Celle, o retorno
47 O casamento Celle
A marcha nupcial começou a tocar enquanto Isabelle caminhava num longo tapete vermelho, com Ellie levando as alianças numa pequena almofada em formato de coração na frente, em direção ao altar montado no jardim da casa do seu avô Charles, no qual Cris já a esperava, sem tentar disfarçar a evidente ansiedade.
Freddie conduzia a filha pelo braço, sentindo o próprio coração bater acelerado. A sua única menina, já era uma mulher, mãe, e estava prestes a se tornar a esposa de alguém. Sabia já ter sentido medo de perder a sua garotinha antes para algum marmanjo, mas, agora, conseguia se sentir feliz e até ansioso pelo momento que sua filha vivia, havia aprendido a confiar em Cris e a amá-lo como a um filho também.
O pai zeloso beijou a mão da filha, sorriu para ela e depois ao noivo, depositando a mão de sua princesa na daquele que seria, muito em breve, o seu marido.
Cris tomou a mão de Isabelle e também a beijou, sorrindo enquanto mirava a noiva no fundo dos olhos dela, querendo que ela fosse capaz de sentir o enorme amor por ela que pulsava em seu peito, depois aproximou-se do ouvido dela e sussurrou:
— Você conseguiu ficar ainda mais linda que em todos os meus sonhos.
— Já nos casamos muitas vezes em seus sonhos?
— Mais vezes do que você seria capaz de imaginar. Da primeira vez que tive tal sonho, ainda estávamos perdendo os dentes de leite.
Isabelle não conteve o riso, seguido por Cris, ambos se calando diante dos celebrantes (um padre e um rabino) que iniciaram a cerimônia ecumênica.
Freddie colocou-se ao lado de Sam no altar, no lugar destinado aos pais da noiva, do lado oposto, ao lado do noivo, estavam Gibby e Carly.
Como padrinhos da noiva estavam Alison e Greg e como padrinhos do noivo Mabel e Rick, estes últimos haviam se convidado, como uma bandeira branca de paz e como forma de deixarem claro a todos que nenhuma mágoa restava, abençoando a união dos antigos rivais com seus ex-companheiros.
A cerimônia terminou. O casal se beijou, apaixonado, sob aplausos e chuva de pétalas de rosas brancas. Cris se afastou da esposa por um momento e foi pegar os filhos gêmeos, com 4 meses, do colo de Eddie e Nick, sentados na primeira fileira de cadeiras no jardim, próximos ao altar.

Isabelle tomou Alana nos braços, enquanto Cris segurava Léo. Os pequenos sorriram para os pais, apesar de estarem um pouco sonolentos. Posaram para muitas fotos. Sam e Freddie se aproximaram para os flashes, bem como Carly e Gibby.
Depois de muitas poses, Carly puxou Sam pelo braço e disse:
— Nossas família finalmente são uma só, minha irmã do coração. Nossos filhos as uniram para sempre.
— Se é assim pra sempre, já não sei, mas, irmãs do coração... isso é pra sempre, Carlynha!
— Credo, Sam. Precisa ser tão racional até num momento tão especial como esse?
— Eu acredito no amor deles, Carlynha. Mas, veja eu e o Freddie, o nosso pra sempre contou com algumas separações, né? De toda forma, as crises só serviram para testar e fortalecer o nosso amor e é isso que eu desejo para os nossos filhos.
— Eu também, amiga.
Freddie comentava com o Gibby:
— Teu filho está levando a minha princesa, espero que ele saiba cuidar bem dela.
— Meu filho teve o melhor exemplo dentro de casa, brother.
— Eu sei disso... Não conte ao seu filho, mas até que estou satisfeito com a escolha da minha menina. Quem melhor para marido dela que o filho dos meus melhores amigos?
— Penso o mesmo, cara.
A festa começou no jardim, todos felizes num lindo dia de sol, com tendas brancas que protegiam os convidados de receber diretamente os raios solares.
Os noivos cortaram o bolo e beberam taças de champanhe com os braços enlaçados.
Dançaram a primeira valsa juntos e, na segunda, Cris puxou Carly para a dança e Isabelle a Freddie.
A festa foi animada até altas horas, mas, pouco depois da meia-noite, depois de Isabelle se certificar de que os gêmeos já haviam ido para casa, dormindo, com Sam e Freddie, partiram para a noite de núpcias na suíte master de um hotel 5 estrelas.
Na recepção, a atendente não conteve a empolgação:
— Não acredito que Celle vai passar a lua-de-mel aqui no hotel! Eu preciso de uma foto! – sacando o celular e disparando flashes que quase cegaram Isabelle e Cris.
— Agradecemos o carinho, mas estamos com um pouco de pressa, será que podemos pegar logo a chave da suíte? – perguntou Cris.
Isabelle já estava com a cara amarrada.
— Só falta a selfie – disse a moça, metendo-se no meio do casal e disparando mais flashes.
— Já está bom, né querida? – perguntou Isabelle, desvencilhando-se da atendente.
O supervisor percebeu a movimentação e se aproximou, perguntando:
— Algum problema no atendimento?
Isabelle respondeu:
— Nenhum problema, só estamos com um pouco de pressa para pegar a chave da suíte.
A atendente percebeu que estava sendo inconveniente e correu para pegar as chaves. O casal tomou o elevador e subiu para a suíte.
Cris tomou Isabelle nos braços e entrou com ela na suíte. A moça não escondeu o desapontamento:
— Pensei que haveria pétalas de rosas vermelhas espalhadas por aqui.
— Era para haver. Eu paguei o hotel pra isso e pra champanhe e pra música romântica também.
— Me põe no chão – pediu Isabelle.
A moça desceu e falou:
— Se você pediu tudo isso mesmo, estamos na suíte errada. Aquela pateta da recepção só pode ter trocado as chaves.
— Coitada da moça, ela é nossa super fã.
— Não ligo! Ela está tumultuando a nossa noite de núpcias!
Cris começou a rir, deixando Isabelle ainda mais nervosa:
— Posso saber qual a graça, Sr. Cristopher?
— Acho que já tivemos a nossa noite de núpcias , Sra. Isabelle, há muitos anos, não é bem a nossa primeira vez – rindo ainda mais.
— É a nossa primeira noite de casados. Se não tem importância para você, tudo bem! Podemos pegar a nossa bagagem e voltar para casa, até porque os gêmeos devem estar sentindo a minha falta!
Cris interrompeu o percurso de Isabelle até a porta:
— Adora esse gênio forte da minha esposinha, esses teus rompantes de raiva me deixam ainda mais excitado, me dão vontade de dominar essa fera que existe dentro de você, na cama – beijando o pescoço dela.
— Para, Cris. Eu estou irritada com você, não vai rolar – dando tapas e socos nos ombros e braços dele.
— Bate, meu amor, que eu fico ainda mais animado.
— Você é sádico!
— E você adora! – virando ela de supetão e abrindo o fecho do vestido branco dela.
Ela protestou:
— Pelo menos espera eu vestir a camisola que eu comprei para essa noite.
— Não precisa, não me importo com a camisola, eu vou tirá-la de todo jeito, eu me importo com o recheio seja lá do que você esteja vestindo.
Depois de tirar o vestido dela, deixando-a em roupas íntimas, pegou-a novamente no colo e depositou-a na cama.
Fale com o autor