Cavaleiro de Sangue
12 Capitulo 11
Notas iniciais
As mãos de Hinata tremiam de nervosismo. Naruto a fez se sentar na cama e lhe dava um copo de água para beber.
– Hinata, olha para mim. — o homem pediu vendo-a entrar em desespero.
Naruto não sabia o que fazer, não sabia o que estava acontecendo, e os olhos claros borrados de pânico o deixavam nervoso.
– Hinata... — a chamou mais uma vez depois que ela deu um gole em sua água. — Srta. Hyuuga... — O sobrenome fez a menina arregalar um pouco os olhos e Naruto pareceu compreender em partes quando as mãos delas quase derrubaram o copo. — Hinata, olha para mim — ordenou a puxando pelos ombros e olhando estoico para os olhos tão claros. — O que aconteceu? Diga!
A garota olhava em todas as direções sem saber o que fazer. Sabia que ela detinha um poder de mudar o destino. Não só de seu destino, como de centenas de pessoas que ali habitavam.
Ela segurou as lágrimas não aguentando aquela pressão em seu peito. A cabeça rodava e o coração palpitava descontrolado.
Aqueles olhos azuis pediam uma resposta e ela não sabia que caminho tomar. Desistir de sua família levando-os à desonra, ou fazer algo corajoso sem saber de seu futuro?
Ela mordeu o lábio conseguindo se acalmar e sentiu as mãos quentes de Naruto em seus ombros. Ela suspirou pesando a responsabilidade.
Ergueu a cabeça e se perdeu nos olhos azuis e preocupados de Naruto. Não havia tempo a perder.
Não sabia se iria se arrepender do que faria, mas não teve dúvidas àquela hora. Depois daquilo iria arrumar suas coisas e partir para o mais longe.
– Meu pai... ele planeja algo contra o lorde. — ela disse com a voz engasgada vendo os olhos de Naruto arregalaram-se — Por favor, não deixe.
A súplica baixa dela o fez abrir a boca em surpresa. O cenho franziu-se olhando para o nada e o peito estufou.
– Hinata — a chamou com a voz grave e ela o olhou esperando — Fique em segurança, não saia daqui em hipótese alguma.
– Sir Uzumaki...
– Me chame de Naruto — ele respondeu olhando-a nos olhos. — Hinata, fique aqui, eu vou dar um jeito nisso.
A morena segurou o suspiro quando ele saiu de seu quarto. Fechou os olhos com força sabendo que agora o futuro era incerto para eles. Orou para que Naruto ficasse bem e tudo aquilo se resolvesse da melhor forma.
– Mas, presa aqui eu não vou ficar.
***
Sasuke suspirou cansado e triste por mais uma noite que chegava. Mais uma noite sem ela.
Não sabia porque ficara tão incomodado pela falta que Sakura fazia em seus aposentos, mas não podia mais negar que possuía sentimentos por ela. Odiou-se por não poder sair daquele quarto maldito e abraçá-la em seu luto, odiou-se por ser um homem sujo e amaldiçoado.
Em uma tentativa de tentar amenizar a dor que ela sentia mandou Titã, mas queria ser ele a fazer aquilo.
Resignado tratou de tirar as pesadas vestes que usava e deixá-las em um canto, o banho preparado pela Hyuuga estava quente e o esperava.
Adentrou na banheira e deixou a água quente penetrar cada poro de sua pele branca. Espalmou os braços pela lateral fria de estanho e jogou a cabeça para trás. Seus pensamentos pelo menos podiam vagar livremente até ela.
A batida na porta foi leve. Ela já estava aberta, pois esperava Titã voltar a seu chamado.
– Meu lorde? — a voz saiu falha e ela limpou a garganta. — Posso entrar?
Ele fechou os olhos ao ouvir o som da voz dela. Como sentira saudade.
– Sakura, pode entrar. Estou aqui.
Os passos foram tímidos, mas decididos. O cheiro de almíscar tomou seu nariz e o som da água a alertou que ele estava no banho. Estava tudo escuro, mas assim mesmo, ela se sentiu constrangida.
– Posso voltar outra hora, senhor...
– Você quer voltar outra hora? — perguntou ele sorrindo internamente pelo constrangimento dela.
Sakura mordeu o lábio. Havia se esquecido do quanto ele gostava de provocar, ainda mais quando sabia a resposta dela.
– Gostaria de agradecer o apoio que deu... — desviou o assunto procurando a cadeira para se sentar — Foi muito atencioso em mandar trazer os remédios do vilarejo.
– Não tem o que agradecer. Quer acender o fogo?
Sakura segurou a respiração por um momento e realmente se esqueceu do porque estar ali.
Balançou a cabeça e mordeu o lábio inferior.
– Não é necessário, não vou me demorar — respondeu baixo e tentou puxar algo em sua cabeça para não parecer atrevida pela visita — Er... Tsunade me contou obre sua mãe, Lady Mikoto. Eu realmente sinto muito. Gostaria de tê-la conhecida.
Ele se remexeu na banheira.
– Era uma mulher maravilhosa Sakura, a melhor que conheci — ele parou por um momento — sinto muito pela sua perda. Gostaria de ter feito algo antes pela sua mãe.
Sakura suspirou triste e sentiu Titã pousa a cabeça em seu colo.
– Está tudo bem — respondeu acariciando o lobo — o senhor fez muito.
Um silêncio de pesar se fez por um instante e Titã se afastou deitando-se no tapete perto da cama.
– Pode pegar uma toalha para mim?
A moça corou. Não estava preparada para um contato tão próximo. Mas ela estava ali, e sabia que ansiava aquilo.
Havia passado por um mal momento, precisava de forças, de uma base. E mesmo sabendo se tratar de algo errado, ela havia criado uma ilusão com seu lorde, e ele lhe dava essa força.
– Claro, meu lorde. — respondeu já se levantando e apalpando os lugares que já sabia haver algo para ele se enxugar.
Levou o tecido até o centro do quarto, onde se encontrava a banheira e estendeu para o nada quando sentiu os pés baterem na lateral de estanho.
– Pronto, senhor. Mais alguma coisa?
Ele levantou na banheira deixando a água correr em pequenas gotas por todo o corpo. Estendeu a mão para pegar o pano que ela trazia e deixou que sua mão tocasse a dela antes de o pegar para si. Enrolou o mesmo na cintura e saiu da banheira ainda sentindo a presença dela quase colada a sua.
– Tem mais uma coisa sim... — perguntou em um tom mais baixo ficando de frente para a mulher tremula.
~ * ~
Konohamaru conhecia a floresta como ninguém, a mata era sua casa e seu lar. O jovem menino não precisou que seus companheiros de lida falassem, ele mesmo notou os movimentos estranhos no seu lar, era como se a própria floresta sussurrasse em seus ouvidos que havia algo errado.
Rastejando pela mata e escorrendo como água pelos galhos secos ele percorreu uma trilha recém criada por pés pesados. Observou cada centímetro e constatou que muitas coisas estavam fora da ordem natural das coisas. Não precisou andar muito, logo vozes podiam ser ouvidas.
Escondido em meio aos arbustos robustos ele observou: cavalos bebendo água em cochos improvisados, barracas de lona montadas, fogueiras discretas esquentavam panelas de metal e homens – muitos homens – andavam de um lado para o outro arrumando armas, escudos e armaduras.
Arregalou os olhos ao perceber do que se tratava. Aqueles homens não eram de Konoha, a julgar pela cor da pele e pelo sotaque forte só poderiam ser de um local. Suna.
Com cuidado se afastou para o mais longe possível, Naruto precisava ser avisado.
***
O chefe da guarda fervilhava por dentro, não esperaria por Sasuke, já que o amigo não poderia fazer mais do que dar ordens. Montou em seu cavalo e correu como o vento para o vilarejo, a guerra estava em sua porta.
Com o pensamento nublado de preocupação ele não reparou no clima estranho e hostil, não reparou que os homens da guarda não estavam em seus postos e nem que a cidadela estava vazia.
Rumou para a tão conhecida mansão dos Hyuuga, mansão que, com nojo ele percebeu que fora construída pelo sofrimento de todos os moradores que ele deveria proteger.
Descendo do cavalo ele adentrou pelo portão da casa de Hiashi. Estranhou que o local estava vazio, as janelas fechadas e nenhum som era ouvido.
Como um mal presságio ele sentiu o corpo inteiro retesar, estava escuro demais, silencioso demais.
– Sasuke está sozinho... – sussurrou para si mesmo. Fora loucura sair do castelo deixando o amigo desprotegido.
Quando virou para voltar pelo caminho feito a pouco ele os viu. Dez soldados usando o símbolo do Clã Hyuuga trancando a rua.
– Desculpe Naruto – foi o que pode ouvir antes do som metálico das espadas sendo desembainhadas encher o local.
– Não, vocês é que vão ter que me desculpar. – respondeu pesaroso fazendo o mesmo movimento.
Matar velhos amigos nunca fora algo fácil.
~ * ~
Sakura sentiu o calor dele. A sua parte sensata dizia que deveria sair dali, não foi assim que sua havia lhe criado. Mas o beijo martelava em sua mente, e ela ansiava em se sentir viva daquele jeito mais uma vez, em pensar no quão perigoso os limites eram.
– O que quiser senhor... — respondeu num sussurro sabendo que ele estava a sua frente.
Ele lhe tocou o queixo e aproximou a boca de seu ouvido:
– Me diga que não se esqueceu daquele beijo, assim como eu.
Sakura soltou um leve gemido, sentindo as pernas ficarem moles. Não conseguia responder, somente sentir a mão dele passear por sua mandíbula e subir para sua nuca num carinho desejoso.
A boca dele veio com mais delicadeza, matando a saudade daquela suavidade. Sakura conseguiu o acompanhar com mais facilidade e logo se adaptou aos movimentos dele.
Colocou as mãos sobre o peito do homem e sentiu sua cintura ser puxada acabando com todo a distância que eles tinham.
Sasuke soltou um suspiro pesado entre o beijo, e deixou que uma das mãos ainda molhadas vagueasse pelas costas dela.
O beijo era calmo mais cheio de desejo, em seu interior ele sentia algo queimar.
Mordiscou-lhe o lábio e apertou os olhos com força quando a sentiu tremer sob seus toques.
– Por que faz isso? — ela perguntou débil sentindo a carícia em suas costas e um formigamento no baixo ventre sem explicação.
Ele puxou os fios do cabelo solto para trás aspirou o perfume que ela exalava. Com os lábios úmidos distribuiu beijos por todo o pescoço enquanto sua outra mão jazia firme na cintura de Sakura.
– Faço isso ... — a beijou logo abaixo da orelha — porque quero você, somente pra mim.
O coração de Sakura parecia querer sair do peito, de tanta emoção. Não sabia o que dizer, nem o que fazer. Decidiu se entregar sem medo, pois o alívio para a dor se encontrava a sua frente lhe proporcionando sensações indescritíveis.
As mãos dele passavam por suas costas, pelo pescoço, por sua bochecha. Os dois polegares se encontraram contornando os lábios dela e depois dando lugar para a boca faminta.
Sakura ofegou e jogou seus braços por cima dos ombros dele, sentindo o cabelo liso bater em seus braços um pouco abaixo do pescoço.
Sasuke gemeu baixinho ao senti-la tão sua. Ela era o que ele desejava e a queria para sempre daquela forma.
Com as mãos fortes a levantou do chão fazendo com que as pernas finas enlaçassem sua cintura, a segurou com força e foi caminhando em direção a sua cama. Os lábios não se separaram por nenhum segundo.
Sakura agia conforme seus instintos. Estava tão desesperada por aquele carinho. Sentia que precisava dele, e iria ser dele se assim ele quisesse.
Sentiu o colchão macio em suas costas e o corpo grande sobre si distribuir beijos em seu pescoço.
Um suspiro de satisfação saiu da boca dela e, querendo mais, o abraçou.
Sasuke sentia algo diferente no peito, algo que nunca sentira ao deitar com outra mulher. Queria ser carinhoso, queria beijar todo aquele corpo e fazê-la suspirar mais vezes. Ela havia conquistado seu respeito sendo audaciosa, inteligente e ousada. Ele e a desejava demais.
Abaixou-se e levantou com calma o vestido velho e puído que ela usava. Fechou os olhos com força ao sentir a pele quente em contato com a sua, era uma sensação maravilhosa.
Delicadamente distribuiu beijos pela barriga, sentiu o corpo magro se arrepiar e as mãos dela segurarem com mais força seus cabelos.
– Você... é linda Sakura.
Sakura sentia todo o corpo tremer em expectativa e ansiedade. Já havia tido conversas com as outras mulheres sobre aquilo. Havia se guardado para o casamento, como todas as outras mulheres de família, mas sucumbiu a um desejo estranho que lhe atormentou. Não se importava com sua índole, ou como seria falada. Queria aquele momento, e iria ser dele.
– Meu lorde... — murmurou quando levantou o corpo para tirar o vestido — Posso...? — perguntou colocando as mãos em cada lado do rosto dele.
– Pode tudo o que quiser. — suspirou ele ao toque gentil dela.
Sakura não sentia constrangimento, devido ao escuro, então se ajoelhou em frente a ele e tocou-lhe a face com delicadeza. O queixo quadrado com a barba por fazer e sentiu uma pequena cicatriz ali. Teve receio de encontrar alguma deformidade, mas sentia que isso não iria fazê-la deixá-lo naquela noite. Continuou o tocando enquanto as mãos dele fazia uma carícia gentil em sua cintura. Passou a mão pela face dele, sentindo a pele lisa, o nariz reto e pequeno, a boca fina e semiaberta soltando o ar em curtas expiradas, os olhos fechados em degustação, a testa com a franja úmida lhe tocando a pele. Não havia nada de errado ao tato, mas mesmo assim ela não conseguia visualizá-lo. Somente tinha a imagem de um adolescente numa foto antiga.
Sentiu a boca dele beijar seu pescoço, ela soltou seu rosto e jogou a cabeça para trás emaranhando as mãos no cabelo dele.
Sasuke sentiu o corpo inteiro arrepiar com o suspiro dela. A abraçou com força e delineando o corpo dela com as mãos desceu com a boca até seu colo, distribuindo beijos e caricias. Beijou um dos seios por cima do pano do sutiã e grunhiu quando as unhas dela foram cravadas em suas costas.
Levantou o rosto e a beijou com calma, levou as mãos até as costas e abriu a peça intima.
Ela retesou o corpo sentindo as carícias ousadas dele, mas o corpo dela retribuía de forma natural. O desejo subia pela garganta dela saindo em forma de gemido a cada beijo dado. Sakura beijou o ombro dele sentindo a mão dele percorrer seu corpo com calma e força. Ele parou uma das mãos em sua roupa de baixo e tirou sem se importar com a falta de experiência e a vergonha que ela estava sentindo. Ele queria senti-la.
– Está com medo? — perguntou ele voltando a distribuir beijos por todo o pescoço e colo nu.
Parou com a boca perto do seio descoberto a espera da resposta. A respiração descompassada o estava enlouquecendo.
Sakura pensou. Medo? Não, ela não estava com medo. Estava receosa, tímida, mas com medo não. Aprendeu a confiar nele, mesmo sem poder olhá-lo nos olhos. A voz rouca dele a deixava bem. O ódio e a repugnância de antes haviam se transformado em algo bom. Algo forte ue a fazia querer ficar perto dele.
– Eu não tenho medo. — respondeu com a voz falha.
Ele gemeu baixo com a resposta e abocanhou um dos seios. Sugou com delicadeza e recebeu a reação dela com deleite. Uma das mãos apertava com força a cintura fina enquanto sua língua circulava o mamilo.
Sakura sentia todas aquelas novas sensações em êxtase. Respirava com força sentindo o corpo quente dele saborear o seu.
O grunhido saiu da garganta dele quando ela, instintivamente, levantou a perna roçando em sua lateral. Ele a segurou com firmeza descendo os beijos até sua barriga e voltando para a sua boca com vontade.
Sasuke segurou uma das mãos dela e a guiou até sua toalha. Sakura entendeu e, um pouco receosa, retirou o pano. O toque entre os corpos nus os fizeram gemer alto. Sasuke começou a beijá-la com mais volúpia e retorceu o pano da calcinha com uma das mãos. Começou a puxá-la para baixo até que se livrasse totalmente da peça. Agora Sakura era totalmente sua.
A mão tímida estava um pouco trêmula, mas o segurou firme. Jamais havia visto a parte íntima de um homem, muito menos tocado. Era grande e estava quente. Ela sentiu apreensão, pois sabia como ia acontecer. Sabia que iria doer, mas os beijos dele foram acalmando-a.
As pernas tiveram um espasmo quando sentiram os dedos dele passarem por sua intimidade em movimentos circulares enquanto os beijos não cessavam.
Sasuke a deitou totalmente no colchão e sentiu o coração pulsar mais rápido. Sabia que o dela também pulsava, sabia que aquele momento seria único entre os dois.
Com calma afastou as pernas trêmulas e se encaixou no meio delas. Segurou o rosto dela e a beijou com sentimento enquanto posicionava o membro pulsante na intimidade molhada.
– Sakura... — gemeu forçando levemente a entrada.
– Ah... — deixou um grito baixo escapar da garganta o sentindo forçar a entrada.
Ele ia devagar, mas não parava. Não conseguiria mesmo se tentasse.
Ele sentiu as mãos dela o apertarem com força por conta da dor. A penetrou mais um pouco até que todo o membro entrasse. Gemeu de satisfação.
– Você ... quer ... que eu pare — gemia ele enquanto dava curtas estocadas para não machucá-la.
– Aah.... argh... — murmurava desconexa apertando os ombros dele com força, sentindo seu interior abrir um pouco e ele entrar com mais facilidade. A dor ainda estava lá, mas o movimento dele a fazia sentir um pouco de prazer também. — Con...continua — disse entre gemidos sentindo sua boca ser capturada num beijo afoito e sem qualquer ritmo.
Sasuke segurou com força os lençóis e aprofundou as estocadas totalmente perdido nos gemidos dela. Mordeu o ombro deixando uma marca enquanto ela timidamente remexia os quadris embaixo dele.
– Meu lorde... — ela sussurrou afobada enquanto o corpo subia e descia com as investidas dele. — Sasuke... — permitiu-se pronunciar o nome sentindo a palavra sair feito mel de sua boca.
– Minha ... Sakura ... — gemeu enquanto sentia o corpo já úmido de suor grudar no seu.
Sasuke levantou uma das pernas dela e a segurou na altura da cintura, fazendo-a gritar de prazer com o ritmo intenso. Não aguentaria muito tempo.
A base da cama batia na parede quando a velocidade aumentava no ritmo dos dois amantes. Ela sentia o peito acelerar a cada segundo e ele, o desejo a afogar num terreno desconhecido. As mãos se tocavam em todos os cantos, as bocas beijavam cada centímetro de pele que podiam alcançar. Os corpos batiam numa sinfonia que fazia dupla com os gemidos prazeroso dos dois.
Sakura não saberia colocar em palavras o que estava sentindo, não saberia descrever depois o que foi aquilo. Tanta intensidade nos toques dele, tanta paixão em cada beijo...
Ela se sentia amada, adorada.
O corpo dele aumentou o ritmo e ela sentiu algo quente dentro de si.
Sasuke passou um dos braços por baixo do corpo dela a trazendo para mais perto. Com os corpos colados ele deu sua última e forte estocada, sentindo o liquido quente sair do próprio corpo. Deitou a cabeça no ombro suado dela enquanto tentava acalmar a respiração.
Sakura não reclamou do peso sobre si. Estava cansada, muito exausta. O sentiu se retirar de dentro dela e um líquido escorrer por sua coxa e molhar o lençol. Não se importou, virou-se para o lado juntando as mãos embaixo da cabeça e sentindo ele mesmo deitar-se ofegante ao seu lado.
Queria dizer algo, achava que deveria depois do que aconteceu, mas sua mente estava tão nublada que nada lhe veio em mente.
Sasuke se aproximou dela e tocou o rosto quente com os dedos ágeis. Percorreu o rosto fino, o queixo, o nariz pequeno e por fim os olhos, que se fecharam ao toque. Fez uma caricia nos fios macios e inclinou o corpo para beijar-lhe a testa.
– Você está bem? — a voz saiu ainda rouca.
O corpo todo estava relaxado, suas partes estavam doloridas e desconfortáveis, mas não podia dizer que estava ruim. Ele havia sido carinhoso e ainda estava. Os olhos ficaram pesados diante do carinho.
– Estou, Sasuke... — disse o nome dele mais uma vez se sentindo no direito de fazer isso. — E você? — perguntou tímida e inocente.
– Estou bem como a muito não me sentia. — ele a puxou para aconchegá-la melhor em seus braços sentindo os olhos pesados.
Sakura deitou a cabeça no peito dele e fechou os olhos sentindo um cobertor grosso aquecê-la nas costas.
O cansaço e o carinho que ele fazia em suas costas a fez se entregar ao sono.
Sasuke acariciava o corpo frágil ao seu lado enquanto pensava em como tirá-la dali. Não queria parecer um canalha, mas a possibilidade dela vê-lo era terrível demais. Suspirou cansado e encostou a boca no topo da cabeça dela. Sentiu o aroma dos seus cabelos e sorriu, sem perceber deixou ser dominado pelo sono.
(...)
Sakura acordou sentindo o colchão e o cobertor diferentes do seu. Além do cheiro dele que lhe impregnava por todo o corpo. Ela sorriu ainda de olhos fechados sentindo o corpo ainda dolorido, mas como uma satisfação tremenda dentro do peito.
Abriu os olhos aos poucos, estava escuro, mas ela conseguia enxergar uma silhueta deitada de costas para si do lado da cama.
Ele estava ali e dormia a seu lado depois de terem feito amor.
Sakura sabia que aquilo era errado, ele era um lorde, não poderia casar-se com uma camponesa, e depois de desvirtuá-la seria o certo a se fazer. O futuro era incerto.
Suspirou olhando para o nada no meio da escuridão e sorriu ao pensamento que lhe ocorrera.
Levantou-se lentamente e saiu pela lateral da cama. Foi tateando as paredes até encontrar o archote e a pederneira. Acendeu-o deixando sua curiosidade levá-la.
Com um passo de cada vez, ela se aproximou do corpo deitado do lorde já esperando encontrar algo que o fizesse se esconder como uma aberração.
A luz trêmula do fogo foi iluminando o quarto e o coração dela disparava pela expectativa.
Titã ergueu a cabeça sonolento quando entrou em seu campo de visão, mas logo deitou-se novamente.
Ela respirou fundo umas duas vezes tentando se preparar para o que veria, mas nada a prepara para o que realmente vira.
Cuidadosa, ela deixou o archote perto da cama e a boca se abriu em surpresa, sem conseguir tirar os olhos daquele homem.
Ele era lindo.
As pernas eram longas e grossas, as coxas eram musculosas assim como todo o corpo dele. Ela subiu o olhar para a parte íntima dele que permanecia em descanso e viu seu sangue em volta dele. O abdômen era definido e com ralos pêlos que desciam fazendo um caminho até suas partes. O peito era largo e os braços grandes e fortes. Ela suspirou quando chegou no rosto, sereno pelo sono e com apenas uma leve cicatriz no queixo, o que lhe dava um charme e não o deixava ser o anjo que seu rosto dizia pertencer. O lábio fino, o queixo quadrado, o nariz reto e pequeno e os cílios longos.
Os cabelos, negros como a própria escuridão que o rodeava, tão lisos que caíam com naturalidade sobre o travesseiro branco;
Sakura olhou mais uma vez aquele corpo e somente viu cicatrizes que deveria ser normal nos soldados.
A beleza de seu lorde fazia Sakura o olhar diversas vezes como se não acreditasse, apesar de já tê-lo visto em uma fotografia. Mas ali estava ele, anos mais velho, em carne e osso, deixando de ser somente a voz rouca e misteriosa, o contato quente e intenso.
Ele se tornou alguém para ela. Alguém com rosto, mãos e pés humanos.
A mão foi de encontro ao maxilar rígido, ela precisava tocá-lo. Diria estar hipnotizada por ele se lhe perguntassem, então prosseguiu tendo seu contato detido pela mão ágil que segurou seu pulso.
– Sakura? — a voz saiu apavorada, mas ele continuava de olhos fechados como se ainda dormisse.
– Você é lindo... — ela murmurou bobamente.
As sobrancelhas dele se uniram em desentendimento até que se arquearam em compreensão.
– Saia daqui! — bradou colocando os dois braços em cima do rosto. — Saia!
Sakura se assustou e deu um passa para trás.
Olhou para baixo vendo o corpo nu, isso foi o que precisava para dar-lhe coragem.
– Fale comigo. Me conte o seu segredo, o que o aflige....
– Sakura... não acredito que me traiu!
– Não o traí! — disse rápida se sentando na lateral da cama e passando a mão pelo braço que o escondia. — Só queria lhe ver... — respondeu incerta sobre o quanto aquilo poderia ser prejudicial.
– Saia daqui! — ele urrou agora mais feroz, mas, sem se mexer.
Sakura apertou os lábios e abraçou-se instintivamente. Um breve arrependimento cobriu-a, mas foi só lembrar-se do rosto dele que esse sentimento ia embora.
– Por que se esconde? — perguntou baixo colocando um a mão por sobre o braço dele — Você é lindo, o mais lindo que vi em minha vida. — disse mostrando sinceridade.
– Saia daqui Sakura... — a ordem saiu mais como uma súplica dessa vez.
– Você não é nada do que imaginei, tanto por dentro quanto por fora. — ela disse retirando o braço dele de cima do rosto. — Você é melhor.
Sasuke deixou o ar escapar sentindo o corpo feminino sentar-se em cima de si.
– Você não deveria... eu... — Sasuke apertava os olhos sentindo a mão dela alisar seu rosto com delicadeza e carinho.
– Me desculpa... mas, eu... não me arrependo — disse olhando de perto os traços do homem a sua frente. — Por que se esconde? — insistiu sem entender.
Sasuke soltou uma lufada de ar e abriu os olhos finalmente. Sakura se prendeu naquela imensidão negra. Ele estava completo e parecia ainda mais belo em sua visão.
Quase completo. Havia algo estranho ali, e ela percebeu depois de alguns instantes.
Faltava um brilho. Faltava um foco. Faltava uma luz.
Sakura levou a mão à boca aberta ainda mais surpresa ao constatar.
– Você... é cego.
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