Chances

57 Don't speak


Notas iniciais
[Música do capítulo: Don't Speak - No Doubt] ---------------------------------------- *** ---------------------------------------- TRÊS CAPÍTULOS NO MESMO DIA?! CO-CO-COMBO CHAPTER! Parei kkkkkk Esse foi rápido porque já estava escrito (Esse foi escrito antes do capítulo 10, para vocês terem noção de como eu sempre planejei chegar aqui kkkkkk). E eu só arrumei algumas coisinhas e aqui está. Espero que gostem bastante ♥

You and me

(Você e eu)

We used to be together

(Costumávamos ficar juntos)

Everyday together

(Todos os dias juntos)

Always

(Sempre)

DEAN’S P.O.V.

Sam tem agido diferente nessa última semana. E eu não vejo motivos para isso. Eu sinto como se estivesse o perdendo, como se ele estivesse se afastando de mim por alguma razão. Era como se todas as vezes em que eu conseguia segurá-lo, ele simplesmente escorregasse por meus dedos, me deixando para trás, me deixando impotente.

Mas ao mesmo tempo, parece que está tudo bem. Ele ainda vai lá para casa depois da escola todos os dias, ainda conversamos sobre os mesmos assuntos, mas parece que ele não está realmente lá comigo. Ele anda distraído, pensativo e, eu sei que não tenho o direito de exigir nada dele, mas eu estou preocupado.

I really feel

(Eu realmente sinto)

That I'm losing my best friend

(Que eu estou perdendo meu melhor amigo)

I can't believe

(Eu não acredito)

This could be the end

(Que isso pode ser o fim)

Que eu saiba, não aconteceu nada tão grave na escola para ele ficar daquele jeito. Suas notas não estão tão ruins, Adam parou de encher o saco, o lance dos ciúmes já passou... Se não houve nada, então por que ele está tão distante? Será que sou eu o problema?

Bom, a gente não daria certo de qualquer forma, não é? Tem muitas outras pessoas bem mais interessantes do que eu. Não ficaria surpreso se ele me largasse para ficar com o Castiel Novak, por exemplo. Ele é bonito, rico, inteligente... Tem muito mais a oferecer do que eu.

It looks as though you're letting go

(Parece, no entanto, que você está desistindo)

And if it's real

(E se for real)

Well I don't want to know

(Bem, eu não quero saber)

Talvez seja mesmo isso. Talvez ele esteja desse jeito para terminar comigo. Perdendo a afinidade aos poucos, se afastando cada vez mais. Bom trabalho, Sam.

Por falar no diabo, meu celular acabou de vibrar. É uma mensagem dele.

“Oi, Dean. Pode me encontrar perto da lanchonete depois da quarta aula?”

Suspirei. Droga, agora eu estou com medo de que meus pensamentos se tornem realidade.

“Claro, meu amor. Algum problema?”, eu respondi e segundos depois o celular voltou a vibrar.

“Só quero conversar com você. Tudo bem?”.

“Ok, Sam. Até mais tarde”.

Meu coração acelerou. Não que eu estivesse prestando atenção no que a professora estava falando, mas agora eu não via mais nada. Tudo o que eu conseguia ver eram as lembranças dos dias ao lado de Sam passando pela minha mente como um filme e uma lágrima idiota escorrendo por meu rosto.

Me debrucei sobre a mesa, afundando minha cabeça na minha mochila. Eu não queria mais pensar. Não queria mais fazer nada. E eu com certeza não queria encontrar com ele mais tarde.

SAM’S P.O.V.

“Ok, Sam. Até mais tarde”.

Ele deveria estar bravo comigo. Nunca me chama de Sam, ou talvez seja só paranóia minha. Mas de qualquer jeito, não é culpa dele. Eu estaria bravo comigo também se fosse ele. Eu vou parecer o maior dos cretinos e o pior é que eu não posso nem dar uma desculpa para o que eu vou fazer.

Eu sei que estive meio distante nessas últimas semanas, mas eu tenho meus motivos. Eu tinha que pensar claramente sobre o que eu deveria fazer, e ficar com ele por perto é sempre tão bom que eu me esqueço do resto do mundo. Portanto, para conseguir achar a melhor solução – eu duvido que essa seja a melhor, mas me parece a única – eu tive que me afastar dele.

Se eu conheço o Dean, ele deve estar nervoso agora. Nervoso por não saber o que está acontecendo, nervoso por não saber o porquê de eu andar distante, ou por não saber sobre o que eu quero conversar com ele. E acredite isso parte o meu coração. Não gosto de deixá-lo assim, gosto de deixá-lo feliz, de ver seus sorrisos, o brilho em seus olhos...

Our memories

(Nossas memórias)

Well, they can be inviting

(Bem, elas podem ser convidativas)

But some are altogether

(Mas algumas são completamente)

Mighty frightening

(Muito assustadoras)

Acho que isso é tudo o que vai me restar, não é? As lembranças. Lembranças da melhor parte da minha vida, uma parte que eu sei que nunca vou conseguir superar, uma parte que eu mesmo estraguei, porque eu sou fraco e porque eu sou um cretino.

### FLASHBACK ON ###

– Vamos, Dean. Só mais uma vez!

– Não, Sam. Já chega, eu estou cansado – Ele respondeu rindo.

– Não dá para se cansar disso. Vamos, mais uma só. Eu prometo – Sorri para ele.

– Não, Sammy. Me deixa em paz – Ele me olhou e começou a se afastar de mim na cama – O que você vai fazer?

– Vou te convencer. Vou ter mais uma, por bem ou por mal – Eu o ameacei, ainda sorrindo.

– Sammy, por favor não. Não, Sam! Para! – Ele começou a gargalhar, enquanto eu fazia cosquinhas por todo o seu corpo e o segurava para ele não fugir – Para, por favor!

– Vai me deixar fazer o que eu quero? – Continuei com as cócegas e não pude evitar sorrir ao vê-lo se contorcendo em baixo de mim.

– Pode, só por favor, para! – Ele continuou gargalhando até que eu parei as cócegas e selei nossos lábios em um beijo intenso – Eu te odeio, Sam – Ele disse quando conseguiu recuperar o fôlego das cócegas e do beijo.

– Odeia nada, você me ama – Depositei um selinho em seus lábios cheios e saí de cima dele.

– Vai, faz logo o que você queria.

– Sorri para mim, então.

E ele fez. Que coisa linda era aquele garoto. Seu sorriso iluminava os meus dias, acompanhado de seus dois olhos de um verde tão intenso que faria inveja a qualquer anjo. A cabeça estava um pouco inclinada e ele nunca foi mais adorável.

Bati a foto e ele piscou os olhos com força por causa do flash. De novo, adorável.

– Eu te odeio muito – Ele rolou os olhos e pulou em meu pescoço, me puxando para um beijo.

– Mas eu te amo – Retribuí o beijo e caímos de costas na cama.

### FLASHBACK OFF ###

Eu não quero perdê-lo. Mas fazer o que... É a minha única escolha.

DEAN’S P.O.V.

Já estava na hora. Saí da sala de aula com o coração acelerado e as mãos suando. Tentei me controlar, mas algo me dizia que eu não receberia boas notícias.

As we die, both you and I

(Enquanto nós morremos, ambos, você e eu)

With my head in my hands

(Com minha cabeça em minhas mãos)

I sit and cry

(Eu sento e choro)

Cheguei à lanchonete mais rápido do que gostaria e eu o vi encostado em alguns armários no corredor do outro lado. Respirei fundo, tentando me acalmar. Sem sucesso. Continuei andando até ele e ele olhou para mim. Vi um sorriso tentando crescer em seus lábios, mas morrendo segundos depois. Meu coração não conseguia mais manter um ritmo estável e fiquei com medo da minha voz não sair quando eu cheguei até ele.

Ele me deu um selinho e sorriu levemente.

– Oi, Dean.

– Tudo bem, Sam?

– Tudo... Na verdade, não – Ele molhou os lábios com a ponta da língua e suspirou — Não há jeito fácil de dizer isso – Sam olhou para mim. Eu nunca o vi tão vazio. Seus olhos, seus movimentos, sua postura... Não havia nada. E isso me deixou um tanto apavorado.

– Dizer o quê, Sam? Que você não me quer mais? – Não sei por que eu disse isso, simplesmente saiu sem querer.

Don't speak

(Não fale)

I know just what you're saying

(Eu sei bem o que você está dizendo)

So please stop explaining

(Então por favor pare de explicar)

Don't tell me cause it hurts

(Não me diga, porque dói)

– Por que você acharia isso?

– Você está agindo diferente esses dias. Mal consegue me olhar nos olhos. E eu posso não ser um expert em relacionamentos, mas eu sei o bastante para saber que o nosso não vai bem. Só preciso saber o porquê.

– Não podemos ficar juntos, Dean.

– E qual o motivo disso? – Respirei fundo. Eu realmente não queria ouvir a resposta.

– É para o bem de todos, acredite em mim.

– Acreditar em você? Como eu devo fazer isso, Sam?!

Ele encarou o chão. Simplesmente não conseguia olhar para mim, enquanto eu não conseguia parar de olhar para ele. Eu pude perceber que ele não queria dizer as palavras, tanto quando eu não queria ouvi-las.

– Eu não sei. Sinto muito, mas me deixe explicar...

Don't speak

(Não fale)

I know what you're thinking

(Eu sei o que você está pensando)

I don't need your reasons

(E eu não preciso dos seus motivos)

Don't tell me cause it hurts

(Não me diga, porque dói)

– Não – Suspirei, ainda o encarando — Estamos terminando? Sim ou não?

Ele não respondeu. Apenas olhou para mim, paralisado.

– Terminamos, então – Era melhor acabar com isso de uma vez. Como se fosse arrancar um curativo, não é?

Me virei e me afastei lentamente, sem olhar para trás. Quando percebi, eu estava correndo para longe daquela escola, longe de minha casa, longe de Sam. As lágrimas não precisaram lutar muito para vencer a batalha e escorrerem por meu rosto. Eu não sabia para onde estava indo, só sabia que não conseguiria parar.

It's all ending

(Está tudo acabando)

I gotta stop pretending who we are

(Eu tenho que parar de fingir quem nós somos)

Os soluços sofridos se esgoelavam para fora de minha garganta, minhas mãos tentavam manter a minha mochila em meus ombros e, agora, os óculos mais atrapalhavam do que me ajudavam a enxergar.

SAM’S P.O.V.

– MERDA! – Soquei os armários com toda a minha força assim que o vi saindo pelos portões da escola.

Senti minha mão latejando e algumas cabeças curiosas olhando pelas portas da sala para ver de onde vinha o barulho, mas ignorei tudo isso. Porque agora, mesmo sem a minha permissão, as lágrimas escorriam descontroladamente de meus olhos.

You and me I can see us dying

(Você e eu, eu posso nos ver morrendo)

Are we?

(Estamos morrendo?)

Me senti fraco, cansado e vencido. Me senti humilhado, mesmo que eu saiba que o que houve foi totalmente o contrário. Mas eu tive que fazer isso. É o melhor para todos.

Não quero nem ver a cara do Dean quando ele chegar à escola na segunda-feira. A coisa vai ficar feia pro meu lado. Esse vai ser um longo final de semana.

Peguei meu celular e saí da escola também, discando um número infelizmente conhecido.

– Alô, Castiel?

– Oi, Sammy. Fala aí – Ele me atendeu com a voz entusiasmada.

– O que vai fazer amanhã?

Don't tell me cause it hurts!

(Não me diga, porque dói!)

Continua...

Notas finais
Gente, não me mata. Calma, respira, vai tudo ficar bem no final. Não é? Kkkkkkk espero que tenham gostado e até a próxima *-* Beijackles e Padakisses ♥ Bom feriado!