Caçadores De Sonhos
2 A Jornada Começa!
–Olhe! Tem uma cidade bem ali, atravessando o rio! -Disse Yume animada, apontando para o local. Como o rio era raso, ambos atravessaram-no sem problemas.
Os portões principais da grande cidade estavam sendo protegidos por robôs.
–Queremos entrar! -Disse Fuyuki.
–Identificação necessária.
–Fuyuki, sua lata velha! -O loiro já estava se irritando.
–Não identificado.
–Como assim não i-den-ti-fi-ca-do?!
–Hm... O que está acontecendo aqui...? -Disse um garoto de cabelo verde escuro, ajeitando seus óculos de aro quadrado. Os dois deram um pulo.
–É que eu quero passar e essas latas velhas não me deixam entrar!!
–Pra começar, eles não são "Latas Velhas"! Eu criei eles!
–C-Como..?!
–Prazer, meu nome é Kentaro. -Sorriu. -Sou um gênio da ciência e robótica. Vocês vão se surpreender, entrem! -Dirigiu seu olhar ao robô. -Código 01X46281.365427π.
–Acesso permitido. Seja bem vindo, mestre. -Disse o robô, abrindo o grande portal de aço.
–WOOOOOOOOW! -Disseram Fuyuki e Yume, admirados com o avanço tecnológico da cidade.
–Venham, vou mostrar minha casa!–Disse o garoto enquanto entrava num carro voador.
Seguiram os três até a casa do pequeno gênio. Se apresentaram, conversaram e contaram suas histórias, então Kentaro tomou sua decisão.
–Vou com vocês. -Sorriu. -Quero estudar melhor o poder do mago, e aproveito para estudar os lugares pelos quais passaremos.
–Ah! Otimo! -Yume sorriu.
Então, o trio seguiu sua jornada. Foram andando até encontrarem um pântano, e viram um senhor caído no chão.
–Por favor...Me ajudem!
–O que aconteceu??
–Uma feiticeira me atacou...! Queria sugar minha alma!
–Ele provavelmente está morrendo e acredita naquela história de roubar os anos de vida de outras pessoas. Essa superstição surgiu no ano de 1283, em Juntiras. Estudei sobre isso quando estav...
–Já entendemos, Kentaro! -Fuyuki revirou os olhos, entediado, a apontou uma flecha para a cabeça do homem.
–F-FUYUKI, NÃO! -Yume tentou segura-lo, junto à Kentaro.
–Se está sofrendo, precisa matar pra que a dor acabe logo!
–M-Mas Fuyuki...
–Me desculpe, moço... -Usou seu arco e atirou. Os três estavam manchados de sangue, e Kentaro e Yume gritaram. -Vamos para Juntiras, então.
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Os guerreiros andaram dia e noite, parando apenas para dormir e se alimentar. Chegando em Juntiras, começaram a investigação.
–Hei, você viu uma mulher estranha, de cabelo curto...? -Foram perguntando para todos os moradores.
Nenhuma pista, apenas um estranho papel, com uma estranha escrita.
"Todo dia tem uma noite, toda noite tem estrelas. Algumas vezes não podemos vê-las, mas sua chama brota perante à tropa."
Ninguem entendeu o que estava escrito, mas não ligaram muito.
–E agora... O que vamos fazer? O único jeito de termos alguma informação é decifrando aquele papel que uma raposa deixou cair! -Disse Yume.
–Hum... Já sei! Quando estava investigando, apareceram umas pessoas... Pareciam tropas! Elas me afastaram do sul da cidade... Deve haver algo lá a ver com aquilo! -Disse Kentaro.
–Então, de madrugada, quando todos estiverem dormindo, vamos todos tentar passar por esses caras e achar a feiticeira.-Falou Yume.
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Entraram com sucesso, graças a um feitiço de invisibilidade que Yume fizera. Acharam uma câmara e logo encontraram o que procuravam.
Vários robôs, diferente dos da cidade, apareceram.
–Mais latas velhas! -Bufou Fuyuki. -Como as odeio... -Recebeu um tapa de Kentaro. -Hei!
–São rackers! E são altamente perigosos!
Um garoto surgiu correndo, segurando uma lança, os ajudando a matar a maior parte dos robôs.
–Quem é você? -Perguntou Fuyuki.
–Sou Kiriu... E vocês, tambem vieram ajudar ela?
–Ela quem? De quem est...
–Roku! -Disse Kiriu olhando para cima, onde havia uma grande gaiola, na qual havia uma menina de cabelos rosados e olhos azuis.
–É Rokuyemi! -Cruzou os braços. -Por que demorou tanto? Não recebeu meu bilhete..?
–Que bilhete?
–A July não te entregou?
–Não, ela veio até mim e começou a me puxar.
–Nós achamos um papel... Seria este? -Yume entregou o bilhete.
–Sim! Agora me tirem daqui, onegai?
–Vamos matar aquela feiticeira!
Assim que o disse, uma mulher de cabelo curto e preto, de olhos azuis surgiu.
–Ah é...? -Sorriu. -VENHAM ENTÃO! -Gargalhou.
–VOCÊ VAI VIRAR SUCATA IGUAL A ESSES ROBÔS!! -Gritou Fuyuki, avançando na bruxa, e os olhos da mesma brilharam enquanto esta sorria. Fuyuki teve metade de seu corpo transformado em pedra.
–FUYUKI!! -Gritou Yume, se concentrando para derrotar a mulher, e o rapaz fez o mesmo. Depois de horas, estavam exaustos, porém conseguiram derrotar a feiticeira.
–Fuyuki! Fale comigo!! -Yume foi até o garoto. -FUYUKIII!!!
–Calma, vamos achar um jeito de curar seu amigo! -Disse Kiriu, colocando o garoto em suas costas. -Ah... Eu sou Kiriu, e aquela é Rokuyemi. -Disse enquanto saíam da caverna.
–Fazemos parte da Magic of Gathering e combatemos o mal de Juntiras. E vocês, quem são?
–Yume, Kentaro e... Fuyuki...
–Ok,ok... Já nos conhecemos, agora vamos até a casa da Roku e procurar uma cura pro seu namorado.
–Ele não é me...
–Anda!
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A casa de Rokuyemi era média, de madeira. Era quentinha e aconchegante, e como estava frio, todos se sentaram perto da lareira. Roku e Kiriu ajudavam a arrumar os lugares onde iriam dormir, e Kentaro não tirava os olhos de seu notebook.
–Acabei de achar aqui uma informação sobre uma menina da India, que cura qualquer doença...
–Ótimo! Vamos logo! -Yume sorriu animada.
–Mas tem um problema... -Ajeitou os óculos. -Por causa de uma profecia, seu pai tentou mata-la, e ela fugiu. Ou seja... Ela pode estar em qualquer lugar agora!
–Não importa! Vamos acha-lo e trazer Fuyuki de volta! -Se levantou. -V-VOCÊS SÃO MEUS UNICOS AMIGOS, E EU NÃO QUERO FICAR SOZINHA DE NOVO!! -Fez uma pausa. -D-Desculpem...! -Correu para um dos quartos, deixando que as lágrimas caíssem.
–Yume! -Kentaro se levantou.
–Ela precisa de um tempo... -Disse Roku.
–Certo...
–Vamos dormir, amanhã vamos acordar cedo, não é? -Disse Kiriu.
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