Cecidit Terram
6 Anna
Entro no banheiro e meu corpo é jogado na porta recém-fechada. A vampirinha me beija de repente e morde meu lábio inferior, mas só o suficiente para provar algumas gotas de sangue.
Escuto-a gemer quando o liquido vermelho escorre na sua língua. Volta a me beijar e aperta a minha bunda. Que garota apressadinha, ainda bem que já lidei com outras assim. A maioria das vampiras que peguei eram calmas e doces, elas tinham lábia e o rostinho inocente. Na cama eram lentas, mas no bom sentido. Era prazer prolongado e garantido.
Mas ela com certeza não é dessas. No minuto seguinte já estávamos sem as peças de cima e seus lábios brincavam com meu seio direito.
–Você quer meu sangue? – pergunto.
Ela me olha maliciosa. Seus olhos que antes eram escuros, agora estavam prateados.
–Você faria isso por mim? – pergunta e em seguida chupa meu seio.
Solto o um gemido de prazer e sinto meu sexo pulsar. Pego o canivete na minha boca e ela se afasta.
–Onde? – pergunto.
–Você quem sabe.
Passo a ponta do instrumento cinco centímetros acima do umbigo na horizontal. Ela se ajoelha e lambe o sangue que escorre.
Sua língua passa pelo corte e sinto minhas pernas fraquejarem. Dar sangue a um vampiro não trás benefícios apenas para eles, os seres humanos sentem um prazer enorme quando são mordidos ou, no meu caso, lambidos por vampiros. Ninguém daria sangue de graça e essa era a forma que a natureza resolveu nos deixar “quites”. Eu não precisava que ela me tocasse para ir ao êxtase, só precisava que ela continuasse a lamber daquele jeito. Não conseguia conter meus gemidos e ela se deliciava com meu sangue.
Com rapidez e agilidade a vampira tira meu short e invade minha calcinha tocando meu sexo molhado. Sinto os dedos entrando em mim e puxo seus cabelos antes de gemer mais alto. Ela dá uma risada e continua a lamber enquanto mexe lá embaixo.
Foi questão de segundo para que eu gozasse e desabasse em seus braços. Ela segura mina cintura e sobe os lábios até o meu pescoço depositando um beijo ali. Respiro devagar tentando voltar a mim, meu corpo ainda estava em êxtase.
–Como essa vampira se chama? – tento começar uma conversa e lhe beijo.
–Anna — tinha um sorriso leve – e você, humana?
–Sam.
Olho seu rosto melhor, os olhos voltaram à cor normal. Eles eram um pouco puxados, lhe davam um ar juvenil, ainda acompanhavam um sorriso brilhante. Essa garota é bem mais bonita do que pensei. Ajeito minha roupa e tento arrumar o cabelo.
–Faz tempo que não bebe? – pergunto.
–A ultima vez foi há três meses... De humano.
–Estão em falta?
–Estão – ri – e os que ainda restam não tem a mente aberta como a sua.
–Sorte a sua que me encontrou — brinco – mas eu soube que tem um fornecedor por aqui.
–E tem – se afasta e fica seria – aquele filho da puta matou minha irmã.
–Por que não vai atrás dele?
–Porque eu tenho que cuidar da Fanie, minha irmãzinha.
Ela pega algo no bolso da calça e me mostra. Era uma foto gasta de uma garotinha de no máximo 8 anos. Se Anna não tivesse falado sobre sua irmã eu acharia que era ela quando criança, as duas eram iguaizinhas.
–Ela é linda, parece com você. Também foi transformada?
–Não, quando eles invadiram a nossa casa a deixaram escapar.
“Eles” era os vampiros originais. Uma legião de 13 vampiros que vieram da Europa e transformavam todos que viam pela frente. Invadiram casa, destruíram famílias, mataram milhares de humanos. Foi um banho de sangue.
–Eu posso ajudar você – seguro suas mãos e ela me olha esperançosa.
–Como?
–Eu tenho um lugar seguro para você e sua irmã. Podemos deixa-la lá e partimos para a luta. Ela terá tudo de bom: Comida, água e moradia.
–Uma garota como você não pode lutar com um vampiro – ela solta minhas mãos e suspira alto.
Tento não me ofender.
–Amanhã à noite. Vá para O Ring e eu vou te provar que não sou só uma garota comum.
Seguro seu rosto e lhe beijo, logo depois saiu do banheiro.
B. ainda dançava quando voltei a mesa. Um garoto loiro tentava se aproximar dela, mas estava claro que ela não queria nada com ele. A insistência dele já estava me irritando. Vou para a pista e começo a dançar com B.
–O que faz aqui? – pergunta no meu ouvido.
–Tem um idiota atrás de...
Antes que eu termine minha fala, o brutamonte puxa o braço dela e lhe vira. Idiota. Sem pensar duas vezes puxo minha amiga e dou o soco direto no queixo do cara.
Ele até podia ser mais alto e musculoso, além de ter dois amigos atrás de si, mas eu não fujo de uma boa briga.
Sem que eu esperasse um dos outros caras acerta um chute na minha barriga e fico sem ar.
Quando vou revidar alguma coisa me impede. Um campo de foça invisível. Olho para B. e ela está usando seus poderes para cria-lo.
–Me deixe acabar com eles – peço e soco sua barreira.
–Não – grita.
Com um movimento de mão, os caras voam sobre as mesas e se chocam na parede. Todo mundo do bar tinha parado para ver a briga, isso não era nada bom.
–Vamos sair daqui – digo e saiu correndo puxando B.
Eu não queria ter saído tão cedo, não era nem 2:00 da manhã ainda.
–O que vamos fazer agora? – ela senta atrás de mim e segura meus ombros.
–Quer ir á praia? – pergunto.
–Não é perigoso? – suspira – Ah, que se foda... Vamos.
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