Cesta de travessuras short
1 Capítulo UNICO
Notas iniciais
Além do mais eu suuuuuuuuuupeeeeeeeeeeerrrrrrrrrr acho que a rose merece ser mãe.
“Vamos lá tia Rose, vamos, nós já estamos atrasadas”. A voizinha de Renesme saltitava atrás de mim. Eu me virei para acalmá-la. Ela devia estar mesmo com pressa já que falar não era muito de seu feitio, ela ainda preferia se comunicar de seu jeito especial. “Os doces não vão fugir se nós sairmos um pouquinho atrasadas, e além do mais, que eu saiba você nem gosta tanto assim de doces.” “Não é pelos doces”, ela resmungou, “o Jake provavelmente vai comer todos”. “Então por que a pressa?” “Pra desfilar com a minha nova fantasia.” Eu tive que rir, da Bella a Nessi só tinha herdado os traços físicos, por que Alice tinha feito dela uma boneca de luxo, e ela parecia adorar toda esta atenção. “Vamos deixe sua tia terminar de se aprontar em paz.” “Mais mãe?” “Sem mais nem menos. Vá pentelhar o Jacob.” “Ta bom” ela respondeu com um beicinho.
“Vamos tia vamos”. Nessi me arrancou de minhas memórias. “E ai já esta pronta, não precisa demorar tanto é só uma viagem de compras.” Ela disse me apressando. “Eu não entendo por que vampiros saem pra pedir doces no halloween?” “Por que eu gosto e vocês fazem tudo o que eu quero.” Renesme respondeu entre petulante e brincalhona. “Você realmente foi estragada quando era criança.” “E você é uma das grandes culpadas.” Eu ouvi Jacob falar da sala. “Pare de me acusar saco de pulgas é você que não consegue negar nada para ela.” Ouvi Jacob rindo. “Isso é uma grande verdade, como negar algo pra alguém que pede com tanta convicção.“ Eu revirei meus olhos. “Já estou quase pronta. Vá tirar meu carro da garagem.” “Posso dirigir?” Nessi subiu a vós alguns bons decibéis. “Nem pensar.” O grito de seu pai veio do quintal. “Mas paaaaaaaaaaaaai.” “Não. E não adianta fazer beicinho. Não é não.” Com certeza ele estava vendo o beicinho dela através da minha mente. “Aaaaaaaaaaaah. Vai lá só um pouquinho.” “Não você ainda é muito nova para isso.” “Tia Rose” ela enviou direto para minha mente, eu tinha que me acostumar com o fato de que ela não precisava mais nos tocar para falar conosco. “Rosálie nem pense nisso, e Nessi lembre-se que posso ler a mente de sua tia, se você continuar insistindo vai ficar em casa.” “Você é muito mal.”
Ela esbravejou antes de sai pisando duro do meu quarto. Ela já tinha a aparência de uma garota de 17 anos porem às vezes parecia apenas uma menininha de cinco anos, a sua verdadeira idade. Desci as escadas num flash Bella e Nessi já estavam esperando no meu carro o volvo iria com a Esme e viria lotado com as compras da Alice então por bem achamos melhor irmos em dois carros. Dei a partida e acelerei com direção a Seattle. “Tia Rosálie o que foi” Nessi colocou dentro da minha mente. “Nada não.” Eu não queria que ela se preocupasse comigo faltavam 15 dias para o halloween e ela simplesmente adorava halloween. Eu ri da ironia disso e voltei parte do meu celebro pra dar atenção a ela e suas compras, mas o que realmente tinha a maior parte da minha atenção era uma adolescente, ela devia ter uns 14 anos, e já estava grávida, e pelo estado da sua barriga eatava em um estado bem adiantado de gravides. Não sabia se era loira ou não, seus cabelos estavam muito sujos, e seus olhos vermelhos provavelmente pelo uso de drogas. Como uma criança podia ser tão desprezada? Senti a revolta crescendo dentro de mim, tive que respirar fundo buscando controle, fato que não passou despercebido por Bella e Esme, que preferiram ser discretas.
Terminada as compras partimos de volta a forks, contudo aquela imagem não saiu da minha cabeça. Assim que tivesse uma oportunidade voltaria lá eu tinha pegado no ar seu cheiro não seria difícil encontrá-la. Assim que chegamos a nossa casa aproveitei que todos estavam distraídos com as fantasias e sai de fininho. Eu precisava ir até ela, vi pelo canto dos olhos que Edward e Alice sabiam de algo, Edward pela minha mente, e Alice provavelmente tinha visto alguma coisa, eu deixaria para descobrir depois. Corri o mais rápido que pude estava ansiosa para encontrar aquela garota novamente, a quem eu queria enganar eu precisava saber se o bebe estava bem, eu garantiria que ele ficasse bem.
Não demorou muito para rastrear o cheiro dela, vindo de um beco escuro e fétido próximo à periferia da cidade, dormia em um quanto úmido próximo a uma lixeira acima de sua cabeça algumas latas de alumínio vazias, pelo cheiro foram utilizadas para o consumo de crack, mais adiante uma marmita com uns poucos restos azedos, e uma garrafa com vodca barata, aquela infelizmente parecida ser a casa improvisada dela. Fiz barulho propositalmente para despertá-la não queria que ela me visse como uma pessoa hostil.
Ela se levantou em um movimento brusco, me arrependi na mesma hora pelo que fiz, no entanto precisava dela desperta. “Olá?” cumprimentei-a com cuidado, ela parecia ter acabado de usar algum tipo de droga cocaína pelo cheiro, ela cheirava amargo. Meu coração se contorceu pela criança dentro dela. “O que você quer.” Ela era agressiva como todos os moradores de rua. “Nada, é que eu vi que você esta grávida e queria saber se você pretende cuidar desta criança.” “Isto não é da sua conta.” “Eu sei, foi só curiosidade.” Disse defensiva não queria que ela fugisse ou se estressasse. “Então guarde ela para você.” “Tudo bem, mas se por um acaso você mudar de ideia esta aqui meu endereço.” Eu sabia que dar o endereço da minha família a uma garota drogada de rua era burrice, no entanto o que ela poderia fazer de mais, nos roubar, se fosse para alimentar aquela criança eu era capaz de ajudá-la a carregar tudo, até o precioso carro da Alice.
“Eu não vou abandonar meu bebe.” Ela disse jogando o endereço longe com um tapa. “Eu sei.” Minhas reais esperanças eram de que ela fizesse exatamente isso, no entanto não queria que ela não ficasse nervosa, aquilo poderia prejudicar ainda mais o bebe. “Eu sei. Todavia guarde meu telefone, se você precisar de alguma coisa me ligue, minha única preocupação é com a saúde do bebe, não me importa quem vai cria-lo desde que o crie bem.” Minhas palavras parecem ter mexido com ela que estendeu a mão e hesitou ante de pegar o papel. “Você é de alguma instituição para menores?” “Não. Com certeza não.” Disse em um riso entre descontraído e nervoso. “Eu só gosto muito de crianças, levaria você para casa comigo, mais algo me diz que você vai me dizer não se eu lhe fizer esta proposta.” Ela fungou o nariz e o limpou na manga da blusa totalmente imunda antes de responder com descaso e o que me pareceu asco. “É parece que você tem alguma inteligência ai não é loira?” Sua pergunta retórica me ofenderia em outra ocasião, mas estava tão feliz que poderia ignorar qualquer tipo de provocação. Ela apanhou o cartão com um olhar desconfiado e ficou encarando a saída do beco, eu entendia a minha deixa. “Pode ficar tranquila já estou de saída.” Fingi que iria embora, claro que eu nunca desistiria assim tão fácil.
Espreitei por alguns momentos e em um movimento rápido coloquei meu endereço e um bolo de notas de 100 em sua mochila, eu iria ajudar esta criança mesmo que ela não quisesse. Voltei lá mais algumas vezes deixando comida e água limpa em sua mochila, em uma dessa vezes não pude deixar de notar como ela realmente não passava de uma criança, uma criança mal cuidada mais ainda uma criança, me doía ver aquele pequenino corpo encolhido pelo frio, era incrível como ela devia ter sido uma garotinha linda, como ela teria sido feliz se alguém em algum lugar tivesse feito mais por ela, seu corpo frágil, agora esquelético pelo uso continuo de drogas parecia que iria se quebrar sobre o tamanho da barriga, por um instante ela me lembrou Bella, que as vésperas de dar a luz mais parecia uma caveira gravida. Alguns dias depois quando voltei com comida e agua, ela fingia que dormia achei por bem não interagir, então depositei a comida a agua e algumas roupas limpas, me virei para cobri-la quando suas mãos débeis agarraram meu pulso direito. “Por que você esta fazendo isso?” Me surpreendi por ela estar lúcida.
“Isso o que?” indaguei na defensiva. “Cuidar de mim?” “Porque você e seu bebe merecerem mais do que lixo.” “Você sabe que eu não vou dá-lo a você não sabe?” “Sim eu sei. Isso não que dizer em hipótese alguma que eu não possa te ajudar a cuidar dele.” “Se você não quer o meu bebe o que quer?” “Nada.” Eu respondi rindo. “Ficaria feliz se você pareasse de se drogar pelo menos durante a gravides.” “Tá legal ou você para de mentir ou eu vou sumir daqui.” Eu tive que rir da ironia, eu estava morrendo de vontade de arrasta-la dali, leva-la ate Carlisle e pedir que ele a desintoxicasse e fizesse o parto, eu ficaria com o bebe e a levaria para longe, um lugar onde ninguém acreditasse nela.
O problema seria quando aquele bebe crescesse como eu olharia nos olhos dele sabendo dentro de mim que eu não passava de um monstro que a havia tirado da barriga de sua mãe respirei fundo. “Tudo bem você quer saber então tá.” Ela se ajeitou sentando sobre o trapo em que dormia, parecia uma criança quando se ajeita na cama para ouvir uma historia antes de dormir. Sorri com a ironia daquilo. “Quando eu era um pouco mais velha que você, eu tinha uma família perfeita, um namorado perfeito, dinheiro, amigos, influencia, enfim uma vida perfeita e invejável.” Ela apanhou a garrafa com leite e bebeu uma grande golada, eu sorri e continuei a historia. “O problema é que tudo que é perfeito perde a perfeição um dia, meu namorado não me amava, ela apenas estava comigo por eu ser bonita e um bom partidos.”
Ri amarga pelas lembranças e continuei. “eu era boba e inocente e acreditava no amor, ele não.” Ela interrompeu minha narração apenas para ser irônica mais uma vez, na esperança de que eu não tivesse notado se interesse. “Ah! Que triste a historia da pobre garota rica.” A ignorei e continuei. “Um dia quando voltava da casa de uma amiga, já um pouco tarde, encontrei meu namorado com um grupo de amigos, eles não me pareciam boas pessoas e estavam bêbados, então por bem os cumprimentei de longe, foi ai que meu namorado em chamou, não queria ir ate lá, mas ela foi ate mim sorriu e me puxou pela mão ate seus amigos.” “E então ela não é linda?” ele me exibiu para os amigos. “Depois de um tempo de brincadeira sem graça e um deles dizer que queria me ver sem roupa eu achei melhor ir embora. Ele não deixou.” Parei e solucei pela dor que tomava meu peito, vi uma lágrima escorrendo e fazendo um rastro por sua bochecha suja. Ela a limpou rapidamente, quando percebeu que eu a observava. “Bem acho que você já sabe o resto da historia? Um medico muito bom me achou e me curou, não tive coragem de voltar para casa então ele me deu abrigo junto a sua família, e é onde vivo ate hoje.” “Por isso estou te ajudando.
"Se ele não tivesse se convalido de mim eu estaria igual a você hoje.” Ela bocejou, sabia que estava na hora de eu ir. Os dias foram se passando e eu sempre a visitando na calada da noite, em alguns dias quando ela estava lúcida, me contava coisas sobre seu passado, nada muito revelador, mãe alcoólatra pai drogado, etc...
No entanto para meu desespero, um dia quando cheguei ela havia desaparecido, suas coisas ainda estavam em nos lugares de costume, meu deus ela tinha saído às pressas. Informei-me por perto e disseram que ela havia sido levada a um hospital em outra cidade, tentei seguir seu cheiro porem ele se perdia na saída do beco eles a tinham levado de carro, que droga.
Vasculhei todos os hospitais da regiam, senti seu cheiro em um hospital de uma cidadezinha vizinha, ela já havia partido quando cheguei. “Olá disse gentil a enfermeira sonolenta do turno da noite.” Ela levantou apenas as sobrancelhas para me dar um “pois não” carregado de mau humor. “Uma garota deu entrada aqui por esse dias...” ela me interrompeu antes do fim da pergunta, “Olha meu bem.” E ela caprichou no desdém. “Dezenas de garotas dão entrada aqui por dias.”
Conti um rugido engoli minha raiva e fiz minha cara mais angelical, nunca um humano Havia resistido aquele olhar antes, então continuei minha frase, fazendo um beicinho. “É que ela é minha irmã.” Caprichei no olhar de dor. “Ela fugiu de casa há algum tempo quando minha mãe se casou com outro.” Forcei um soluço, e fingi secar uma lágrima inexistente, continuei como se não quisesse falar o resto da frase. “Depois, sabe, que meu pai morreu corri para a floresta, gritei e chorei, eu a tinha perdido. Não me restava muitas alternativas além de me render a derrota e voltar para casa.
Eu poderia continuar a minha procura um outro dia afinal hoje era Halloween e Renesme não me perdoaria se eu deixasse de acompanha-la. Rendida e desanimada corri para casa, encontrando lá uma garotinha furiosa. “Tia onde você estava? esta quase na hora de ir.
Aonde você se meteu?” Edward logo interferiu. “Deixe sua tia em paz ela não lhe deve satisfações, agora se comporte ou não haverá festa fui claro?” Renesme se assustou com a represália do pai, mas não ousou retrucar, agradeci a ele mentalmente, eu estava exausta, emocionalmente totalmente desgastada. Emett instantaneamente estava ao meu lado. “O que foi docinho, ele sussurrou para mim.” Ele me conhecia muito bem e não iria me largar ate eu contar, então eu me recostei em seu peito forte e respondi: “Nada demais amor, vamos sair com Renesme depois te conto, não é nada que mereça estragar a festa dela.” Ele me olhou desconfiado. “Eu prometo que te conto quando voltarmos tá legal.” Calei-o com um beijo antes que ele pudesse protestar, ela pareceu não gostar no entanto não protestou.
Subi e me aprontei quando voltei todos já estavam vestidos e a minha espera. Renesme estava mesmo maravilhosa na sua fantasia de odalisca que Edward relutou muito em deixá-la usar. Enfim saímos todos para festeja o Halloween, por fora eu sorri, por dentro tudo o que eu queria era encontrar um canto escondido e chorar por aquela criança
O Halloween estava transcorrendo normalmente, embora eu não conseguisse sorrir muito, ainda estava com minha mente naquele bebe que iria nascer, eu sempre quis um bebe e jamais o teria e ela que era abençoada com um, o envenenava com cocaína e outras porcarias, sem perceber estava travando meus dentes. Rose o que foi meu bem? Emett estava visivelmente preocupado. Nada não só um pouco de sede. Há! Eu também. Com o canto do olho vi um enorme sorriso no rosto da Alice, ele se replicou na boca de Edward, ele beijou a testa de Renesme, usou isso como pretexto para cochichar algo. “Vá pra casa tia,” a voz exultante de Renesme ecoou em mina cabeça. “Vai, alguém quer te fazer uma visita.” Com certeza eles sabiam de algo que não iriam me contar. Beijei Emett na bochecha e sai em disparada. Estávamos em um lugar afastado isso evitou que eu tivesse que usar velocidade humana. Corri com toda a minha vontade, quando estava a algumas milhas de casa já podia sentir um cheiro diferente, um cheiro humano, mas não um cheiro qualquer. Aquele cheiro, apertei o passo, eu tinha que ver com meus próprios olhos.
Ding dom! Ouvi a campainha tocar. O que será que essa pessoa queria? Respirei fundo senti outro cheiro, este cheiro era desconhecido pra mim. Ouvi soluços e o barulho estralado de um beijo. Anda logo, vamos embora, alguém pode te ver. Já vou só mais um beijo, só mais um beijo. Passos apressados. Portas batendo. Um carro arrancando. Apurei meus ouvidos, o que ouvi dispararia meu coração se ele ainda batesse. Finalmente cheguei a parte de traz de nossa casa. Agora já tinha certeza sobre o que estava ouvindo. Parei na sala ajeitei meu vestido, tirei alguns matos dos meus cabelos, e tentei parecer o mais humana possível. Caminhei até a porta e a abri. No chão próximo a porta havia um cesto, dentro dele um bilhete que dizia:
Me desculpe por ter sido rude. Eu só estava com medo, nunca duvide que amei e amo minha bebe, contudo seu irmão me convenceu de que ela estaria bem melhor com você. Espero que ele esteja certo. A ame muito, por favor. E só mais uma coisa beije ela todo dia ta. E se ela algum dia te perguntar que é a verdadeira mãe dela diga: eu meu amor, eu.
Lágrimas estariam escorrendo dos meus olhos se eu pudesse chora, no entanto eu não podia. Abaixei-me peguei o cesto e dentro dela estava a criaturinha mais linda que já tinha visto na vida eu a desenrolei e tirei de lá, estava em um sono profundo beije-a na testa e nas bochechas com cuidado para não acordá-la. Ola Eliza, como você esta? Sabia que você transformou isso no melhor Halloween de todos. Beijei-a de novo.
Ela com certeza seria minha cesta de travessuras.
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