Challenge

5 So, we're just in love?


Notas iniciais
Eu ia postar na quarta, mas aí eu achei que ia ficar muito longe. Decidi postar na terça, mas aí eu vi que ia dar uns panes aí. Então vai hoje, para a alegria das pessoas 8DDD

[So, we’re just in love?]

Pera.

Não, não, não. Ele não ia fazer isso.

Pelo menos, não no banheiro do hospital.

Mas que porra eu to falando?

Não vai fazer isso em nenhum lugar!

- Por que você tá com uma cara de que tá pensando de que eu vou te estuprar? – ele me perguntou, quase rindo.

- Porque parece que você vai mesmo. – respondi envergonhado.

Ele riu.

- Você acha que eu vou te estuprar? – ele disse, olhando pra baixo, rindo. – Eu não sou desses. Eu prefiro conquistar primeiro.

- E você pensa que consegue? – falei, a voz saindo fina demais.

- Claro. – ele disse, vindo para cima de mim.

Oh, Takanori. Por que é que você fala tanto?

Ele foi até o meu pescoço e começou a sussurrar umas coisas que eu não entendi, mas que me faziam arrepiar.

Malditos braços finos e fracos.

Ele colocou as mãos na minha cintura, mas em cinco segundos ele saiu de perto e mim e se espremeu na parede.

- Ne, Taka-chan? – uma voz apareceu, que quase não deu para ouvir. A pessoa chutou a porta.

- Ruki? – Eu reconheci a voz de Kai.

Hm... Quem seria junto com ele? Nada me diz que seja o p-

- Taka-chaan! Te ach... – ele parou para nos observar. Ele tinha aberto a porta do cubículo, e olhou para mim, com as pernas praticamente abertas, e para Akira, encostado no cantinho. – Que coisa feia! No meio do hospital? E com esse... – ele o olhou da cabeça aos pés. – Tá. Não tem problema.

Olhei por seus ombros e vi Kai se enforcando pra que não soltasse uma risada.

- Não estamos no meio do hospital. – Akira falou, saindo do cubículo. – Estamos no banheiro. E eu não ia estuprá-lo ou transar com ele. Ainda.

Gelei.

- Hm... – pensou Miyavi. – Então um dia desses você vai em casa, pra fazer um-

Ele levou um soco.

- Aah, Meevs! – Kai deu um gritinho agudo e foi até o... Amigo. Hm... Algo rola ali.

Eu aproveitei pra acordar e ir lavar o rosto.

- Ai, ai. Minha ponte móvel. – ele alisava a mandíbula, enquanto Kai o ajudava a se levantar. – Ne, tio. Eu estava brincando, tá?

- Sei. – Akira respondeu, encostando-se na parede.

- O fato é que – começou Kai, vindo até mim. – Os médicos estão te chamando, para dizer o que aconteceu com sua mãe.

- Ela só desmaiou, não é? – respondi, quase preocupado.

- Não. – disse Miyavi, com a cabeça baixa. – Ela teve um infarto.

Pulei.

- o QUÊ? – Voei para o pescoço de Miyavi, puxando-o pela gola.

Ele era alto.

- Mas ela vai ficar bem, eu acho. – ele disse, tentando soltar meus punhos de si. – Eles só vão falar para ela ficar em repouso, e tal.

Relaxei. E demais. Acabei quase caindo.

Mas Akira me segurou.

Eu não sou gay.

Nós já estávamos chegando ao quarto de minha mãe, aí eu reparo que Miyavi e Kai ficaram no banheiro, só eu e Akira ali.

- Haan... – comecei, apontando para o banheiro. – O... que... aqueles...

- Fica frio, eles não vão fazer aquilo. – ele me disse, colocando a mão no meu ombro. – Não ainda.

Tremi de novo, e abri a porta do quarto 215.

Minha mãe parecia estar dormindo, então entramos em silêncio. Ela tinha uns raspõezinhos porque caiu no chão, e tal, mas nada tão grave. Porém ela tinha algumas olheiras. E elas não foram só de hoje.

Aproximei-me dela, e pulei quando ela virou o rosto para mim.

- Taka. – ela disse, erguendo o braço.

- Ooi, m- ITAAI! – Você sabe o que é sua mãe ter um infarto e assim que acorda te dá um puxão de orelha? – Nani shoru, kichigai ka¹?!

- Taaaka... – ela sussurrou, com uma expressão de dor. – O que é que eu fiz, Taka? O que é que eu fiz para ter um filho gay?

Eu quase dei um ataque de nervos.

- Eu não sou gay, mãe. – quase gritei, fazendo o paciente do lado nos olhar.

- Então, o que é que você estava fazendo com aquele... – ela olhou para Akira, e depois olhou para mim, sussurrando – Ele é bonito.

- Ai, mãe.

- Que bonitinho, — ela começou, alisando minha mão. – o meu filhinho tem um namorado que parece um modelo e daqui a pouco vocês vão se casar.

Eu pulei.

- CASAR? – acho que falei muito alto.

Olhei para trás devagar e lá estava Akira, com a mão tampando a boca para não rir.

- Ei. – fomos interrompidos por Kou, aparecendo ali. – Tudo bem, Matsumoto-san?

Ele veio em direção a mim, com Aoi atrás.

Pera.

Aoi atrás dele?

Olhei para os dois. Eles estavam de mãos dadas.

Own. Eu tenho que dizer que foi fofo.

Mas eu não sou gay.

- Quando é que... – Akira perguntou, puxando o braço de Aoi.

- Sh, depois eu conto. – ele falou, voltando a atenção para nós.

Minha mãe deve ter reparado nos dois, e surtou de novo.

- Oolha! – ela apontou para os dois. – Daqui a pouco, vamos ter dois casais na lua-de-mel! Escolham o mesmo lugar, para que tenha mais graça!

Essa era minha mãe? Sério?

Aoi olhou para mim com uma cara de “Não deixe sua mãe chegar perto de mim

O médico disse que teríamos de sair por um momento, também porque os batimentos dela estavam cada vez mais rápidos.

Por que será?

- Aoi. – disse Akira, encostado na parede. Aoi foi lá, e ficamos eu e Kou ali.

- Kou, — comecei. – diga tudo.

- Claro! – ele abriu um sorriso enorme, com brilho nos olhos.

[Kou\'s POV on]

“Sabe, eu não fui para a universidade hoje porque eu realmente tive problemas com a família. De novo. Ontem de noite, mais ou menos onze ou meia-noite, meu pai estava brigando com os caras da Yakuza novamente. Eu não sei por que eu insisto em ir com ele aos bares, ou lojas de jogos. Ele vai lá para pegar dinheiro, e sempre acaba ocorrendo tiroteios ou coisa do tipo.

“E realmente aconteceu. Eu estava dentro do carro, aí do nada uma bala passa a centímetros de meu rosto, quebrando o vidro do carro. Eu me abaixei, e tentei passar despercebido. Mas aí os caras da Yakuza me viram, e me arrancaram do carro.

- Olha, é o filho do trapaceiro. – disse um, puxando-me pela gola.

- Ele provavelmente vai nos servir para algo mais. – disse outro, com segundas intenções.

“Eu estava apavorado, Taka. Olhava para todos os lugares. Eu via pessoas, mas elas não faziam nada. Elas fingiam que não acontecia nada.

“Aí eu consegui me livrar deles por um momento e comecei a correr. Mas eu não olhei para trás, então eu acabei esbarrando em alguém. Esse alguém era o Yuu.”

[POV off]

Ele deu um sorriso calmo e olhou para Aoi. Ele fez a mesma coisa.

[On Again]

“Ele me perguntou o que estava acontecendo, e na mesma hora os caras já vinham para cima de mim. Ele simplesmente me jogou para trás de si e lutou com eles. Eu fiquei com um sentimento de que se ele se machucar-se, a culpa seria toda minha. Taka, eles tinham armas. Mas Yuu conseguiu derrubar um e me arrastou para sua casa.

“Aí eu contei toda a minha história para ele, que só você e Kai sabem. Eu pensei que ele fosse me jogar de sua casa, ou ia rir de mim, mas ele me apoiou, Taka.”

[Kou\'s POV off]

- Então... – ele suspirou. – Ah, Taka. Você sabe!

- Sério? – que bonitinho. – E então?

- Quem sabe nós não namoramos? – ele disse baixinho, olhando para o teto.

Às vezes eu pensava que Kou tinha mente feminina.

Falando em pombinhos, adivinha quem saiu do banheiro agora?

- Não iam fazer isso aqui, é? – zombei, falando para Akira, que agora estava conosco.

- Eu não pensei que Takamasa fosse tão rápido para relacionamentos. – ele disse, trocando olhares com Aoi.

- Ai, ai. – suspirou Miyavi, cambaleando para fora do banheiro. – E aí?

E ?

Nós não aguentamos. Rimos demais.

- O que? – ele ainda perguntou, inocente. – Um homem não pode se satisfazer quando acha a pessoa amada?

Falando na pessoa amada do Miyavi, cadê o Kai?

Vergonhoso como sempre.

- Kaai – chamei-o, entrando no banheiro.

- Ah, Ruki! – ele deu um grito a umas duas oitavas. – Não venha!

Eu ri.

Fui até o ultimo... Como é o nome dessas bagaças?

Era uma cena tão engraçada.

Kai estava com a cabeça entre os joelhos, agachado no canto. Ele tinha uma canetinha preta nas mãos, e desenhava alguma coisa na parede.

- Rá-rá! – não pude suportar. Ele tava escrevendo coisas do tipo M&K entre coraçõezinhos.

Nunca imaginei que Kai pudesse ser tão meloso.

Ele se levantou e me deu um abraço. Eu o abracei também.

No fim de tudo, temos dois casais formados.

- Só falta você. – Falou-me Miyavi, encostado na batente da porta.

- Não, nãao, não, não. – suspirei, indo até ele. – Eu não vou me tornar gay.

- Não é questão de ser gay, Taka. – disse ele, colocando a mão no meu ombro. – É questão de achar a pessoa da sua vida. Eu vi você olhando para ele. Cara, você ama ele.

Sabe quando uma lâmpada acende na sua cabeça?

Eu olhei para Akira, e ele conversava com Aoi. Aí, eles riram, e se aproximaram.

- Taka. – começou Akira. – Vem aqui um pouco.

Eu lerdei um pouco, mas aí Aoi me puxou. Ele nos deixou a sós.

- Vamos fazer o seguinte. – ele começou, prendendo-me contra a parede. – Eu vou fazer você se declarar para mim amanhã.

Boiei, e gelei.

- O quê? – a minha voz saiu umas três oitavas mais aguda, e ele quase tampou minha boca.

- Eu vou te levar ao cinema.– ele começou, olhando pra os lados. – No meio do filme, você vai falar para mim que você me ama.

Será que Aoi estava dando aulinhas de como ver o futuro para ele?

- Ok. – concordei, com uma expressão de “você não me engana, mané”

Todos nós voltamos para casa, inclusive eu e minha mãe.

O médico disse que era só eu deixá-la de repouso, e não fazê-la levar tantos sustos ou se surpreender demais.

De tardezinha, Akira me ligou.

Eu desenvolvi um hábito de chamá-lo de Reita. Mas era comum eu chamá-lo de Akira também.

- Alô. – falei, esperando que ele me respondesse.

- Oi, prêmio! – ele disse alegre, do outro lado da linha. – Sabe o nome do filme?

Estremeci.

- Algum de romance? – era meio óbvio, se ele queria me fazer declarar para ele.

- Hm... – ele pensou. – Não! Vamos assistir Saw²!

Tremi.

- QUÊEE?! – gritei, e depois olhei escada abaixo, para ver se não assustei minha mãe. – Reita, eu morro de medo de filmes como Saw! Não, não! Não vamos não!

Cobri minha boca com a almofada, para não soltar um grito.

Ele riu.

- Ah, vamos sim! Não seja covarde! – ele me encorajava rindo do outro lado da linha. – Por isso mesmo que eu escolhi esse filme!

A lâmpada acendeu.

- Aliás, fique alerta nos próximos cinco minutos. – ele disse, tornando a voz séria.

- Por quê? – preocupei-me.

- Você vai ver. E eu te amo.– Ele desligou na minha cara.

Eu acho que eu sou gay.

Demorou uns três minutos para eu acordar de novo e desligar o celular. Na verdade, fui tirado dos pensamentos porque uma buzina irritante não parava se ser tocada do lado de fora.

- O que é? – perguntei, rudemente para a moça ali fora.

Ela segurava um buquê de lírios-do-campo.

- Hm... Takanori? – ela leu um papelzinho rosa, e olhou para mim.

- É. Por quê? – eu já sabia por que, mas queria ouvir com meus próprios ouvidos.

- Hm... Uma pessoa mandou essas flores para você. – ela disse, ainda desconfiada.

Peguei o buquê, quase que dando um piti ali.

Eu entrava em casa e minha mãe se levantou do sofá, quase chorando.

- Oown! – ela disse, juntando a palma das mãos. – Ele te mandou flores, Taka? Que amoor!

Ela veio me dar um meio abraço, porque as flores atrapalhavam.

- Eu nunca pensei que ter um filho gay fosse tão fofo! – medo da minha mãe. – Aquele, hmm... – ela olhou no papel rosa. – Reita, ele parecer ser realmente gentil!

E ele é.

Subi as escadas correndo, e coloquei as flores em cima da cama, pegando o papel.

Ele era rosa, e realmente tinha perfume. Li mentalmente.

“Sua mãe deve ter dado um piti, certo?

Amanhã é o dia em que você diz o quanto sou importante na sua vida,

Prepare-se, prêmio.”

Reita.

Eu ri.

Coloquei as flores em um vaso que tinha na mesinha ao lado e fui tomar uma ducha.

Às dez da noite, eu já estava deitado, olhando para o céu através da janela.

“Amanhã é o dia em que vou dizer o quando Reita é importante na minha vida”, pensei.

E sorri, adormecendo.

~

¹: Ele fala: O que você tá fazendo, é louca?

AHUAHFUHA’ Minha mãe fica falando isso pra mim todo dia 8D

²: Saw é Jogos Mortais em Inglês, para quem não sabe. Traduzindo ao pé da letra, SE EU me lembro, Saw é serra elétrica também.

MEDO.

~

Foi um chapie meio feliz, revelador e dramático :D

Descobrimos os dois casais, e forma-se o terceiro *--*~

Próximo chapie vai ser muito fofo, prometo! *-*

ReiRei romântico é tudo <3

Reviews. Estou mandando. e__e

Até a próximaaa ~~)o)

Notas finais
Vocês viram que chapie ENOOOORME? *--------------*
E aliás, esse é o penultimo chapie. i3i~
Decidi que não vai ter lemon u___u'
É uma fic romântica, tá? e_e9
Quarta sai o último 8D