Caçadora de Sobrenaturais
3 Como tudo começou
5 Anos depois
Alguns anos se passaram e eu já havia me adaptado a nova vida. John tinha demorado um pouco mais para se acostumar com meu jeito — já que o ocorrido com meu pai, fizera com que eu adquirisse um tipo de síndrome, não deixando nenhum homem me tocar, e passando dias trancada em casa com aulas particulares.- Mas depois do que pareceu muito tempo já estávamos melhores, já tinha ate arrumado um emprego em uma livraria.
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– Acorda, Itá. Vai se atrasar pro serviço! — gritou John
– Ja estou indo. — gritei de volta com a voz sonolenta.
Me levantei e fui pro banho tropeçando na beira da cama por não ter acendido a luz, cheguei no banheiro e enchi a banheira e acendi uma vela, entrei na banheira e relaxei um pouco. Depois de alguns minutos sai do banho e coloquei um vestido azul bem fresquinho, apaguei a vela peguei minha bolça e sai.
– Você fez de novo. — disse John
– Fiz o que? — perguntei
– Fazer tudo no escuro, pensei que já tivesse parado
– pensei ter pedido para não ficar no corredor do meu quarto. — disse pegando uma lata de suco.
– Nao fiquei passei e não vi nenhuma luz embaixo da porta. — falou ele dando de ombros
– Sei que é estranho, mas me acalma. E voce lembra do que a psicologa disse. — falei
– Ta bom então. Agora vai, ta na hora. — disse ele jogando a chave do meu novo carro, um Opala. — Que ele me dera no verão passado tentando me convencer a sair mais, em vão, mas fiquei feliz. -
– Tchau John. — falei saindo
– Tchau. — ouvi ele gritando
Meu expediente acabou e fui direto pra casa. Cheguei e vi que não havia ninguém, então tomei um suco e resolvi tomar um banho, me enrolei na toalha e fui em direção ao banheiro escorregando em algo que não pude ver o que era já que todas as luzes estavam apagadas, levantei correndo e acendi a luz me deparando com o corpo de John no chão todo cortado formando símbolos antigos, com o susto cai no chão olhando o teto e reparando que estava escrito com sangue uma frase em latim — agradeço até hoje a meus pais por aquele curso — "Non gaudet super lumen convertere?"
Me levantei em um salto e sai correndo para fora do apartamento sem me importar como eu estava. Sai correndo e gritando em direçao a porta saindo e me deparando com um homem que com o impacto caiu me puxando junto, o que me fez gritar mais ainda.
– Calma, não vou te machucar. — disse o rapaz segurando meu ombro
– Nao me solta! — gritei — por favor! — disse caindo de joelhos em pranto.
– Damon! — gritou o rapaz loiro e olhos claros.
– Que foi Dean? — disse o rapaz moreno com cabelos negros, andando despreocupadamente ate me ver. — O que houve?
– Eu não sei ela saiu gritando e esbarrou em mim. Nos conte o que aconteceu, só queremos ajudar. — disse Dean se aproximando e fazendo eu me arrastar e me encolher contra a parede do outro lado.
– Meu tio, lá dentro, é horrível. — disse apontando pra porta
Eles entraram devagar sacando uma pistola olhando cada comodo com cuidado, ate chegar no banheiro.
– Meu Deus! — disse os dois juntos voltando.
– Quem fez aquilo? — perguntou Dean
– Que tanto de Deuses são aqueles? — perguntou Damon.
Eles se entreolharam.
– Vamos entrar, antes que alguém chegue — disse Damon
Me levantei e fui direto pro quarto troquei de roupa rapido, colocando um vestido preto soltinho, e trançando meu enorme cabelo ruivo. E voltei pra sala, me sentando o mais longe deles.
Respirei fundo e tentei responder as perguntas deles.
– Bom, Damon, minha família é pagã, é assim a gerações, acreditam que são descendentes diretos de Perseu. — falei
– O filho de Zeus? — perguntou Dean
Eu assenti.
– Sim, ou não acreditam em Deuses? — Falei
– Com tudo que já vimos na vida, acreditamos em tudo. — falou Dean
– E eu não vi quem fez aquilo, tinha acabado de chegar do trabalho. — falei segurando mais uma vez o choro
– Aquela frase no teto, sabe o que significa? — Perguntou Demon
– "Feliz por nao ser voce a acender a luz" — falei
Eles me olharam surpresos
– Meus pais pagavam aulas de latim pra mim.
– Entendi. Mas o que isso quer dizer? — disse Damon
– Depois da morte dos meus pais comecei a fazer terapia, e a medica disse que era pra mim encontrar algo que me acalmasse me ajudasse a esquecer, entao comecei a fazer tudo que era possivel no escuro, como tomar banho. Nessa manha nao foi diferente, nao acendi as luzes ou abri as janelas em nenhum momento.
– Olha, sabemos o que fez aquilo com seu tio, e estamos caçando isso a muito tempo. — falou Dean
– Isso? — perguntei
– Olha, voce pode nao acreditar, mas somos caçadores de sobrenaturais. — falou Damon
– Como fantasmas e demônios? — perguntei. Eles assentiram
– Sei, é difícil assimilar — falou Damon
– Nem tao difícil, depois de tudo que passei na vida. — falei
– O que quer dizer? Como seus pais morreram? — perguntou Dean
– Foi no ano 200, Forks
Meu pai tinha desaparecido a duas semanas, derrepente ele chegou em casa uma noite dizendo coisas estranhas e com os olhos estranhos e tentou abusar minha irma mais velha, sem saber o que fazer peguei a faca da cozinha e fui pra cima dele, só queria assusta-lo, fazer ele recuar, mas não adiantou, eu o matei. Depois disso minha irma pirou começou a ouvir vozes e dizer que era perseguida, minha mãe sem saber o que fazer a internou em um manicômio.
Dias depois minha mãe não aguentou a pressão e se suicidou, eu encontrei ela no quarto. — falei
– Então o sobrenatural nao é novidade pra voce. — disse Dean
– O que vamos fazer com o corpo? — disse damon — chamar a policia?
– Nao, por favor, nao aguentaria mais um ano de interrogatório. E eles nao me deixariam dar um enterro digno. — falei
– Tudo bem, vamos ajudar voce. — falou Dean
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Estamos dentro do parados na estrada — os rapazes encostados no corro e eu em uma arvore a uns dois metros de distancia deles -, proximo a um bosque fora da cidade, tinha acabado de cremar o corpo do meu tio John, como manda a tradiçao dos filhos de Odin.
Estávamos lá conversando tentando decidir o que fazer.
– Temos que voltar a caçar. — disse Damon
– Mas e ela? — disse Dean
– Eu vou com voces. — falei dando um paço a frente
– A nao vai nao. E perigoso — disse Dean
– Olha eu decido se é perigoso ou nao. Eu quero encontrar o filho da mae que destruiu minha familia. Se voces nao me ajudarem eu vou sozinha.
– Nao podemos deixa-la sozinha, e mais seguro conosco. — disse Damon
– Tudo bem. Mas tem certeza disso? Nao é uma viajem de passeio. — disse Dean
Respirei fundo, eu ia vinga-los.
– Sim, tenho certeza. So precisamos deixar uma coisa clara. — falei
– Sim? — disse os dois
– Vamos passar pra pegar meu carro. Se nao notaram, nao consigo ficar muito proxima de, homens, entao nao vou no carro com voces. — falei e eles assentiram — e tentem nao tocar em mim a menos que eu peça, ou a coisa vai ficar estranha. — falei
– Tudo bem, domos conta disso. — falou Damon
– Vamos? — disse Dean
– Vamos! — Falei
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