Notas iniciais
[Música do capítulo: It's All Coming Back To Me Now - Celine Dion (DIVA!)] --------------------***-------------------- Boa tarde, gente! Voltei, porque esse capítulo já estava semi-pronto. Só tive que fazer algumas poucas modificações e voilá. Espero que gostem muuuuuito. Até a próxima!

Clark estava doente. Com febre e o corpo todo dolorido, mas estava melhor, por incrível que pareça. Também, não é para menos. Ficou as últimas semanas saindo todos os dias para ajudar Abbadon, e estava muito frio. Ele não estava bem o suficiente para ir ao casamento, mas Dean estava mais aliviado por saber que era só uma gripe. Clark insistiu para que o loiro fosse, mesmo que sua vontade fosse de ficar cuidando dele. E ele sempre conseguia o convencer.

Clark Kent e seus maravilhosos olhos verdes, sempre cativantes, sempre brilhantes, sempre uma arma poderosa de sedução e teimosia.

Mas, por conta do estado do moreno, Dean iria chegar bem cansado ao casamento, não conseguia dormir, pois estava muito preocupado com Clark, e também, as tosses do moreno não o deixavam pregar os olhos.

There were nights when the wind was so cold

(Havia noites em que o vento estava tão frio)

That my body froze in bed

(Que meu corpo congelou na cama)

If I just listened to it

(Só de eu ouvi-lo soprar)

Right outside the window

(Do lado de fora da minha janela)

No dia seguinte, Clark o ajudou a se arrumar, mas logo ficou com tontura e teve de se deitar novamente. Dean lhe fez uma sopa e deixou os remédios perto da cama, com um jarro de água e um copo, para que ele não tivesse que ficar levantando toda hora.

Quando estava pronto, se despediu de Clark com um longo e apaixonado beijo, antes de sair do pequeno apartamento e entrar no carrinho vermelho cereja de Clark.

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Warner tinha acabado de chegar ao casamento e não reconheceu nenhuma das pessoas no começo, mas avistou uma mesa, um pouco mais perto da mesa do Buffet e mais distante do altar. Três homens estavam sentados lá, cada um com uma garrafa de cerveja na mão e um sorriso no rosto. Riam de algo e olharam para ele, mantendo os sorrisos.

– Achei que não fosse mais vir, Warner! — Frank Devereaux falou alto, levantando-se da mesa a o abraçando.

– E aí, Frank. Já está bêbado, cara? – Dean respondeu quando separou o abraço.

– Se ele não estivesse bêbado, não seria um casamento — Gordon disse rindo e foi abraçá-lo também.

– Só que o Frank é um fraco pra bebida, não sei por que ele insiste em fazer essas coisas — Ash disse e se levantou, estendendo uma mão.

– Você não é que nem ele, não é, Ash? Estou sendo sarcástico, é claro – Dean sorriu e o puxou para um abraço – Que saudade de vocês.

– Também estávamos. Senta aí, garoto! – Gordon sorriu e sentou-se. O loiro fez o mesmo, assim como todos os outros.

– E onde está o Clark, Dean? – Ash perguntou, entregando-lhe uma cerveja.

– Está doente e não pôde vir.

– É uma pena, mande lembranças quando o ver.

– Mando sim. E onde está o Henry? Quero dar os parabéns – Dean perguntou, mas todos deram de ombros – Nossa, você realmente vieram por ele, não é? – Brincou.

– Com certeza não estou aqui pela prima da noiva que acabou de terminar um relacionamento e é completamente gata – Gordon respondeu, provocando risos.

– Vou procurá-lo. Já volto.

Dean se levantou da mesa e foi até uma sala em que a organizadora do casamento estava.

– Posso ajudá-lo? – A garota sorriu.

– Estou procurando pelo noivo. Sabe onde ele está?

– Estou aqui dentro, Dean! – O loiro pôde ouvir uma voz gritar de dentro de um quartinho.

– Pode ir até lá. Fique a vontade.

– Obrigado.

Warner entrou na sala e o viu. Henry estava somente com uma camisa e a calça. Gotas de suor escorriam por seu rosto vermelho e em sua mão estava uma gravata borboleta.

– Eu não consigo colocar essa maldita coisa. Quem inventou isso? – Henry reclamou para Dean que começou a rir e se aproximou do moreno.

There were days when the sun was so cruel

(Havia noites em que o sol estava tão cruel)

That all the tears turned to dust

(Que todas as lágrimas viraram pó)

And I just knew my eyes were

(E eu sabia que meus olhos iriam)

Drying up forever

(Secar para sempre)

Ele pegou a gravata da mão de Henry e a colocou no pescoço do jovem noivo.

– Por que não pediu ajuda para a organizadora? Ela está aqui para te ajudar – O loiro disse, enquanto trabalhava no nó da gravata.

– Porque ela tinha me perguntado se eu sabia e eu estava nervoso. Acabei dizendo que sim – Henry riu – Não podia simplesmente voltar lá e dizer que menti. Ela ia me achar um idiota.

– Pronto – Dean sorriu, terminando de apertar o nó da gravata – Não é nenhum bicho de sete cabeças. Vem aqui – Warner o puxou para um abraço – Parabéns, Henry. Está dando um grande passo.

– É, ela é ótima, não é?

– Você é muito sortudo por ter Abbadon.

– Disso eu sei, acredite – O moreno sorriu. Seus lábios tremiam, indicando seu nervosismo.

– Está quase na hora.

– Eu acho que vou passar mal – Henry riu e Dean sorriu para ele.

– Vamos, coloque isso – O loiro pegou o paletó e o ajudou a vesti-lo – Limpe esse suor – Lhe entregou um pano que estava em seu bolso – E agora respire fundo, ok? Não pense em nada, só em Abbadon.

– Abbadon. Ok, Abbadon. Eu vou me casar! Estou pirando, Dean.

– Imagino – Dean riu e disse para ele terminar de se vestir. Ela chegaria a qualquer momento.

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Lá estavam eles. Todos de pé para a entrada da noiva. Todos sorridentes e serenos, enquanto as mãos de Henry tremiam fora de seu controle.

A música começou a tocar e Dean respirou fundo. Olhou para o noivo, que estava visivelmente apavorado e piscou para ele que apenas acenou com a cabeça, respirando fundo também.

Abbadon entrou. Estava magnífica. Ela era uma mulher muito bonita, ninguém podia negar, mas estava simplesmente estonteante. Usava um vestido que ficava justo em seu corpo e se abria aos poucos quando chegava às suas coxas. Tinha seus cabelos cor de fogo presos num coque de época e os grossos lábios coloridos por um intenso vermelho. A cor também estava presente em detalhes na barra e na cintura de seu vestido, e em seus sapatos.

Quando conseguiu desviar sua atenção de Abbadon, olhou novamente para Henry. Suas mãos estavam soltas ao lado do corpo e um sorriso fraco dominava seus lábios sem ele perceber. Não parecia estar mais nervoso, estava pasmo. Olhava para a bela mulher como se não houvesse mais ninguém ali. Como se todo o seu mundo fosse desabar se ele parasse de olhá-la.

Dean sorriu inconscientemente. Gostaria que alguém o olhasse assim.

Abbadon percorreu todo o caminho em direção ao altar, onde seu pai entregou sua mão para Henry e sorriu para os dois.

Warner desviou sua atenção por um momento, para ver todos os convidados. Ash, Gordon e Frank estavam sorridentes com suas garrafas de cerveja nas mãos, enquanto as esposas de alguns conversavam baixinho entre si. Algumas pessoas choravam, outras sorriam e outras pareciam simplesmente entediadas. E... O QUÊ?!

I finished crying in the instant that you left

(Eu parei de chorar no instante que você partiu)

And I can't remember where or when or how

(E não consigo me lembrar de onde ou quando ou como)

And I banished every memory you and I had ever made

(E eu bani cada lembrança sua e do que eu tive)

O que ele estava fazendo ali? Sua mente deveria estar lhe pregando peças. Ele não era real. Não poderia ser. Dean esfregou os olhos como se realmente não estivesse acreditando que ele estava ali, na mesma festa de casamento que ele.

Quando olhou novamente, ele não estava mais lá. Ficou procurando por ele até que o mestre de cerimônias pediu para todos se sentarem. Esticando o pescoço, Dean tentou vê-lo, mas muita gente estava na sua frente, deixando-o frustrado.

Não conseguia mais ver Sam.

Dean tentava se concentrar nas palavras do mestre de cerimônia. Sem sucesso. A imagem do rosto de Sam se agarrava a sua mente, impedindo-o de conseguir pensar claramente.

Graças aos céus, o velho senhor que estava falando lá na frente falou pouco. Foi bonito e objetivo. Henry e Abbadon deram seu primeiro beijo como casados, arrancando aplausos e assovios de todos. As pessoas, aos poucos, voltaram às suas mesas, menos Dean que se dirigiu ao banheiro. Seu coração estava acelerado. Mas não tinha motivo para isso, não é? Ele não podia se deixar abalar. Sam não merecia.

Lavou o rosto e encarou o espelho. Sua mente o mandava ser forte e simplesmente ignorar o fato de tê-lo visto naquela noite. Saiu do banheiro e caminhou até a mesa onde os rapazes estavam. Manteve um sorriso no rosto por todo o percurso, mas ele morreu no momento em que o viu sentado ao lado de Ash.

– Dean. Esse é o Sam Winchester – Gordon começou as apresentações.

– Oi, Sam.

– Nós já nos conhecemos – Sam sorria abertamente para o loiro – Senta aqui, Dean. Que saudades, cara. Como vai a vida?

– Tudo bem. E como vai você? – Dean não conseguia mais fingir o sorriso e mesmo contra tudo o que seu cérebro lhe mandava fazer, que era sair correndo dali, sentou-se ao lado de Winchester.

– Acho que está tudo bem.

Sam percebeu que Dean o olhava de forma peculiar. Ao mesmo tempo em que tentava manter o sorriso em seu rosto, seus olhos eram furiosos e mostravam o quão incomodado ele estava. Claro que apenas o Winchester conseguiu perceber isso, pois conhecia o loiro melhor que ninguém. Todos os outros homens que estava à mesa achavam que estava tudo indo às mil maravilhas.

But when you touch me like this

(Mas quando você me toca assim)

And you hold me like that

(E me segura desse jeito)

I just have to admit

(Eu tenho que admitir)

That it's all coming back to me

(Esta tudo voltando para mim)

– De onde vocês se conhecem? – Frank perguntou, curioso.

– Estudávamos juntos – Os dois responderam ao mesmo tempo, fazendo Sam sorrir e Dean ficar ainda mais vermelho.

– Ah, então você conhece o Clark, certo?

– Eu o vi algumas vezes. Nunca fomos devidamente apresentados. Onde está ele agora? – O Winchester indagou curioso.

– Pergunta pro namorado dele – Frank disse rindo.

– Onde ele está, Dean? Está tudo bem com ele? – Um sorriso cínico cresceu nos lábios rosados de Sam.

Dean o fuzilou com os olhos, mostrando o quão irritado estava por causa da presença do moreno.

– Está em casa. Ficou doente e não pôde vir. E o Castiel, como vai? – O loiro o provocou.

– Eu não sei. Eu já disse que não o vejo desde a formatura – Sam o acompanhou.

– Não, você não disse.

– Ah, eu acho que eu disse sim, Dean.

– Ow, que fogo vocês dois, hein. Arranjem um quarto pelo amor de deus – Ash disse fazendo com que os dois parassem de brigar.

– Eu acho que vou pegar um ar – Dean disse, levantando-se e lançando um olha furioso para o Winchester.

O loiro começou a andar rapidamente para fora do salão, indo em direção ao estacionamento e ficando parado do lado de fora de seu carro. Apenas encarava o chão com a sua mente mergulhada na sua própria confusão. Estava preocupado com a forma que estava se sentindo perto do moreno, queria que Clark estivesse ali para distraí-lo, dizer que estava tudo bem e perguntar se ele queria ir embora. Queria ele ali para se sentir protegido, porque, no momento, estava completamente vulnerável. E também estava preocupado com a impressão que causaram no casamento. Não queria deixar aquela tensão na frente de seus amigos, mas quando ele está perto do Winchester, ele simplesmente perde o controle de suas ações.

Ele queria ir embora, voltar para casa, voltar para o Clark e tentar esquecer Sam, mesmo sabendo que seria inútil a tentativa. Mas ele não podia ir embora, era o grande dia do Henry e tinha que estar lá pelo amigo.

Respirou fundo, determinado a voltar para o casamento, quando viu uma figura morena muito alta andando até ele. Sam não sorria, na verdade, o olhava com os olhos preocupados, imaginando se estava tudo bem com o loiro.

– Vai ficar me seguindo agora? – Dean perguntou, visivelmente irritado.

– Vim ver como você estava, parecia que você ia desmaiar a qualquer momento, Deanno – O moreno respondeu, deixando transparecer a sua preocupação também em seu tom de voz.

– É Dean. Não Deanno.

– Tá, tudo bem, desculpa Dean.

– O que você quer? O que está fazendo aqui?

– Eu já disse. Vim ver como você estava e...

– Não, Sam. Eu quero dizer aqui, nesse casamento, naquela mesa com os meus amigos – Dean disse com a voz rouca, era como se ele não conseguisse entender o que estava sentindo naquele momento.

– Ah...

– Ah? É só isso, “ah”?

– Sou amigo de um amigo do Ash, Dean. Ele nos convidou, mas o meu amigo não pôde vir. Eu estava sozinho em casa e pensei “por que não?” – O moreno respondeu com naturalidade.

Dean o olhava, examinando cada detalhe que a luz fraca do estacionamento o permitisse ver do rosto de Sam. O observou como faziam quando eram adolescentes, decorando cada aspecto para que não se esquecesse nunca. Notando algumas visíveis mudanças no rosto, no corpo, nos olhos...

Os cabelos um pouco mais compridos, a coloração mais escura, quase triste, que tomava conta de seus olhos agora, seus lábios ainda finos, a barba por fazer, círculos escuros em volta dos olhos do moreno, indicando sua falta de sono. A camisa um pouco justa, assim como a calça social, mostravam que ele não tem feito compras e usou o que tinha no armário. Percebeu que Sam o olhava de volta, fazendo a mesma coisa e se sentiu um pouco desconfortável, então resolveu parar.

– Tem que cortar o cabelo – Dean disse sem pensar.

– Pra quê? – Sam parou de olhar para o outro e encarou o chão, estar ali com ele e saber que nunca o teria de volta era tão doloroso para ele quanto para o Warner.

– Eu gosto dele mais curto – O loiro disse, encarando o chão também – Acho que deveríamos voltar para dentro, Sam – Ele ia começar a andar, mas o Winchester não se mexeu.

– Eu não quero voltar – Sam se aproximou do loiro em um passo.

Dean conseguia sentir o calor do corpo do moreno se misturando ao seu e não teve forças para fazer nada, não teve forças para se afastar, mandá-lo para longe, nem para fazer o que mais queria naquele momento que era beijar aqueles lábios tão familiarmente próximos e tentadores. Sua pulsação acelerou quando sentiu um dos braços fortes do Winchester enlaçando sua cintura e o puxando para mais perto.

When I touch you like this

(Quando eu o toco assim)

And I hold you like that

(E eu o abraço desse jeito)

It's so hard to believe but

(É difícil de acreditar, mas)

It's all coming back to me

(Esta tudo voltando para mim)

– Sam – Dean finalmente conseguia fazer com que sua voz saísse – Não.

– Eu não vou fazer nada que você não queira – O moreno sussurrou – É só dizer as palavras, Dean. Me mande embora e eu vou, me diga que não quer isso tanto quanto eu que eu saio por aqueles portões e nunca mais volto, me diga que não sente nada por mim e que está completamente feliz sem mim, que eu dou um jeito de você nunca mais me ver. Me diga que não quer, ou eu vou fazer o que há anos eu espero para fazer.

– Ele me faz feliz, não posso fazer isso com ele – Warner disse o olhando nos olhos, com o coração quase saindo pela boca – Não é certo.

– Quer que eu te solte?

– Sammy...

– Sim ou não, Dean? Quer que eu vá embora?

Dean não conseguiu responder de imediato. Se sentiu um lixo por um momento, mas ao sentir a respiração quente de Sam em seu rosto e sua mão forte acariciando seus cabelos curtos, perdeu a noção de tudo o que era certo ou errado nesse mundo.

– Nunca quis que você fosse embora – Dean admitiu e sentiu um frio na barriga ao ver o sorriso que cresceu nos lábios do Winchester. Era como o sol, tão brilhante, tão puro...

– Eu nunca realmente fui.

E era isso. Em questão de poucos segundos, seus lábios não aguentaram a distância que os separava e se encontraram, matando a saudade aos poucos, num beijo um tanto desajeitado e suave, que os permitia explorar todas as novas e as antigas sensações. Tudo pareceu certo naquele momento; era como se toda e cada ação e escolha que eles tomaram fosse feito justamente para aquele momento, aquele beijo, aquele toque, aquela chama que nunca realmente se apagou.

O beijo foi curto e se encerrou com os sorrisos dos dois rapazes.

– Esperei tanto por isso. Achei que nunca mais teria a chance de beijar esses lábios, tocar essa pele, sentir esse cheiro... – Sam disse baixinho, enquanto olhava para o loiro.

– Sam, o que foi isso? – Dean perguntou preocupado.

There were moments of gold

(Havia momentos de ouro)

And there were flashes of light

(E havia flashes de luz)

There were things I'd never do again

(Houve coisas que eu nunca faria novamente)

But then they'd always seemed right

(Mas então elas sempre pareceram certas)

There were nights of endless pleasure

(Havia noites de prazer infinito)

It was more than any laws allow

(Foi mais do que qualquer lei permite)

– Como assim?

– Ai meu deus... – Warner se afastou, fugindo dos braços do moreno, que o encarava sem entender nada – Isso foi tão errado. Que nojo de mim agora.

– Dean, está tudo bem.

– Não, não está, Sam. Me desculpa, mas eu não posso fazer isso.

– Deanno...

– E, por favor, não conta para ninguém sobre isso, ok?

Sem esperar por uma resposta, Dean correu de volta para a entrada do salão. Ajeitou a roupa, passou a mão pelos cabelos e respirou fundo antes de entrar como se nada tivesse acontecido. Voltou para a mesa onde estavam seus amigos e viu que Henry estava lá com eles.

– Olha aí, se não é o noivo. Resolveu nos dar a honra da sua companhia? – Dean brincou, tentando se distrair.

– Oi, Dean. Onde estava? – Henry sorriu para o loiro e fez um sinal com as mãos para ele se sentar também.

– Fui até meu carro rapidinho, nada demais.

– E cadê o Sam? – Frank perguntou.

– O que tem eu? – O moreno apareceu atrás de Dean, falando com Frank.

– E onde você estava?

– Fui fumar um cigarro.

– Não sabia que você fumava agora – Dean perguntou, tentando parecer o mais natural o possível.

– É... Só de vez em quando – Sam respondeu, bebendo um gole de um copo de vinho que estava em cima da mesa e sentando-se ao lado do loiro.

– Essas coisas vão te matar – Gordon brincou com o Winchester.

– Eu já fiz coisas piores.

– Ele não está mentindo – Dean disse, bebendo seu vinho também.

– Dean?

– Sim, Sam?

– Foi você que escreveu nos envelopes dos convites? – Sam se lembrou de ter pensado que fosse a caligrafia do loiro.

– Fui eu, sim. Por quê?

– Nada não.

O loiro sentiu alguém mexendo no bolso de sua calça, colocando alguma coisa dentro dele. Olhou para baixo e viu que era a mão de Sam. O moreno olhou para ele, dizendo para ficar quieto sobre isso e Dean se calou. Ficou imaginando o que estava em seu bolso e quando não estava mais aguentando de curiosidade, pediu licença para os rapazes e foi até o banheiro.

Quando chegou lá, encostou-se a parede e tirou um pedaço de papel dobrado, onde se lia: “Eu acho que você ainda não me esqueceu, Deanno. Mas eu só vou ter certeza disso se me encontrar no Hotel Sun Dellaware, quarto 504, ao fim do casamento. Novamente, se você não for, eu prometo que me afasto para sempre. Estou te esperando”.

If I kiss you like this

(E se eu te beijar assim)

And if you whisper like that

(E se você sussurrar daquele jeito)

It was lost long ago

(Estava perdido há muito tempo)

But it's all coming back to me

(Mas está tudo voltando para mim)

If you want me like this

(Se você me quiser assim)

And if you need me like that

(E se precisar de mim daquele jeito)

It was dead long ago

(Estava morto há muito tempo)

But it's all coming back to me

(Mas está tudo voltando para mim)

It's so hard to resist

(É tão difícil resistir)

And it's all coming back to me

(E está tudo voltando para mim)

– Droga, Sam... – O loiro resmungou baixinho – Eu te odeio tanto.

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Todos os convidados já tinham ido embora, restando apenas Ash, Frank, Gordon, Dean, Sam, Henry e Abbadon. Estavam todos sentados em uma das mesas enquanto a organizadora do casamento dava ordens para os empregados limparem e arrumarem o salão.

Abbadon ainda estava com o vestido de noiva, mas seus cabelos agora estavam soltos e ela sentava de qualquer jeito na cadeira, apoiando sua cabeça no ombro de Henry. Estavam todos muito sorridentes e os rapazes um tanto bêbados, contando piadas e histórias engraçadas.

– Já está na minha hora, gente – Sam disse, se levantando da mesa.

– Está cedo ainda, Winchester – Frank disse alto, por conta da bebida.

– Já são quase quatro da manhã. Eu tenho que ir.

O moreno se despediu de todos, deixando Dean – que parecia um tanto distraído – por ultimo. Deu um abraço apertado no loiro e sorriu.

– Foi bom te ver de novo, Dean. Manda um abraço pro Clark.

– Pode deixar, Sam – O loiro respondeu, sem conseguir sorrir para o Winchester. Ele não queria que ele fosse, não tinha certeza se iria vê-lo novamente, porque com certeza não iria até aquele hotel – Foi muito bom te ver também, saber que está bem...

– Tchau, Deanno...

There were hours that just went on for days

(Haviam horas que duraram por dias)

When alone at last we'd count up all the chances

(Quando sós, finalmente teríamos todas as chances)

That were lost to us forever

(Que se perderam de nós para sempre)

But you were history with the slamming of the door

(Mas você virou história quando a porta se fechou)

And I made myself so strong again somehow

(E eu me fiz tão forte de alguma forma)

And I never wasted any of my time on you since then

(E eu nunca mais perdi meu tempo com você)

Sam se afastou e Warner ficou apenas o observando ir embora. De novo. Sentiu seu coração pesar, mas não podia demonstrar isso para seus amigos. Voltou a sentar-se à mesa com um sorriso nos lábios e recomeçaram a conversa.

Mais ou menos uma hora depois, todos resolveram ir para casa. Henry chamou um taxi para os rapazes e Dean se dirigiu ao seu carro. Ligou o rádio e procurou por sua estação de rock clássico, mas ela não pegava naquele lugar. Deixou em qualquer uma e prestou atenção na estrada. Alguma coisa não estava certa, era como se ele estivesse esquecendo algo. Mas ignorou essa sensação por um tempo, pois sabia que era só arrependimento de não ir até o Hotel para ver Sam.

Quando estava quase chegando a seu apartamento, Dean parou em um farol vermelho e encarou a rua deserta. Reconheceu a música que estava tocando agora... Era It’s all coming back to me now da Celine Dion. Não era uma das cantoras favoritas dele, mas conhecia a música. O farol pareceu levar uma eternidade para ficar verde, enquanto ele prestava atenção na letra.

Viu uma placa de retorno e se amaldiçoou pelo que estava prestes a fazer. Pegou o retorno e dirigiu sem parar nem uma vez para pensar no que estava fazendo, no quão errado aquilo era. Quando viu já estava estacionando em frente ao Hotel.

Respirou fundo e se sentiu enjoado, mas ignorou a sensação e entrou no grande estabelecimento. Pediu para interfonarem no quarto 504 e a recepcionista logo o fez. Disse para Dean subir e o loiro foi, com movimentos automáticos, até o quarto do Winchester.

Bateu na porta três vezes antes de um enorme moreno sem camisa abrir a porta. Dean esqueceu como se respira e seu coração batia tão forte que perdia o ritmo.

– Você veio. Eu sabia que vinha – O Winchester sorriu.

– Ah, cala a boca.

But if I touch you like this

(Mas se eu te tocar assim)

And if you kiss me like that

(E você me beijar desse jeito)

It was so long ago

(Foi a tanto tempo atrás)

But it's all coming back to me

(Mas está tudo voltando para mim)

Dean praticamente pulou no pescoço de Sam, atacando seus lábios com urgência, e fechando a porta atrás de si.

Era errado? Claro que era errado. Mas então por que tudo parecia tão certo? Por que Dean não conseguia parar de tocar o corpo quente do Winchester? Por que ele não conseguia escutar a voz da razão que gritava em sua mente que ele era oficialmente uma pessoa ruim?

Talvez a resposta fosse muito simples. Talvez ele realmente fosse uma pessoa ruim. Sempre foi. Egoísta, se importando apenas com o seu bem estar e o seu futuro e seus problemas pessoais. Digo, olha o que ele fez para o Clark! Se isso não faz dele uma pessoa ruim, Dean não sabia o que o faria.

Mas todos esses pensamentos evaporaram da parte consciente de seu cérebro quando Sam o pegou no colo, como fazia quando eram jovens, e o jogou na cama, subindo em seu corpo, deixando um rastro de beijos por onde seus lábios passavam. Eriçando os mamilos do loiro e arrepiando sua pele.

Um baixo gemido escapou da boca de Warner. Só deus sabia quanta falta ele sentiu disso. Sam abriu a camisa do loiro e também sua calça, tirando-as de seu corpo. O puxou pela gravata que ainda estava em seu pescoço e beijou seus lábios profundamente. Gemendo enquanto sua língua invadia a boca perfeita de Dean, sentindo aquele gosto novamente, pensando que poderia gozar somente com aquele beijo.

If you touch me like this

(Se você me tocar assim)

And if I kiss you like that

(E eu de beijar desse jeito)

It was gone with the wind

(Se foi como vento)

But it's all coming back to me

(Mas está tudo voltando para mim)

A mão do loiro alcançou o membro pulsante de Sam, masturbando-o por cima da calça, enquanto o beijo continuava. Quando o moreno não aguentava mais, tirou o resto de suas roupas e a boxer preta de Dean, também o masturbando.

– Isso é tão errado, Sam – O loiro disse entre gemidos.

– Você falando assim é como se estivéssemos de volta ao colegial.

O Winchester desceu seu corpo, passando a língua por toda a extensão do membro de Dean, antes de colocar tudo em sua boca. Juntamente com os movimentos de sobe e desce, Sam inseriu um dedo no buraco rosado do loiro, preparando-o para o que viria a seguir.

Em pouco tempo, Dean gemeu avisando que iria gozar, então Sam parou de chupá-lo e se encaixou entre suas pernas. Beijou seus lábios, enquanto o penetrava, lentamente, com pequenos movimentos para o corpo do loiro ajustar-se sob o seu.

– Vamos, Sammy. Me come direito – Dean exigiu e o moreno não demorou muito para começar a ir mais rápido e mais fundo.

When you see me like this

(Quando você me vê assim)

And when I see you like that

(E quando te vejo desse jeito)

Then we see what we want to see

(E vemos o que queremos ver)

All coming back to me

(Tudo volta para mim)

The flesh and the fantasies

(A carne e as fantasias)

All coming back to me

(Tudo voltando para mim)

Realmente era como se eles estivessem de volta ao colegial. Mas agora com os rostos mais maduros, os corpos mais fortes e cansados, os olhos que mostravam um brilho mais fraco do que o de quando eram jovens... E Sam sorriu ao pensar nessas coisas. Porque quais eram as chances? Quais eram as chances de o universo presenciar essa reunião? Sam e Dean juntos. Era difícil de acreditar. O moreno sentiu a necessidade de beliscar o próprio braço para ter certeza de que não estava sonhando.

Com mais algumas investidas, Dean gozou, gemendo alto e mordendo o pescoço do Winchester, enquanto se derramava em sua barriga. Não demorou muito para Sam atingir seu ápice também, desabando sobre o corpo do loiro ao terminar.

Deitados um ao lado do outro, ambos estavam ofegantes. Não se olharam ou tocaram por longos minutos, até que Dean virou de lado na cama e deitou no peito desnudo de Sam.

– Eu senti falta disso – Ele admitiu.

– Eu também, Deanno. E como eu sei que você vai ficar bravo comigo, me desculpe. Mas eu tinha que tentar. Tinha essa chance de eu poder ter um tempo com você, de pedir desculpas, de me explicar, de tentar me redimir. De dizer que você é o amor da minha vida, então desculpa.

Dean suspirou.

– Você não deveria ter dito isso, Sammy – O loiro sussurrou.

– Dito o quê?

– Que eu sou o amor da sua vida.

I can barely recall, but it's all coming back to me

(Eu mal posso me lembrar, mas está tudo voltando para mim)

Continua...

Notas finais
Hahaha fazia tempo que a titia Gabi não fazia uma cena mais hot pra vocês né? Kkkkkk Espero que tenham gostado. Até a próxima! Beijackles e Padakisses ♥