Entro no banheiro e meu corpo é jogado na porta recém-fechada. A vampirinha me beija de repente e morde meu lábio inferior, mas só o suficiente para provar algumas gotas de sangue.

Escuto-a gemer quando o liquido vermelho escorre na sua língua. Volta a me beijar e aperta a minha bunda. Que garota apressadinha, ainda bem que já lidei com outras assim. A maioria das vampiras que peguei eram calmas e doces, elas tinham lábia e o rostinho inocente. Na cama eram lentas, mas no bom sentido. Era prazer prolongado e garantido.

Mas ela com certeza não é dessas. No minuto seguinte já estávamos sem as peças de cima e seus lábios brincavam com meu seio direito.

–Você quer meu sangue? – pergunto.

Ela me olha maliciosa. Seus olhos que antes eram escuros, agora estavam prateados.

–Você faria isso por mim? – pergunta e em seguida chupa meu seio.

Solto o um gemido de prazer e sinto meu sexo pulsar. Pego o canivete na minha boca e ela se afasta.

–Onde? – pergunto.

–Você quem sabe.

Passo a ponta do instrumento cinco centímetros acima do umbigo na horizontal. Ela se ajoelha e lambe o sangue que escorre.

Sua língua passa pelo corte e sinto minhas pernas fraquejarem. Dar sangue a um vampiro não trás benefícios apenas para eles, os seres humanos sentem um prazer enorme quando são mordidos ou, no meu caso, lambidos por vampiros. Ninguém daria sangue de graça e essa era a forma que a natureza resolveu nos deixar “quites”. Eu não precisava que ela me tocasse para ir ao êxtase, só precisava que ela continuasse a lamber daquele jeito. Não conseguia conter meus gemidos e ela se deliciava com meu sangue.

Com rapidez e agilidade a vampira tira meu short e invade minha calcinha tocando meu sexo molhado. Sinto os dedos entrando em mim e puxo seus cabelos antes de gemer mais alto. Ela dá uma risada e continua a lamber enquanto mexe lá embaixo.

Foi questão de segundo para que eu gozasse e desabasse em seus braços. Ela segura mina cintura e sobe os lábios até o meu pescoço depositando um beijo ali. Respiro devagar tentando voltar a mim, meu corpo ainda estava em êxtase.

–Como essa vampira se chama? – tento começar uma conversa e lhe beijo.

–Anna — tinha um sorriso leve – e você, humana?

–Sam.

Olho seu rosto melhor, os olhos voltaram à cor normal. Eles eram um pouco puxados, lhe davam um ar juvenil, ainda acompanhavam um sorriso brilhante. Essa garota é bem mais bonita do que pensei. Ajeito minha roupa e tento arrumar o cabelo.

–Faz tempo que não bebe? – pergunto.

–A ultima vez foi há três meses... De humano.

–Estão em falta?

–Estão – ri – e os que ainda restam não tem a mente aberta como a sua.

–Sorte a sua que me encontrou — brinco – mas eu soube que tem um fornecedor por aqui.

–E tem – se afasta e fica seria – aquele filho da puta matou minha irmã.

–Por que não vai atrás dele?

–Porque eu tenho que cuidar da Fanie, minha irmãzinha.

Ela pega algo no bolso da calça e me mostra. Era uma foto gasta de uma garotinha de no máximo 8 anos. Se Anna não tivesse falado sobre sua irmã eu acharia que era ela quando criança, as duas eram iguaizinhas.

–Ela é linda, parece com você. Também foi transformada?

–Não, quando eles invadiram a nossa casa a deixaram escapar.

“Eles” era os vampiros originais. Uma legião de 13 vampiros que vieram da Europa e transformavam todos que viam pela frente. Invadiram casa, destruíram famílias, mataram milhares de humanos. Foi um banho de sangue.

–Eu posso ajudar você – seguro suas mãos e ela me olha esperançosa.

–Como?

–Eu tenho um lugar seguro para você e sua irmã. Podemos deixa-la lá e partimos para a luta. Ela terá tudo de bom: Comida, água e moradia.

–Uma garota como você não pode lutar com um vampiro – ela solta minhas mãos e suspira alto.

Tento não me ofender.

–Amanhã à noite. Vá para O Ring e eu vou te provar que não sou só uma garota comum.

Seguro seu rosto e lhe beijo, logo depois saiu do banheiro.

B. ainda dançava quando voltei a mesa. Um garoto loiro tentava se aproximar dela, mas estava claro que ela não queria nada com ele. A insistência dele já estava me irritando. Vou para a pista e começo a dançar com B.

–O que faz aqui? – pergunta no meu ouvido.

–Tem um idiota atrás de...

Antes que eu termine minha fala, o brutamonte puxa o braço dela e lhe vira. Idiota. Sem pensar duas vezes puxo minha amiga e dou o soco direto no queixo do cara.

Ele até podia ser mais alto e musculoso, além de ter dois amigos atrás de si, mas eu não fujo de uma boa briga.

Sem que eu esperasse um dos outros caras acerta um chute na minha barriga e fico sem ar.

Quando vou revidar alguma coisa me impede. Um campo de foça invisível. Olho para B. e ela está usando seus poderes para cria-lo.

–Me deixe acabar com eles – peço e soco sua barreira.

–Não – grita.

Com um movimento de mão, os caras voam sobre as mesas e se chocam na parede. Todo mundo do bar tinha parado para ver a briga, isso não era nada bom.

–Vamos sair daqui – digo e saiu correndo puxando B.

Eu não queria ter saído tão cedo, não era nem 2:00 da manhã ainda.

–O que vamos fazer agora? – ela senta atrás de mim e segura meus ombros.

–Quer ir á praia? – pergunto.

–Não é perigoso? – suspira – Ah, que se foda... Vamos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.