Chamas Que Ferem
16 Estrela cadente: faça um pedido
Notas iniciais
e para comemorar, está ai, mais um capiítulo, dando o potapé inicial para a nova "saga".
Eeeei, o que acharam da nova capa?
EU SIMPLESMENTE AMEI, MORRI, PULEI, INFARTEI QUANDO VI.
não pensei duas vezes, e coloquei ela aqui. Além de ser bonita, tem tudo a ver com a fic, principalmente agora... hihihihhi (obs, descobri que ela não é fanart!!!!!)
Bom ,agora chega, vou deixar vocês se matarem.
Uma semana se passou.
Magnólia parecia uma cidade triste, a Fairy Tail não era mais a mesma. Acabara de perder um nakama. A tristeza dominava o bar da guilda naquele momento. Sentada em uma mesa, estava Lucy, com a franja sobre os olhos, escondendo o olhar vazio. Já havia chorado tanto que nenhuma lágrima descia mais.
Passava o dia todo lá... Sentada...
De longe, Mira observava.
- Estou preocupada com a Lucy.
- Por que? – indagou Lisanna enxugando um copo.
- Desde que... Bem... Ela passa o dia todo aqui sentada, não fala com ninguém, e não faz nada. Eu já tentei falar com ela, mas nem me deu ouvidos.
Lisanna nada falou, apenas abaixou a cabeça e continuou limpando os copos.
Wendy, Charlie, Happy, e Erza entraram na guilda. Todos em silêncio, sentaram-se na mesa com a loira.
- Lucy-san, você está bem? – perguntou a azulada.
A loira olhou para a garota e sorriu.
- Não precisam se preocupar.
- Lucy... Você não pode passar o dia todo aqui – falou a ruiva – Nem pra casa você está indo.
- Está ficando até magra. – falou a gata.
- Se você quiser, pode vir morar comigo! – falou Happy. Charlie lhe deu um beliscão, o repreendendo.
- Não precisa.
- Mas, Lucy-san, você não pode ficar só!
- Está decidido. Você vai morar com a gente lá na Fairy Hills! – falou a Titânia decidida – O que acha, Wendy?
- Ótima idéia!
- Pessoal...
- Vamos pegar as coisas na sua casa, e você pode dormir no meu quarto. Você também, Happy.
- Erza-sama, você é tão generosa! – o gato a abraçou.
Os quatro, juntamente com Lucy, foram até a cada da loira, fizeram uma mala para ela e foram para a Fairy Hills. O dormitório era bem grande, o único problema era o aluguel, mas aquilo não importava no momento.
- Charlie e eu vamos para o nosso quarto, se precisarem, é só chamar – falou a pequena.
- Ok. – a ruiva fechou a porta do quarto.
Lucy caminhou até a janela, olhou para o céu cinza cheio de nuvens. O sol nem pensava em aparecer.
- Acho que hoje vai chover – comentou o gato.
- É... – a Titânia olhava para a Heartfilia preocupada – Lucy, você quer conversar?
- Não.
- Tem certeza?
- Sim.
- Eu vou buscar algo para você comer.
- Ta bom.
Vendo que não iria conseguir nada, a ruiva saiu do quarto.
Lucy se sentou no chão, e abraçou as pernas. Happy se aproximou, e sentou-se ao lado dela.
- Desculpe, Happy.
- Hm? Por que?
- Porque se não fosse por mim, nada disso estaria acontecendo... – ela limpava os olhos enquanto soluçava.
- Não! Não é culpa sua! – ele tentava segurar o choro – É a vida... Temos que aceitar... Por mais doloroso que seja...
A loira fitou o gato, sorriu e o abraçou. Naquele momento, era o que os dois precisavam.
Na cidade, Erza caminhava até a loja de tortas, onde sempre fazia encomendas. No meio do caminho ela se depara com Gray.
- O que está fazendo por aí correndo de cueca? – indagou ela.
- Hm? O que? – ele olhou para baixo, e então levou um susto – Mas como?!
- Estava fugindo de alguma coisa?
- Sim... Da Juvia... Ela cismou que queria me dar uma poção estranha pra beber, e eu disse que não, e agora ela está me seguindo. – bufou – E você?
- Eu vim comprar algo para a Lucy comer, ela está lá no dormitório. Acho que algo doce irá deixá-la um pouco melhor.
- Ah... Ela não conversou com você? – a ruiva negou com a cabeça – Estou preocupado...
- Eu também... Mas temos que ajudá-la, mesmo que estejamos sofrendo também.
- Você está certa.
Os dois sorriram, e então, pode-se ouvir um forte “GRAY-SAMA!” vindo de longe. O moreno se virou para trás, quase tendo um infarto.
- Ai meu deus, lá vem ela! – e se foi.
A ruiva apenas riu e continuou o seu caminho.
Quando voltou para o dormitório, Happy estava olhando algumas de suas armaduras, enquanto Lucy lia um livro qualquer.
- Trouxe tortas. Na verdade, não são simples tortas, são apenas as melhores tortas do mundo! – sorria como nunca.
- WOOO!!! – Faminto, o gato voou até a Titânia que trazia consigo umas 20 caixas – Tem alguma de peixe?
- O dono da loja não queria fazer, mas, eu dei um jeitinho, e trouxe essas duas especialmente para você. – ela entregou as caixas.
- CARAMBA! – o Gato quase teve um treco de tão feliz que ficou. Não era semrpe que comia a melhor torta de peixe do mundo.
Enquanto ele surtava num cantinho, Erza foi até onde estava Lucy.
- Vai querer de que sabor?
Lucy tirou os olhos do livro, e fitou as 20 caixas.
- Pode ser morango...
- Ótimo.
Em pouco tempo, todas as tortas já haviam ido embora. Sem dúvida estavam deliciosas, e até mesmo Lucy que estava triste, conseguiu esboçar um leve sorriso enquanto as comia.
- Obrigada por tudo.
Erza e Happy a olharam.
- Não foi nada... Da próxima vez trago mais sabores...
Lucy riu.
- Vocês sempre estão se preocupando comigo... São tão legais... E eu só faço idiotices...
- Isso não é verdade. – falou o gato – Lucy é especial. Gostamos de você do jeito que é. E como é nossa nakama, temos que cuidar de você. Assim como você faz com a gente.
Erza assentiu com a cabeça, concordando com o felino.
De uma coisa Lucy estava certa. Ela sempre poderia contar com os seus nakamas.
Já era tarde. Todos dormiam naquela noite fria. Em um colchão improvisado no chão, Lucy olhava para a janela do quarto, enquanto fazia carinho no gato barrigudo que dormia em seu colo.
- Como ele conseguiu comer todas aquelas tortas? – riu. Em seguida voltou o seu olhar para a janela.
“ Não tem estrelas no céu... Será que sempre vai ser assim?” ela suspirou fechando os olhos “ Por que eu fico me enganando? Olhando para a janela na esperança de que Natsu apareça sorrindo como sempre fazia... “ Levantou a cabeça e continuou fitando a janela, como fazia todas as noites.
De repente, um brilho surge no céu. Ela arregalou os olhos surpresa.
- Uma estrela cadente... – falou baixinho.
Ela se levantou e deitou o gato na cama, saiu correndo do quarto e foi para frente do dormitório. Olhando a estrela que rasgava o céu com a sua enorme calda, ela se lembrou do que sua mãe lhe contou um dia.
- Eu tenho que fazer um desejo... – juntou as mãos, e fechou os olhos. Fez o seu pedido, e voltou a olhar para o céu, mas estranhamente a estrela parecia vir na direção da cidade, cada vez maior, seria mesmo uma estrela cadente? A loira não pensou duas vezes, resolveu seguir aquele enorme brilho.
- Será possível?!
Corria o mais rápido que podia, o seu coração batia forte. As ruas iam sendo iluminadas pelos primeiros raios de sol que surgiam.
Ela correu, correu, e correu. Percebeu que estava se aproximando de casa, e o brilho estava maior. Até que ela parou. Ofegante, apoiou as mãos no joelho, sem acreditar no que via.
Virou-se e levou um susto ao vê-la. Abriu um enorme sorriso. Ela não deveria estar em casa? Foi o que pensou. Coçou a cabeça e riu.
- Oi!
Ela sorriu, mas rapidamente sua expressão mudou.
- Idiota! – ela gritou. Ele se espantou – Você sabe quanto tempo eu fiquei te esperando? Pensei que a minha vida não teria mais sentido. Cheguei a pensar que o certo seria eu não pensar mais em você, assim não sofreria tanto. Mas... Eu estava sendo idiota, como eu poderia te esquecer assim tão fácil? Então decidi, há algumas horas atrás, quando tentava dormir... – ela tentava segurar o choro, mas as lágrimas insistiam em sair – Eu decidi... Que te esperaria... Até eu ficar uma velha... Porque... Eu nunca... Nunca iria deixar de te amar... – Seus olhos brilhavam, enquanto as lágrimas percorriam o seu rosto — E justo quando tomo essa decisão difícil, você volta! — Caiu no chão sentada, chorando desesperadamente.
Ela tentava se controlar, mas era impossível, seu coração quase pulava pela boca, não entendia como havia conseguido falar tudo aquilo. A principio, o que sentiu foi raiva, misturado com espanto, e uma saudade preenchida.
- Eu só preciso saber... Se você ainda me ama!! – perguntou aos berros.
Ele caminhou até ela, agachou-se e lhe estendeu uma linda rosa branca. Ela o olhou parando de chorar.
- Lucy, eu sempre vou te amar, não importa onde eu estiver, nem o tempo que eu levar para aparecer, pois o nosso amor atravessa dimensões.
Ela parecia não acreditar no que via, muito menos no que ouvia. Acreditando ou não, ela tomou a flor das mãos dele, e o abraçou forte.
A noite ia embora levando toda a tristeza da menina, enquanto o sol trazia novamente a sua alegria e vontade de viver.
O seu desejo havia se realizado. Ela estava novamente ao lado de seu amado.
Natsu.
Notas finais
JESUISCRAIME! O QUE FOI ISSO?
natsu voltou? como? comooooo???
que que isso, deus do céu?????
bom... teremos que esperar o próximo capítulo para entender tudo.
Até lá... Bjs...
reviews? reviews???
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