Caçadores Eternos

2 Capitulo 1 - O dia chegou !


Notas iniciais
Galera, agora coloquei no presente, ele não vai contar o que aconteceu a partir de agora, e sim vai descrever o que esta acontecendo, então se tiver alguns erros relacionados a isso por favor deixem no comentário.

Capitulo: 1

– Filho — chamou minha mãe da sala de jantar do palácio de Acriticon – venha logo comer, e largue estes livros.

Os livros que minha mãe se referia, são os livros que descreviam como funciona a fúria do Caçador, o local para onde eu iria assim que o dia de receberem novos recrutas chegasse.

O grande dia, eu e meu primo Arthur, aguardamos este dia desde que nos conhecíamos por Acritconianos. Todo garoto sonhava em ir para o treinamento da fúria do caçador. Na verdade praticamente todos os que sonhavam com isso iam para lá assim que completassem 13 anos de idade. Os únicos que não iam eram aqueles cujos pais não deixavam por ser perigoso de mais, ou por outro motivo qualquer. Acontece que todo o ano sobra varias vagas, e em media 900 recrutas por ano se inscrevem. É fácil entrar, o difícil e não sair! Todos os meses vários garotos voltavam para suas casas porque foram reprovados no treinamento.

No final dos 900 inscritos, os que conseguiram se formar eram apenas em media 200 recrutas. Tudo isso descobri lendo os livros sobre a fúria do caçador, os outros países da região temem muito os “caçadores” (como eram chamados os guerreiros em Acriticon).Temem pois conhecem as habilidades de um guerreiro de nosso país, sabem como podemos nos disfarçar em todos os terrenos, sem fazer barulho, e também o nosso jeito diferente de luta. Tais coisas eu não sei, mas quero aprender.

Guardei os livros na mesa de meu quarto. Coloquei minhas sandálias de couro preto e fui para o corredor que dava para a sala de jantar. Uma sala grande com uma mesa retangular com 10 lugares, e com tochas penduradas nas paredes de tijolo branco.

Sentei-me na ponta da mesa, onde ficava perto de minha mãe, e de minha tia. Minha tia Isabelle (a rainha), era alta, ruiva e tinha os olhos azuis. Apesar do que muitos pensavam, ela se casou com meu tio por puro amor, não para ter riqueza e se tornar rainha, afinal ela já era rica sem se casar com ele mesmo. Alegre e elegante, ela era o tipo de pessoa que se podia confiar sempre que você estiver encrencado.

– O que temos hoje para comer? – perguntei como quem não quer nada.

– Ensopado de carne de carneiro – respondeu o cozinheiro real: Alabah Mundin – espero que goste Logan!

Eu e o cozinheiro real temos um, digamos que um conflito alimentar, eu sempre dou minha opinião sobre os pratos que ele faz, e nem todos eles eram de seu agrado, mas toda vez ele faz o possível para mudar minha opinião. Embora a comida que ele faz ser muito boa, gosto de irritá-lo.

– Vejamos se hoje você fez direito Sr Alabah – o mordomo me serviu um prato cheio com o ensopado que Alabah fez. Estavam realmente deliciosos, os legumes combinavam com o caldo, e a carne derretia na boca. – é ficou um pouco cru de mais, mas da pro gasto!

O cozinheiro ficou ofendido, porem sabia que era brincadeira. Meu tio não aguentou, soltou uma gargalhada exageradamente alta, e fez com que os outros também rissem um pouco. O cozinheiro ia a cozinha para buscar a sobremesa, quando olhou torto para mim e disse :

– Pelo menos da sobremesa você tem que gostar!

Fora eu, minha mãe, a Isabelle, e o meu tio Kibércon, meus dois primos estavam sentados a mesa, e meu avo na outra ponta. Normalmente o Rei se sentava na ponta da mesa nas refeições, mas ali estávamos em família então não havia tal necessidade.

Meu avo, Siséron Snow, era velho, já tinha 72 anos de idade,cabelos brancos e uma barba comprida que ia ate o tórax, e um pouco acima do peso, porem ainda gostava de contar suas historias e experiências de vida, meu primo achava entediante, mas eu ficava fascinado com a forma de que ele descrevia os cenários das aventuras que passou enquanto era jovem. Muitas delas eu usava como inspiração para me tornar o Caçador.

A sobremesa havia sido excelente, talvez a melhor que já havia comido. Mas no final disse ao cozinheiro que estava doce de mais. Ele foi logo para a cozinha resmungando palavras irreconhecíveis. Depois do jantar fui ao pátio do palácio treinar um pouco de lança com meu primo.

– É Logan você esta aprendendo um pouco a manejar a lança – disse Arthur para mim com um tom, um tanto como sarcástico depois de eu ter desviado de um golpe que viria em minhas costas.

Assim que ele me disse eu o ataquei com a lança sem ponta e ele defendeu com o escudo de aço que segurava. Embora não sejamos tão fortes, desde pequenos já lutávamos com espadas de ferro afiadas. No palácio havia um professor que dava aulas básicas de defesa para aqueles que ainda não completaram 13 anos para ir para o treino de verdade.

– Ah! Por que você não pega as espadas para lutarmos então!

Depois que falei isso ele desferiu um golpe em minha perna que quase me fez desabar no chão. Ele podia ser superior com a lança mas na espada ele era ruim.

– Porque com a lança eu posso me vingar de quando você me derrota com a espada – disse ele um pouco triste.

– Meninos já esta tarde, amanha vocês tem um dia longo pela frente então venham para seus quartos imediatamente — disse Isabelle calmamente.

Guardamos os equipamentos e fomos dormir, foi difícil dormir, com toda aquela ansiedade, na próxima noite eu estaria dentro da Fúria do caçador! Finalmente meu sonho havia chegado. Amanha será um grande dia!

Para mim, eu tinha que ir para o treinamento da fúria do caçador para me tornar um guerreiro, honrar meu pai e vingar-lo. Para minha mãe, eu devia ir , ela acha que seria bom eu passar um tempo me distraindo, por mais que seja em lugares perigosos matando e sobrevivendo como posso, ela acha que assim eu iria parar odiar a guerra, e começar a interpretá-la como fato que ocorre, e graças a esse fato temos que ser um país forte. Era assim que ela interpretava a guerra, eu a interpretava como algo ruim que devia terminar com a morte daqueles que começaram, não toda a guerra, claro a guerra sempre existe, mas aquela guerra sim. Enfim, ela achava perigoso claro, mas em nosso país isso sempre ocorria, a nesse cidade de se tornar um país mais forte era maior que simplesmente o medo de ver o filho enfrentar perigos.

Meus tios achavam que Arthur devia ir para o treinamento para honrar o nome da família, assim quando se tornar o Rei, saberá melhor como funciona o mundo da guerra. E ele, desde criança sonhava com isto, se tornar um caçador e honrar o nome da família! A única coisa que ele tinha medo naquilo tudo era ser reprovado, não conseguir virar um guerreiro e envergonhar o nome da família real. Eu já não tinha que me preocupar com isto, claro que vou me esforçar o Maximo, porem se perder não irei levar vergonha para a família.

No outro dia, eu e Arthur acordamos 5 horas da manha, estava na cara que nos dois não dormimos bem por estarmos ansiosos de mais. Arrumamos as coisas, no dia da inscrição, onde os candidatos colocam seu nome na lista de recrutas, eles falaram o que devíamos levar. Uma coberta. Uma sandália e vestes, todos os vestes que couberem em 2 malas pequenas. Apenas isso, como vamos passar alguns anos lá treinando, a cada 6 meses nossa família manda + 2 malas pequenas de vestes para o acampamento .

Não sabia aonde era, mas ouvi dizer que podíamos visitar a família todo final de ano, apenas no final de ano e por apenas 1 dia. Devia ser em um quartel nas montanhas ou lugar parecido. Não nos divulgaram o lugar por questões de segurança. Como era na fúria do caçador onde os melhores guerreiros da região eram treinados, os inimigos sempre iam em busca de saber onde ficava o local, para destrui-lo, e assim acabar coma nação dos guerreiros caçadores. Por estas questões não divulgavam o local para ninguém. Os tutores vinham buscar os recrutas de cidade em cidade, e depois ninguém sabia para onde eram levados, os recrutas que eram reprovados iam direto para a corte da fúria do caçador que ficava perto do palácio de Acriticon. La só eram recebidos aqueles que foram recusados.

Eu e Arthur fomos para o local combinado na cidade de Groninjha, onde moramos, acompanhados de minha mãe e Isabelle.

– Ate que enfim, o dia chegou – disse Arthur para quem quis ouvir.

Notas finais
Espero que tenham gostado, por favor comente, já estou fazendo o segundo capitulo.