Notas iniciais
Tá, antes de lerem... ESQUEÇAM A GIVE IN TO ME, sério, este ponto de vista sobre Elsa e Hans, não tem NADA haver com o da fanfic. Eu resolvi postar logo essa one porque eu tenho demorado muito pra atualizar lá na Give, então, isso meio que serve como um pedido desculpas? kkk Bom, estejam avisados pelo conteúdo sexual implícito (eu não resisto, me julguem) e pelo contexto meio Dark!Helsa. Não quero causar desconforto -.- Enfim, espero que devorem e ahhhh, comentários alimentam minh'alma *-*

Havia se tornado uma rotina. Vê-lo sumir na penumbra quando os passos afoitos de Anna se aproximavam de seus esconderijos, e deixá-lo se despedir de seus lábios com um sonoro estalo, propositalmente, apenas para senti-lo rir em silêncio de onde estivesse, quando a caçula a interrogasse acusadora sobre do que diabos se tratava esse ruído que, ela não estava louca, havia ouvido antes de entrar. E sádico, admirar-se da forma como ela driblava sua irmã, fingindo uma máscara impecável de ressentimento, afirmando estar sozinha ali e mandando-a confiante vasculhar o lugar para encontrar fantasmas, até que a ruiva, imóvel, se sentisse envergonhada e pedisse perdão por ter duvidado de sua irmã mais velha. E lascivo, aplaudi-la pela bela atuação, e assistir a pele de marfim ruborizar em cólera quando ela serrasse os punhos gelados e ameaçasse calá-lo enterrando uma estaca de gelo em sua boca.

Era uma árdua rotina, no entanto, se fosse de fato um incomodo, não deveria ter se transformado em uma.

– Você está cada vez melhor em se camuflar, baby. – Ronronava ele em seu ouvido, enquanto a envolvia facilmente, tão pacato quanto invasivo, acoplando os quadris ao passo que ainda sentia a respiração ameaçadora da rainha de gelo, agitada o suficiente para advertir o príncipe de que ainda corria o risco pela proximidade. Elsa não era hipócrita, não a ponto de culpar Hans por escolher mentir para todos e encontrá-lo as escondidas desde que ele, de alguma forma, escapou do navio que o levaria de volta para seu reino, e passou a perambular escondido pelo castelo, fazendo de persegui-la, sua única missão. Era isso o que a irritava, ter permitido chegar a tal ponto, e desejava queimá-lo com seu gelo sempre que ele a fazia se dar conta de que a admirava pela capacidade de esconder-se junto dele. Como sempre, ela não responderia, talvez sujasse seu vocabulário imaculado murmurando alguma ofensa em resposta, para em seguida, virar-se para o lado, afastando seus olhos, mas sempre esquecendo de que assim estaria deixando seu pescoço mais à disposição. Logo depois, ele já estaria afastando a trança, fazendo-a escorregar dos ombros e pender nas costas, e de olhos fechados, ela já tinha a imagem detalhada dele retirando sua luva mordendo-a na ponta do dente, e uma vez sem ela, percorreria seus grandes dedos analisando a clavícula, certo de que segundos depois a ouviria rir de escárnio de si mesma diante da conclusão de que inevitavelmente já estava mansa apenas com isso. Como esperado, os risos apenas aumentariam por parte da rainha, simulando um delírio quando ele já estivesse abocanhando sua garganta.

– Crápula. – Impotente, sempre restava a ela, cuspir a mesma palavra, lamentando quando ele a empurrasse para baixo no tapete de luxo, empurrasse para o fundo do poço, para junto dele.

Elsa o odiava com todas as forças, desde as entranhas até o físico desejável. O considerava um rival, diante do conhecimento de que ele tinha um porte, ou nato ou muito bem desenvolvido para governar um reino, e temia o pensamento de que a superaria caso tivesse chegado ao trono como planejou há um certo tempo. Ela poderia matá-lo, mas, bastava que ele a levasse, seja jogando-a contra chãos ou paredes e sugando-a, seja preferindo ser cauteloso, ela poderia inclusive amá-lo brevemente se quisesse.

Quanto a Hans, ele poderia dizer ser recíproco.

Logo Anna estaria batendo na porta novamente, e os cotovelos fracos da rainha ainda persistiriam em apoiar-se desesperadamente no chão para levantá-la, certos de que se desdobrariam e as costas tombariam de volta logo em seguida, quando Hans massageasse agilmente a região ilíaca e girasse seus quadris impetuosamente contra os dela. Sua garganta, como já estaria preparada, trancaria qualquer som que quisesse ser estocado para fora enquanto ela era sacolejada embaixo dele. Ele já estaria com o indicador sobre os próprios lábios pedindo silêncio, quando ela o olhasse desesperadamente como quem suplica por uma trégua, para que ela não os entregasse, ainda. Afinal, decerto teria a visão dos cabelos ruivos pulando na testa suada, aumentando o escurecimento dos olhos outrora verdes, agora negros e predatórios, no entanto, ainda sim ela não saberia como, mas seria emitido o costumeiro aviso, em um sussurro calmo, enquanto ele se movia cada vez mais forte entre suas pernas.

– Shhh, Elsa querida, não se atreva.

Ela balançaria a cabeça, em um gesto sôfrego. Seus olhos marejados e sua face contorcida seriam aguardados por ele como indício de que o limite havia sido atingido. E em meio aos protestos de Anna atrás da porta, seus sentidos debilitados apenas aguçariam para o sorriso compreensivo e sem interromper o ritmo, os lábios ásperos a pressionariam para abafar o gemido que, sem ajuda, ela jamais conseguiria guardar.

Preparada, ela já havia enchido os pulmões antes de ser privada de seu fôlego pelos próximos momentos, enquanto ele, sem deixar a boca desprovida de atenção, moía contra ela ritmicamente mais veloz, e ousando movimentos selvagens, enquanto as mãos enormes a castigavam como forma dele conseguir conter seus próprios sons. Olhos virariam, lágrimas seriam expulsas das pálpebras e unhas cravariam carnes e tapetes, enquanto ela estremecesse em seu cume, e sem parar, ele também o faria logo depois.

Hans poderia demarcá-la com unhas e dentes, ela não se importaria desde que tivesse sua dignidade aparentemente intacta. No entanto, sua alma estaria seca e desgastada o suficiente para que ela lamuriasse em seu silêncio, os passos de sua irmã cada vez mais distantes. A mesma pergunta, tão acusadora quanto as palavras de Anna, viriam perturbá-la enquanto seu corpo arfava junto ao dele no cômodo escuro. Vale a pena? E a resposta era tão clara agora, que poderia fazer suas pupilas enxergarem o lugar. E então, como ela ainda reagia incrédula, ele beijava e cheirava seus cabelos platinados, e murmurava.

– Minha garota.

Uma vez ouvira dizer que após o êxtase, vem a tomada de consciência. E era esta a hora em que ela mais tinha esperança. Ansiava por sentir nojo, e finalmente libertar-se dele e ir embora, gritar por Anna e esquecer a doença que vivera nos últimos dias ao lado dele. Entretanto, não havia qualquer sentimento promissor nascente, que sequer se assemelhasse a isso. Pelo contrário, ela permanecia, e desejava apenas ficar ali para sempre no escuro com aquele usurpador odioso, misturando-se à escuridão como dois camaleões que ambos têm sido. Afinal, o negrume é mais confortável quando se está tão imundo.

Notas finais
E então? Posso sonhar com comentários, posso? *-*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!