Notas iniciais
Daqui para frente os capítulos vão pegar fogo, até porque não aguento capítulos parados, contando sobre um dia normal do cotidiano então eu exagero nas emoções... Mas eu não vou ficar aqui tomando tempo, aqui está mais um capítulo fresquinho para finalmente acabar com a curiosidade.

Percebi Alice atender ao telefone, as crianças se jogaram em cima do sofá. Alice começou a conversar no telefone e do nada ela começou a chorar desesperadamente. Eu corri até ela e tirei o telefone de suas mãos.

— Não pode ser.

— Calma meu amor. Eu tentei acalmá-la, mas em nada adiantava. – Oi?! Disse para quem estava no outro lado da linha.

— Oi Jasper é Carlisle, como Alice está? Peça a ela que ela fique calma, por favor.

— Mas o que ouve?

— Esme está internada no hospital, ela somente quebrou o braço, ela bateu com o carro.

- E como ela está? Eu perguntei já abraçado a Alice.

— Bem, avisei aos outros também, peça a Alice que ela fique calma, só não queria esconder dela, ela sempre foi muito apegada à mãe.

— Tudo bem, vou fazer isso sim, até mais.

— Até mais. Ele disse e nós desligamos o telefone, Alice estava ainda nervosa, mas controlando para não assustar as crianças, acho que isso já era tarde demais para se fazer apenas agora. Eu olhei para ela e lhe enxuguei as lágrimas que persistiam em cair.

— Vai ficar tudo bem, ela está bem no hospital. Ela olhou para mim que sorri instantaneamente para que ela se sentisse melhor, em um sorriso cabisbaixo ela confirmou com a cabeça e eu lhe dei um beijo. – Quer um copo de água?

— É... Eu pego sozinha, explique para as crianças elas devem estar assustadas. Eu afirmei. Então percebi ela ir em direção a cozinha e fui até o sofá ver como eles estavam.

— Porque a mamãe está assim pai? Perguntou Liz com uma voz assustada. Eu a puxei e Eric também para mais perto de mim.

— É que a vovó está no hospital, mas não se preocupe ela está bem, vai ter que passar alguns dias lá apenas. Tive que mentir um pouco para as crianças, não queria que elas ficassem ainda mais apreensivas. Então Alice voltou um pouco mais calma e com os olhos um pouco vermelhos. – Está melhor? Eu perguntei passando minha mão em sua bochecha. Ela apenas fez que sim com a cabeça.

Passado alguns minutos Liz foi tomar banho e Alice me pediu que desse banho em Eric para que ela pudesse descansar, então percebi ela ir para o nosso quarto. Depois que todos já estavam vestidos, fui colocar Eric na cama que ele já estava pegando no sono. Liz então estava no quarto penteando seus cabelos, eu sorri ao perceber que ela queria ser uma menina mais independente e compreensiva com a mãe, pois Alice sempre fazia aquilo pra ela.

— Oi filha, já quer ir dormir? Ela fez que não com a cabeça.

— Papai a mamãe vai ficar muito tempo triste? Ela perguntou com um tom de voz tristonho e o olhar ainda mais triste.

— Não meu amor, é só questão de tempo, depois ela vai vir aqui lhe dar um beijo de boa noite. Disse enquanto acariciava suas bochechas rosadas.

— Eu não gosto que mamãe fique triste. Ela olhou para mim com seus lindos e profundos olhos verdes.

— Eu também não meu anjo. Eu a peguei no colo. – Mas ela vai voltar a ficar bem.

— E a vovó pai? Ela perguntou se encostando um pouco mais em mim.

— Está bem meu anjo, você sempre preocupada com os outros não é? Beijei-lhe o topo da testa.

— Vocês são importantes. Ela disse ainda aconchegada em mim, eu sorri com sua resposta. Percebi Alice se encostar sorrindo emocionada na porta do quarto. Liz ainda não havia reparado na mãe. Alice então se aproximou e Liz percebeu sua presença ali. Ela logo pulou para o colo da mãe. – Mamãe você está bem? Ela perguntou para a mãe carinhosamente. Alice lhe acariciou os cabelos e sorriu para a filha.

— Claro que estou fadinha, não se preocupe está bem?! A vovó está ótima e amanhã vamos visitá-la, foi apenas um pequeno acidente. Alice disse tranqüilizando a filha. Então Alice a colocou na cama.

— Papai conta uma história? Eu sorri. Eu adorava ler histórias para ela, mas gostava ainda mais quando ela me pedia.

— Claro filha. Sentei-me ao pé da cama e comecei a história, em alguns momentos fazia com que as duas rissem dos diálogos engraçados que eu acrescentava nas histórias, mas como sempre antes do final ela acabou pegando no sono e junto a ela Alice estava serenamente adormecida na poltrona. Eu a peguei no colo e a levei até nosso quarto, ela por fim então acordou enquanto eu a cobria. – Minha bela adormecida acordou?

— E nem ao menos precisei de um beijo. Ela sorriu enquanto se virava para o lado que eu iria me deitar.

— Mas se quiseres é só pedir. Disse lhe dando um beijo rápido.

— Só o seu amor por mim já basta. Ela sorriu, enquanto me olhava com aqueles seus lindos olhos, fiquei durante algum tempo os observando, aqueles profundos olhos azuis feito o céu em época de verão. – O que houve? Disse ela me tirando do transe.

— Apenas admirando sua beleza. Você está realmente bem? Ela apenas fez que sim com a cabeça.

— Não me estranhe, mas quando meu pai disse que minha mãe havia sofrido um acidente foi como se não tivesse ouvido o resto. Ela disse desviando o olhar de mim.

— Hei não te estranhei é normal, ela é sua mãe. Ela sorriu docemente para mim. – Tente dormir, amanhã vamos ver como Dona Esme está.

— Se ela souber que você a chamou de Dona. Ela disse sorrindo ainda mais e eu não pude resiste de retribuir.

No dia seguinte levantamos sempre no mesmo horário, depois antes do almoço fomos ao hospital visitar Esme, as crianças queriam ver a avó e Alice, percebi que ela só se acalmaria realmente quando visse a mãe. Quando chegamos ao quarto vimos logo Esme e Carlisle que se encontrava sentado ao seu lado. Esme como sempre abriu um largo sorriso acolhedor ao nos ver.

— Que bom que vieram. Ela disse com um largo sorriso no rosto enquanto Alice se aproximava.

— Você está bem mãe? Disse Alice lhe dando um beijo na bochecha.

— Claro filha, seu pai me contou que você ficou muito preocupada. Percebi Alice corar naquele momento. – Não devia ter ficado tão preocupada não é nada de mais. Ela sorriu para confortar a filha. – Apesar que seu pai já me ameaçou de me proibir de dirigir. Todos nós não podemos deixar de rir com este breve comentário de Esme.

— Vovó o que aconteceu com seu braço? Perguntou Liz curiosa chegando mais perto.

— Eu o quebrei querida, venha aqui se sente ao lado da vovó. Então Alice a ajudou Liz a subir na cama. – Como vocês estão crescendo. Disse Esme olhando para os netos.

Fiquei feliz por ver que Esme estava bem e Alice um pouco mais aliviada, passamos mais algum tempo por lá e depois tivemos que ir embora, as crianças ficaram cansadas de ficar no hospital, tenho que dizer que Esme ficou um pouco desapontada com isso, mas entendeu os netos. Quando voltamos para casa tivemos uma boa e longa noite de sono.