O dourado pisoteou algumas flores enquanto encarava a mulher de cabelos loiros, arqueando a sobrancelha direita:

— Uma mulher? Se não fosse minha inimiga, te chamaria para um encontro! — Cancri abriu um sorriso sarcástico, avançando em uma grande velocidade contra a moça e acertando seu rosto em cheio.

O rosto de Fântaso foi para a direita, ficando um pouco marcado. Ela dispersou um cosmo gigantesco e formulou duas esferas de energia em suas mãos:

— Quanta petulância. Grim Fantasia! — O corpo do canceriano foi paralisado e ele mal conseguia se mover. Sua alma e seu espírito foram extraídos até uma esfera púrpura, deixando uma "casca vazia".

No mundo dos sonhos, Cancri se viu em um mundo cheio de objetos e coisas fantasiosas, como um reino encantado.

— Onde é que eu estou? Deve ter sido ela quem fez isso ... Mas eu sinto que não quero sair daqui! É tão bom ... — Ele relaxou em uma montanha de flores dentro de seu sonho, apenas para se lembrar da coisa que era mais importante para ele: Sua missão.

— Cancri de Câncer nunca deixa de cumprir uma missão! — O cavaleiro concentrou uma energia azul em seu dedo, usando o Sekishiki em sua própria alma, que foi enviada para seu corpo no mundo real.

— Me desculpe atrasar para nosso encontro, moça! — Ele se reergueu atrás da deusa, que ficou espantada e se virou, apenas para ser atingida por um poderoso socão do cavaleiro de Câncer que a enviou pro chão.

— Sabe, bater é sinal de amor! Mas eu vou acabar com você! Chamas Demoníacas! — Cancri estalou os dedos e diversas chamas englobaram a sobrepeliz da deusa, criando uma explosão titânica a ponto de simular um tornado de puro fogo azul.

Com a nuvem de fumaça dissipada, o corpo da deusa estava intacto e seu rosto não parecia arranhado. Ela reapareceu atrás de Cancri e acertou o corpo do canceriano com uma grande força, fazendo ele vomitar sangue e ficar bambo.

— Calma amor, não vamos brigar! Hehehehe. SEKISHIKI MEIKAI HA! — Ele se recompôs e ergueu o dedo indicador para o alto, concentrando almas na ponta. Ele dispersou um feixe de luz que enviou o corpo de Fântaso para o Yomotsu Hirasaka; Em seguida ele caiu em pé, fraquejando:

— De onde vem toda essa força ... — Cancri mal teve tempo de reclamar e Fântaso voltou, trajando sua sobrepeliz ainda mais reluzente.

— Você quer enviar um deus para o Yomotsu? Você é mesmo idiota! — Ela ergueu as mãos para o alto, criando uma grande esfera roxa que foi dispersada contra o cavaleiro de Câncer, obliterando tudo no caminho e fazendo ele cair com muitos danos.

— Sabe ... você está me dando nos NERVOS! — Cancri se reergueu após o golpe, ainda bambo. Com um estalo de dedos algumas almas inibiram os movimentos da deusa e explodiram logo em seguida, criando um impacto gigantesco no local.

Quando toda fumaça se foi, o rosto belo de Fântaso já não era mais feminino e belo, tendo uma expressão raivosa. Cancri olhou assustado e ao mesmo tempo com raiva:

— Eu estava flertando com um homem?! Merda! — O olhar no rosto de Cancri mudou completamente, e ele ficou extremamente raivoso. Com um estalo de dedos, ele explodiu uma vez o corpo do deus, e repetiu esse processo milhares de vezes, até deformar o ilusionista, deixando-o na carne viva.

— Ninguém faz isso! — Cancri conforme estalava os dedos ele detonava o rosto e o corpo de Fântaso, que caiu de joelhos aos pés do canceriano.

— Eu vou te trucidar! — O cavaleiro de Câncer atirou um raio azul no corpo do deus, que fez sua alma sair do corpo e ir para outro lugar. Durante a fuga, Cancri a agarrou por meio do Sekishiki, prendendo-a em uma máscara que surgiu no chão do local.

Quando Cancri conseguiu se recuperar um pouco dos danos, ele olhou para os lados e viu mais um homem surgir em sua frente: Loiro e adulto de cabelos longos, trajando uma armadura negra:

— Eu sou Morfeu, o modelador. — O homem falou com uma voz grave e grossa, que fez Cancri se virar.

De sua mão, ele moldou um mundo de sonhos, onde o cavaleiro dourado pode ver Carlos de Escorpião e Vrion de Pégasos presos em um sonho, feito pelo deus:

— Então os dois fracotes foram presos, é? — Cancri exclamou ofegante, enquanto se preparava para mais um combate.

— Vai salvá-los? Terá de passar por mim.

— Salvar? Não ... Apenas vou libertá-los para que vejam minha superioridade! Chamas Demoníacas! — Com um estalo de dedos, almas englobaram Morfeus e explodiram em seguida, mas sequer arranharam o deus. Ele foi caminhando até Cancri e diminuiu a distância em um instante, agarrando-o pelo pescoço:

— Você fala demais, mortal. — Morfeus arremessou ele longe, depois de esmurrar sua cara e seu corpo com voracidade.

— Falo, é? Mas meu alvo não era você ... — As papoulas que prendiam a dupla no mundo dos sonhos foram destrúidas, e eles reaparecem do lado de Cancri. Carlos ainda estava apoiado em Vrion, embora um pouco recuperado.

— Obrigado, Cancri! — Vrion exclamou e encarou Morfeus com um olhar determinado.

— Não me agradeça, fracotes! Vejam eu brilhar! — Cancri dispersou diversas almas na direção de Morfeus, destruindo tudo no caminho.

— Meteoro de Pégaso! — O bronze disparou ao mesmo tempo, para ajudar no ataque contra Morfeus.

— Agulha Incadescente! — Carlos fraquejou em sua fala, mas conseguiu soltar algumas agulhas com a força que lhe restava.

Morfeus parou todos os golpes apenas estendendo a mão direita, e não parecia abalado. Todos estavam surpresos pela força do deus quando uma voz ecoou na dimensão:

— Pare de brincar com eles, Irmão. Termine logo com isso. — Um homem trajando uma armadura ainda mais reluzente e chamativa que a dos outros três deuses apareceu no recinto com seus cabelos prateados.

— Líder, ou devo dizer ... Meu irmão ... Oneiros, o deus dos sonhos! — Morfeus exclamou e abriu um sorriso de canto, voltando os olhares para o trio. Oneiros desceu de sua plataforma e caminhou até o irmão.

— Sabe ... Eu gosto muito de você, Morfeus, mas terei de fazer isso. — Oneiros perfurou o corpo de Morfeus, arrancando sua alma e chocando os cavaleiros.

O deus do sonho se tornou maior e um cosmo gigantesco transbordou de seu corpo. Ele tinha absorvido a alma de seus irmãos mortos para honrá-los em batalha: A situação do trio era a pior possível.