Chamas Que Ferem
18 Livro negro
Notas iniciais
Aqui começa o novo arco da fic, tcha nan nanaaan!
Espero que gostem. Novos personagens irão aparecer, hihih :B
- Natsu... É... É você mesmo?
A Titânia não acreditava no que via, assim como o restante da guilda. O rosado apenas estava parado de braços cruzados com um enorme sorriso.
- Mas é claro que sou eu! – falou ele.
- Não é possível... – lágrimas escorreram do olho direito da ruiva. Ela estendeu a mão para tocá-lo, mas foi interrompida.
- Natsu! – gritou Lisanna abraçando-o – Eu sabia! Sabia que você voltaria!
- É! – ele riu, assim como alguns em volta.
Happy se aproximou e colocou a pata sobre a boca.
- E aí, amigão?
- Natsu... – ele continuou estático – NATSU! – abraçou o amigo – POR QUE VOCÊ SEMPRE FAZ ISSO?! – litros de água jorravam de seus enormes olhos.
- Eu também senti a sua falta!
- Trouxe um peixe pra mim?
- É claro que não!
- Já esperava por isso...
E aos berros continuavam abraçados. Após esse reencontro, a guilda virou festa. Por pouco não desabou. Todos estavam extremamente felizes, afinal, achavam que Natsu estava morto, e de repente ele aparece ali, mais vivo do que nunca. Durante a festa, Natsu aproveitou para contar o que havia acontecido, como contou para Lucy.
Após muita diversão, todos voltaram para suas casas, embora alguns tenham dormido no bar mesmo.
- Ei, Natsu, eu tenho que te dar uma coisa, mas está lá em casa. – falou a loira de mãos dadas com ele.
- Ah é? – ele a olhou desconfiado.
- Não me olhe assim! – ela corou – Não é nada disso que você está pensando.
- Pensando no que?
- Você sabe!
- Você ta doida? Cana te deu bebida?
- Esquece, esquece... – ela bufou – Mas vamos logo, já está tarde.
- E daí? Você está comigo, esqueceu? Eu te protejo!
- Meio difícil isso. – ela riu dando um selinho nele.
Os dois continuaram caminhando, até que chegaram ao quarto da Heartfilia.
- CAMA! – Feito criança, ele pulou mergulhando na cama da namorada – Ai, que saudade, que saudade!
- Você ta sujando a cama! – ela gritou o expulsando de lá.
Ele fez um bico, e sentou-se comportado ao lado dela.
- O que é que você vai me dar?
- É uma coisa que você gosta muito.
Ele pensou um pouco... Algo que ele gostava muito... Fácil. Fechou os olhos e fez biquinho. Lucy riu.
- O que você está fazendo?
- Como assim?
Ela balançou a cabeça. Realmente aquela festa toda havia bagunçado as suas idéias. Ela se levantou, agachou, abriu uma gaveta, e de lá retirou um cachecol. Ao ver que era o seu cachecol, Natsu deu um pulo.
- Meu cachecol!
- Sim. Eu o guardei comigo, desde aquele dia. – ela entregou o cachecol nas mãos dele.
- Caramba, eu tava tão agitado que nem percebi que estava sem ele. – falou enquanto enrolava o cachecol em seu pescoço – Poxa, eu sabia que algo estava errado... Obrigado! – sorriu.
- Nada... – retribuiu o sorriso sem jeito.
- Agora é a minha vez. – ele a olhou sério.
- Hm?
O rosado se levantou, a abraçou de surpresa e pularam na cama, ambos rindo.
- Muito lenta – sorriu sentado sobre ela.
- Ah é? Duvido você beijar mais rápido do que eu.
Ele a olhou desconfiado. Ela trocou de posição com ele, e antes que o mesmo pudesse falar algo, seus lábios já estavam colados aos dela. De novo, de novo, e de novo...
- Assim não vale, você não deixa nem eu pensar! – fez biquinho zangado.
- Mas você nunca pensa...
- Há-há.
E assim, os dois continuaram até tarde...
Caminhando de um lado para o outro, a menina de cabelos negros e bagunçados, pensava...
- Kirino-sama, não deve ficar tão agitada – falou o mordomo de aparência jovem e paciente.
- Ai, você não entende! – ela bufou sentando-se em sua poltrona – Aqueles humanos idiotas estão usando as chamas azuis mais do que deviam!
- Mas você sabia das conseqüências.
- Eu sei! Mas, era só uma brincadeira... Queria ver como eles ficariam ao saber que poderiam ter as chamas de Satan...
- Seu pai não vai gostar disso...
- É por isso que eu tenho que dar um jeito de pegar o livro do papai!
- Seria melhor se você contasse a verdade.
- Ikuzo, você é louco? Esqueceu quem é o meu pai? Se ele descobrir, ele me deixa de castigo por mil anos lá no sétimo andar de casa!
- É... Isso não seria nada bom...
- Então, fica de bico calado e deixa que eu resolvo tudo. – ela sorriu – E aproveito para me divertir mais um pouquinho!
Ikuzo balançou a cabeça negativamente.
Não muito distante...
- Imagino o que Kirino está pensando em fazer... Acredito que será bem divertido assistir – ele riu.
Já era de manhã.
Lucy dormia tranquilamente em sua cama, e no chão, ao lado, estava Natsu que dormia sobre um tapetinho. Ele resmungou algo e então se virou ficando de bruços, logo em seguida, uma luz surgiu ao seu lado e após isso, a mesma se tornou um livro. O rosado se virou novamente, dessa vez abraçando o estranho objeto como se fosse algo ou alguém muito querido.
Passaram-se algumas horas, até que o despertador tocou. Toda descabelada, a loira acordou e o desligou.
- Nossa, já são dez horas.
Ela se levantou da cama e caminhou até onde estava Natsu deitado. Ela sorriu e agachou próxima dele.
- Você continua fofo quando dorme.
A loira passava os dedos entre os cabelos dele o acariciando. Foi então que percebeu que ele estava abraçado a algo, e que era um estranho livro de capa preta. Surpresa, ela o retirou das mãos dele, que nem se moveu.
- Mas... Esse livro... – pensou um pouco – Era o que Aoi estava usando naquele dia! – olhou para os lados assustada – É melhor esconder isso aqui. – foi até a cozinha, abriu o armário onde guardava comida, então o depositou lá – Aqui ninguém vai achá-lo. Eu espero.
Em algum canto do planeta Terra. Um enorme portão se abriu, e de lá, Kirino saiu acompanhada por um coelho preto.
- Ai, que saco! – ela se contorcia – Odeio esses corpos humanos.
- Por que? O seu é igualzinho ao que você usa em casa. – falou o coelho.
- Mas é apertado.
- Vamos, pare de reclamar, esqueceu o que viemos fazer aqui?
- Ah sim, é verdade. Bom, vamos ver, nós temos que encontrar aquele Haitus Dulkenheit, já que ele é o dono da maior parte das chamas aqui na terra.
- Kirino-sama, esqueceu que ele foi morto por aquele moleque impuro?
- Ah! Então, se antes o livro do papai estava com o Haitus, porque tinha a maior parte das chamas, agora deve estar com esse garoto, já que aparentemente ele derrotou Haitus, e as camas foram transferidas pra ele, certo?
- Isso mesmo.
- Waah! Então temos que encontrar logo esse menino... Só não sei como...
- Use o seu iDeath.
- Uh, boa idéia!
A garota pegou a sua bolsa, que carregava de lado, e de lá retirou um aparelho não muito comum. Deu alguns toques na tela, em seguida digitou algumas coisas. O coelho esperava ansioso, pois queria o quanto antes sair daquele corpo humilhante.
- Achei! – ela gritou – O nome dele é Natsu Dragneel, idade desconhecida, mora na cidade de Magnólia, reino de Fiore.
- E onde diabos fica isso?
- Sei lá, mas não tem problema, esqueceu quem eu sou? – riu.
- Como poderia? – ele revirou os olhos e então entraram novamente no portão.
Na Fairy Tail, todos estavam normais. Alguns pegando trabalhos, outros apenas comendo, ou bebendo.
- Quando vamos pegar um trabalho? – perguntou Gray.
- Não sei se é uma boa idéia, Natsu ainda está sendo caçado pelo conselho mágico – falou Erza.
- Poderíamos fazer um trabalho por aqui mesmo na cidade. – sugeriu a loira.
- Ai, decidam logo isso! – O rosado colocou as mãos na cabeça irritado – Vamos fazer qualquer um!
- Que tal esse? – perguntou Happy mostrando um papel. Todos concordaram.
Perto do parque da cidade, surgiu um portão, e de lá saiu Kirino e Ikuzo, ele novamente em sua forma de coelho que tanto odiava.
Com os seus cabelos bagunçados, ela vestia um casaquinho rosa, um vestido preto tomara que caia, e nas pontas alguns babados até a metade da coxa. Usava uma meia calça preta e uma bota que ia até o joelho, de mesma cor. Com um laço no pescoço, esse era o visual de Kirino.
- Por que esses humanos não param de olhar pra mim? Há algo de errado com a minha roupa?
- Você ta parecendo aquelas... Como se diz? Ah, Gotic Lolita, algo assim. – ele riu.
- Ah, cala a boca!
Eles caminharam um pouco.
- Vamos perguntar para aquele homem se ele conhece esse Natsu bocó.
A menina e o coelho foram até o homem que passava por lá.
- Ei, humano fedorento, você conhece este ser? – ela mostrou a foto de Natsu em seu iDeath.
- E-eu não! Sai pra lá! Cruz credo! – assustado, o homem saiu correndo, ela o puxou pela blusa tentando impedi-lo que fosse embora, mas de repente ele caiu no chão.
- Kirino-sama, você o matou! – falou Ikuzo.
- Aaah, é culpa dele!
- Você disse que iria controlar os seus poderes.
- Foi sem querer, seu chato. – ela bufou – Não seja por isso, eu o revivo. – ela estalou os dedos e então o homem recobrou a consciência. Ele se levantou assustado.
- O... Eu... Eu morri?
- Some daqui antes que eu te prenda no inferno por dez mil anos!
- S-SIM!!! – e se foi.
De repente o iDeath começou a apitar, ela olhou e sorriu.
- Vamos, Ikuzo, já sei onde ele está. Tenho um plano.
Ela riu, e o coelho nada respondeu, apenas a seguiu.
Notas finais
Algum palpite?
Desculpem qualquer erro.
Bjs, até o próximo cap.
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