Ceifador da Galáxia

1 Pilot- Partida


Notas iniciais
Algumas informações do desenvolvimento da história não foram citadas e/ou contadas porque vão ser incluídas em outro momento, no qual a atmosfera e situação também vai ser descrita.

Havia apenas um lampião aceso na estação, o qual iluminava um banco de madeira; ali, sentava uma jovem que esperava pacientemente o trem. A moça tinha em torno de 15 anos de idade, cabelos escuros e ondulados, vestia sempre a mesma roupa –um sobretudo preto, uma camisa, também preta, com vários rabiscos, uma calça folgada, um cinto e botas de couro escuro -e tinha uma aparência incomum. Carregava consigo uma bolsa com diversos utensílios.

O trem de número 14 chegou, como sempre, às 02h07min da manhã: era uma maria-fumaça, com as rodas douradas; não havia nenhum passageiro, ou sequer maquinista. As portas do vagão central se abriram, permitindo a entrada de quem o esperava. A moça respirou fundo, e então entrou no trem. Pouco antes das portas se fecharem, olhou para trás e viu alguém: arregalou levemente os olhos, pois acreditava estar só. Conseguiu ver somente a silhueta de uma pessoa sob a iluminação do poste- e então as portas se fecharam-. Não deu muita importância àquilo, suspirando, porém ficaria mais atenta.

O silêncio era implacável e só era quebrado pelo som da máquina sobre os trilhos. Pensava ela se algum dia recuperaria seu tesouro, mas antes disso tinha de cumprir tal missão- esta a qual estava a se aventurar pelo desconhecido. Enquanto não chegava ao Poço Musgo- um centro de concentração de viajantes e também um restaurante- desenhava em seu caderno velho com as folhas amareladas. Quarenta e cinco minutos depois, chegara numa cidade pacata, onde os habitantes eram predominantemente sapos e tartarugas; alguns humanoides, como Octuminus- uma mistura de genes de polvo, humano e peixe-gato-, Muriel- genes de salamandra e humano- e os menos comuns, pois são resultado de imigrantes dos Grandes Mares, os Merlous (plural de Merlou)- fusão de sereias e/ou tritões, tubarões e humanos-. Apesar do cheiro de lodo ser forte, todos pareciam bem amigáveis e aptos a dar qualquer informação dentro de seu alcance. Havia um senhor anfíbio (um sapo ancião) sentado em um mini barril de madeira clara, fumando um longo cachimbo, observando os jovens brincarem na lama; foi até ele e gentilmente o perguntou onde poderia encontrar o Poço Musgo. “No meio do pântano, para aqueles que não têm medo de sujar as calças hohoho ~”, disse ele. Agradeceu e foi para lá. De fato o senhor falava sério, não havia nenhuma pedra para andar sobre o ambiente lamacento. Teria que sujar-se toda para poder chegar a seu destino; ao menos valeria a pena, encontraria com sorte, um mensageiro o qual teria informações sobre o lugar que iria, além de finalmente dormir e comer decentemente.

Depois de dois minutos, movendo-se com dificuldade, chegou à porta da estadia e entrou, chamando a atenção do proprietário, um (outro) enorme sapo, que usava um avental manchado na cintura, que foi recebê-la calorosamente: “Bem vindo ao ‘Poço Musgo’, o melhor ‘pit-stop’ para os viajantes do continente. Deseja usufruir um pouco de nossa hospitalidade?”- acenou que sim com a cabeça e deu um pequeno sorriso. “Hmmm, então a senhorita não é de falar muito, não é? Com o tempo vamos corrigir isso, sim? Sem comunicação, sem entendimento”- conversava, enquanto a guiava até a recepção-. “E então, quanto tempo pretende permanecer na minha humilde residência?”- respondeu, então, ela:- “Somente uma noite.”- “Muito bem, você ficará no quarto 53, no segundo andar, no fim do corredor, à esquerda.”- pegou as chaves e agradeceu com uma reverência, e logo subiu as escadas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.