Notas iniciais
Então gente (desculpa demorar a postar) e devo avisar que... a fic é +16!!

Então podem ter algumas coisas indecentes e tals...

Aproveitem!

PS: Vai ser bem Liper, o capítulo...

Leo e Piper seguiram de mãos dadas e silenciosamente pela floresta até chegarem no lago.

Piper sabia que era errado. Sabia que só estava piorando as coisas depois de tudo o que aconteceu... Ainda mais depois de ganhar aquela flecha de seu irmão... Mas ela não conseguia evitar amar Leo. E, deuses! Como o amava! Amava muito! E era do jeito que devia ser: sem aquela obsessão cega que tem por Jason...

Merda! Jason. Ele ainda a perseguia. Ele e sua aura correta de "fazer o certo". Como ela pensaria numa forma de mantê-lo do lado dos gregos se não o suportava por mais alguns momentos?

E certamente ele não o faria se depender daquela Reyna...

Piper decidiu esquecer tudo aquilo. Pelo menos aquela noite. Ela se sentou na beira do lago e esticou as pernas, deixando estas em contato com a água fria e fresca.

Leo se sentou ao lado dela e levantou os olhos para o céu.

Piper seguiu seus olhos.

– O que está olhando? — pergunta ela.

– Uma constelação que juro nunca ter visto antes...

– Uma constelação nova? Uau. Onde?

Leo segura o dedo dela e o aponta na direção da constelação que ele observava. Ela de uma mulher apontando um arco. Piper não sabia quem era. Podia ser Ártemis, a deusa da caça... mas ela não morreu para ser constelação.

– É linda... — ela comenta com sinceridade.

– Verdade. Mas você é a Rainha da Beleza, Pipes.

Piper sorri. Agora ela amava tanto o apelido quanto quem dera.

Ela deitou a cabeça nos ombros de Leo e continuaram observando as estrelas. Ouvindo do silêncio do bosque e sentindo a brisa de verão que passava. Não estava frio. Estava... ótimo! Como sempre era no Acampamento.

– O que farei com aquela flecha, Leo? — ela pergunta preocupada com o peso que aquele "presente" lhe causava.

– Já disse, Piper, vamos achar um jeito. Vamos conseguir resolver isso. Nem que seja quando tudo isso terminar!

– Ótimo! Eu engano Jason, digo que amo ele e quando tudo isso acabar eu digo: Ei, Jason, lamento eu amo o Leo e foi tudo uma armação pra você ficar do lado dos gregos na guerra. Tchau!

Leo ri baixo, mas mesmo assim ela o escuta rindo e revira os olhos.

Piper vira um pouco a cabeça para poder olhar o rosto de Leo diretamente. Ele ainda olhava a constelação, curioso. Então vira os olhos castanhos para ela e seus olhos brilham.

Piper sentia falta de ar quando ele a olhava daquele jeito.

Os dois se beijaram. De uma forma tão ardente que Piper sentia que Leo era quente de várias formas diferentes... Ela agarrou seus cabelos enrolados, a quentura lhe subia pelos pulmões e ela não queria parar de beijá-lo.

Mas, infelizmente, os dois precisavam de oxigênio.

Piper estava ofegante. Ela sorri para ele e se levanta. Ela tira a blusa cherokee que usava e a joga no chão num local qualquer.

Leo arregala os olhos.

– Pipes! — exclama.

– Relaxa, Valdez, não vou ficar nua — ela diz rindo.

Piper tira a Katropis do bolso e depois tira a bermuda. Ela fica só de calcinha e sutiã e não ligava se Leo a visse daquela forma. Ela vira de costas e corre para a parte funda do lago — que batia um pouco acima de seu umbigo.

Piper mergulha e abre os olhos embaixo d'água. Era incrível! Era possível ver tudo embaixo naquela água límpida: as pedras, as algas e até os pequenos peixes que nadavam. Piper se perguntou se Annabeth e seu namorado (sendo ele filho do deus dos mares) já haviam estado ali antes...

Piper submerge e sorri para Leo, que ainda estava sentado na margem do lago, descalço.

– Vem, Valdez! — ela chama — tem medo de se molhar?

Leo sorri. Ele tira a camisa, mas continua de bermuda. Piper não sabia que ele tinha físico. Tá... ele era um tanto magro, mas tinha músculos. Na verdade, ela o achou mais atraente do que muitos filhos de Ares marombados que haviam no Acampamento.

Ele se junta a ela e os dois se encaram, olhando um nos olhos do outro, sem dizer nada.

Leo se inclina para beijá-la e ela fecha os olhos, então ela sente gotas de água espirrarem em seu rosto.

Ela abre os olhos ao ouvir a risada de Leo e pula em cima dele para afoga-lo, também rindo.

– Você vai ver, filho de Hefesto. — ela diz imitando a voz de Clarisse La Rue — vou mata-lo, multilá-lo e dançarei alegremente sobre seu cadáver.

– Ah é, mesmo?

– É isso mesmo!

Leo mergulha, levando-a consigo para o fundo do lago. Ela se solta dele e os dois se encaram. Leo abre seu largo sorriso de maníaco e seus dentes pareciam azuis por conta da água.

Ele nunca esteve tão lindo.

Piper levanta uma sobrancelha, zombeteira, e nada para a superfície, como quem diz: vem me pegar!

Leo, é claro, entendeu a mensagem.

Quando Piper chegou lá em cima procurou por Leo mas não o encontrou. E a água era transparente o suficiente para ver tudo lá embaixo direitinho...

Piper começou a ficar preocupada, então sentiu uma mão agarrar sua cintura por trás e Leo puxou-a para si.

– Leo Valdez, seu maldito, ridículo, maluco — ela diz virando e batendo nele — eu fiquei preocupada!

– Calma, Pips — ele diz rindo, Piper não sabia se sentia raiva ou se sentia MUITA raiva dele naquela hora.

– Calma? Vai ver a calma! Eu vou...

Ele puxa seu rosto e a beija antes que ela terminasse de reclamar. E ela realmente não consegue, porque o beijo a envolveu tanto quanto o outro, queimando-a por dentro como se ela fosse feita de gasolina.

Em meio ao beijo, a mão de Leo a puxa pela cintura para mais perto dele ainda, juntando seus corpos. Piper voltou a agarrar seus cabelos, agora molhados e estava decidida a não parar de beijá-lo nunca.

Os dedos da mão livre de Leo passeavam pelas costas de Piper arrepiando-a. Isso só a fez puxá-lo mais para si, se é que era possível.

E quando os dois se embriagavam daquele beijo ardente, uma voz estridente é escutada:

– Leo? Piper?

Notas finais
TAM TAM TAM!