Chained souls

1 Capítulo 1 - Tormento


Notas iniciais
Este é o primeiro capítulo da fic, nunca escrevi nesse estilo antes, portanto espero que gostem. Se puderem comentem o que acharam e favoritem e recomendem. Em breves os novos capítulos... Boa leitura !

Lucian estava em um lugar pavoroso, tinha a sensação de já ter estado ali várias vezes, talvez mais vezes do que o próprio gostaria. Árvores retorcidas e de aparências assustadoras rodeavam o pequeno caminho por onde passavam, a visibilidade era baixíssima devido a densa neblina, de dentro da floresta sons de corujas, de lobos e de homens, sim parecia que alguém estava sendo torturada e gritava de aflição, tinha vontade de entrar floresta adentro e verificar o que estava acontecendo, mas sua esposa se assegurava com toda certeza de que não estava ouvindo nada. Talvez ela estivesse certa, ambos já tiveram em missão várias vezes juntos, mas algo em especial o atormentava dessa vez, uma voz em sua cabeça lhe dizia "Vá embora enquanto é tempo". Não, ele não podia pensar nisso, não podia recuar, já estivera em lugares piores e sempre se saiu bem em todas a missões, desde que sua esposa estivesse ao seu lado. De repente mais vozes veio da floresta, a mesma voz em aflição, mas agora era mais alta, mais aguda, talvez porque não fosse só uma e sim várias vozes gritando em tormento ao mesmo tempo.

– Senna, tem certeza de que não está ouvindo nada ? Isso está muito estranho, eu ouço várias vozes de pessoas gritando, como se estivessem sendo torturadas — Disse Lucian apontando para o local de onde vinha as vozes

– Calma amor, acho que você está nervoso com a missão só isso. Eu te juro, só ouço corujas e lobos, acho que é normal esses animais numa floresta com essa — Disse Senna enquanto sorria para Lucian, seu sorriso era lindo e tranquilizador

Senna era linda, com cabelos cor de mel e encaracolados que caiam na altura do ombro, vestia um lindo vestido branco de seda e sem manga, ele brilhava sob a luz da lua realçando ainda mais a beleza da mulher, jamais havia conhecido mulher mais forte e corajosa, andava sem medo algum a frente segurando sua reluzente arma-relíquia, Lucian também possuía uma bem parecida, porém a sua era maior e com menos detalhes enquanto que a de sua esposa era menor e mais ornamentada.

Ambos continuaram caminhando até chegarem em um lugar que aparentava ser um cemitério, havia poucos túmulos. A névoa continuava densa e algo ainda incomodava Lucian

– Amor, acho que não tem nada nessa ilha, já andamos bastante e até agora nada. Talvez os rumores sejam falsos — Disse Senna enquanto descansava um pouco ofegante

– Talvez seja, mas as vozes ai me incomod... — Antes que pudesse terminar a frase uma risada sombria foi ouvida ao fundo

– O que é isso ? — Senna aprontou-se rapidamente dando as costas para Lucian, enquanto ambos giravam protegendo um a retaguarda do outro

– Olham vejam só, o que temos aqui, que devo a honra dessa visita — Disse a voz que se aproximava cada vez mais

Quando a criatura se aproximou, Lucian pode ver quem falava, uma criatura espectral que brilhava com uma incrível luz verde, carregava com si uma lanterna, que emitia uma intensa luz verde assim como todo monstro e que também era de onde viam as vozes em aflição que Lucian ouvia, e uma foice incomum, pois no lugar onde deveria haver um cabo, havia correntes. O monstro tinha uma caveira no lugar do rosto que ardia em intensas chamas verdes que iluminavam todo o local, suas vestas eram feitas de ossos e correntes.

– Que deleite de agonia vamos infligir ? — Disse o monstro, que tinha uma voz fria e áspera que dava calafrias em Lucian

– Vamos amor, devemos purificar esse monstro — Senna com toda sua coragem, deu um passo a frente e atirou com sua arma-relíquia, porém o monstro esquivou-se facilmente

Lucian tentou flanqueá-lo e atirar pelos lados, enquanto sua esposa disparava uma sequência de tiros de luz pela frente, mas parecia que nada fazia efeito ao monstro, quando ele não desviava, os tiros eram repelidos por sua lanterna, como se ela a defendesse espontaneamente.

– Se querem saber, meu nome é Thresh, sou o guardião das correntes. Esse é meu lar, e vocês estão invadindo — Com um rápido movimento, o monstro girou as correntes de sua foice e arremessou em direção a Lucian que conseguiu desviar por pouco com um rápido movimento para direita.

Talvez esse tenha sido seu erro fatal, ter se afastado demais de sua esposa, com um rápido movimento o monstro se aproximou dela e invocou 5 paredes espectrais em formato de pentágono ao seu redor, separando o monstro e Senna de Lucian. Ele tentou de tudo para salvar a esposa, mas era em vão, nada parecia penetrar as paredes espectrais.

– Esqueça tudo isso, esqueça sua missão, eu lhe ofereço o paraíso, apenas toque a lanterna — Disse o monstro aproximando a lanterna de Senna que parecia em uma estado de transe

– Nãooo, Senna ele quer te enganar, não caia nisso. Não toque a lanterna — Gritou Lucian, tentando se jogar contra a parede espectral e dando sequências de tiros, todos em vão

– Sim, o paraíso... — Disse Senna com o olhar profundo em transe

Um forte clarão verde tomou conta do ambiente, a névoa se extinguiu, mas Lucian não conseguir ver nada devido a claridade, quando a luz sessou a última visão que teve foi da alma de sua esposa presa com outras tantas almas dentro da lanterna de Thresh.

Lucian acordou assustado e suado em seu quarto, sua aparência parecia péssima como a de quem não conseguia dormir direito a dias, sempre que tentava deitar-se um pouco para descansar, tinha pesadelos com a infeliz noite em que perdera sua esposa. Olhou para o lado e tudo parecia normal, na cabeceira da cama as duas armas-relíquias repousavam, pela janela o sol nascia em mais um dia iluminado na cidade de Demacia, ao seu lado na cama ainda repousava o travesseiro frio de Senna, tudo estava normal... Apenas mais um dia que começava, apenas mais um dia que Lucian ia passar sem conseguir atingir seu objetivo... Apenas mais um dia de solidão...

Notas finais
"Qual dessas mentes devemos quebrar ?" - Thresh
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.