Chained
1 Capítulo 1 - Welcome to Rovelood.
Notas iniciais
“A vida é assim, você tem que viver ela intensamente, aproveitar todos os segundos. Ás vezes... Faça as coisas sem pensar muito, não pense no amanhã. Não pense no passado. Você não deve se prender aos seus erros, o que passou, simplesmente passou... Aconteceu e agora, já era. Apenas viva, aproveite a sua vida enquanto você ainda pode. Aproveite enquanto você ainda respira, porque um dia a morte chega, e você não pode escapar dela.” –Autor desconhecido.
Rovelood. Cidade com várias lendas, histórias antigas e muitos mistérios. Essa era a nova casa de Elizabeth, onde ela recomeçaria sua vida, ao lado de parentes dos quais ela mal se lembrava.
Fevereiro de 2012, Los Angeles.
Chovia bastante, já eram quase onze horas e nenhum telefonema ou torpedo avisando o motivo pelo qual demoravam tanto. Sr. e Sra. Holmes não eram de fazer isso. Eliza já estava ficando agoniada com a falta de notícias. Andava de um lado para o outro, até que o telefone tocou e ela correu aliviada para atendê-lo. Mas não eram seus pais do outro lado da linha.
– Sim?
–Senhorita Holmes?
– Sou eu. Quem fala?
–Sou o policial Winston, é sobre seus pais. – E o sorriso que havia em seu rosto, deu lugar á expressão preocupada e séria.
– O que aconteceu?
–Eles sofreram um acidente de carro.
– Eles estão bem? – As lágrimas se acumulavam nos olhos da garota.
–Estão mortos.
Rovelood, Julho de 2012.
Após algumas horas de viagem, o carro parou em frente á uma casa enorme e bonita. O jardim era encantador. Ao entrar na casa que agora era sua, Elizabeth Holmes observou todos os quatro cantos. Um homem sorridente apareceu para dar–lhe as boas vindas:
– Seja bem–vinda, senhorita Holmes – Ele esticou os braços e fez sinal para eu dar as bagagens.
– Oh não! Eu levo isto – A garota sorriu de forma educada.
– Por favor, deixe–me ajuda–la, é o meu trabalho – O homem sorriu e pegou uma das duas malas – Vou mostrar seu quarto, certo?
Ela assentiu e seguiram em direção á escada. Não houve troca de palavras entre eles. A garota preferiu ficar calada. Até mesmo quando o mordomo tentou puxar assunto, ela respondia apenas com "uhum" ou "é", sem mesmo o encará–lo. Ao chegarem na porta do quarto, ele abriu e entrou, deixando a mala perto da cama e a ajudando com a outra.
– Sinta–se em casa, senhorita Holmes – Ele sorriu, parecia nunca parar de sorrir, e virou–se para sair.
– Espere! – Ela falou rapidamente – Onde estão meus tios?
– A senhora Frohman está a caminho, ela vem almoçar com a senhora – Ele virou–se para sair mais uma vez, sendo interrompido novamente pela garota.
– E o meu tio? Charlie Frohman? Não vem? – Ela perguntou confusa.
– Ah bem... Pensei que já soubesse senhorita – Ele parecia tão confuso quanto ela.
– Soubesse de quê? – Ela balançou a cabeça tentando entender toda aquela confusão.
– Seu tio, Charlie, ele... – O mordomo coçou a nuca e deu um passo a frente – Faleceu há seis meses.
Um silêncio se estabeleceu naquele cômodo. Eliza parecia assustada e confusa. Primeiro seus pais e em seguida seu tio Charlie. Ela suspirou e sentou–se na cama.
– Eu preciso ir, aviso quando sua tia chegar.
Ela não disse mais nada. Ele saiu do quarto, deixando a garota pensativa e confusa.
Se em Los Angeles ela tinha problemas, era certo que em Rovelood os problemas iriam ser em dobro. A começar, pela sua mais nova "família", que era formada de pessoas que ela não via há anos. Habitua-se a um novo ambiente era sempre um desafio. E agora, Eliza teria de enfrentar esse desafio mais uma vez, porém, sozinha.
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