Chance To Love
21 Capítulo 21
Alguns meses depois da escola Liz não estava se desenvolvendo bem na leitura estávamos preocupados, pois a maioria dos amiguinhos dela já sabiam ler e escrever. A professora pediu que fôssemos à escola hoje, depois que as aulas acabassem.
Então na hora que fomos buscá-la esperamos pela professora na sala da diretora, Liz adorava brincar com o irmão ainda mais agora que ele aprendeu a andar. Os dois caminhavam pelo o corredor. Percebemos a professora chegar, ela nos cumprimento e fomos todos para a sala, as crianças se sentaram no sofá mais distanciado da mesa.
— Me desculpe ter feito vocês esperarem, mas preciso tratar de um assunto sério com vocês.
— O que houve? Perguntou Alice um pouco preocupada.
— Bem é sobre o desenvolvimento de Liz, ela tem mais dificuldades em aprender a ler e escrever do que as outras crianças e eu já tive um aluno assim e suspeito do que se trata. Ela não gosta muito de ler em voz alta, às vezes ela não presta muita atenção no que falamos, em uma atividade agora a pouco ela não conseguia soletrar pequenas palavras.
— Ela às vezes não gosta de vir para a escola, reclama às vezes de dores, você quer dizer que minha filha sofre de dislexia?!
— Sim, suspeito que sim, tive um aluno assim ano retrasado ele tinha as mesmas reações da Liz, hoje ele superou um pouco, mas ainda não gosta de ler em voz alta, normal para pessoas que sofrem de dislexia.
— Nós nunca percebemos isso achamos que era mais coisa da idade, ela é muito distraída e às vezes muito elétrica dando atenção a muitas coisas ao mesmo tempo.
— Bem não podemos apenas dizer o bom seria se você consultasse um médico para confirmar, era apenas isso, andava preocupada com Liz.
— Obrigado por nos avisarem. Eu apertei a mão da professora percebi Alice fazer o mesmo chamamos as crianças e Liz se despediu da professora. Voltamos para casa percebi que Alice ainda andava muito tensa com a nossa conversa com a professora Liz foi para o banho, mesmo se ela tivesse dislexia ela não demonstrava, ela sempre foi uma garotinha muito esperta. Alice foi logo para a cozinha, ela passava a mão na nuca e estava de cabeça baixa, eu pedi que Eric ficasse quietinho na sala que logo voltaria. – Alice...
— Está tudo bem Jasper, eu só estou um pouco tensa.
— Está tudo bem amor, ela pode superar isso. Eu disse a abraçando por trás.
— Só estou preocupada com ela. Ela se virou para poder ficar de frente para mim.
— Vamos ajudá-la está bem? Ela me abriu um meio sorriso, não muito contente confirmou com o que eu disse. Depois ela começou a fazer o jantar, fomos todos para a mesa e fizemos nossa refeição.
— Vou pedir para meu pai consultar Liz. Ela disse enquanto tirava a mesa, eu fui ajudá-la.
— Tudo bem, amanhã já que vamos à casa dos seus pais nós pedimos esse favorzinho.
— Ótimo. Ela disse em um sorriso triste, eu a abracei e lhe enchi de beijos.
— Não fique tão preocupada assim é apenas dislexia, ela pode superar.
— É verdade. Ela disse soltando um suspiro. Nós voltamos a arrumar a cozinha, depois de tudo pronto, fomos para sala perto das crianças, elas brincavam calmamente no sofá. Fomos para perto deles, Liz se queixou que estava cansada, mas há essa hora?
— Tudo bem, vamos vou te ajudar a vestir o pijama.
— Papai você me conta uma história. Disse ela enquanto segurava a mão de Alice e esfregava seu olho.
— Claro, já estou indo ta bem? As duas subiram e eu fui ao meu quarto junto com Eric para pegar o caderno de histórias. Logo depois fomos para o quarto de Liz, ela e Alice estavam deitadas na cama, ela estava aconchegada perto da mãe enquanto esta lhe acariciava os cabelos. – Pronta para a historinha? Perguntei a fazendo rir, percebi Alice sorrir por ver a filha feliz.
Como sempre no meio da história os dois dormiram, mas além deles Alice também havia pegado no sono, pelo visto eu iria dormir sozinho hoje. Fui tomar um banho para me relaxar fui novamente no quarto de Liz e do Eric e depois fui para a cama, demorei a pegar no sono, mas no fim eu acabei dormindo.
No dia seguinte, acordei com uma rajada de luz na minha cara. – Droga esqueci a cortina aberta. Eu reclamei ainda de olhos fechados, percebi que Alice não estava na cama me levantei e fui ver o Eric, ainda estava dormindo, no quarto da Liz as duas também ainda dormiam. Resolvi ir tomar um belo banho e depois desci para ir arrumar o café.
Depois de tudo pronto, resolvi acordá-las, Eric já estava acordado desta vez, pelo visto estava enrolando na cama até alguém chegar. Depois nós fomos chamá-las, logo Alice se levantou, mas Liz não queria de jeito nenhum, eu estranhei, pois ela nunca foi uma menina assim, Alice havia ido se arrumar no quarto, não queria que ela se preocupasse. Me certifiquei se ela estava com febre, mas sua temperatura estava normal.
— Filha está sentindo alguma coisa?
— Não papai. Ela esfregou seus olhinhos. – Eu só quero dormir.
— Mas filha já está tarde e hoje é dia de ir na casa dos seus avós.
— Só mais alguns minutinhos. Ela tornou a puxar a coberta para ela se cobrir.
— Tem certeza que não está sentindo alguma coisa?
— Só ‘to cansada. Ela estava com uma carinha de sono que não pude resistir, eu apenas a cobri e lhe dei um beijo na bochecha, esses cansaços deveriam ser normais, crianças brincam o dia inteiro e depois acabam assim.
— Daqui meia hora eu volto está bem? Eu disse baixinho para ela e ela apenas assentiu.
Saí do quarto fechei a porta e fui surpreendido por Alice parada a minha frente, eu apenas abri um sorriso, ela estava linda, ela sempre ficava linda de qualquer jeito.
— O que ouve?
— Ela não quis levantar.
— Ela está bem? Alice perguntou com uma expressão mais séria no rosto.
— Calma ela só está cansada, deixa ela dormir mais um pouquinho daqui a pouco voltamos e a acordamos. Eu disse lhe puxando pelo corredor, dava para ver que ela queria ver a filha, mas não agüentava ver Alice preocupada. Descemos até a sala e Eric estava deitado no sofá. – Vamos tomar café?! Ele logo se levantou e veio correndo para perto de nós.
— Papa, a mana? Ele apenas perguntava assim, não sabia falar muita coisa.
— Ela está dormindo filho, daqui a pouco ela acorda está bem? Ele assentiu e começou a tomar seu café da manhã. Passados uns quarenta minutos sem muito perceber, Alice foi acordar Liz. Passados alguns minutos as duas desceram, ela já estava arrumada, mas com cara de cansada. Ela apenas se sentou na cadeira e se aconchegou, ela ainda queria dormir se via pelo seu olhar.
Logo Alice trouxe algo para ela comer e ela comeu bem devagar, ficamos todos ainda na mesa a espera que ela acabasse. Quase duas horas após Alice e eu subimos para ir à casa de seus pais. Depois as crianças chegaram na porta do quarto, já que a porta estava aberta eles entraram. Liz ainda esfregava o olho para ver se afastava o sono.
— O que foi fadinha? Alice perguntou se ajoelhando para ficar na altura de Liz.
— To com sono mamãe.
— Ainda meu amor, você acabou de acordar. Alice passou a mão pelo cabelo de Liz.
— Eu to cansada. Alice estava com um ar de preocupação. Ela realmente ficava muito preocupada quando um dos nossos filhos ficavam doentes e temia ainda mais pela Liz, por ela não ser nossa filha de sangue.
— Nós vamos agora pra casa do vovô para ele poder-te ver está bem? Aí depois você pode descansar lá, está bem? Liz confirmou e então Alice a puxou para a cama. Liz se aconchegou perto da mãe enquanto ela ligava para a Esme. As duas tiveram uma conversa rápida. – Então vamos?
Eu peguei Liz no colo e dei a mão para Eric, chegando ao carro ajudei as crianças a se sentarem na cadeirinha e fomos para a casa Cullen. O caminho até lá não foi muito longo, assim que chegamos tornei a fazer o mesmo, peguei Liz no colo, mas desta vez Eric foi junto com Alice. Entramos na sala e logo Esme veio ver como Liz estava e depois Carlisle apareceu. Deixei que Liz se sentasse no sofá.
— O que houve com minha netinha? Disse Carlisle se aproximando dela.
— To cansada vovô, só quero dormir. Disse ela com uma voz dengosa.
— Pois bem, você sente alguma coisa? Dores musculares algo do gênero?
— Não.
— É apenas cansaço?! Ela fez que sim com a cabeça. – Alice vocês terão que levá-la no médico de costume, ele provavelmente pedirá que ela faça exame de sangue, apenas olhando assim não tem como dizer se ela está bem ou mal, se é apenas um mal estar ou uma doença, mas as crianças de hoje você sabe, gastam a energia demais e no fim ficam assim, temos um rapazinho do passado que pode nos dizer sobre isso. Todos me encaravam e eu dei um meio sorriso meio sem graça.
— O que posso dizer, eu era um moleque gostava de gastar minhas energias... Além do que eu devia, mas... Alice se sentou ao lado de Liz que logo deitou a cabeça no colo da mesma. Não se passou muito tempo ela logo pegou no sono. Eu espero que seja apenas cansaço não gosto de ver meus filhos doentes. Estava começando a ficar preocupado e apenas queria que isso não passasse de um cansaço comum e que logo minha garotinha estivesse brincando por aí.
— Então aquilo que a professora lhe disse é verdade. Eu peguei a conversa no meio do caminho, sem muito perceber.
— Ela disse que apresentava os mesmos sintomas, ela suspeita. Mas todos os sintomas dizem que sim.
— Temos que ficar atentos. Dislexia é um caso sério, mas com cuidado e paciência a criança pode ter uma vida normal. Elas apenas têm dificuldades no desenvolvimento da fala e da leitura, mas pode crescer e viver como qualquer outra.
— Ouvindo isso me deixa mais calma. Disse Alice apenas olhando para a filha.
— Fique calma filha, eu sei toda mãe se preocupa, mas se tranqüilize, vai ficar tudo bem. Com certeza com aquele sorriso confortante de Esme e com as palavras seguras de Carlisle não tinha como continuar nervoso. Com certeza Alice se sentia mais segura agora, com essa breve conversa com os pais. Esme foi terminar de arrumar o almoço, enquanto isso Emmett e Rose chegaram com Ryan.
— Olá família. Eu apenas fiz sinal de silêncio para Emmett que ao ver nossos dois filhos ele se calou. – Desculpe, mas isso é hora de dormir?
— Emmett Liz estava cansada, não acordou muito bem hoje. E Eric você sabe esse não dispensa um sono. Eu disse rindo baixo junto com Emmett.
— Esse parece com o preguiçoso do pai. Eu apenas peguei e joguei uma almofada nele.
— Eu preguiçoso, você já se olhou no espelho? Nesse Momento vimos a porta ser aberta devia ser Edward chegando.
— Eu por quê?
— Gente preguiçosa raspa a cabeça, pra não ter que cuidar do cabelo.
— Eu preguiçoso? Ele apontou para si mesmo, passou o braço por volta do ombro de Edward. – Esse nem penteia o cabelo e eu sou o preguiçoso, senhor cabelão. Apenas percebi Edward socar o Emmett de leve, aquelas típicas briguinhas de irmãos.
— Meninos vocês vão acordar as crianças. Alice disse entre um sorriso.
— Desculpa maninha, mas isso não dá para ser interrompido. Disse Edward tentando se soltar de Emmett. Logo com toda essa confusão Eric acabou acordando. Ele ria de tanta palhaçada dos tios que acabou acordando a irmã também.
— Vocês vão acabar quebrando algo da minha casa. Reclamou a Esme.
— Esquenta não mãe, depois a gente paga. Disse Emmett, se esquivando de Edward, eu estava me divertindo com isso, Edward não era forte feito Emmett, mas levava jeito pra brigar, pelo menos com o irmão. Logo percebi Alice e Liz se levantarem, as duas foram na direção da cozinha então não me preocupei muito.
Depois do almoço e daquela diversão fomos todos para a sala, Liz não queria muito brincar hoje, ela passou o dia inteiro deitada, dizia que estava cansada, em algumas refeições ela não queria nem comer, estávamos começando a ficar cada vez mais preocupados, ela ficou o dia inteiro assim, se amanhã ela continuasse assim eu iria marcar uma consulta com o médico dela.
Eu não conseguia dormir e percebi Alice também não, eu a puxei para mais perto de mim na cama, ela encostou-se a meu peito. Senti ela suspirar um ar preocupado, eu lhe acariciei os cabelos.
— Amanhã vamos acordar e você irá ver que não é nada de mais.
— Eu espero que sim, mas Jaz, não adianta pedir para eu ficar calma, você já sabe como ninguém que não me acalmo até ver meus filhos bem e eu tenho medo.
— Eu sei pequena. Eu disse dando um leve sorriso. Por um minuto ficamos quietos, como se alguém tivesse estabelecido uma lei do silêncio naquele quarto. – Por causa da Liz?
— Jaz eu acordo todos os dias pedindo para que quando eu chegue no quarto dela ela esteja bem, quando ela fica doente e não sabemos o que é meu coração quase não agüenta de tanta agonia. Tenho medo que um dia ela precise de nós para ser curada e simplesmente termos que falar que não somos pais dela.
— Alice fique calma, eu também temo por isso, mas não podemos ficar pensando assim o tempo todo.
— Você tem razão. Ela disse se aconchegando mais em mim. Depois daquilo nosso assunto acabou e por fim dormimos poucos minutos depois.
Por fim eu acabei acordando com Alice se remexendo, ela só podia estar tendo outro pesadelo. Eu cheguei mais perto dela e tentei acordá-la suavemente, mas ela não acordou. Por fim ela acordou assustada, eu a abracei ela estava meio assustada.
— O que houve?
— Nada apenas um pesadelo. Ela olhou para mim com um meio sorriso que estava triste. Eu conhecia muito bem a Alice, ela nunca me falava quando o pesadelo era muito ruim. Ela se levantou e disse que ia beber um copo de água, eu deixei que ela fosse não iria questionar muito, ela estava um pouco nervosa.
[Alice]
Eu havia acordado assustada por causa do horrível pesadelo que tive com Liz, praticamente da conversa que tive antes com Jaz. Eu me sentei na cama e percebi Jaz acordado ao meu lado, eu não queria que ele ficasse preocupado comigo por causa de um pesadelo, mas coração de mãe não sossega até ver tudo bem.
- O que houve?
— Nada apenas um pesadelo. Eu sai da cama rapidamente e desci até a cozinha, eu havia me lembrado que Liz não estava dormindo sozinha, todas as crianças dormiam juntas quando vinham para cá. Lá eu bebi um copo de água bem devagar, pensando do pesadelo que com certeza não me deixaria dormir mais.
Senti uma mão passar por minha cintura sabia muito bem quem era, mas não queria me virar, ele sabia muito bem o que eu estava sentindo, muito bem o que eu havia sonhado. Não queria que ele me visse, com uma, duas lágrimas começando a rolar.
— Alice. Ele disse me abraçando comigo ainda de costas para ele. Ele tentou me fazer virar para ele, mas resisti, eu nunca fui muito forte o bastante, sempre qualquer pesadelo me deixava meio abalada.
— Eu estou bem Jaz. Disse em uma voz controlada, bem do jeito que eu conseguia ser controlada. – Eu já estava subindo, só queria beber água para me acalmar. Eu disse enxugando minhas lágrimas rapidamente, mas ele deve ter percebido.
— Vem vamos juntos, não quero te deixar aqui sozinha.Eu apenas olhei para ele, que havia estendido a mão para mim como um cavalheiro, eu por instinto obedeci e peguei sua mão. Subimos as escadas devagar e voltamos para o quarto, deitamos como estávamos antes, bem abraçados, um perto do outro. Ele me acariciava os cabelos. Eu não iria conseguir dormir, não depois daquele pesadelo horrível que eu preferia nunca mais lembrar.
Eu percebia as horas passarem bem devagar a noite nunca acabava, Jaz havia pegado no sono e eu não conseguia nem ao menos fechar meus olhos sem aquelas cenas me voltarem na cabeça. Então quando estava prestes a amanhecer eu me retirei da cama e fui para a cozinha, comecei a preparar um café.
— Oi filha já acordada? Perguntou minha mãe se aproximando, eu tenho que confessar estava com meus pensamentos tão longe que sua linda voz me assustou.
— Ah, oi mãe, eu não consegui dormir.
— Aconteceu alguma coisa filha? Quer contar para mim?
— Não é nada mãe. Ela realmente sempre sabia quando algo estava dando errado. Ela me encarou com aquele olhar que toda mãe faz para que todos os filhos digam o que está acontecendo sem ao menos querer dizer. – Foi só um pesadelo, nada de mais.
— Com a Liz ou com o Eric?
— Como você sabe que foi com meus filhos? Eu perguntei com uma cara que até mesmo eu queria ter visto.
— Alice eu também sou mãe ou você se esqueceu?! Lembra daquela noite quando você era pequena eu dormir ao seu lado no meio da madrugada, era porque havia tido um sonho ruim com você.
— Me lembro, me lembro também quando você nem ao menos deixou Emmett sair para jogar bola porque você teve um pesadelo com ele.
— Está vendo filha, é normal ter pesadelos ficar com medo e querer proteger seu filho vinte quatro horas por dia. Eu apenas dei meio sorriso para minha mãe que me devolveu com outro.
— Mas foi um pesadelo horrível. Me lembro da gente estar no hospital e Liz estar muito mal, depois do médico dizer que não podíamos fazer nada já que não éramos os pais biológicos e depois a Liz mo... Não consegui dizer, minha voz não saia.
— Alice está tudo bem. Ela me abraçou, um abraço confortante que só ela sabia me dar. – Vai senta ali que você precisa é de um chá para acalmar um pouco. Eu sorri para minha mãe e fui me sentar à mesa. Logo ela chegou com duas xícaras de chá, nós começamos a beber vagarosamente o chá e conversávamos quanto tempo que eu não tinha um tempo tranqüilo assim com minha mãe. Sentia muitas saudades de conversar, desabafar coisas que não conseguia com outras pessoas com minha mãe.
— Isso é normal, sempre toda mãe tem aquelas noites ruins com pesadelos ruins com os filhos. Mas não acontece nada de mais, você verá.
— Eu sinto tanta falta de conversar com você mãe. Eu disse sorrindo para ela. – Você é a única que consegue me acalmar de verdade.
— Com certeza também sinto falta filha. Sabe sinto falta de muita coisa, de quando vocês eram pequenos e saiam correndo dentro de casa, era muito bom.
— Você sempre adorava nossas bagunças, pra você não importava se a gente quebrasse algo se nós estivéssemos felizes era o que valia.
— E seu pai ficava todo nervoso, me pedindo pra fazer alguma coisa. Relembrávamos esses momentos marcantes com vários risos. Ouvi passos leves vindo da escada e logo vi uma pequena imagem que me tranqüilizou.
— Mamãe já está acordada? Ela disse se aproximando de mim. Eu a peguei e a coloquei no meu colo.
— Já meu amor e porque minha fadinha está acordada há esta hora? Percebi ela bocejar.
— Eu não quero mais ficar lá no quarto, quero ficar com você.
— Hum que coisa mais gostosa de ouvir. Eu a abracei forte.
— Mamãe eu sonhei com você esta noite. Ela disse levantando o pescoço para ver se conseguia me ver.
— Sério meu bem? E foi um sonho bom ou ruim?
— Foi bom. Nós duas estávamos nos divertindo muito em dia de primavera. Ela me contou um pouco feliz.
— Você já está melhor filha? Eu perguntei me lembrando do dia anterior.
— Muito melhor. Ela disse meio eletrizante.
— Adoro te ver assim, minha filha.
Assim passamos o resto da tarde mais calmos, Liz brincava um pouco com Ryan hoje, não estava tão cansada feito ontem, nos divertimos fazendo jogos legais, como mímica que era a brincadeira preferida do Emmett e as crianças adoraram. Depois que o fim de semana passou fomos todos para suas casas como todos os outros fins de semanas que tínhamos.
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