Chéri
10 Uma noite de Janeiro
Notas iniciais
Uma noite de Janeiro
A voz de Katheren, o olhar de poucos amigos de Brian e a indiferença de Isadore não tirava a alegria que preenchia fartamente seu peito. Scorpius estava nas nuvens.
Os dois casais estava numa mesa ao centro dos três vassouras, com caneca de cerveja amanteigada diante de cada um. O clima frio do lado de fora não tinha sido convidado para o ambiente agradavelmente quente. Muitos outros casais se encontravam no local, uns conversando alegremente, outros aos cochichos. Scorpius olhava todo o local como sendo um cenário empolgante e vívido, pela primeira vez.
Isadore soltou um muxoxo num determinado momento da conversa que Katheren empolgadamente iniciara, e então se levantou. Scorpius a olhou confuso, a garota lhe olhou e com um olhar entediado se afastou da mesa para ir em direção ao banheiro.
Scorpius ignorou esse fato e voltou-se para os outros dois, Brian havia suavizado seu semblante, uma vez que estava conversando alegremente com Katheren e essa, certamente ainda no efeito do beijo estava animada mais que nunca. Falava sobre tudo, desde feitiços das aulas anteriores a lugares trouxas legais em se ir.
Scorpius acompanhava a conversa e quando perguntado respondia prontamente, estava alegre suficiente para tal. Isadore voltou tempo depois ainda com um semblante nada animador e continuou desse modo até o horário de irem embora. Assim que saíram do três vassoura encontraram-se com Alvus, Lily e Hugo.
Entusiasmada Katheren colocou-se ao lado da prima e inicou uma conversa aos cochichos com essa, sendo acompanhadas por Brian e Isadore, que se calaram completamente. Diferente as três garotos que viam logo atrás. Alvus e Hugo começaram uma interrogatório com Scorpius devido a novidade que surgira naquele dia frio de inverno.
–Acho que você esta doente. – observou Alvus enquanto caminhavam pela estrada a caminho de Hogwarts. – Você sempre deixou claro que não gostava de Katheren.
Scorpius sabia que em algum momento isso aconteceria, afinal de contas ele nunca havia dado esperança a garota, sempre deixara claro a essa e quem estivesse por perto que não gostava dela, entretanto o quadro havia modificado radicalmente naquele dia, não somente pelo fato de leva-la ao vilarejo, mas também pelo beijo que deram.
–Achei que ela merecia uma chance. – explicou com simplicidade.
–E isso de uma hora para outra? – indagou Hugo desconfiado. –Você não esta pensando em brincar com os sentimentos da minha irmã, ou está?
–E porque iria fazer algo assim? – rebateu Scorpius. – Como disso, estou dando uma chance a ela. Sei que é repentino, mas vinha pensando nisto desde que voltamos a aula.
Os dois garotos os olhou firmemente. Embora Katheren fosse um dos membros mais meloso e manhoso da família Weasley, ainda sim fazia parte da família; e os dois sendo primo e irmão dela não poderia que nada de ruim acontecesse com ela.
–Eu confio em você. – disse Alvus.
Scorpius engoliu em seco, mas não poderia voltar atrás havia seguido seus instintos e agora teria que manter suas escolhas até o fim. Em silencio continuaram a seguir para o castelo, enquanto a mente de Scorpius iniciava um segundo plano em relação a Katheren, qual ele só finalizaria e colocaria em pratica em outro dia; assim que finalizou o jantar, evitando de ficar sozinho com Katheren, o rapaz foi para o dormitório.
E depois de um banho relaxante colocou-se na cama, aos poucos o quarto barulhento de adolescentes falantes e confiantes, foi dissipando e o silencio ganhando terreno. Quando se ouvia somente o vento do lado de fora Scorpius se levantou, pegou a roupa que separara e colocara em baixo da cama e seguiu para o salão comunal. Ao constatar que esse estava vazio trocou-se ali mesmo, colocando seu pijama debaixo da poltrona do canto e depois, cautelosamente, saiu.
O castelo estava entregue a escuridão da noite, os quadros dormiam tranquilamente, enquanto os pés felinos de Scorpius percorria o corredor. Lentamente o garoto desceu as escada e foi até o terceiro andar. Ao chegar nesse ponto respirou fundo e cuidadoso continuou o seu caminho, antes de se aproximar da estátua de uma bruxa corcunda ele ouviu passos, desesperado ele se escondeu num nicho vazio, aproveitando-se da escuridão daquele ponto.
Logo o dono dos passos apareceu, era o monitor da Grifinória. O garoto alto e desajeitado passou reto, sem nem verificar o nicho perfeito para se esconder. Scorpius deixou que o som dos passos morressem para então continuar. Assim que se sentiu seguro seguiu rapidamente para a estátua, um nervosismo lhe abateu ao se chegar ali, como também uma incerteza. E caso ela não estivesse mais na loja? E caso ela não tivesse cumprido com sua palavra e não tirou o feitiço?
Parou incerto, entretanto não podia se deixar levar por essas incertezas, ele teria que continuar e descobrir por si só o que no fim das contas lhe aguardava. Voltou a respirar fundo e num sussurrou pronunciou o feitiço ‘Dissendium’. A estátua prontamente começou a se mover, Scorpius olhou em direção ao que o monitor havia passado, não vendo sinal desde sentiu-se aliviado e sem se demorar mais passou pela passagem. Assim que essa se fechou ele pegou a varinha de dentro da calça e conjurou um lumus e confiante seguiu aquela estreito corredor em direção a loja.
No ponto onde era impedido pelo feitiço lhe foi fácil, nenhuma barreira existia ali aumentando sua empolgação. Seguiu apressadamente até a porta de entrada ( que antes era um alçapão) e a empurrou. Novamente não houve resistência.
Devagar, com o coração aos pulos, ele entrou no recinto. Além da iluminação da sua varinha havia outra que clareava aquele porão, que num primeiro momento ele não conseguiu identificar. Foi avançado pelo lugar que ele viu a razão do porão se mostrar mais claro do que anteriormente. Hermione estava sentada numa poltrona e ao lado desta havia uma mesinha, na qual jazia um lampião. Este diferente da fabricação trouxa, possuía uma chama mágica, que ampliava sua iluminação conforme a intensidade da escuridão (onde fosse mais escuro iluminava mais).
O garoto tremou diante a visão da mulher. Ela não trajava o uniforme da loja, ou uma roupa simples como nos encontros anteriores, ela estava usando um vestido colado ao corpo, salientando as curvas que tinha, tal como a fenda lateral do mesmo deixava sobressair a beleza da perna dela, qual encontrava-se cruzada sobre a outra realçando a abertura provocativa do tecido. E a cor vermelha dava o toque final. Um toque fatal.
Hermione lhe olhava com atenção, como que analisando-o. ele deu um passo na direção dela, mas a coragem que tinha esvaiu ao vê-la daquele modo. Sempre gostou de mulheres mais velhas, mas nunca realmente esteve com uma. Como nunca também beijara uma. Hermione tinha sido a sua primeira.
A mulher provocante se levantou e tocou-lhe no rosto. Sua mão era macia e seu toque era suave, uma sensação prazerosa percorreu pelo corpo de Scorpius. Hermione mordeu levemente o próprio lábio inferior e esse gesto mexeu completamente com os sentidos de Scorpius. Corajoso ele a puxou para si e pela segunda vez naquele dia a beijou.
Um beijo completamente entregue ao lascivo. Um beijo ardente e profundo. Um verdadeiro beijo francês.
E ainda com a varinha em mãos ele a agitou e um som começou a sair desta. Um som de piano, suave e contagiante. Hermione se afastou dele e o fitou nos olhos. Iniciara a tocar a sonata ‘Le contact.’
Scorpius conhecera aquela música quando estava fazendo uma pesquisa sobre França, uma vez que soube que Hermione morou lá por quase 15 anos. Uma melodia que sempre achou ideal para seu sentimento e incrivelmente propicio para o momento que estavam vivenciando.
Galanteador sorriu para ela, enquanto ela ouvia atentamente a sonata. Ela afavelmente correspondeu ao sorriso e lentamente tirou a varinha da mão dele, para em seguida pousá-la sobre a mesinha. A sonata continuava a tocar vibrantemente pelo ambiente, enquanto ela e Scorpius voltavam a se beijar.
Ambos estavam entregue aquela sensação de luxuria. Não tinham razão para dizer não, o paladar de Hermione indicava isso. Scorpius conseguia sentir um gosto adocicado de vinho, ele havia bebido antes da chegada dele.
Embora pudesse achar isso desencorajador, uma vez que ela teve que saborear uma bebida para lhe dar coragem, o garoto simples analisou esse fato como sendo um passo para o que desejava. E com esse pensamento ele aprofundando ainda mais o beijo, deixando com que seu desejo a flor da pele conduzisse agora suas mãos. Essas livres de obstáculos percorriam sem pudor pelo corpo de Hermione, tocando-a sobre o tecido fino daquele vestido.
Hermione o imitava, começava a cariciar o corpo de Scorpius, trazendo a tona um turbilhão de sensações para o garoto. Quando ele sentiu a maciez da mão de Hermione sobre a sua pele, ele soltou um gemido rouco, desesperadamente querendo mais.
Levou a mão até a alça fina do vestido dela, e beijando a região do ombro, como lera num livro, ele começou a baixar a alça. Suavemente ele seguiu a fazer isso, beijando-a enquanto tirava aquele elegante tecido do corpo dela. Tudo havia iniciado rapidamente, um beijo havia os levado aquilo. Entretanto, tal como ele, Scorpius sentia que Hermione não queria parar, estavam entregues demais na verdade para fazê-lo desse modo.
Porém ela o parou. Gentilmente ela lhe segurou a mão e pediu para que parasse, Scorpius relutante seguiu o pedido. Estava excitado demais para parar, mas o fez prontamente diante ao pedido dela.
Ela cobriu com o vestido a parte do corpo recém descoberto e lhe sorriu amável.
–Isso não acontecerá hoje. – disse sussurrante.
–Porque não?
–É melhor assim. Eu prefiro que não seja hoje, tudo bem?
Não estava nada bem, seu corpo pedia para que continuassem, porém fez que sim com a cabeça.
–Obrigada. – e voltou a beijá-lo.
Esse beijo era sem luxuria, havia apenas uma delicadeza e sentimento envolto nele. E isso foi acalmando o sangue fervente de Scorpius e alentando o seu coração. Ao fim do beijo Hermione o abraçou e lhe sussurrou ao pé do ouvido. O garoto ficou confuso com o pedido, afastou-se um pouco dela para lhe encarar, ao vê-la lhe olhar daquele modo ele simplesmente deixou com que sua cabeça concordasse com o pedido.
–Obrigada. – agradeceu mais uma vez.
Ele recuou um passo segurando a mão dela, levou essa a sua boca e beijou o dorso da mesma, para em seguida dar-lhe as costas, deixando Hermione para trás. Como prometera seguiria com o pedido dela e a deixaria sozinha naquela noite. Aquilo tudo era tudo novo e confuso para Scorpius, mas a única coisa que lhe restava era seguir do modo com que ela pedia.
Então desalento ele voltou para o castelo, finalizando aquela noite prazerosa e amarga.
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