Chances

35 Desculpa. Era só o Adam.


Notas iniciais
Genteeeeeee! Passamos dos 300 reviews, vocês são uns perfeitos. Sério. O que seria de mim sem vocês. Eu queria agradecer a TODOS, tanto os que comentaram (que são uns fofos) quanto o que só acompanham. Muito obrigada por estarem aqui e me incentivando a sempre continuar. Falei que tivemos mais de 190 views no capítulo anterior só ontem? Vocês são demais! ♥ ------------------------------//------------------------------ Não demorei NEM UM POUQUINHO u.u #ChupaHaters Kkkkkk brinks. Mas enfim, espero que gostem desse capítulo. Eu gostei... Vamos ver se concordam comigo. Enjoy xD

DEAN’S P.O.V.

Ficamos de mãos dadas durante todo o filme. Achei estranho isso, mas reclamar eu não vou. Eu não prestei atenção no filme, nem por um segundo. Eu estava ocupado demais pensando – eu realmente deveria parar de fazer isso – em Sam e no que eu havia visto mais cedo.

O modo que ele olhava para Jo... Sei que não tenho o direito de ficar com ciúmes, mas realmente não me agradou em nada vê-lo olhando para outra pessoa daquele jeito. Não foi só o olhar para ela, foi como ele olhou. Era como se ele a desejasse.

Fez eu me lembrar de como as coisas eram antes. Antes de toda essa loucura acontecer. Me lembrei de quem ele era. E ainda acho que as coisas estão boas demais para ser verdade. Mas eu não vou ficar pensando nessas coisas. Na verdade, eu deveria parar de pensar, porque eu sempre acabo me confundindo e sempre imaginando o pior de cada situação.

Jo foi embora assim que o filme terminou. Ficamos sozinhos por uns vinte minutos antes da minha mãe chegar do trabalho. Resolvemos ficar na cama, apenas conversando, pelo resto da noite. Eu estava deitado em seu peito, prestando atenção em sua voz rouca, sua respiração calma e seus batimentos um pouco acelerados.

Assim que meus pais foram dormir, descemos silenciosamente até a cozinha para ele conseguir comer alguma coisa. Fizemos alguns sanduíches e voltamos para o quarto. Comemos e conversamos mais um pouco.

O ponto alto da noite foi a ducha que tomamos juntos. Juro que me esforcei para ficar em silêncio. Alguns minutos depois, já estávamos meio vestidos e voltamos para a cama. Me aninhei em seu peito novamente. Ficamos quietos por um momento, mas o silêncio foi quebrado pelo som da voz de Sam, que cantava baixinho uma musica que estava em sua cabeça.

SAM’S P.O.V.

É, eu estava cantando. Aquela música do filme estava na minha cabeça e comecei a cantarolar sem perceber. Ele não reclamou, nem disse nada, então continuei.

Aqui, nesse quarto tão familiar com esse garoto em meus braços... Parece tudo tão surreal. É como se eu estivesse perdido em algo que eu não sou. É por isso que essa coisa que temos entre nós parece tão errado na maior parte do tempo. Não é quem eu sou de verdade. Esse não sou eu. Pode ter sido apenas uma fase. Uma boa fase que eu nunca vou esquecer, mas eu não posso continuar com isso.

Não é como se estivéssemos apaixonados, não é? Não é como se estivéssemos namorando, e com certeza não fiz nenhuma promessa a ele sobre esse nosso “relacionamento”. Espero que ele não tenha criado grandes expectativas, porque infelizmente não vou poder continuar com isso.

Claro que me sinto muito bem quando estou com ele, mas isso não quer dizer que eu devo perder tudo o que eu construí, tudo o que eu sou, toda a minha personalidade, todo o meu eu por ele. Não o culpo por nenhum dos sentimentos ruins que eu sinto. Mas eu sou o idiota que o tempo e a vida fizeram de mim.

Está na hora de dizer adeus e voltar as coisas como eram antes. Antes de toda essa loucura.

Acho que eu não deveria ter ficado de mãos dadas com ele hoje. Não deveria estar passando a noite. Não deveria estar cantando inconscientemente e sorrindo ser perceber, ao notar que ele está dormindo em meus braços.

Eu não sei de mais nada. É melhor eu dormir, enquanto ainda consigo.

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Quando eu acordei, Dean não estava mais na cama.

Estava saindo do banheiro com uma toalha enrolada em sua cintura e começou a se vestir, sem olhar para mim em um minuto. Achei estranho, mas não disse nada. Apenas me levantei e andei até ele, depositando um beijo em sua bochecha antes de ir para o banheiro.

DEAN’S P.O.V

Ele entrou no banheiro e terminei de colocar minhas roupas. Arrumei a cama e minha mochila, enquanto cantarolava a mesma música que Sam havia cantado na noite passada. Eu não queria pensar, mas a cena dele olhando para Jo não deixava a minha cabeça.

Me sentei na cama, encarando o chão, enquanto esperava ele sair do banho e se vestir. Eu não olhei para ele em nenhum momento e eu admito que foi por ciúmes. Me senti tão ridículo por sentir aquilo... Fiquei com vergonha.

– Está tudo bem, Deanno?

– Sim. E com você? – Perguntei de volta, me virando para o moreno que terminava de vestir sua camiseta.

– Tudo bem.

– Para onde vai me levar hoje?

– Você disse que não podia faltar na escola – Ele sorriu de lado e eu derreti.

– Você disse que eu não escaparia de você hoje.

– Tudo bem, então. Sai de casa, vai em direção a escola, mas não entra. Sabe aquele bar lá perto?

– Sei...

– Me encontra lá. Vou pegar o carro do meu pai – Ele sorria levemente para mim.

– Tudo bem. Te vejo lá, então – Peguei minha mochila e suspirei.

Ele avançou alguns passos, se aproximando de mim. Me deu um leve beijo nos lábios e voltou para o canto do quarto onde suas coisas estavam.

– Até mais.

Saí de casa e coloquei a escada embaixo da janela. Andei lentamente pelas ruas... Eu não gostava de faltar na escola, mas um dia só não me faria mal, certo? Cheguei mais rápido do que gostaria no bar que marcamos e esperei até que Sam chegasse.

SAM’S P.O.V.

Ele saiu de casa e poucos minutos depois, eu saí pela janela. Eu praticamente corri até chegar em casa. Por sorte, meus pais já tinham ido trabalhar. Peguei as chaves do carro e fui até a garagem, entrando no carro em seguida.

Respirei fundo, ainda com o carro parado. Eu não sabia onde o levaria, não sabia nem se queria o levar para algum lugar. Mas não tinha mais jeito, ele estava me esperando. E eu gostava de saber disso... Saber que ele estava esperando por mim.

Dei partida e comecei a dirigir rumo ao bar em que marcamos de nos encontrar. Lá estava ele. Encostado desconfortavelmente em um muro de cimento, olhando para os lados, procurando por mim. Sorri levemente ao vê-lo e parei o carro.

– Entra aí.

– Oi, Sammy – Ele disse assim que entrou no carro.

– Desculpe a demora – Voltei a dirigir, em direção à via expressa que me levaria até um lugar conhecido.

– Tudo bem. Para onde vamos?

– É surpresa – Sorri para ele.

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DEAN`S P.O.V.

Ele parou o carro e eu suspirei.

Lá estávamos novamente. Eu saí do carro e sorri ao sentir a brisa fresca soprando em meu rosto. Ele trancou o carro e andou até mim. Pegou em minha mão e andamos até chegar em um ponto que era melhor se tirássemos os sapatos.

Dobrei as barras das minhas calças antes de andar na areia ao lado dele. Estávamos em silêncio e nos olhávamos de vez em quando. Ele pegou em minha mão novamente e nos sentamos na areia. Sam passou um braço em torno de minha cintura e me puxou para mais perto.

Respirei fundo olhando para a belíssima paisagem que aquela praia nos proporcionava. O céu estava colorido com um particularmente bonito tom de azul, combinando com o tom esverdeado do mar. Eu devo estar ficando louco, mas posso jurar que o que eu estava vendo era a cor exata dos olhos de Sam.

– Já valeu a pena ter faltado na escola – Eu disse inconscientemente.

– De nada – Ele sorriu abertamente.

Alguns minutos depois o celular dele tocou e Sam encarou a tela do celular por um momento, antes de atender.

– Alô? Ah, oi Adam. Não, eu não estou na escola, pode falar.

Rolei meus olhos ao perceber quem era e me sentei direito na areia, me afastando um pouco dele.

– Ok, e o que eu tenho a ver com isso? – Sam perguntou, ao telefone – Estou na praia. É, na mesma praia da festa. Não, não, não é para você vir aqui. Jak-

Ele tentou fazer com que o loiro o ouvisse, mas a ligação estava terminada. Sam soltou algum palavrão baixinho e discou o numero de Adam em seu celular.

– Adam? Olha, cara. Estou falando sério, não é para vir para cá – Houve alguns segundos de silêncio – Porque eu não quero que você traga essa menina aqui. Não eu não sou gay e para de me encher o saco sobre isso – Sam suspirou – Tá legal, Adam. Eu vou te falar a verdade. Estou acompanhado, por isso não é para você vir.

Eu realmente gostaria de ouvir os dois lados da conversa.

– É claro que é com uma garota, Adam. Ok e vai se fuder – O moreno riu de algo que foi dito da conversa – Até mais.

“É claro que é com uma garota”. Porque ele não estaria aqui na praia comigo se estivesse agindo normalmente, certo?

– Desculpa, Deanno. Era só o Adam.

– Tudo bem – Não era o que eu queria dizer, mas eu não tinha direito de dizer mais nada. Ele não era meu, não me devia explicações.

SAM’S P.O.V.

– É claro que é com uma garota, Adam.

– Falou seu viadinho – Adam brincou do outro lado da linha.

– Ok e vai se fuder.

– Você levou camisinha, não é seu safado? – Ele disse me fazendo rir.

– Até mais – Rolei meus olhos e desliguei o telefone.

Durante a ligação me esqueci de onde estava e com quem eu estava. Olhei nos olhos verdes confusos do loiro ao meu lado e sorri levemente para ele.

– Desculpa, Deanno. Era só o Adam.

– Tudo bem – Eu pude ver que ele não estava completamente confortável com as coisas que eu disse, mas tentou disfarçar.

Sabe qual a pior parte? É que tudo o que eu disse, deveria ser a verdade. Eu deveria estar na praia com uma garota, me preocupando com camisinhas e tomando cuidado para ela não engravidar... Coisas comuns que um rapaz comum deveria pensar. Coisas que o Sam que eu conheço deveria pensar. Eu não me reconheço mais.

– Você está confuso, não está? – Dean me perguntou, tirando-me de meus pensamentos.

– Desculpe. O quê?

– Confuso sobre toda essa situação. É novidade para você.

– Não é por nada, Dean. Mas não parece que eu estou agindo...

– Como você mesmo – Ele completou minha frase e me olhou com aqueles enormes olhos de esmeralda.

– É.

– Eu andei pensando a mesma coisa.

– Como assim?- Perguntei, um tanto confuso.

– Você mudou muito, e foi meio que de um dia para o outro. Você fez coisas e disse coisas que eu sei que o cara que eu conheço há tanto tempo, nunca faria ou diria para mim.

– Para ser honesto, eu não sei o que está acontecendo. Eu não tenho mais certeza de nada. Isso, o que temos entre nós, sempre fez eu me sentir tão certo, mas ultimamente... Ultimamente eu não consigo mais olhar no espelho e me ver. Eu me sinto perdido, como se eu não existisse mais, só essa nova versão completamente desconhecida de mim.

– Onde quer chegar com isso? – Agora ele parecia confuso.

– Eu sou o tipo de cara que é popular, consegue qualquer garota que quer, não tira boas notas, não fala dos seus sentimentos, nunca fica com a mesma pessoa mais de uma vez. E eu sinceramente, gostaria de conseguir olhar nos seus olhos e dizer que eu não sou mais aquele cara, mas...

– Você é.

– Eu sou, Dean.

– Tudo estava bom demais para ser verdade – Ele me olhou nos olhos com uma expressão triste – Me leva para casa, Sam. Por favor.

– Você está bem? Parece que vai vomitar – Ele ficou pálido de repente.

– Estou bem. Só me leva embora.

Continua...

Notas finais
#FODEO Kkkkkkk espero que tenham gostado e até a próxima! Beijackles e Padakisses ♥