daquela garota, nem mesmo Sam havia tentado algo com ela.
God Damn you're beautiful
(Droga, você é lindo)
To me, you're everything,
(Para mim, você é tudo)
Yeah that's beautiful, yes to me.
(É, é lindo. Para mim)
E lá estava ela, andando em direção a única pessoa que não queria vê-la naquele momento. Dean sorriu entendendo o que estava acontecendo.
— Era dela que você estava falando naquele dia? Ai céus...
— Dá em cima de mim. Faz alguma coisa, por favor – Jo parecia meio desesperada por um momento.
— Tipo o que?
— Usa os seus 5% hétero e me beija, faz alguma coisa.
Dean viu que a loira praticamente o implorava com aqueles grandes olhos castanhos. Resolveu ajudá-la no fim das contas, mesmo sabendo que não adiantaria muito...
Jogou os livros da garota dentro do armário novamente e a pressionou contra o metal gelado, aproximando seus corpos. Levou uma das mãos até a nuca dela e a puxou para um beijo. Foi intenso e curto, mas o suficiente para Tish ver o que tinha acontecido. A ruiva apenas sorriu para si mesma, achando graça de alguma coisa e continuou andando em direção a eles.
— Oi, Dean. Mande lembranças para a sua mãe – A voz doce da garota fez com que Jo separasse o beijo.
— Pode deixar, Tish – O loiro respondeu, seu rosto vermelho.
— Tchau, Jo – A ruiva sorriu de modo sedutor e saiu andando.
Jo se encostou ao armário e tentando disfarçar o que acabou de sentir e resolveu fazer a conversa ser sobre Dean.
— Uau – Jo disse, um tanto ofegante.
— Desculpa – Dean ficou preocupado de ter sido meio brusco — Achei que deveria ser convincente... Tentei agir como um desses garotos da escola.
— Não esquece que se você resolver virar hétero eu sou a primeira da fila, ok? – O loiro não respondeu, apenas sentiu suas bochechas ficando cada vez mais quentes – E obrigada.
— Vai me explicar o que acabou de acontecer?
— Mais tarde, e acho que você tem que me explicar algumas coisas também. Agora temos que ir para a aula.
— Quem mais você acha que viu esse beijo? – Dean pensou alto.
— Provavelmente muita gente. E a notícia vai se espalhar e... Ai, desculpa. O Clark é gay, não é?
— É, mas não tem problema. Se precisar eu falo com ele, não se preocupe.
— Mas ele não sabe que você é também, certo?
— Certo. Mas é como eu disse, depois eu falo com ele – Dean sorriu levemente e passou um braço pelos ombros da loira, andando com ela até a sala de aula.
Ambos estavam em silêncio, distraídos em seus próprios pensamentos. Jo estava com uma sensação estranha na boca do estômago, estava ansiosa e nem sabia o motivo. Ela não entendia o que estava sentindo. A ruiva estava a confundindo.
###FLASHBACK ON###
Jo estava tomando um banho depois do treino das líderes de torcida.
A água quente em suas costas a fez esquecer de todo o estresse pelo que estava passando com toda a confusão que estava sua mente. Se perdeu em seus pensamentos enquanto cantarolava uma música qualquer no chuveiro.
Foi uma ducha rápida. Torceu o excesso de água de seus cabelos e se enrolou em uma toalha, saindo do local onde ficavam os chuveiros e andando até os armários. Assim que fez a curva encontrou de frente com uma garota ruiva que usava apenas sutiã e calcinha. Perdeu o equilíbrio e acabou caindo no chão, sua toalha fazendo a mesma coisa.
— Está perdida, linda? – Tish disse com um sorriso, tentando ajudá-la a se levantar.
— Ai meu deus! – Jo se apressou para se cobrir novamente com a toalha.
— Calma, tudo o que você tem eu também tenho.
— Só que um pouquinho mais, né? – A loira se esforçou para manter sua voz num tom e ritmo normal.
A ruiva a olhou nos grandes olhos castanhos, que lutavam para não vagarem pelo corpo incrivelmente em forma que estava parado a sua frente.
I can't find the words to explain
(Não consigo encontrar as palavras para explicar)
Just how much you got me going insane
(O quanto você me deixa louco)
When you speak to me sometimes you'll find
(Quando você falar comigo, as vezes vai notar)
Oh, I stutter my words and say nevermind
(Oh, que eu tropeço nas minhas palavras e digo para deixar para lá)
'Cause even when you just walk by
(Porque mesmo quando você só passa por mim)
Well I look around to seem occupied
(Eu olho para os lados, para parecer ocupado)
'Cause I'm trying so hard to hide
(Porque eu estou tentando tanto esconder)
Yeah, all of these feelings inside
(Todos esses sentimentos dentro de mim)
Um sorriso provocante tomou conta dos lábios rosados de Tish e ela se aproximou com um passo. Jo sentiu seu corpo inteiro tremer e sua temperatura aumentar ao sentir a respiração quente da ruiva em seu rosto. Ela estava perto demais, e o autocontrole que a loira conseguira manter até aquele momento foi por água abaixo.
Se permitiu olhar para aquela garota, dona de uma pele clara e bronzeada, demorando seus olhos no abdômen liso cheio de adoráveis sardas composto pela cintura fina e os quadris na medida certa, as pernas longas e torneadas e, por fim, seus seios fartos que chamavam a atenção de Jo mesmo quando ela encarava apenas os olhos da ruiva.
Mas nada daquilo se comparava com o rosto que a olhava naquele momento. Era de uma beleza incomum, que não se vê por aí todos os dias.
— Eu vou perguntar de novo. Está perdida?
— O que? Por que?
— Seu armário fica pra lá – Tish apontou para o outro lado do vestiário.
— Eu sei, mas uma amiga está com a minha chapinha e, como eu sei a senha dela, vim buscar.
— É uma rosa com detalhes pretos?
— Como sabe?
— Ela está comigo. Vem aqui – A ruiva piscou para ela e se pôs a andar. Ela abriu o próprio armário e de lá tirou a chapinha.
— O que você está fazendo com ela?
— A Anna me emprestou. Ruivas – Tish bufou e rolou os olhos, brincando. Em poucos instantes voltou a dar o seu melhor sorriso.
— Obrigada – Jo sorriu também, se sentindo mais calma.
— Disponha. E se tiver mais alguma coisa que eu possa fazer por você... Me avise.
— Tá – A loira respondeu com a voz baixa, desconcertada – Eu vou me trocar agora.
— Fique a vontade e, Jo...
— O que?
— Só para deixar claro. Eu não vi nada.
Jo olhou para a ruiva e suspirou em alivio. Ela não sabia o porquê de se sentir assim, mas estava com vergonha.
— Graças aos céus.
— Mas gostei do que vi – Tish piscou e o rosto alvo da loira ficou vermelho imediatamente.
###FLASHBACK OFF###
Mas ela não era lésbica. Só sentia essa... Atração incrivelmente forte pela ruiva. Mesmo que tentasse mentir para si mesma, Tish não saía de seus pensamentos.
—--------------------------------------- *** ----------------------------------------
Chegaram à enorme casa dos Warner. Apenas os dois como eles estavam acostumados, mas o clima estava diferente. Sabiam que teriam que ter uma conversa um tanto desagradável e ambos queriam evitá-la ao máximo.
Não se sabe ao certo quanto tempo aquele silêncio durou. Para os rapazes podem ter sido horas, ou apenas alguns segundos, mas estavam sentados naquela enorme cama olhando um para o outro por um bom tempo. Dean respirou fundo e se ajeitou no colchão, sentando-se encostado à cabeceira e abraçando um travesseiro.
— Sammy...
— Antes de você falar qualquer coisa, me deixa fazer uma coisa – O moreno disse, sem sorrir, apenas se aproximando cada vez mais do outro.
Sam levou uma mão até o rosto quente do Warner, lhe fazendo um carinho, antes de pressionar seus lábios contra os deles por curtos segundos. Dean sorriu levemente, vendo que o Winchester fazia o mesmo.
— Antes de ficar bravo comigo, se lembre de como você se sentiu agora. Pode ter certeza de que eu me senti da mesma forma – Os olhos verde-azulados do moreno brilhavam enquanto ele olhava para Dean.
'Cause I get weak in the knees
(Porque eu fico com os joelhos bambos)
Fall head over heels baby
(Perco minha cabeça, querido)
And every other cheesy cliché
(E qualquer outro clichê meloso)
Yes I'm swept off my feet
(Sim, eu perco meu chão)
Oh my heart skips a beat
(Meu coração falha uma batida)
But there's really only one thing to say:
(Mas há apenas uma coisa que eu quero dizer:)
— Nós temos que conversar – O loiro falou baixinho.
— Sei disso. Você começa?
— Tudo bem... Eu só tenho uma pergunta. Só uma, e dependendo de como for a sua resposta, podemos trabalhar em cima dela.
— Pode perguntar.
— Não estávamos juntos, não chegava a ser um relacionamento, mas você terminou o que tínhamos. Por que iria querer voltar?
— É uma boa pergunta, na verdade – Sam começou a falar – Nada que eu diga ou faça vai mudar o fato de eu ter sido um completo idiota impulsivo. A verdade é que eu estava com medo. Medo do que eu estava me tornando, uma pessoa completamente diferente do que eu estava acostumado a ser e, também, medo do que eu estava começando a sentir.
— Sentir?
— Eu nem sei explicar o que é. Eu só sinto essa vontade de ficar perto de você, de falar com você, de olhar para você todo o tempo – O moreno sorriu levemente, enquanto Dean não conseguia acreditar no que estava ouvindo — Quero saber como foi seu dia e te contar como foi o meu, assistir seu filme favorito, ler um livro que você gosta, ouvir a sua voz pelo máximo de tempo que eu conseguir. Quero estar com você.
Ficaram um instante em silêncio antes de Sam voltar a falar.
— E isso me deixou com medo, porque mudanças são assustadoras. Mas quando eu estou ao seu lado, Dean... O resto do mundo deixa de existir e eu não sinto nada que não seja você.
— Mas você terminou comigo. Como eu posso ter certeza de que você não vai ter outro surto e me largar de novo? Como eu vou saber se isso que você diz sentir não é só coisa de momento? Como se fosse apenas a animação por ser algo novo e desconhecido... – Dean perguntou, um pouco preocupado.
— Me dá a sua mão – O moreno pediu e Warner o fez.
Sam levou a mão quente de Dean até seu peito e a segurou junto ao seu corpo. Respirou fundo e sorriu.
— Sentiu isso? Viu como está batendo rápido?
— Sim...
— Ele fica assim o tempo todo quando você está por perto. Isso não é algo que eu consiga fingir, não é algo que possa simplesmente ser ignorado, é algo que me dá certeza e segurança o suficiente para te dizer que estou me apaixonando por você.
God Damn you're beautiful
(Droga, você é lindo)
To me, you're everything,
(Para mim, você é tudo)
Yeah that's beautiful, yes to me.
(É, é lindo. Para mim)
Yes to me.
(É para mim)
Dean engoliu seco. Não tinha mais o que ser dito, nada mais a ser feito. Sam estava parado na sua frente, sorrindo levemente, expondo suas adoráveis covinhas, enquanto confessava em alto e bom tom que estava apaixonado. Se odiou por um instante por ter sido tão duro com o moreno.
— Fico feliz por você sentir o mesmo – Dean admitiu ainda com a voz baixa.
— Vem aqui.
Em menos de um segundo, o loiro já estava por cima de Sam atacando seus lábios, enquanto os braços fortes do moreno o envolviam em um abraço apertado. Dean não conseguia se lembrar de nenhum momento em que esteve mais feliz do que aquele em particular.
O beijo apaixonado foi ficando cada vez mais quente, a ponto de usar roupas ser quase insuportável. Sam tirou os óculos e a camiseta de Dean, que fazia o mesmo com suas calças. Não demorou muito até que ambos estivessem frente a frente, corpo a corpo, o calor de um se misturando ao calor do outro, numa combinação perfeita.
Dean começou a beijar o corpo quente do moreno, beijando com urgência cada centímetro daquela pele macia que conseguiu antes de chegar ao cós de sua boxer. Retirou-a com uma das mãos, enquanto a outra passeava pelas coxas grossas de Sam, sentindo a própria cueca ficando mais apertada.
Estava tudo uma bagunça. Tanto o quarto, quanto a cabeça de Dean, mas ele resolveu simplesmente se deixar ser guiado pelas suas vontades do momento. O que o levou a fazer algo que ele já havia pensado em fazer, mas não teve coragem até agora.
O loiro sorriu ao ver a ereção de Sam na sua frente e respirou fundo, tomando uma decisão. Lambeu toda a extensão do membro, da base até a ponta, fazendo com que Sam gemesse em um misto de surpresa e prazer. Warner levou uma mão à base e chupou somente a glande, sorrindo ao ver o moreno sorrir e fechar os olhos por uns instantes.
Dean não tinha muita experiência... Ok, nenhuma experiência. Mas os sons que saíam da boca do Winchester o deixaram mais confiante para continuar, sem falar que ele estava gostando de fazer aquilo.
Com movimentos de vai e vem, o loiro colocava o máximo que conseguia em sua boca, brincando com sua língua e sorrindo inconscientemente, enquanto Sam gemia sem pudor algum. Era o melhor boquete que ele recebeu em sua vida inteira, e pode acreditar, ele já esteve ao lado de muitas garotas que eram ótimas nisso, mas nenhuma delas tinha aquela boca de anjo que era a de Dean Warner.
Alguns poucos minutos depois, Sam não estava mais aguentando se segurar.
— Dean... Eu vou...
Dean pensou em continuar, mas mesmo estando curioso para saber como era, resolveu parar e terminar o trabalho com uma das mãos, enquanto beijava o pescoço desnudo de Sam. O moreno, em poucos instantes, se derramou na mão ágil do Warner, gemendo ao seu ouvido e levando-o a loucura.
— Isso, foi incrível... Dean... – Sam tentava falar, ainda meio fora de si por conta do forte orgasmo que acabou de ter.
Voltaram a se beijar, o Winchester dominava os lábios pecaminosamente deliciosos de Dean, assim como suas mãos faziam com o corpo forte do loiro.
— Dean...
— O que foi?
— Eu quero você hoje – Sam tentou parecer confiante, falhando miseravelmente, mas Dean podia ver em seus olhos do que se tratava.
— Tem certeza? E por que...
— Tenho certeza de qualquer coisa que for com você.
Dean sorriu levemente e afirmou com a cabeça, antes de voltar a beijar os lábios rosados do Winchester. Ambos estavam ofegantes, mas o beijo se movimentava em um ritmo lento e sensual. O loiro tentava fazer de tudo para que Sam relaxasse.
O moreno tirou a boxer preta que Dean usava e respirou fundo ao finalmente perceber o que eles estavam prestes a fazer. Ele observava os movimentos do loiro, de repente mais seguros, mais delicados, mais lentos... Lentos demais. Era torturante, mas no final, realmente o ajudou a relaxar.
— Espera só um momento. Eu vou pegar uma coisa na gaveta – Dean se levantou da cama e andou até o banheiro, se amaldiçoando por seu rosto estar tão vermelho de sair correndo pelado pelo quarto. Pegou o que precisava e voltou para a cama, se posicionando novamente em cima de Sam – Pronto.
— Lubrificante? – Os olhos do Winchester se arregalaram um pouco.
— Eu comprei antes da gente terminar... Enfim, achei que poderia ajudar.
Sam não sabia como responder àquilo, apenas puxou o loiro para mais perto e voltou a beijar-lhe os lábios. Agora ele estava definitivamente nervoso. Dean passeava com as mãos por seu corpo, arrancando-lhe arrepios e o fazendo perceber que estava rijo novamente.
Seus corpos se movimentavam sem um ritmo definido, apenas aproveitavam a companhia do outro. Dean separou o beijo e olhou o moreno nos olhos.
— Sammy...
— Vem logo, Dean. Para de me torturar – O Winchester brincou.
Warner sorriu levemente, decidido a fazer daquela tarde, a melhor da vida de Sam... Seria simplesmente inesquecível. Se encaixou entre as longas pernas do moreno e pegou o tubo de lubrificante, colocando um pouco na ponta dos dedos. O coração de Sam perdeu completamente o ritmo, dominado pela ansiedade e pela vergonha de estar tão exposto daquela forma.
— Você tem que relaxar, ok?
O moreno apenas afirmou com a cabeça e olhou nos olhos de Dean. Warner levou um de seus dedos até a entrada rosada de Sam, que se afastou levemente do toque, antes de se acalmar e permitir que o loiro o tocasse.
Dean espalhou o lubrificante, em movimentos circulares, investindo para dentro de Sam aos poucos. Voltaram a se beijar, pois o loiro conseguia notar como o outro estava tenso, ele realmente precisava relaxar. Continuou tentando fazer o moreno cooperar, mas não conseguiu.
— Sammy, se não quiser fazer isso, eu vou entender perfeitamente.
— Eu quero, é que... Eu nunca fiz isso antes – Sam ficou com vergonha, mas era como se sentia, não conseguia se acalmar.
— Pra isso funcionar, você tem que relaxar, tudo bem? Não estou brincando sobre isso.
— Tudo bem, desculpa – O moreno respirou fundo — Só... Vai com calma, tá?
— Não vou te machucar. Confia em mim?
— Com toda a certeza.
Dean sorriu abertamente e depositou um selinho nos lábios rosados do Winchester. Colocou mais um pouco de lubrificante na ponta dos dedos e, lentamente, inseriu um dígito em Sam, sempre acompanhando suas expressões para saber se poderia continuar ou não.
No inicio, o moreno demonstrou um pequeno desconforto, sem falar no constrangimento. “Você tem que relaxar, Sam. Relaxa ou só vai piorar”, ele disse a si mesmo e suspirou, fechando os olhos em seguida. Tentou se concentrar em outras coisas, como no gosto dos lábios cheios do Warner nos seus, o calor de seu corpo, seu cheiro inconfundível, e... Espera, o que foi isso?
Demorou para perceber que Dean já estava começando a movimentar seu dedo dentro de si e não havia mais desconforto, ou a dor que ele imaginou que sentiria era só... Prazer. Um prazer estranho, mas não era ruim, apenas novo e diferente. Odiaria admitir, mas estava gostando.
— Tudo bem até agora? – Dean perguntou.
— Continua...
Vendo que o Winchester realmente queria aquilo, introduziu mais um dígito encontrando menos resistência dessa vez. O buraco apertado do moreno se contraía em seu dedo, fazendo-o imaginar como seria quando estivesse dentro dele.
— Dean, acho que já ‘tá bom agora – Sam disse num gemido, enquanto o loiro continuava os movimentos de vai e vem.
Dean retirou os dedos e sorriu para o moreno, muito mais calmo agora. Se posicionou e voltou a beijar Sam, seduzindo-o cada vez mais. Não é que queria ver o Winchester implorar, mas não odiaria a ideia também. Afastou as longas pernas do moreno e começou a penetrá-lo.
O beijo foi separado quando Sam bufou por conta da dor. “Vamos, Sam. Relaxa... Pense no Dean”, o moreno teve que dizer a si mesmo.
— Vamos, Sammy... A dor já vai passar, eu juro. E logo em seguida vem a melhor coisa que você vai sentir na vida – Dean disse com a voz rouca, se segurando para não entrar nele de uma vez e saciar sua vontade.
Em poucos instantes, a dor já havia diminuído, mesmo não sendo muito confortável ainda, e o rosto de Sam relaxou. Dean sorriu para si mesmo e entrou um pouco mais, voltando a beijar os lábios macios do moreno que estava em baixo de si.
Não demorou muito até que estivesse completamente dentro de Sam. Se segurou para não gozar naquele mesmo instante ao sentir o corpo quente e apertado que envolvia seu membro. Quando achou que o moreno estava pronto, começou a se movimentar.
Palavras não descreveriam o que ambos estavam sentindo naquele momento. De certa forma era a primeira vez dos dois, Sam estava experimentando essas novas sensações que nunca pensou que poderia sentir, enquanto Dean mal conseguia se lembrar de seu nome.
— Ah, Sammy...
Os movimentos ficaram mais rápidos e fundos. O Winchester gemeu alto quando Dean acertou sua próstata, fazendo-o ver estrelas. Os dois garotos gemiam sem pudor o nome um do outro. As mãos passeando, sempre puxando para mais perto, querendo mais contato, mais intensidade, sempre mais...
Dean sentiu que logo chegaria ao seu ápice, portanto levou uma mão até o membro de Sam e começou a bombeá-lo. Não demorou muito até que o moreno gozasse, sujando a mão de Dean e seu abdômen, gemendo alto palavras desconexas.
— Dean... Oh...
O loiro aumentou a velocidade e teve um orgasmo igualmente forte, jogando a cabeça para trás, enquanto tentava se lembrar de como respirar. Assim que recobrou parte de sua consciência saiu de dentro do moreno, depositando um leve beijo em seus lábios e deitando ao seu lado na enorme cama.
Ficaram em silencio por um tempo. Sam se aninhou nos braços do loiro até sua respiração se normalizar. Estavam extasiados e não sabiam o que dizer.
— Isso foi ótimo – O moreno começou a falar – Obrigado.
— Sam, acho que eu te amo – Dean disse sem pensar e o Winchester levantou a cabeça para olhá-lo.
Yeah you're beautiful
(É, você é lindo)
Yeah you're beautiful
(É, você é lindo)
God Damn you're beautiful
(Droga, você é lindo)
To me.
(Para mim)
To me.
(Para mim).
— Eu também. Eu também te amo – Sam nunca pensou que diria isso para alguém.
Mas ele também nunca pensou que ficaria com um cara, e que faria sexo com um cara e que acabaria se apaixonando por esse mesmo cara. Ainda mais por Dean Warner.
O coração do loiro se encheu de alegria e ele sorriu abertamente, antes de começar a se levantar da cama.
— Vou tomar um banho. Vem junto? – Dean perguntou.
— Eu vou depois. Não demora – O moreno o provocou, vendo seu rosto ficar vermelho.
Continua...
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