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2 She Wolf Falling To Pieces


Notas iniciais
"But i can't compete With the she-wolf has brought me To my knees What do you see in those yellow eyes? Cause I'm falling to pieces" - David Guetta feat. Sia

– Eu não acredito que você a conheceu! – Gritou Victoria invadindo meu loft com Oliver aos seus calcanhares.

– Conheceu o quê? – Perguntei olhando para o relógio. Era meia noite e eu estava dormindo quando a campainha tocou. Eles me encaravam, não sei se pela minha cara de sono, estar de pantufas, short e uma camisa folgada que uso para dormir ou pela foto que postei mais cedo no Facebook.

– A foto! – Fizeram coro. Sentamos no sofá da sala. Oliver vasculhava os canais da televisão enquanto ele e Victoria prestavam atenção na minha história sobre como consegui aquela foto.

– Caralho! Eu desejo mais que tudo ter seu emprego! Conhecer Lizzie Marie Chermont é INCRÍVEL!

– Ela é gostosa – Comentou Oliver colocando em um canal de clipes musicais.

– Ela é uma deusa!

– Ela é esnobe e metida. Nem sabia o nome dela se você não fala – Suspirei afundando no sofá.

– Foda-se. Ela é gostosa. Pegava de olhos fechados e ainda a faria implorar por mais – Oliver riu de sua própria frase.

– Nem se você fosse o ultimo cara da terra ela ficaria com você. – Falei rindo. Victoria foi até a geladeira e trouxe uma cerveja para cada um.

– Ciúmes, Penelope? – Ele sorriu olhando em meus olhos. Bufei, mas não pude deixar de corar e sentir um leve arrepio.

– Chega de flerte vocês dois... – Resmungou Victoria.

– Sim, vó. Flerte.

Conversamos e convidei os dois para dormirem em casa. Eles concordaram, mas disseram que ainda estava cedo para dormir em uma sexta-feira. Por isso me arrastaram até a boate mais próxima. Victoria escolheu uma roupa para mim, já que eu era um desastre em moda.

Após 30 minutos saímos do apartamento e encontramos uma boate simplória que tocava musica eletrônica. Dançamos por algumas horas, berramos, bebemos e cantamos muito. A maior parte do tempo foram apenas eu e Victoria. Alguns caras chegavam em nós, mas negávamos. Não queríamos deixar a outra de vela. Oliver sumiu por um tempo e depois o vimos enfiando a língua na boca de uma menina qualquer.

Victoria estava pagando a conta quando Oliver largou a garota.

– Terminou de sugar a alma dela? – Perguntei limpando a sua bochecha suja por batom vermelho.

– Claro, ainda consegui o telefone dela e de mais duas. – Falou mostrando três guardanapos para mim, mas logo em seguida rasgou eles. – Meu coração é seu, Penelope Charmosa.

– Não saio com caras metidos. É mais fácil eu tirar outra foto com aquela mulher do que ficar com você.

– Quer apostar? – Ele perguntou levantando uma sobrancelha. Gelei. Eu estava mentindo, mas não ia me dar por vencida. Não gosto de perder.

– Lógico. – Encarei tentando disfarçar minha hesitação

Oliver aproximou-se de mim me encurralando contra a parede. Prendi a respiração. Deus, como esse cara é sexy. Pude sentir seu peito contra o meu e sua boca foi para o meu pescoço subindo até o me ouvido.

– Desafio você a tirar outra foto com aquela mulher. Você tem até terça-feira. Se não conseguir vai sair comigo e aceitar tudo o que eu pedir.

– De... Defina: tudo. – Minha voz saiu fraca e acabei gaguejando

– TUDO – Ele falou me apertando mais forte contra a parede. Sua pélvis pressionava a minha e eu senti um calor me consumindo.

– E se eu ganhar? – Por um segundo ele vacilou. Foi à oportunidade que tive para sair. Coloquei as mãos no peito dele e dei um empurrão.

– Eu faço tudo o que você quiser por um dia. – Levantei as sobrancelhas.

Se Oliver ganhasse me faria ficar com ele. Se eu ganhasse, provavelmente levaria ele para as compras o fazendo pagar tudo e depois pediria para ele correr nu por ai, ou algo do tipo. Eu, definitivamente, não tenho nada a perder. Oliver é um cara muito legal, bonito, atraente, não faria mal ficar com ele. Somos amigos há tanto tempo... Nossa amizade ficaria estranha no inicio e superaríamos. Ou, quem sabe, tudo isso pode virar algo a mais. Desde que me mudei para Los Angeles não namorei, beijei ninguém. Estava traumatizada por meu ultimo relacionamento. Preferi viver um tempo só para mim. Talvez Oliver possa mudar isso.

– Vai se arrepender de ter me desafiado – Ameacei. Eu podia perder de propósito, mas não estava tão desesperada assim.

– Veremos, Penelope.

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Acordei cedo na manhã seguinte. Meus amigos ainda estavam dormindo. Vicky ao meu lado na cama e Oliver no sofá da sala. Pesquisei sobre Lizzie. Descobri que ela era a celebridade mais falada dos últimos tempos. É atriz, estilista, modelo e já cantou em vários programas. Está estrelando um novo filme chamado Pela última vez, onde ela (a personagem principal) termina com seu namorado e melhor amigo, mas quando descobrem que o mundo está acabando eles largam tudo para tentar salvar um ao outro. Tem um namorado chamado Scott Lincoln. Reconheci por ser aquele cara que a acompanhava na sua ida até a loja. Essa garota vive nas festas mais badaladas e tem fotos com vários famosos. Se eu tivesse um terço da vida social que ela tem, eu acho que sucumbiria. Mexi em minha pulseira nervosa só com o pensamento de ter que encara-la novamente.

Meus amigos foram embora na metade da manhã. Oliver precisava organizar sua festa e Victoria tinha aula. Almocei e acessei o site do TMZ para procurar sobre a garota. Nada. A ultima postagem ao seu respeito foi sua entrevista na loja de roupas quinta feira.

Passei o dia fazendo um trabalho para a faculdade e olhando as notícias a respeito de Lizzie. 6 horas da noite meu celular tocou. Precisava me arrumar para a festa.

Quando eram 9 horas estacionei o carro em frente à casa de Oliver. Meu vestido vermelho estava colado em meu corpo e ficava subindo a cada passo.

– Vou te matar! – Gritei para minha amiga enquanto abaixa o vestido.

– Penny, você tá muito gata. Deixa disso e vamos beber. – Ela pegou minha mão e entramos na festa.

A casa de Oliver estava lotada. A sala virou uma boate com um DJ. Na cozinha homens viravam seus copos de cerveja e jogavam jogos que os faziam beber cada vez mais. Pelos corredores e na escada casais se beijavam arduamente, provavelmente, nos quartos acontecia coisa bem pior.

Fomos para o quintal. Dentro da piscina estavam com algumas garotas fazendo topless. Mais caras bebendo. Alguns consumiam drogas no fim do terreno. Outro DJ tocava musicas mais pops no ambiente.

Bebemos por um tempo e ficamos conversando. Uns amigos de Victoria se juntaram a nós e começamos a conversar sobre séries de TV. Meu assunto preferido. A maioria deles gabava-se por serem amigos de alguém famoso, outros diziam ter visto celebridades fazendo coisas normais...

Logo cansei do assunto e fui mexer em meu celular. A primeira notícia na página do TMZ era a respeito de Lizzie. Informavam que ela estava em uma festa, não muito longe daqui. Era liberada e quem tivesse o nome na lista ou esperasse na fila poderia entrar. Essa era a minha chance. Não perderia a aposta, ainda menos me daria por vencida.

Falei para Vicky sobre a aposta e o quanto precisava ir naquela festa. Ela insistiu em ir comigo, mas eu neguei. Ela já estava porre o suficiente. Quando eu estava atravessando o jardim Oliver apareceu e me segurou pelo meu pulso. Foi exatamente na área da minha pulseira. Reclamei de dor.

– Desculpa, Penelope, mas a festa está só começando! Aonde você tá indo? Vem dançar comigo! – Ele me puxou. Eu ri.

– Eu volto. Vou ganhar a aposta e volto.

– Aposta? – Ele perguntou me encarando. – Esquece isso. Fica aqui comigo, é melhor.

– Não. Não devia ter me desafiado. Vou até o fim agora. – Eu maliciosamente me soltando dele. – Vai se arrepender de ter me desafiado.

– Impossível. Sei que qualquer coisa que você me propor eu vou gostar. Deixa essa aposta de lado, Penelope. Nós dois queremos a mesma coisa. Vamos lá...

Eu me afastei mais ainda. Estava confusa. Devia ser a bebida. Eu realmente queria ficar com Oliver, mas não ia perder a oportunidade de ganhar algo a mais com isso.

– Vai se arrepender de ter me desafiado. – Gritei indo embora.

Chegando em frente a porta da festa tive vontade de desistir. Tinha demorado bastante, já que estava tonta, então precisei dirigir com mais atenção que o normal. A fila para entrar dobrava a esquina do quarteirão. Eu teria que passar a noite inteira lá. Uma simples ideia passou pela minha mente. Não tinha nada a perder e talvez tivesse sorte o suficiente para o segurança acreditar em mim. Se não funcionasse eu iria embora e tentaria outro dia.

– Oi, eu vim entregar uma coisa para o DJ... Prometo que é super rápido.

O segurança me encarou de cima a baixo e disse que eu precisava aguardar no final da fila como os outros. Eu argumentei dizendo que era questão de vida ou morte. Foi quando ele pediu para ver o objeto...

– Um batom? – Ele perguntou me encarando por cima de seus óculos escuros. Era a única coisa que tinha na minha bolsa, além da chave do carro e alguns trocados.

– Eu disse que vai ser rápido – Falei aquilo como se fosse natural entrar em uma festa, entregar um batom para o DJ (o qual eu nem sabia se era homem ou mulher) e sair. O segurança suspirou e chamou alguém do lado de dentro.

– Essa garota quer entregar um batom para o DJ – Comentou para o novo segurança que apareceu ao seu lado. O novo segurança era o dobro do tamanho do seu amigo. Encarei ele e o reconheci. Ele também me reconheceu, pois disse:

– Eu fico de olho nela. Deixa passar. – Os dois abriram caminho e eu entrei.

Consegui!. Pensei imediatamente.

– Considere isso um pedido de desculpa pelo comportamento de Liz ontem. Ela nem sempre é assim. – Falou o segurança ao meu ouvido. Nunca imaginei que ele se lembraria de mim, mas acredito que seja parte do seu trabalho. Ele sorriu. Era um cara negro, muito alto, careca e musculoso. Um típico segurança. – Meu nome é Jock. O seu é Penelope, certo?

– Sim, mas pode me chamar de Penny. Como sabe meu nome? – Fiquei assustada por segundos.

– Procurei por você na internet. Também protejo a imagem de Liz. Depois daquela foto de vocês, sabe se lá o que você poderia fazer com ela. – Estava impressionada. Imaginei que somente eu havia feito pesquisas a respeito de Liz. — Certo, Penny. Não sei o que veio fazer aqui, mas tome cuidado. Dei meu voto de confiança a você e nunca me engano. É sério. Nunca. – Isso teria soado bastante ameaçador, mas eu não liguei porque ele disse que confiava em mim. Era suficiente. Ou talvez não me importei com a ameaça por estar um pouco porre.

Avistei Lizzie dançando sozinha. Confesso que tomei um susto. Ela estava quase nua. Seu vestido tomara que caia estava fazendo aparecer seus peitos se pulasse mais uma vez. Às vezes levantava seu vestido justo até o umbigo e o abaixava mostrando uma lingerie minúscula. Encarei Jock.

– Ela não me ouve. Toda vez que eu chego perto ela se recusa a ir embora. O máximo que consigo fazer é impedir que os outros filmassem e não chegassem perto. Imaginei que você pudesse ajudar.

– Por que eu? Existem várias outras pessoas aqui.

– Eu não confio nelas e todos aos quais eu pedi Liz os expulsou de perto dela aos berros.

– E ela fará o mesmo comigo. – Suspirei.

– Talvez, mas não custa nada tentar. – Ele colocou a mão em meu ombro e guiou-me pela multidão até a garota que dançava como uma stripper.

Estava a dois passos dela. O mais próximo que qualquer outro. A multidão estava em um circulo envolvendo a celebridade e riam da sua performance. Aqueles que tentavam gravar ou bater fotos eram surpreendidos por Jock ameaçando-os. Cheguei perto dela e a encarei rindo. Ela me analisou dos pés a cabeça.

– Do que você está rindo, esquisita? – Ela tentou gritar por cima da música eletrônica. Ignorei a ultima palavra.

– Você dança engraçado.

– Dança melhor então. – Desafiou ela parando de dançar. Ela estava bastante tonta e não conseguia se manter em pé direito. Comecei a mexer meus braços e pernas em um ritmo desconexo no objetivo de fazê-la rir. Funcionou. Ela logo se aproximou e disse: — Tenho um jeito melhor.

Ela segurou meus quadris e fez com que eles se mexessem em sincronia ao dela. Logo estávamos dançando juntas por várias músicas. A multidão começava a se desfazer, mas ouvia pedidos de beijos entre nós duas e gritos nos chamando de gostosa. Lizzie me puxou pela mão para o bar.

– Quer beber o que?

– Cerveja. – Falei certa de que era isso o que eu podia pagar. Tinha somente 10 dólares na bolsa.

– Credo e ficar com hálito fedorento? – Ela riu por se enrolar falando a frase. – Duas lagoas azuis.

O barman logo entregou dois copos compridos com uma bebida azul. Lizzie pagou os dois, entregou-me um e voltou para pista. Percebi que era uma péssima ideia ela beber mais. Parecia que a cada música ela falava mais arrastado. A bebida era diferente de cerveja. Era mais gostosa e leve. Percebi que estava carregada de vodka. Meus lábios ficaram dormentes e eu fiquei mais tonta que antes. Entretanto, trinta minutos depois Lizzie não conseguia mais dançar e eu tive que arrasta-la até o banco mais próximo.

– Não podemos sair. Ainda há muitos paparazzis do lado de fora. – Jock comentou.

– Também não podemos deixa-la assim. Ela não consegue mais ficar em pé. E a saída pelos fundos?

– É uma opção, mas também está lotada de fotógrafos. Espere aqui.

Liz ficou cutucando a covinha de minha bochecha enquanto Jock não voltava. Quando afastei a sua mão ela reclamou

– Relaxa, garota. Goza! Aproveita a vida, se não ela acaba.

– Cadê o seu namorado? Ele não vai ficar irritado quando descobrir isso?

– Ele é um idiota! – Ela gritou a ultima palavra como se estivesse cantando. – Ele não gosta de sair! Deve tá na casa dele transando com outra. Mas eu tô foda-se pra ele. Quero beber mais! Bebe comigo, garota.

– Vou beber se você tirar uma foto comigo. – Falei pegando o meu celular. Era a minha oportunidade. Lizzie sorrindo colocou a língua para fora e tentou lamber minha bochecha enquanto eu sorria para a foto – Agora você tem que acertar meu nome. – Desafiei.

– Sammy? Lenny? Fenny? Xana? Pinto? Caralho? FDP? – Ela continuou com o jogo idiota até Jock voltar.

– Há uma saída lateral para carga e descarga de materiais, mas usar a limusine seria muito chamativo, ou qualquer outro carro dela.

– O meu não está muito longe daqui. Você pode ir lá busca-lo e nos encontramos na lateral. – Falei entregando-o as chaves de meu carro. Ele não hesitou e afastou-se novamente de nós. Confesso que seria mais fácil eu ir buscar o carro, mas a louca não sairia daqui com Jock.

– Vou te chamar de abacate. Onde estamos indo, abacate? A festa é para lá. – Ela falou apontando para os banheiros. Quando notou seu erro voltou a rir.

– Estamos indo para outra festa. Essa daqui já tá sem graça. Vamos logo antes que a outra acabe.

Ela concordou por um tempo, o que foi o suficiente para atravessarmos a porta lateral e entrarmos no carro. Jock era pequeno de mais para o carro e eu o vi se sentindo desconfortável. O caminho todo implorei mentalmente para Lizzie não vomitar em meu carro.

Paramos em frente a uma mansão, provavelmente estávamos em Beverily Hills. Jock carregou a atriz para fora do carro como tivesse o peso de um bebê. Sai do carro e os acompanhei.

A casa parecia ter saído de um catálogo. Era simplesmente perfeita. Lustres, quadros, móveis finos tipo em um estilo clássico francês. Havia fotos de Lizzie com seu pai e sua mãe juntos e separados, atuais e recentes, mas acima de tudo MUITAS fotos dela sozinha em todos os tamanhos e por todas as partes. Avistei somente uma dela com seu namorado, pequena ao lado do sofá.

Subimos uma escada na lateral da sala. Seguimos por alguns corredores até que entramos em um quarto, provavelmente o dela. Era o maior quarto que eu já vi na vida. Parecia ter dois cômodos. Uma parte quarto mesmo e outra sala com frigobar e tudo.

– Pode me ajudar aqui? – Chamou Jock de dentro do banheiro.

Lizzie havia vomitado no vaso sanitário, mas sujou toda a sua roupa e seu longo cabelo loiro.

– Ela precisa de um banho. – Comentei inocentemente.

– Você dá um banho nela e eu limpo isso depois. Há intimidades que Liz e barreiras que Liz nunca me perdoaria se eu quebrasse. – Eu o encarei com raiva enquanto ele saia do ambiente.

– Droga. Vamos lá. – Falei retirando minha pulseira, o salto e amarrando meu cabelo.

Tirei a roupa de Lizzie, mas a deixei de calcinha e sutiã. Coloquei-a dentro da banheira e liguei a ducha. Prendi a respiração, mas não consegui conter a ânsia de vômito. Passei a mão pelos seus cabelos e peguei o shampoo e condicionador mais próximos. Lizzie era uma porre obediente quando não estava consciente. Meu ódio diminuiu um pouco, mas eu ainda não gostava dela! Minha vontade era de sair daquela mansão e nunca mais voltar. O problema era Jock. Senti-me na obrigação de ajuda-lo pelo que ele tinha feito por mim.

Terminei de dar banho nela e peguei a primeira toalha que vi no banheiro. Levei-a para a cama e abri seu closet. Era imenso. Acredito que era do tamanho de meu loft aquele armário. Encontrei uma camisola bem simples rosa. Lizzie colocou o vestidinho e eu retirei suas roupas intimas molhadas. Estava penteando o cabelo dela quando Jock voltou. Eu estava completamente exausta.

– Muito obrigado, Penny. Não sei o que faria sem você. A ultima ajudante pediu demissão ontem.

– Imagino.

– Geralmente é a agente de Liz que me ajuda a controla-la. Mas ela precisou viajar... E como Liz não é de ter muitos amigos... — Sai de perto de Lizzie e a mesma deitou na cama fechando os olhos meio que automaticamente. Eu malmente conseguia ficar em pé agora.

– Pronto. São quase seis da manhã. Eu preciso ir para casa, Jock.

– Claro. Vou pedir para Cal levar você em seu carro. A proposito, o que você foi fazer naquela festa? – Reuni minhas ultimas forças para contar sobre a aposta que fiz com Oliver.

– Desculpe, Jock. Eu tirei uma foto com Lizzie enquanto ela estava porre, mas não queria me aproveitar dela... – Senti as lágrimas em meus olhos. Depois de tudo me sentia culpada pela foto. Jock estava fazendo um grande esforço para ninguém tirar fotos e eu trai sua confiança.

– Calma, criança. Não foi nada de mais. Eu ainda confio em você. Depois de tudo o que você fez a foto é a menos das recompensas.

Descemos com Jock segurando meu ombro me ajudando a manter-me em pé. Apresentou-me para Cal que era o motorista de Lizzie. Despedi-me de Jock que não parava de agradecer. Disse até que ia me mandar um presente. Eu ri e falei que não precisava. O caminho de volta foi bem mais rápido. Ou talvez seja porque eu cochilei no banco da frente.

– Adeus, Cal. – Falei quando ele me devolveu a chave do carro e foi pegar um taxi.

Entrei em meu apartamento cambaleando. Havia várias mensagens de Victoria e Oliver na caixa de mensagem, mas não iria ouvi-las ainda. Cai na minha cama e desmaiei de cansaço, mas não deixei de sorrir por ganhar a aposta. Lizzie até que era bem legal. Bêbada.

Notas finais
Resolvi postar um pouco antes... Por favor comentem para eu poder continuar. :( Gostaria muito