Notas iniciais
Desculpe a demora, tive um problema de criatividade. Eu peço desculpas se a Annabeth, Percy ou Nico que escrevi não são os mesmos de Rick Riordan. Eu tentarei ao máximo escrevê-los como tio Rick faz. Enfim, espero que gostem desse capítulo. Admito que não ficou lá aquelas coisas, mas... Leiam! ;)

Foi decidido que Annabeth, Percy, Jace, Nico e Isabelle investigariam sobre o desaparecimento de Michael e Miranda. Caso encontrassem algo que provasse que estivessem vivos, ganhariam uma missão de resgatá-los. Isabelle achou bobagem à parte de “caso encontrassem algo que provassem que estivessem vivos”, é claro que estavam vivos. Estava ficando entediante repetir isso sempre.

Após o jantar, na fogueira, enquanto os campistas cantavam musicas de acampamento e deuses com os garotos de Apolo, Isabelle conversava com Annabeth e Percy.

–Então, se conseguirmos uma missão para resgatar meus pais, teremos que falar com o Oráculo? – perguntou Isabelle comendo um marshmallow.

Percy que dividia um saco de jujubas – e comia só as de cor azul — com Annabeth fez careta.

–Profecias é uma grande dor de cabeça. – ele murmurou.

–É para termos uma profecia. – explicou Annabeth – Profecias servem para orientar os meio-sangues no futuro de suas missões.

–Bem, sim. – disse Percy – Mas bem que podiam ser um pouco menos complicadas.

–É só questão de saber interpretar-la. – disse Annabeth comendo uma jujuba.

Uma questão surgiu na mente de Isabelle.

–Então, se existe profecias para missões, existe profecia para o destino da vida de uma pessoa? – perguntou Isabelle com curiosidade genuína.

Annabeth e Percy trocaram olhares. Estava claro que estavam escondendo algo dela.

–Huh, sim. – disse Annabeth.

Isabelle não entendeu a reação estranha dos dois, mas ignorou isso. Ela se animou em saber que pode saber seu futuro. Ela sorriu.

–Bem, eu bem que queria conversar com o Oráculo então. – ela disse – Dar uma espiadinha no que o destino me reserva.

–Você não sabe se vai gostar do que irá saber. – disse Percy sério – Me disseram que às vezes é melhor não saber sobre o futuro.

–Então você sabe sobre o seu destino? – perguntou Isabelle.

Percy olhou para Annabeth.

–Ah, ela iria saber disso logo. – ele disse á ela, que semicerrou olhos e balançou a cabeça em desaprovação. Percy olhou para Isabelle – Alguns meses atrás, nós lutamos contra o exército do titã Cronos, e eu com o próprio. – ele contou – Depois da Segunda Guerra Mundial, o Oráculo previu que uma criança semideusa dos Três Grandes iria destruir ou salvar o Olimpo quando completasse 16 anos, então os três deuses juraram pelo rio Estige para não ter mais filhos com os mortais. Entretanto, Zeus quebrou o juramento tendo Thalia Grace que agora é uma Caçadora de Ártemis e Jace Cross, e cinco anos mais tarde, foi Poseidon, tendo eu. – ele sorriu brilhante.

–E o que o Oráculo disse? – perguntou Isabelle.

Foi Annabeth quem respondeu.

–“Um meio-sangue, filho dos deuses antigos, Chegará aos dezesseis apesar de empecilhos. Num sono sem fim o mundo estará, E a alma do herói, a lâmina maldita ceifará. Uma escolha seus dias vai encerrar, Olimpo preservar ou arrasar.” – citou ela, sua expressão uma mistura de confusões.

Annabeth então contou á Isabelle sobre a profecia, Luke, Cronos, com Percy intervindo complementando as informações ou dando comentário engraçados.

–Ou seja. – disse Isabelle depois que Annabeth terminou – Ser alguém de uma profecia é dureza. – ela disse.

Annabeth e Percy foram então namorar, deixando Isabelle sozinha na fogueira. Ella estava olhando os garotos de Apolo cantarem e comendo marshmallow quando Jace apareceu em sua frente.

–Posso me sentar com você? – ele perguntou com um sorriso nos lábios.

Isabelle olhou-o e sorriu. Ela ignorou o fato que as garotas do chalé de Afrodite olharam-na com cara feia. Então as irritava que um dos garotos mais lindos e poderosos do acampamento estivesse com Isabelle? Ah, tanto faz.

–Huh, claro. – ela disse – Senta.

Jace sentou-se ao seu lado.

–Como uma filha de Ártemis você não deveria odiar os homens? – ele perguntou.

Isabelle riu. Essa era uma boa questão.

–Bem, eu não sei. – ela disse e olhou para ele — Eu não odeio você.

Ele sorriu.

–Então, como está indo no acampamento?

Isabelle deu de ombros.

–Bem, eu acho. – ela disse – Sabe, eu acredito que existem fases, ciclos, começos e recomeços. E acho que estou bem no meio de um deles. Apenas no comecinho. – ela sorriu – E é tudo tão confuso e novo.

Ele riu.

–Sim, no começo é assim. – ele disse – Mas imagino que para você deve ser um pouco pior. Muito mais confuso.

Isabelle desviou o olhar para suas mãos. Ela mordeu seu lábio inferior pensando em uma resposta que não soe tão emocional quanto ela se sentia. Ela sabia ao quê ele estava se referindo. Seus pais.

–Bem, bem mais confuso. – ela disse – São tantos sentimentos que eu não estou acostumada a sentir.

Eles ficaram em silêncio. Os garotos de Apolo agora estavam cantando uma música lenta. Merda, pensou Isabelle, só faltava agora essa música me fazer chorar.

Jace levantou com um sorriso brincalhão encantador e estendeu-lhe a mão.

Isabelle franziu o cenho, não entendendo. O sorriso de Jace aumentou.

–Dança comigo? – ele perguntou.

Isabelle arregalou os olhos.

–O quê? Agora? – ela perguntou nervosa – Não tem ninguém dançando.

Ele deu de ombros, não se importando.

–E daí. Vamos, Isabelle. – ele sorriu – Dança comigo.

Isabelle mordeu o lábio inferior, pensando.

–Eu não sei dançar. – ela confessou.

–Eu conduzo a dança. – ele disse.

Isabelle sorriu lentamente. Diabos, o que tem dançar com ele então? Tem um semideus grego lindo pedindo para dançar com ela. Ela pegou sua mão e ele ajudou-a a levantar.

É claro que ela vai dançar.

A música fluía suave na bela voz dos garotos de Apolo. Jace deslizava com Isabelle e todos estavam com sua atenção focada neles. O rosto de Isabelle corou.

–Estão todos olhando. – ela sussurrou para ele.

Principalmente as garotas de Afrofite. Bem, uma em particular, estava com o rosto vermelho de raiva, seu olhar azul penetrante. Isabelle não compreendeu isso.

Ele riu.

–Deixem olhar. – ele disse simplesmente.

Isabelle riu. Isabelle avistou Annabeth e Percy de mãos dadas olhando para eles. Percy sorriu e disse algo para Annabeth que então, veio os dois dançar perto de Isabelle e Jace. Logo os casais estavam feitos e dançavam.

Jace dançava muito bem. Isabelle não pisoteou o pé de Jace uma só vez. Eles dançavam em perfeita sincronia. Estava perfeito.

–Você não me disse que sabia dançar. – disse Isabelle.

–Você não me perguntou. – ele disse com um lindo sorriso de covinhas.

–Porque você fez isso? – perguntou Isabelle – A dança?

Jace a olhou, seus olhos âmbar olhando diretos para os prateados de Isabelle.

–Te tirar para dançar? – ele perguntou – É tradição. – ele disse.

Isabelle riu e ergueu uma sombracelha.

–Oh, é mesmo? – perguntou irônica.

–Fiz para ver algo desaparecido. – ele disse, seu olhar dourado queimando em Isabelle – Um sorriso. O seu sorriso.

O coração de Isabelle acelerou e ela olhou para Jace. Ele falava sério. Deuses, isso era tão fofo.

–Funcionou? – ela perguntou.

Ele sorriu.

–Oh, sim. Fiz um bom trabalho. – ele disse.

Eles riram. Isabelle encostou sua cabeça no peito de Jace. Ele era alto, então ela batia no peito dele mesmo. Ela fechou os olhos e podia ouvir os batimentos do coração de Jace. Era algo tão bom. Ela se sentia tão calma e em paz. Algo que não sentia há um bom tempo.

Logo a música acabou e relutante, Isabelle se afastou de Jace.

–Foi uma boa dança. – ela disse – Eu vou, hum, pegar bebida.

Ela foi até a mesa de bebidas e achou uma Coca-Cola, abriu a latinha e tomou um gole e começou a andar em direção á Jace. Aquela garota de Afrodite, que encarava Isabelle dançar com Jace com uma fúria nos olhos tão evidente apareceu do nada e derrubou sua bebida na roupa de Isabelle.

A garota se aproximou e sussurrou no ouvido de Isabelle:

–Tire seus olhos vesgos de Jace. – ela sussurrou – Ele é meu. – então sorriu e se afastou.

–Oh, desculpe. – ela disse fingindo inocência e se foi.

Garota estúpida. Quem ela pensa que é?

Annabeth surgiu do nada ao lado de Isabelle.

–O que aconteceu? – ela perguntou olhando para a roupa manchada de Isabelle.

Isabelle suspirou.

–O que vai acontecer. – disse Isabelle – Uma futura morte de uma garota imbecil de Afrodite.

Annabeth compreendeu imediatamente o que aconteceu.

–Oh! Você conheceu então Elodie Pierce. – ela disse – Mas que vaca! Ela manchou sua roupa!

–Eu sei! – exclamou Isabelle – Aquela garota está morta! Eu amava esse short! – ela se virou e começou a andar.

–Aonde você vai? – perguntou Annabeth atrás.

–Eu vou embora! – gritou Isabelle.

Ela andou até seu chalé, imaginando diferentes maneiras de matar aquela idiota da Elodie. Ela congelou quando viu encostado á seu chalé, Nico Di Angelo, vestido totalmente de preto, com as mãos nos bolsos, o pé apoiado na parede, olhando para o chão.

–Nico? – Isabelle chamou.


Notas finais
No próximo terá conversa com Nico; sonho com Ártemis que vira pesadelo; caça a bandeira na lua cheia; Jace; caça a bandeira; briga com Tessa; reclamada; e presente de Ártemis.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.