Ceu Das Sombras
6 Capítulo 6
Notas iniciais
eu quero reviewss!vai lança toda quarta um cap e dependendo do tanto de reviews recomendaçoes etc eu posso postar mais um pq essas coisas nos animao a escreve
O relógio marca meia noite. Exatamente meia noite. Levanto-me da cama. Não quero fiar aqui, mas não posso sair. Já tirei os curativos e posso correr normalmente, mas ainda assim não posso sair.
Deito na cama e começo a pensar no dia de hoje, até uma pergunta vir na minha cabeça: Por que Dave me ajudou? Não havia pensado nisso. Qual será o motivo que o levou a me ajudar? Alguém bate na porta. — Pode entrar. Sarah entra no quarto. — Não minta para mim. Sei muito bem o que você foi fazer. Sinto minhas bochechas corarem. Abro a boca para falar, mas Sarah continua: — Quero dizer que não estou contra você. A encaro assustada. Sarah, a garota que mais segue regras que eu conheço, está concordando que eu veja um noturno? -Como? — Isso mesmo. Além do mais – Ela me olha sorrindo – Você gosta dele. Agora minhas bochechas coraram de verdade. -O que?! — Não venha dizer que não! – Ela fecha a porta e senta ao meu lado na cama – Você sempre sai para ver ele, fica pensando nele... Devo estar parecendo um pimentão de tão vermelha. Não havia pensado nisso. E se... e se eu realmente gostar de Dave? -Eu...não sei. Sarah me abraça rindo. -Não precisa saber apenas sentir. — Como assim? -O amor não é pensado, apenas sentido. Da melhor ou da pior forma. — E o meu é da melhor ou da pior? -Depende de você. Ficamos em silêncio. -Ei – Sarah fala sorrindo – Você admitiu que gosta dele! — E dai? -Admitiu de novo. – Ela faz uma careta. Fico séria a encarando, ela faz o mesmo. Depois de menos de 5 segundos e caímos na gargalhada juntas. Havia esquecido em como era bom ter Sarah por perto. -Mas e aí? – Ela diz ainda rindo – O que você vai fazer? — Eu continuo não sabendo. Alguma ideia? — Hm... Sei lá. Beija ele. Paro de rir instantaneamente. Lembro do que li no livro. Se nós selarmos a ligação, um de nós terá que morrer. -Não. – Digo séria – Isso nunca. Sarah também para de rir. — O que foi? Conto a ela sobre o livro. Sobre as consequências de que um beijo poderá trazer. Ela fica calada e olha para mim. — Luci... sendo assim, acho melhor... desistir. -Eu sei. Eu quero desistir. -E por que não desiste? — Porque eu não consigo. Sarah fica em silêncio de novo. -Então... Não desista. -Como? -Não desista. – Ela sorri e pega meu braço– Vamos! Ela me puxa até a varanda. — Vamos! – Ela repete — Vamos aonde? — Ver ele! Pule! Olho para baixo, eu moro no sétimo andar. Se eu pular posso até não morrer, mas provavelmente vou quebrar todos os ossos do corpo. -Eu não vou pular – Digo me afastando da grade. — Então eu te puxo! Sarah pega minha mão e pula. Do sétimo andar. Caímos rápido. Rápido demais para fazer qualquer coisa para impedir que nos espatifemos no chão. De repente volto para a sede dos Noturnos, mas dessa vez Dave não estará lá em baixo esperando por mim. Começo a me sentir enjoada. Tento fechar os olhos, mas não consigo parar de olhar o chão chegando cada vez mais perto. Sarah ainda está segurando minha mão e com a outra faz um forte jato d’água no chão, reduzindo nossa velocidade. Sarah e eu caímos de pé. -Como... como você –Me esforço para recuperar o fôlego – fez isso? -Estágio 6 do treinamento – Ela responde, não parece nem um pouco ofegante. Sarah e eu temos a mesma idade, 16 anos, mas apenas eu já terminei o treinamento. Os Marinhos têm um tempo de treinamento maior, eles começam aos 10 e terminam aos 18. Nós Solares começamos aos 10 e terminamos aos 15. -Muito bem Luci, onde temos que ir? — A lugar nenhum! – Berro – Olha só para mim! Estou com um vestido azul turquesa, da cor dos olhos de Sarah, e sapatilhas brancas. — O que?! -Sarah, não quero fazer isso. Vamos voltar. -Por que? Estamos tão perto! -Hoje não. Sarah fecha a cara. Ela me encara com aquele olhar sério sombrio. Ela se vira e começa a correr em direção a sua sede, me deixando sozinha. -Luci! Luci! – Escuto alguém gritando ao longe. Viro-me e vejo Dave correndo em minha direção. Está usando o mesmo jeans de sempre , uma blusa branca e uma jaqueta preta. Ele começa a falar alguma coisa, mas não consigo identificar o que ele quer dizer. Quando ele se aproxima mais, finalmente entendo o que ele quer me dizer: -Vá embora! – Dave grita. -Dave? O que... – Tento dizer, mas ele me alcança, segura minha mão e me empurra dentro de uma brecha da sede. Logo depois ele entra também. -Dave – Sussurro– O que está acontecendo? — Eles viram um jato d’água vindo da sua sede e vieram ver o que era – Sua expressão continuava sendo de dor – Eles não podiam ver você, senão eles poderiam te denunciar. Denunciar. Se me denunciarem eu irei para a cadeia. Não sei quantos anos posso passar lá, mas não devem ser poucos. — Eles? Eles quem? -Os patrulheiros. São nossos – Ele faz careta de dor – seguranças. Como os nossos patrulheiros. Nunca pensei que Noturnos tivessem patrulheiros, eles parecem tão fortes.
-Quantos? – Eu pergunto — 16 Isso nos impede de lutar. Quem sabe fugir... — Estão muito longe? Ele abre a boca para responder quando ouvimos passos vindos de muito perto de onde estamos. — Isso responde minha pergunta – murmuro Os passos se aproximam de onde estamos, cada vez mais altos, cada vez mais fortes, cada vez mais sombrios. -Foi aqui que vimos o jato d’água não identificado. – Um dos patrulheiros diz. Não consigo vê-lo. -Vasculhem a área! Se acharem algum Marinho não identificado, não tenham piedade em matá-lo! – Berra outro patrulheiro. Sarah. Onde será que ela está agora? Espero que longe o bastante para não ser encontrada. Dave começou a respirar alto. Tão alto que poderiam nos ouvir. -Dave -sussurro- Tente respirar mais baixo. — Tente respirar baixo quando sua pele está queimando! Queimando? Queimando! Tinha me esquecido. A antena localizada no topo de nosso prédio (a mesma que faz o calor e a luz de noite) joga uma carga de calor nas paredes do lado de fora da sede. Inofensiva para Solares, mas para Noturnos é como colocar a mão no fogo. Não sei como Dave está aguentando. A antena protege nossa sede a noite, ela é ligada aos poderes dos Solares. Se não tivermos poderes a antena não irá funcionar e seremos engolidos pela escuridão e pelo frio, outro motivo para eu não beijar Dave. — Ok. Desculpe-me por você estar queimando, mas eles podem nos ouvir! -Ouvir até podem, mas não poderiam nos ver nem nos atingir. Outra vantagem da antena. A camuflagem dos Solares dentro do prédio e os que estiverem conectados as paredes do lado de fora, além do campo de energia que impede que os raios dos noturnos entrem em nossa sede. Resumindo: Sem a antena nós morreríamos. Por isso não posso beijar Dave. Acho que estou repetindo muito os motivos para não beijar Dave. -Mas você é um Noturno — digo- Apenas Solares recebem a camuflagem! -Eu estou conectado a uma Solar – Ele mostra nossas mãos dadas– Então eu também estou camuflado. Um dos soldados passa perto de onde estamos. Ele tem cabelos ruivos curtos, quase rapados, usa uma roupa parecida com a roupa de treinamento que eu uso. Seus olhos negros encontraram os meus por alguns segundos,mas logo desviam o olhar. -Nada aqui senhor! — Ele gritou e foi andando até a frente da sede, onde eu não podia vê-lo. -Ugh – Dave gemeu. Um silêncio sombrio tomou conta do lugar. Não podemos sair, mas também não podemos ficar. Finalmente o chefe diz: -Vamos embora. O que quer que tenha feito aquele jato já deve ter ido embora. Com isso os passos vão se afastando até não poderem mais ser ouvidos. -Eles já foram? – Dave me pergunta. -Vou conferir Saio devagar da pequena brecha. Nenhum sinal dos guardas. Nenhum sinal de nada para falar a verdade. Faço um sinal para Dave sair. — Ah! Que alívio! Não quero olhar para as costas dele. Pelo tempo que ficamos lá o resultado não deve ser bonito, mas não posso deixar ele aqui. -Vem comigo – Digo– Vamos tratar suas costas. -Não. Você tem que ir, eles podem voltar. -Quando cai daquela árvore você me ajudou, agora é minha vez. Vamos. Acho que ele queria se opor, mas a dor em suas costas o fez mudar de ideia. Fomos até um pequeno lago no parque e sentamos a beirada. -Vou ter que examina. Tire seu casaco e sua blusa. Ele me obedece. Só depois de alguns segundos percebo o quanto estou envergonhada pelo meu pedido. Depois de Dave deixar as costas nuas vejo o tamanho do estrago. As costas dele estão completamente queimadas, algumas partes em carne viva. -Vou lavar. Ele assente. A cada vez que a água escorre ele solta um gemido que não consigo saber se é de alívio ou dor. -O que ele quis dizer com Jato d'água não identificado ? – Pergunto -Os marinhos,ugh, são muito ligados a Solares, então não saem a noite. Mas alguns,ugh, tem que sair para trabalhar. Esses são catalogados para serem identificados e não mortos. Sarah nunca me disse isso. Ela não deve ser uma marinha catalogada, mas então por que ela não parecia preocupada em ser morta? Porque eu não estava preocupada em ser morta. Sarah apenas seguiu meu exemplo. -Luci, Ugh, você já acabou? -Sim. Como se sente? — Queimado. Mas um pouco melhor, obrigado. -Apenas retribui um favor. Dave coloca a blusa e o casco novamente e ficamos um tempo em silêncio, sentados a beira do lago de costas um pro outro, olhando as estrelas. Dave com certeza é meu melhor amigo. Sempre me ajuda quando preciso, mesmo sendo um Noturno, mesmo colocando a vida em risco, mesmo sabendo que eu sou uma Solar... -Dave? -Sim Luci? -Por que você sempre me ajuda mesmo sabendo que isso pode ter severas consequências sobre você? Por que você não me deixou naquela árvore quando eu caí? Por que não deixou que aqueles patrulheiros me achassem? Dave demora alguns minutos para responder: -Porque... Porque eu gosto de você e não quero deixar que algo ruim te aconteça. Sinto minhas bochechas esquentarem. Uma parte de mim está dando saltos de alegria e a outra está me mandando sair dali nesse exato momento. Claro que a maior é a dos saltos de alegria. -Eu...eu também gosto de você. Ele não responde. O silêncio me incomoda, só escuto as batidas fortes do meu coração. -Desculpe – Dave fala finalmente– Eu não... O abraço. Ele solta um pequeno gemido por causa das costas machucadas, mas me abraça de volta. -Não se desculpe — digo Ele balança a cabeça. -Luci, eu gosto muito de você. -Dave... Ele levanta a cabeça de meu ombro e me olha com aquela olhos negros, numa expressão triste. Não sei se ele sabe sobre o Céu das Sombras, espero que ele saiba. Continuo o encarando. Ele tem lindos olhos negros. Nossos rostos estão a menos de 10 centímetros agora. Então ele chega mais perto. Eu deveria me afastar e explicar a ele, mas eu não quero, chego mais perto também. — Também gosto muito de você — digo Ele se aproxima mais e nos beijamos
Notas finais
gostarao?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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