Chance To Love
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Espero que gostem!
— O que você achou da babá? Eu perguntei meio sem saber o que dizer, sem muitas palavras a pensar, apenas como pai de primeira viagem não sabia o que fazer nesses momentos e como pensamento machista achava que isso era problema para uma mulher resolver.
— Me parece boa, mas Jazz, eu ainda tenho lá minhas desconfianças, não confio em outras pessoas para cuidar da Liz. Ela disse se sentando ao meu lado, analisando a ficha técnica da babá, o problema é que estava muito perfeita para ser verdade.
— Então a chamamos para cuidar da Liz ou você quer mais um tempo? Ela me olhou com uma cara de não saber o que fazer, mas ela sabia que isso era necessário pelo menos por enquanto até eu conseguir trabalhar na minha própria casa, o que eu achava que não era um problema.
— Sim, vamos ver como Liz reage diante a babá, se ela gostar, continuamos com ela. Teríamos uma babá até eu conseguir trabalhar em casa, Elle se mostrou muito competente e confiável, então amanhã ela iria começar a trabalhar. Alice também estava a um passo de começar a trabalhar em casa, hoje os avanços de comunicação permitiu que o chefe da Alice a permitisse que ela conseguisse logo, logo ter seu emprego dos sonhos em uma comodidade melhor.
No dia seguinte, Elle chegou bem sedo como o combinado, saímos e Liz ainda dormia, fui para o trabalho sossegado, teria que trabalhar muito hoje, na hora do almoço avisei que não iria para casa, queria terminar logo esse projeto. No fim do dia como sempre voltei para casa e fui bem recebido como todos os dias, pelo visto alguém gostou da babá nova.
Mas depois de uma semana Liz veio agindo estranho, ela não vinha mais correndo para meu colo quando chegava do trabalho, vem andando muito tristonha, não gostava de falar nada, andava mais calada do que o normal. Alice também percebeu isso e ficou preocupada, afinal ela era mãe. Nós conversávamos com ela, mas ela não dizia nada eu fiquei preocupado, ela não conseguia dormir, tinha pesadelos o que será que está acontecendo?
— Jaz vou dar banho na Liz está bem? Alice pegou a garotinha de cabelos bagunçados sentada no tapete da sala e foi em direção a escadaria do segundo andar.
— Claro meu amor. Passado alguns minutos as duas descem, Liz estava com a mesma cara, mas Alice tinha um ar preocupado, muito mais que o normal. – Aconteceu alguma coisa?
— A Liz tem algumas marcas roxas, já perguntei se ela havia se machucado enquanto brincava, mas ela disse que não. Alice estava desesperada, dava para perceber apenas em seu olhar.
— Meu anjo o que aconteceu? Conta pro papai. Eu a peguei e a coloquei no colo enquanto observava aquelas marcas roxas em sua perna e costa.
Ela fez sinal de não, como já era de se esperar era apenas isso que ela fazia nos últimos dias, como um disco arranhado, apenas gesticulava um não ou o dizia.
No dia seguinte fizemos a mesma rotina, Liz ainda dormia quando Elle chegou e eu não me contive. – Elle você sabe que machucados são aqueles em Liz?
— Ah... As marcas roxas? Ela caiu ontem Sr. Halle nada preocupável. Percebi que ela havia ficado nervosa de imediato, mas não poderia julgá-la do nada sem provas.
— Tudo bem, eu não poderei voltar para o almoço assim como Alice, então faça com que Liz coma tudo direito. Entrei em meu carro e fui em direção ao trabalho, por lá fiquei bastante tempo focado no trabalho que apenas teria que terminar, mas com minha cabeça focada em outro assunto, que me preocupava muito mais. Assim que terminei o trabalho me arrumei para ir para casa, era antes do almoço e eu já sabia que terminaria o trabalho antes, só disse aquilo para Elle, para pegá-la de surpresa se for ela mesma a culpada disso tudo. Cheguei em casa e ouvi choros, eu comecei a ficar desesperado, fui até o outro lado da casa em uma janela que dava até a cozinha e vi Elle segurando o braço de Liz muito forte, imediatamente liguei para a polícia o mais rápido que pude, ouvi uma porta sendo batida a observei com cuidado pela janela da cozinha, ela estava nervosa, será que Liz lhe fez algo? Mas isso não seria motivo para tratar minha filha assim. Vi Elle trazer Liz para a cozinha e lhe dar um tapa. Então era por isso os hematomas? Eu não me contive e entrei em casa, Elle não havia me visto, pois estava de costas, mas a segurei por trás a impedindo que batesse em minha filha novamente. Ela se debatia para sair, mas depois de um pequeno curto prazo de tempo a policia chegou e pude soltá-la finalmente, eles disseram que teríamos que acompanhá-los, Liz estava chorando desesperadamente no colo de um dos policiais, eu fui para perto dele a peguei, de início ele não queria me entregá-la, mas eu era o pai dela, eu.
— Shh já passou meu anjo, papai promete que vou lhe proteger, eu prometo. Ela continuou a chorar. Eu a coloquei na cadeirinha do meu carro, pois iríamos nele, chegando na delegacia eles colheram os depoimentos e fizeram um exame de corpo e delito.
— Jasper, acho que esta princesinha é sua não? Disse uma voz reconhecida em minha mente, enquanto eu andava de um lado para o outro.
— Charlie, que bom te ver. Eu disse com um meio sorriso, pensava que nem isso sairia de tão nervoso que eu me encontrava no momento. – E sim essa linda princesinha é minha sim. Disse-lha pegando Liz no colo de Charlie, que logo se aconchegou em meu peito escondendo seu rosto.
— Sinto muito em te reencontra neste momento, mas ela está bem não tem nenhuma lesão mais grave, mas se você quiser levá-la em um pediatra. Eu sei como você está se sentindo eu também já fui pai e até hoje me preocupo com isso.
— Obrigado Charlie, me desculpe agora tenho que ir, tenho que pedir licença do trabalho e falar com Alice. Neste momento minha preocupação aumentou, Alice ficaria tão preocupada com Liz.
— Tudo bem espero lhe ver em outras ocasiões. Despedimos-nos e fui rapidamente para meu carro, assim que coloquei Liz na cadeirinha percebi que ela havia pegado no sono. Fui logo para a empresa onde eu trabalho era agora que eu começava a trabalhar em casa para cuidar da minha filha ou eu me demitia. Chegando ao meu trabalho eu fui direto para a sala dos meus sócios, que se assustaram assim que eu abri a porta. – Eu quero minha licença para trabalhar em casa imediatamente. Eu disse em um tom de voz alterado.
— O que ouve Jasper? Paulo perguntou assustado com minha reação.
— O que ouve Paulo? O que ouve é que aquela babá que você me recomendou estava machucando minha filha, o bom foi que eu descobri antes, porque se não ela poderia ter matado minha filha. Eu lhe disse mostrando as várias lesões que tinha no corpo da Liz.
— Jasper se acalme, vamos conversar.
— Não quero conversar, eu quero minha licença, ninguém mais vai colocar a mão em minha filha, não permito que ninguém mais cuide dela. Se vocês não me derem a licença eu me demito e trabalho particular, não tenho nenhum problema com isso, eu tenho diploma e vários cursos finalizados.
— Tudo bem Jasper eu lhe dou sua licença. Disse Leonardo que preparou vários papeis para mim assinar. Logo em seguida a levei em um pediatra para ter mesmo a certeza que ela não tinha nada de grave. Ele disse que ela não tinha nada de grave, mas ela estava com um pouco de febre talvez pelo fato do ocorrido pois crianças são muito sentimentais. Ainda faltava muito tempo para o serviço da Alice acabar então eu passei lá com Liz já dormindo.
— Oi Jasper. Cumprimentou-me a secretária, um pouco surpresa de me ver por lá, era raro eu aparecer no trabalho da Alice.
— Oi Melissa, a Alice está na sala dela?
— Está sim pode ir lá.
— Obrigado. Mal agradeci e já fui andando, bati na porta da sala a ouvi pedindo para entrar e foi o que eu fiz. Ela ficou preocupada quando me viu entrar principalmente com a Liz no colo.
— O que ouve? Ela olhou para mim e Liz e logo se levantou da cadeira e veio até nós.
— Alice descobri o porquê a Liz andava tão estranha e com essas marcas roxas.
— O que era?
— A babá, andava batendo nela, a xingando sem motivos, quero dizer gritando com ela, a trancando no quarto. Eu não acredito que eu estava pagando essa mulher para maltratar nossa filha.
— Meu Deus, o que você fez? Como descobriu?
— Saí do trabalho mais cedo e a peguei no fraga, chamei a polícia, mas quando vi encostando a mão na Liz eu fui logo para impedi-la e não esperei que eles chegassem. Alice estava vendo os roxos pelo corpo de Liz preocupada. – A levei no pediatra ele disse que nenhuma lesão foi grave, mas ela está com um pouco de febre, receitou um charope, mas isso é mais pelo ocorrido. Ela suspirou. Pegou a Liz no colo que havia acabado de acordar e começou a embalá-la.
— O que vamos fazer? Onde vamos deixá-la Jazz?
— Eu vou cuidar dela, consegui o que eu queria, vou poder trabalhar em casa. Ela soltou outro suspiro dessa vez de alívio. Ouvimos alguém bater na porta.
— Entre.
— Alice... Estou incomodando?
— Problemas em casa, posso ir?
— Claro, mas tem como assinar isso para mim, amanhã você confere a nova linha da coleção, está bem?
— Tudo bem. Ela se sentou e assinou o papel ainda com a Liz no colo. Depois voltamos para casa cada um com seu carro. Lá Alice colocou Liz dormindo no sofá e ficou lhe observando e lhe acariciando os cabelos. – Devíamos ter olhado melhor, como nos deixamos levar?
— Calma Alice, o que importa é que descobrimos cedo o bastante para colocá-la na cadeia. Eu a abracei, não queria que ela se culpasse, a culpa tinha sido minha, não dela. Liz mexeu um pouco e acabou acordando assustada. Logo Alice a abraçou e ela acabou por ficar mais calma.
— Porque você não nos dizia meu anjo, quando ela te batia e gritava com você.
— Medo. Alice passou a mão pelo rosto da Liz lhe afastando uma lágrima. Ela estava com sono, Alice lhe deu um banho, mas ela não queria ir dormir, estava com medo que ela voltasse.
— Liz ninguém vai encostar a mão em você, papai promete está bem? Ela demorou um pouco, mas depois concordou. – Então está bem, vamos dormir que amanhã você terá um longo dia para brincar com Ryan. Voltei com Liz no meu colo e Alice para cima, contamos uma história para Liz dormir, ela estava resistindo, mas acabou se entregando ao sono e dormiu tranqüila.
De manhã acordei com Alice ainda dormindo ao meu lado, me levantei para ver como Liz estava e percebi que ela ainda dormia, resolvi voltar para cama, mas não conseguia dormir, fiquei olhando para o teto ainda pensando no acontecido de ontem, como não percebi antes? Eu sou um péssimo pai, agora Liz estava mais fechada, não conversava com todo mundo, ela tem medo de algumas pessoas desconhecidas. Era como se eu tivesse voltado na estaca zero.
— Não consegue dormir?
— Não. Eu respondi meio assustado, não havia percebido que Alice tinha acordado. – Você dormiu bem?
— Não muito, acordava toda hora para ver se Liz estava bem.
— Você quer ir na casa da sua mãe hoje? Perguntei-lhe enquanto passava a mão em seus cabelos o retirando de seu rosto.
— Estava pensando em chamá-los para vim aqui, acho que Liz vai se sentir melhor.
— Como você achar melhor. Lhe dei um beijo, depois fiquei observando sua beleza, Alice, tantas coisas tivemos que passar para provar o amor que sentimos um pelo o outro, como eu amo essa mulher.
— Vamos levantar temos que arrumar a casa. Ela me disse com uma cara de preguiça. Eu sorri para ela e lhe beijei.
— Ou podemos ficar aqui mais um pouco. Ela sorriu para mim, adorava esse seu sorriso, me fazia sentir tão bem, não importava a situação que estivesse o sorriso da Alice era o meu melhor remédio. Queria lhe mostrar, demonstrar todo meu amor que sinto por você, nem as palavras e nem meus gestos podem dizer, eles não chegam nem a altura do que sinto, eu apenas espero que você acredite no meu amor eterno por você.
Por um minuto ouvi alguém bater na porta do nosso quarto. Deveria ser Liz, minha menina, um dos motivos da minha vida ter sentido, ela era muito educada apesar de pequena.
— Mamã?! Ela chamou com um pouco de dúvida.
— Pode entrar meu amor. Ela entrou devagar no quarto, segurando seu fiel amiguinho do sono ‘tuti’, ela subiu na cama e veio para o meio de nós, ela se aconchegou no colo da Alice, ela adorava Alice desde a primeira vez que a viu, também não tinha como não se encantar com ela. Alice começou a acariciar a cabeça da Liz e checou sua febre, ela as vezes fechava os olhos querendo voltar a dormir, mas quando caia no sono tinha pesadelos. – Liz que tal chamarmos a família para vir aqui hoje? Ela concordou levantando do colo de Alice toda feliz.
— Então vamos arrumar. Disse saindo da cama, Liz logo se escondeu no meio da coberta. – Meu Deus, onde foi parar a Liz? Eu disse entre risos, ouvi os risinhos dela saindo por meio aos cobertores, eu puxei a coberta rápido e assim que a vi comecei a lhe fazer cócegas. Quando percebi que ela não agüentava mais eu parei de lhe fazer cócegas.
— Então vamos trocar de roupa? Perguntou Alice se levantando também. Liz ficou de pé na cama, Alice lhe pegou no colo e a levou para o quarto. Depois só voltei a vê-las na cozinha enquanto eu acabava de preparar o café.
— Já liguei para meus pais e meus irmãos, eles disseram que vão vir pra hora do almoço. Olhei para o relógio que marcavam ainda sete da manhã.
— Estamos na hora, afinal estamos adiantados, pra que acordar cedo no sábado? Disse enquanto servia o café para as duas, Liz adorava ovos mexidos.
— É bom que teremos tempo de sobra eu vou ir no shopping com a Liz.
— Mais compras? Eu disse preocupado, como Alice conseguia tanto dinheiro para fazer tantas compras, meu Deus. Elas tomaram café, arrumamos a casa e depois fomos todos para o shopping, eu levava Liz nas costas, Alice entrava nas lojas era para comprar algumas roupas para Liz, mas claro ela nunca deixava de levar para ela. Quando voltamos para casa, fomos preparar o almoço, Liz ficou na sala a ver TV, mas ela não parava quieta, ia à cozinha ficava por lá um pouco, depois voltava para a sala, ela era uma graça.
Por fim Esme e Carlisle chegaram, eles cumprimentaram Alice depois a mim e logo após foram ficar com a neta inquieta. Esme estava adorando ter Liz como neta, sempre a elogiava pela educação e lhe dava muito carinho. Liz certamente adorava a avó, quando ela chagava na casa dela, já ia correndo para dar um abraço em Esme, também não podia faltar o Carlisle, ela adora muito os dois.
Quando estávamos acabando o almoço os irmãos da Alice chegaram com Bella e Rose e claro não podia me esquecer do meu sobrinho.
— Tio Jaz. Ele correu para me dar um abraço.
— E aí garotão. Ele estava crescendo e acima de tudo ficando forte. Assim que terminamos o almoço fomos todos para a mesa. Servimos-nos e tivemos uma refeição ótima. Depois fomos todos para sala, Liz foi brincar com Ryan, os dois desenhavam, às vezes eles paravam para prestar atenção no desenho que passava na TV, quando terminaram o desenho vieram mostrar para nós, eram muito bonitos.
Depois eles quiseram apenas assistir TV, Liz se sentou perto de nós, bem aconchegada no colo da Alice. Era tão bom ver minha filha sorrir, estar alegre, só de pensar que ela já passou por muita coisa, eu quero protegê-la, esse mundo está sendo terrível demais com uma criança de menos de três anos.
— A Liz dormiu. Alice me disse encostando sua cabeça em meu ombro.
— Está tudo bem?
— Estou com um pouco de sono, mas tudo bem. Eu acariciei a cabeça da Alice, ela devia estar cansada. Passado alguns minutos ela também pegou no sono, deixei que ficasse ali perto de mim, elas me faziam tão bem.
— E aí Jasper como está sendo sua vida rodeada de mulheres? Perguntou Emmett.
— Ótima com certeza, você sabe que eu amo a sua irmã e a Liz foi à melhor coisa que pode nos acontecer. Eu sorri enquanto olhava para as duas dormindo.
— E como a Liz está reagindo? Perguntou Esme preocupada.
— Mal, ela tem pesadelos constantemente e não gosta de se comunicar com estranhos, ela se fechou nos últimos dias.
— Como uma pessoa pode fazer uma coisa dessas com uma criança? Perguntou minha irmã indignada com a história.
— Eu não sei, mas agora ela está presa e pra mim isso agora que me importa que ninguém encoste a mão na Liz.
Passado alguns minutos Liz acordou meio assustada, devia ter tido outro pesadelo, Alice também acabou por acordar. Alice ficou meio assustada sem saber o que aconteceu, sem saber por que a Liz chorava.
— O que ouve meu anjo?
— Ela mamã. Ela chorava.
— Ela não vai voltar meu amor, já passou. Alice abraçou Liz, que ainda chorava desesperadamente.
— Mamã, medo. Alice lhe beijou o topo da testa.
— Não precisa ter mais medo, mamãe ta aqui, já passou. Alice pegou Liz no colo e a tirou da sala a levou até o banheiro.
— Conlicença. Pedi e sai da sala, indo em direção ao banheiro. Vi Liz um pouco melhor, cada vez os pesadelos era pior.
— Tudo bem? Perguntei enquanto enxugava uma das lágrimas da Liz. Ela confirmou com a cabeça.
— Pronto, agora vamos lavar esse rostinho bonito e voltar pra sala? Ela novamente fez que sim. Eu voltei para sala deixando as duas a sós. Passado segundos as duas voltaram para a sala.
— Tudo bem com ela Alice? Perguntou Esme.
— Tudo sim mãe, apenas pesadelos. Liz estava com o rosto escondido nos cabelos de Alice. Acariciei-lhe um pouco os cabelos até ela olhar para mim, com os olhinhos um pouco vermelho de choro, eu sorri para ela como conforto e ela como resposta sorriu de volta. Ela se aconchegou melhor no colo da Alice, não queria de jeito maneira voltar a dormir. Então Alice foi distraí-la um pouco, foram brincar de desenhar, depois de um tempo fomos tomar um lanche, Liz já estava com um rostinho melhor.
Desta vez no colo do avô ela brincava e sorria e Alice apenas observava com um lindo sorriso no rosto. Carlisle contava uma historia para os netos, que por sinal estavam gostando. Eu abracei Alice, que me beijou e voltou a observar carinhosamente a cena. No fim da história Carlisle era aplaudido pelos netos e recebia beijos carinhosos de Liz, que adorava os mementos de história. Ryan queria ouvir mais uma história, mas desta vez de aventura.
Os dois riam das confusões de Dr. Carlisle Cullen. Eles se divertiam tanto. Nunca pensei que seria tão gratificante ver um sorriso de uma criança, sempre pensei que minha vida com Alice fosse perfeita, que não faltava nada, mas depois que ela queria ter um filho percebi que faltava a coisa mais importante para nós dois, para nossa felicidade. Como uma criança muda tudo, é tão impressionante.
— Pensando em alguma coisa importante? Alice me perguntou.
— Sim.
— E o que é?
— Nós, nossa família, em Liz. É tão estranho em um instante em minha vida pensava que tudo que tínhamos fazia de nossas vidas perfeitas, mas não é bem assim, faltava a coisa mais importante, a nossa felicidade.
— E eu estou muito agradecida por ter trago nossa felicidade para casa. Eu sorri.
— Tudo pela nossa felicidade. Ela sorriu recordando dessa frase, quando começamos a namorar, tínhamos nos conhecido na faculdade, logicamente não estudamos na mesma classe, mas sempre nos esbarramos, eu havia me tornado amigo dos irmãos dela assim facilitou nossa aproximação. Bem em um momento de aflição Alice estava muito triste, eu não fazia nada pensando apenas em mim, ela nunca apoiou isso, mas não podia pensar em mim enquanto a via triste. Como sempre digo a felicidade dela era minha felicidade, se ela não estivesse bem eu não estaria bem.
— Você sempre tão carinhoso Jaz. Ela se aconchegou em meu ombro.
— Só quero o melhor para nós, para nossa família. Dei-lhe um beijo apaixonante. Observei os aplausos para o Dr. Cullen, Carlisle era um avô e tanto, sabia agradar os netos, com suas histórias emocionantes e engraçadas, além que ele sempre interpretava as histórias. Liz logo queria brincar com a avó, que adorava ter os netos por perto, Esme sempre foi uma mãe espetacular.
Chegando a noite os dois já estavam mais quietos, com sono, mas resistindo ao sono Liz as vezes escorava a cabeça em meu braço e cochilava, decidimos então colocá-la para dormir, ela não queria de jeito nenhum, ficamos no lado dela até ela pegar no sono. E voltamos para a sala para ver TV. Em certo momento quando não tinha mais como resistir ao sono fomos todos para a cama, sorte que nossa casa era grande e tinha quarto de hospedes o suficiente para todos.
De madrugada fui acordado por uma breve movimentação em meu quarto, olhei para o lado vi Alice observando Liz dormir agarrado ao ‘tuti’ meio descoberta. Alice quando me viu acordado deu um leve sorriso, mas seus olhos me diziam que ela estava preocupada e isso era com Liz.
— Ela teve outro pesadelo? Perguntei me virando para ela.
— Também, mas ela está com febre. Encostei minha mão de leve no rostinho pálido de Liz, ela estava mesmo quente. — Está com 38,5. Estou preocupada, já dei um banho morno nela, mas não abaixa.
— Não é melhor falar com seu pai? Talvez ele saiba se tem que dar um remédio. Ela assentiu com a cabeça, acendi a luz perto da minha cama, fui ao banheiro lavar meu rosto. Quando voltei Carlisle estava lá, com uma cara de sono e cabelo meio bagunçado, ele mediu a temperatura da Liz, pediu que Alice pegasse um remédio que por sorte tínhamos em casa e lhe damos. Então voltamos a ficar apenas nós no quarto. Alice ainda continuava a acariciar os cabelos de Liz enquanto ela dormia. – Não vai dormir?
— Não consigo, perdi o sono. Ela disse entre meio sorriso.
— Ela vai ficar melhor. Acariciei sua bochecha, ela sorriu para mim. Seu sorriso era tão gratificante para mim.
— Obrigada por sempre estar ao meu lado Jaz.
— Eu que tenho que agradecer por você ter entrado em minha vida meu amor. Nós finalizamos esse momento romântico com um breve beijo confortante.
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