Chance To Love
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Já se passava um mês que Bella havia se tornado mãe e os avós como sempre paparicava a nova neta. Liz ficou deslumbrada, como nessie era pequena e queria logo que Reneesme crescesse para poder brincar com ela e acho que Ryan acabou ficando com ciúmes, mas também gostou da prima. Era mais um fim de semana iríamos para casa de Esme e de Carlisle mais a tarde, Liz queria passear pelo shopping, como já disse a cada dia que se passava ela parecia cada vez mais parecida com a mãe, adorava fazer compras e já escolhia a própria roupa até mesmo não podia faltar um acessória em sua super produção.
Ela adorava passar pelas lojas de brinquedo e o que ela mais ia fazer lá era fácil, aumentar sua coleção de ursinhos de pelúcia, haja tanto espaço para aquelas coisas fofas no quarto, mas tudo bem, se ela gostava disso a deixaria colecionar, na minha época de criança colecionava carrinhos coisa normal de um garoto e também não tenho nada que reclamar, o que é ursinho de pelúcia em vista de pôsteres de homens grudados na parede? Espero que a adolescência dela demore, mas muito mesmo a chegar, hoje reclamo dos ursinhos de pelúcia, amanhã vou sentir saudades deles.
Alice aproveitou para arrumar umas coisas de trabalho em uma loja, enquanto isso tomava conta de Liz, a levei na loja e ela claro ficava deslumbrada com os brinquedos e depois por fim ela queria tomar um sorvete, acabei entrando no clima e tomando um também, sentamos em um dos bancos espalhados pelos corredores do shopping. Quando acabamos esperei que ela quisesse andar mais pelo shopping, mas ela disse que estava cansada, então resolvemos ficar mais um pouco ali. Esperando o tempo passar.
— Jasper?! Não acredito que era ela, essa era a última pessoa que queria encontrar na minha vida. Definitivamente aquilo que a gente tanto evita te persegue até ela lhe encontrar – Não responde mais a sua mãe Jasper?
— Não desde que ela me expulsou de casa. Eu disse sem olhar para ela já ia me levantando e pegando Liz. Mas fui interrompido por ela, não queria que acontecesse a mesma coisa que aconteceu com Alice, ela foi humilhada pela minha própria mãe. Não queria de qualquer maneira que isso se repetisse, nem com Alice e muito menos com minha filha que era tão pequena
— Quem é esta garotinha? Suponho que não seja sua filha. Minhas pernas travaram, eu olhei para o lado onde eles estavam meus pais, não conseguia, não queria, eu nunca imaginei que eles seriam tão ruins assim. – Então você resolveu se separar da Alice não estou a vendo por aqui.
— Eu não te devo satisfações da minha vida. Eu disse meio alterado, não queria dizer a eles coisas da minha vida para eles colocarem defeito, não mesmo, pois minha vida sempre fora assim. Eles nunca me apoiavam e não seria agora que me apoiariam. Meu pai não era tão ruim assim, apenas acho que ele devia parar de ser influenciado por minha mãe, isso fez com que nós não tivéssemos uma verdadeira relação de pai e filho.
— Olha como você fala com sua mãe Jasper. Ela fez uma voz sinicamente magoada, no fundo sabia que minha era assim por motivos de insegurança. Pois ela nunca permitiu que seus filhos cortassem o cordão umbilical, ela nunca permitiu os ver grandes e longe dela, ela nunca contava que suas crianças um dia teriam que crescer.
— Papai. Disse Liz assustada, percebi que ela estava com os olhos com um pouco de água ameaçando chorar. Ela estava muito assustada e não via a hora de tirá-la dalí.
— Quem é essa menina Jasper? Você adotou uma criança? Sabia que aquelazinha não iria te trazer felicidades, está vendo nem uma filha ela pode lhe dar, tem que pegar uma no orfanato que nem mesmo os próprios pais não quiseram. Aquilo foi a gota d’água, eu juro que se não tivesse com a Liz no colo eu havia feito uma loucura. Mas teria que manter a calma e tudo que eu mais temia estava acontecendo, Liz estava completamente desnorteada e eu estava ficando cada vez mais nervoso.
— Olha aqui, aquelazinha que você tanto menospreza é minha esposa e pode ter certeza que ela me trás mais felicidade do que vocês e outra vocês nunca ousem a falar da minha filha de novo...
— Ela não é sua filha... Ela teve a audácia de me interromper para dizer um absurdo desse.
— Ela não é, é sua neta, mas se é minha filha tenho certeza, tenho documentos para comprovar, eu aturo que vocês falem mal de mim, me expulsem de casa, mas nunca, nunca falem mal da minha família estão entendendo? Pois são eles que me amam e me aturam independente do que eu faça e me façam um favor, quando me virem novamente não falem comigo vocês não tem o direito.
— Mas você é o nosso filho.
— Não sou mais, do mesmo jeito que vocês deixaram de ser pais da Rose, também posso deixar de ser filho de vocês. Saí andando sem olhar para trás, Liz estava chorando muito, não sabia o que fazer para acalmá-la. – Filha já passou. Ela não se acalmava, sabia que isso iria acontecer, sabia que se encontrasse com eles, eles acabariam fazendo com que ela sofresse.
— Jaz o que aconteceu? Mal percebi Alice se aproximar naquele exato momento.
— Me desculpe. Foi a única coisa que consegui dizer, percebi Alice olhar fixamente para um ponto atrás de mim, justamente onde eu havia acabado de sair.
— Não acredito. Ela disse com um pouco de raiva. Ela logo imaginou o que aconteceu, pegou Liz no colo, mas isso não adiantou muito ela continuou chorando até o caminho de casa. Chegando lá conversamos com ela. Alice a levou até o banheiro para ela lavar o rosto. Eu estava acabado com toda esta história, eles não tinham o direito de fazer isso, eles eram frios, Liz é apenas uma criança, inofensiva e muito sentimental, ela não merecia passar por isso. – Você não tem culpa e muito menos tem que se desculpar por seus pais. Ela disse parecendo que estivesse lendo minha mente, ela se sentou ao meu lado, juntamente com Liz que estava com o rostinho vermelho.
— Tudo bem, eu só não aturo o que eles fazem. Eles já lhe machucaram demais e agora...
— Tudo bem Jazz, isso tudo irá passar e quando menos esperarmos tudo vai voltar a ficar calmo novamente. Nós paramos de conversar quando o telefone de casa tocou, Alice fez uma cara de desculpas e se levantou para ir atender ao telefone e Liz a seguia para todo o canto.
— Oi mãe, eu não sei, tivemos um contra tempo espera só um minutinho? Ouvi Alice conversar no telefone, Liz andava no lado dela o tempo todo. – Amor você quer ir a casa dos meus pais?
— Claro. Não vamos deixar isso acabar com nosso fim de semana.
— E você minha fadinha? Se você quiser ficamos em casa. Liz fez que não com a cabeça, Alice então voltou a falar com a mãe pelo telefone, Liz olhou para mim e estendeu os braços eu sorri para ela e a peguei no colo, ela estava com os olhos ainda vermelhos, lhe dei um beijo na bochecha e a olhei novamente, com um pequeno sorriso no rosto.
— Filha desculpa. Disse passando a mão em seus cabelos loiros, ela se aconchegou em meu ombro. Depois daquele forte abraço e carinhos que me fez voltar a ter vida depois do ocorrido ela voltou a me olhar.
— Te amo papai. Aquelas palavras foram tudo que eu precisava ouvir. Estava me sentido culpado, eu devia ter saído de perto deles, pois sabia que eles acabariam falando alguma coisa assim para ela. Mas minha filha assim como Alice sempre me fazem me sentir bem, sempre.
— Também te amo filha, também te amo. Eu repeti, queria ter certeza que ela me ouvisse, queria que ela soubesse que meu amor por ela seria incondicional e não vai ser apenas uma palavra que vai fazer com que eu não seja pai dela, pois pai, não é quem coloca no mundo, mas sim quem cria, quem cuida, quem da carinho e disso tinha certeza que eu era um bom pai para ela, não um ótimo que ninguém é perfeito, mas um bom pai.
Por fim depois de algum tempo fomos para a casa dos meus sogros, Alice já havia contado para a mãe sobre o ocorrido, eles bem que tentaram animar a Liz, mas ela só queria saber de ficar perto de nós. Ryan lógico sentiu falta de brincar com a prima, mas lógico que o Emmett foi animar o menino. No sofá Liz às vezes cochilava, Alice então resolveu levá-la para cima, passado algum tempo ela voltou. Já era tarde, hora do café. Liz ainda não havia acordado. Fomos comer alguma coisa e depois fomos para o jardim, confesso que não estava em clima animador, mas acompanhei Alice.
Na hora do jantar Alice achou melhor acordar Liz, já que ela mal havia almoçado. Ela desceu com uma carinha de sono e foi jantar. Ela comeu pouco e depois fomos para a sala, dessa vez ela brincou um pouco com Ryan e depois os dois já estavam com sono. Alice foi lhe dar um banho e depois iria colocá-la para dormir. Eu não estava muito a fim de ficar acordado até tarde e subi também.
Depois de algum tempo Alice e Liz vieram para o quarto, passar um pouco o tempo. Alice se sentou na cama enquanto Liz se deitou. Alice terminava de ler um livro enquanto, eu e Liz ficamos quietos boiando no quarto, sendo mais específicos olhando para o teto para não atrapalhar Alice com sua leitura.
— Podem conversar, não vão me atrapalhar. Ela disse nos olhando pelo canto do olho, nós dois rimos, Liz não tinha muito o que dizer e acabou que eu também não, então ficamos em silêncio durante mais algum tempo, eu tentava inventar um assunto para conversa com ela, mas era tão difícil arrumar um assunto de criança em momentos que nosso cérebro praticamente não quer funcionar nem obrigatoriamente.
— Então princesa, como vai sua coleção de ursinhos? Eu perguntei sem ter muito o que dizer.
— Ta crescendo. Ela disse enquanto me olhava e segurava Tuti, acho que se um dia esse bichinho de pelúcia sumir vou sentir falta dele. – Mamãe. Ela disse baixinho.
— Oi princesa pode falar. Alice disse sorrindo para Liz.
— Conta uma história pra mim? Ela perguntou com a voz dengosa, era seu jeito de pedir e conseguir as coisas, afinal já era um costume nosso nunca dizer não para ela em quase tudo, acho que pelo fato dela ser nossa primeira filha, mas pretendia que não fosse a única. Talvez quem sabe mais uma menininha lhe fazendo companhia.
— Claro que conto minha princesinha. Disse Alice, fazendo cócegas em Liz. Ela largou o livro de lado e foi pegar um infantil. Podia até ser ironia, mas a história preferida da Liz é Alice no País das Maravilhas. Alice contava a história perfeitamente para Liz, ela pedia para que eu fizesse a voz do chapeleiro maluco. Liz adorava quando contávamos histórias, estávamos dando altas gargalhadas, bem nem tão altas, para não acordar o pessoal. No fim deixamos que ela dormisse com a gente. Ela sempre pegava no sono primeiro e enquanto não dormíamos eu e Alice ficávamos observando nossa pequena princesinha dormir.
No dia seguinte, fomos acordados por Liz, hoje parecia que o dia acordou de bom humor. Ela saltitava na cama, gritando para a gente acordar, ela já estava toda arrumada.
— Alguém acordou de bom humor hoje. Eu disse passando a mão em meu cabelo completamente desarrumado, com cara de sono e um sorriso pateta no rosto.
— Acorda dorminhocos.
— Quantas horas? Alice perguntou com aquela cara de sono encantador enquanto se espreguiçava ainda na cama, afundando cada vez mais no travesseiro.
— Já passa das nove. Eu disse meio assustado com o horário, levantei da cama e peguei Liz no colo, foi o único jeito que a fiz parar quieta um pouco. – Você comeu açúcar no café da manhã?
— Não, vovó não deixou. Ela disse meio emburrada, eu não me conti e ri da cara que ela fez, Alice foi se arrumar e logo em seguida eu fui. Descemos os três juntos, Liz logo foi para o lado de Ryan, enquanto isso eu e Alice fomos tomar o café. Acabamos e fomos para a sala, assistir TV. Liz e Ryan corriam pela casa e depois foram para o quintal, já que lá tinha mais espaço e nada que os impedissem de brincar.
Mais tarde fomos almoçar, Liz não quis comer muito, ela e Ryan foram com Emmett roubar frutas dos Curtis, eles não gostavam quando faziam isso, mas Emmett adora desafios. Depois do almoço fomos todos para a sala, conversamos bastante sobre nossa semana, enquanto isso os pequenos começavam a pegar no sono, mas isso não iria durar muito tempo. Eles dormiram um pouco e depois foram brincar.
Fomos todos para o jardim, estava um lindo dia, o céu estava azul e o sol perfeito, sentamos em um dos bancos, Alice me contava que adorava ficar no jardim ou na sala onde seu pai fizera para ela poder praticar balé.
— Agora entendo por que você gostava tanto de ficar aqui.
— Aqui é sempre lindo, principalmente na primavera, minha mãe morre de ciúmes desse jardim, cuida sempre das flores.
— Eu queria ter te conhecido antes, para poder te ver dançando balé. Ela sorriu.
— Eu adorava dançar balé, tinha dias que eu ficava trancada horas e horas naquela sala.
— Isso era verdade, se vacilássemos ela dormiria até lá. Disse Carlisle rindo.
— Alice era uma ótima bailarina. Disse Edward. – Você não devia ter parado.
— Hoje não me faz tanta falta assim, eu tive que parar, ia começar a faculdade queria me focar nos estudos e depois começou a vida adulta, trabalho, trabalho e trabalho.
— Às vezes deixamos de fazer coisas que gostamos por causa dessa vida adulta, era por isso que eu odiava ficar mais velho. Disse Emmett. – Mas no fim percebemos que nossa vida adulta vale a pena, temos nossas mulheres que amamos muito, nossos filhos e é isso que me dá orgulho.
— Todos nós deixamos de fazer coisas que amamos para começar a crescer.
— Então o que você largou cunhado? Odiava quando Emmett falava cunhado.
— Na adolescência eu tinha um sonho de ser jogador de beisebol profissional, mas parei até mesmo antes de entrar para a faculdade. Disse olhando para as crianças que se divertiam.
— Por quê?
— Não sei, talvez por falta de incentivo, eu gostava daquilo, mas nunca tive alguém que me dissesse ‘vai La você consegue’, isso faz muita falta.
— Aqui nessa casa sempre foi diferente, nossos pais sempre queriam que nós continuássemos a fazer o que a gente sempre gostava.
— É se dependesse deles estaríamos até hoje na aula de piano, na escolinha de futebol e na aula de balé. Disse Edward rindo. Olhei para Esme e Carlisle e percebi os dois rirem também, eles adoravam mesmo os filhos, família é tão importante para a gente que não importa o que você esteja passando com certeza eles vão te apoiar, pelo menos era isso que transmitia os olhares deles.
— O único que continuou com o que fazia é o Edward toca aquele piano sempre. Disse Emmett, ele parecia um cara que não gostava das músicas suaves do piano.
— Olha lá Jasper. Emmett fez um gesto com a cabeça na direção das crianças, eles estavam sentados no chão observando as borboletas, em um momento Ryan se levantou e estendeu a mão para Liz para ajudá-la a levantar. Os dois haviam mesmo se dado bem, desde o dia que levamos Ryan a instituição.
— Eles são uma graça. Disse Rose em um largo sorriso, percebi que Alice também sorria, estava feliz por se darem bem, estava feliz por Liz achar alguém que pudesse confiar além de nós. Por um momento esqueci todas as minhas lamentações, esqueci do meu passado e do rancor que sentia pelos meus pais, por esse momento deixei que apenas aquela cena tomasse meus sentimentos, pois aquilo sim valia a pena eu pensar e repensar novamente. Para que ficar se preocupando com as coisas rudes, se temos mais coisas boas para ser apreciadas?
Por este momento percebi que a vida é curta e sim soube aproveitá-la, dar tempo ao tempo, ser uma pessoa melhor, em simples momentos que refletimos sobre nossas vidas e conseguimos mudar antes que seja tarde demais para concertá-las. É em pequenos gestos e simples palavras que conseguimos abrir os olhos para o que temos de bom na vida e deixar as ruins de lado ou até mesmo fingir que nunca teve problemas.
Podemos em algum momento pensar ‘No que adianta eu mudar, apenas eu vou fazer isso e mais ninguém’, mas depois iremos pagar pelos nossos erros e na hora que a conseqüência chegar não venha perguntar ‘ porque’. Curta simples momentos presencie e aprecie cada gesto, cada atitude. Viva, porque isso é o mais importante. Faça a diferença, todos somos iguais por dentro, nisso concordo, mas faça sua diferença, para que quando você for alguém sinta orgulho em dizer que você esteve por perto.
É assim que devíamos levar a vida, não sendo ambiciosos, arrogantes, nada disso. Devíamos agradecer a cada dia, por tudo de simples que temos ao longo dos nossos dias, semanas, meses, anos, décadas. Porque a vida é única e passageira, se não aproveitarmos, não fizermos a diferença, no fim ela não terá valido a pena.
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