Challenge
3 Homeworks
Notas iniciais
(?)
Ah. Só leiam 8D
[Homeworks]
- Ruki? Ruki? – Kai chamava o meu nome, em vão.
O que é que eu tinha escutado agorinha mesmo?
- Kai. Explica melhor, o que é que ele quer? – Perguntou Uruha, puxando o meu amigo pra um canto.
Os dois ainda nos olhavam.
Eu acordei.
- YUTAKA! – Provavelmente, o meu rosto estava num vermelho tomate. O que é que aquela bicha tinha feito dessa vez?
- Eu acho que eu vou pegar sobremesa... – algo me diz que Kou queria fugir.
Eu literalmente marchei em direção ao cara, e o fuzilei com olhos.
- Kai. – minha voz saía rouca. – Me. Explica.
- Haan... – gaguejou ele. – Eu não tenho culpa, Ruki! Ele, ele... – Kai chegou mais perto de mim, para que os olhares que nos cercavam não pudessem escutar. – Ele gostou de você.
Engasguei.
- Kai. – gritei. – Você vai voltar lá. Vai olhar bem nos olhos daquele, daquele... – Meu olhar se encontrou com o dele. Grr. Maldito. – Daquela coisa e vai falar que eu sou hetero, oka?
Minha explosão de adrenalina fugiu do meu rosto.
- R-Ruki... Eu já prometi. – Sussurrava Kai, quase que se protegendo de mim. – Meio que... Você é o... O... Premio.
Aah, moleque.
Eu realmente estava prestes a dar uns tabefes no meu colega bobo, mas aí chega certa pessoa. (Uruha, tá.)
- Alguém quer pudim? – Literalmente cuspindo na minha cara.
Eu deixei quieto, fomos para a aula. Afinal, quem aquele Akira pensava que era para me querer de prêmio? Eu sou dono de mim mesmo, mais ninguém! Tsc, eu agüento isso. Claro, claro.
Oh, mas É CLARO que tinha que ter um trabalho. SEMPRE tem um desses trabalhos estressantes em que você passa a TARDE inteira na casa do colega, e no fim das contas não fazem nada.
Putz, criar partitura com notas pestanas! Eu não vou tocar o violão dessa vez. Da última vez, eu toquei e cantei. Só vou criar a partitura.
Claro que combinamos de ir à casa do Kai. O que, queriam que eu dissesse com quem eu iria? Ora. Eu estudo com Kai desde o primário.
Bem, Kou é até café-com-leite, já que sabemos de sua situação.
Pai envolvido com máfia, mãe que vende drogas... Tá, nós deixamos as coisas fáceis para o coitado.
Três horas da tarde. Metade da partitura completa. Eis que a campainha toca.
Jesus, não podemos ter sossego não?
- Peraí que eu vou lá atender a porta. – diz Kai, levantando-se do tapete.
Aproveito para testar a melodia, ver se combina com a letra.
- R-Reita? – escutei lá de baixo.– O que quer?
- Você sabe. – disse a voz grossa desconhecida. – O meu prêmio.
Assim que ele destacou a palavra meu, sabia quem era. Droga.
- B-Bem, eu... – Kai gaguejava. Quando ele gaguejava, ele estava inventando uma desculpa. – Eu já disse para ele. Mas... Ele não quer ser o, hm... Ele não quer.
Receio do Kai de me chamar de prêmio. RÁ!
- Bom, então vamos fazer isso do meu modo.
Estremeci.
Ouvi o rangido da porta de Kai, significando que ele estava pronto para fechar a porta.
- Yutaka. – O rangido parou do nada. Era outra voz. – Como é o nome daquele seu outro amigo loiro?
Era o moreno que anda com o Akira?
- Kouyou. Por quê? – Disse Kai.
- Curiosidade. – eu senti um tom tão... Estranho na voz daquele cara.
E lá vamos nós, Kai subindo com aquele sorriso maroto, como se nada tivesse acontecido.
- Kai. – disse ingenuamente. – quem era?
- Era um tio surdo vendendo doces. – disse alegremente.
- Como é que um tio surdo – comecei sarcasticamente. – pode estar em dupla e ter voz? E ainda grossa?
Pra mim, pegou mal.
- Han...
- E você o conhecia? Porque você o chamou de Reita. – tuf. Apunhalei-o bem no peito.
- Aahn... aahn...
Sem palavras.
- Era ele, não é?
- Sabe que não tem escolha, Ruki. – suspirou Kai, sentando-se. – Não me culpe se amanhã ele...
Ele O QUÊ?
Arrepiei.
- Se ele?! – a curiosidade tomando conta do meu rosto, fazendo-o ficar vermelho.
- Se ele... ah, Ruki! – ele tinha vergonha de falar.
- Fala.
- Se ele te assediar. Falei. – disse Kai rapidamente, cobrindo-se com uma almofada depois.
Ele pensa que é tão pequeno que pode se esconder na almofada.
Bobão.
- Aquele cara vai me assediar? – Perguntei, incrédulo.
Kai assentiu com a cabeça.
Meu Deus.
...
Certo, manhã.
Sim, eu já voltei pra casa, já dormi, tá estou de volta à universidade.
E minhas pernas tremem que é uma beleza.
Sabem o que eu encontrei na minha carteira hoje?
Não, não era mais alguns ovos de aranha ou larvas.¹
Um bilhete.
“Se o prêmio foge, eu o pego com minhas próprias mãos.”
Tremi.
- Oi Ruki! – pulei com a voz aguda de Kai. Dobrei o papel o mais rápido possível e o guardei no bolso. – Dormiu bem?
- Han, han... Oi, Kai. – respondi normalmente. – Pra quê a pergunta?
Estresse matinal é meu forte.
Eu já falei pra vocês que minhas primeiras aulas são entediantes, não é?
Aproveitei pra tirar um cochilo. Deitei a cabeça na carteira e esperei por alguns momentos.
Batem na porta três vezes.
E a abrem.
- Hm, professora. – escutei uma voz masculina. – será que... Eu posso falar com o... O...
O cara não sabe nem o nome do infeliz.
- Com o Takanori?
Epa.
Não olho para a pessoa. Olho para meus colegas, discretamente. Nem levanto a cabeça.
Ayuni, a menina nerd que senta à minha esquerda, estava boquiaberta, os olhos brilhando de... Paixão, acho.
Tsc. Bobinha.
Tive que levantar a cabeça, fazer o que.
Olho para frente, e vejo a pessoa que provavelmente é a bicha que me chama de prêmio.
Tremi de novo.
- O que é? – perguntei rispidamente, ao fechar a porta da sala.
- Oi, pra você. – ele tinha uma voz serena e grossa ao mesmo tempo.
Eu tremi. De novo.
- Oi. – disse num sussurro. – Pois não?
- Meu nome é Akira. – Ele disse, dando-me um meio sorriso.
- Já sabe o meu. – Estresse matinal, obrigado.
- Bem. – ele começou. O que diabos era aquela faixa? – Eu acho que... Você já sabe.
Claro que sei.
- E...? – eu mantinha os olhos no chão. Não tinha tanta coragem de encarar aqueles orbes negros.
Davam-me medo.
Mas eu tive que.
Ele segurou meu queixo com a mão, e levantou meu rosto, fazendo-me olhar para ele.
Depois, aproximou-se mais ainda se mim, deixando os rostos a milímetros de distância.
Eu tremia.
- E aí, que. – ele sussurrou no meu ouvido. – Eu ganhei, e quero o meu prêmio. Eu quero pegar o meu prêmio. Eu quero ter o meu prêmio.
Droga, queixo. Pare de tremer!
Ele soltou meu rosto, e deu as costas para mim, lançando-me um último olhar.
Eu tremi pela centésima vez.
“Não me culpe se ele amanhã ele te assediar”, lembrei das palavras de Kai.
Eu mal conseguia girar a maçaneta.
Eu entrei na sala silenciosamente. Eu não respirava há alguns minutos. Fiquei mais branco do que o normal.
Droga, por que aquele cara mexe comigo?
~
¹: Na Universidade daqui você não encontra UMA carteira sem aranha/formiga/larva/folha/BARATA de manhã.
É NOJENTO ;;
~
Tsc. Ficou curto, né? ;/
AUSHDUAHSD’ Eu escrevi ele meio que correndo.
Eu já tenho a ideia para os próximos dois capítulos ~)o)
Notaram o segundo casalzinho se formando? *-* (se formando nada, tá longe 8D)
Rei-chan tá ficando mais safado, no próximo vocês vão ter uma surpresinha /spoiler
Oh, se não tiver reviews eu choro ;;
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