Notas iniciais
Espero que goste do ultimo capitulo desse conto.

O cavaleiro sentia que finalmente estava prestes a terminar sua missão. A escadaria finalmente chegava a seu final com a ultima porta, o cavaleiro a abriu para sentir o forte vento em seu rosto, o topo da torre não contava com teto nem paredes. Era simplesmente o chão negro e lapidado do teto da torre e a vastidão aos arredores e um mar de nuvens escuras e trovejantes abaixo.

Chegava a ser engraçado, alguém com a importância dela contar simplesmente com a proteção da altitude da torre, mas ao olhar ao redor ele não viu a imperatriz, apenas uma cama completamente coberta por um fino tecido avermelhado. Aproximou-se da mobília e notou que alguém repousava sobre ela. O cavaleiro se aproximou com cuidado, estranhando o lugar, mas se interrompeu quando viu aquela mulher se mexeu por de cima da cama e perguntar assustada.

— Quem é você? Como chegou aqui? O que quer comigo?

Uma voz doce, quase infantil, que falava mais por medo do que por antipatia. Surpreendeu o cavaleiro, mas rapidamente ele se ajoelhou e disse.

— Ó filha da noite, estou aqui como um humilde enviado de meu amo para lhe informar que o dia final de sua tortura se aproxima, e para este dia, seus pais lhe aguardam no maior e mais baixo reino para que em vosso majestoso castelo você se sente ao lado deles, dando inicio a grande próxima reunião junto aos outros gigantes, que este simplório cavaleiro não tem permissão ou sapiência de pronunciar o nome e titulo de todos.

Um nervosismo incomum atingia o cavaleiro, imóvel ele aguardava por uma resposta.

— Simplificando. Papai finalmente vai me tirar do castigo e as famosas reuniões que tanto ouvi falar vão finalmente acontecer. Legal...

Era como falar com uma adolescente, mas o cavaleiro manteve a compostura.

— Me foi entregue esse objeto. — O cavaleiro mostra uma esfera menor que uma maçã.

— Tudo tão simbólico. Eu juro que não consigo entender esses artefatos mágicos, mas que seja. Apenas jogue-o aqui.

Sem entender muito bem, o cavaleiro se levanta e joga o objeto na direção da imperatriz, mas ao se aproximar do véu o objeto foi ricocheteando com igual força, passando por cima do cavaleiro e caindo no chão.

— Se fosse fácil assim eu mesma teria saído, tio. Você deve colocar sua energia nisso.

Já irritado, o cavaleiro voltou a pegar a esfera e começou a concentrar sua energia no objeto.

— Também atire com mais força, você parece uma menininha.

Ele nunca foi muito bom com provocações, mas elas ajudaram a elevar seu poder. Labaredas de fogo já rodeavam o corpo do cavaleiro em direção a esfera em sua mão.

— Vamos, vamos isso não é o suficiente, coloque seu espírito nisso homem.

O chão começava a aquecer como se fosse o solo de um vulcão, e o brilho gerado pelas chamas já podia ser visto de longe. As labaredas começavam a subir num espiral de fogo até bem acima do corpo do cavaleiro.

— É acho que papai mandou a pessoa errada para me soltar. Ei tio, quando voltar, peça para o próximo me trazer algo para comer, estou morrendo de fome. — Disse já voltando a se deitar.

A provocação foi demais.

— Hora sua... Você vai sair AGORA. — Sua emanação cessou, a esfera brilhava como se emanasse luz própria, ele a arremessou, um rastro de fogo se fez no ar antes de uma gigantesca explosão, o cavaleiro se abaixou para não ser jogado para fora da torre com fogo que se espalhava. A garota sorriu ao ver que o projétil se espatifou quando tocou o tecido, símbolos e marcas surgiam e queimavam enquanto o tecido lentamente se dissolvia em fogo.

As chamas desapareceram, o cavaleiro vislumbrou os restos daquele material se dissolver revelando finalmente quem estava por trás do véu. Mas antes de vê-la, uma outra onda de energia dominou o lugar, ondas negras e brancas saiam como vapor, fazendo um jogo de luzes que dissipou todas as nuvens do céu. O cavaleiro ficou imobilizado com o choque de poder que sentiu vindo do pequeno corpo daquela garota.

— Ufa, finalmente tenho espaço para andar. Desculpa pelas provocações cavaleiro, achei que somente assim você levaria isso a serio, e pelo jeito eu estava certa.

O cavaleiro ainda com o corpo meio adormecido olhou a figura de uma garota, não aparentando mais que vinte anos, de roupas divididas nas cores pretas e douradas, assim como seus cabelos. Ela andava levemente em direção a ele.

— É pelo jeito não dominei bem minha energia e ela acabou se espalhando quando você quebrou a barreira. Desculpa também por isso.

O impacto de poder havia passado, o cavaleiro voltou a se levantar. Era um monstro colossal que habitava o corpo daquela criança, mas não era o primeiro e provavelmente nem o ultimo que o cavaleiro já encontrava.

— Eu não disse que seria eu a lhe tirar dali de dentro. — Disse tentando manter ainda alguma postura segura e imponente.

Risos foi o que ouviu como resposta, mas já era o bastante para ver que apesar de tudo, aquilo ainda era somente uma menina.

— Bem, vamos indo! Seus pais já estão te esperando.

— Tsh, esse era o único ponto positivo daquela barreira, mas acho que não tenho como sair dessa. Então... Vamos voando? Ou prefere descer novamente todos os andares?

Não era desprovida do bom senso, mas possuía um dom inegável para provocar os outros.

— Haha, subi por educação, mas meu amiguinho ali poderia ter me ajudado a chegar aqui encima em um instante, e será ele que vai nos dar uma carona para chegar até o castelo. — Disse colocando dois dedos na boca e assoviando para o alto.

— Não acredito. Faz tanto tempo que eu não vejo um desses, você deu algum nome a ele? — Com uma empolgação inesperada ela pergunta correndo em direção ao parapeito.

— Estou com ele há pouco tempo e ainda não escolhi um nome para ele. Você tem alguma idéia?

A sombra do seu dragão subiu voando, rugindo tão alto quanto à erupção de um vulcão.

— Uoool. Ele é igual a sua armadura! Então que tal... Magheart. Pois ele deve ser quente e temperamental como o seu dono — Um segundo Rugido veio enquanto a fera começava a fazer uma curva para baixo.

— Hum,Bom nome! Então agora ele se chamara Magheart.

— Uhul, venha, venha Magheart. — Disse enquanto ela e o cavaleiro pulavam nas costas de seu dragão que passou voando metros abaixo do parapeito da torre.

Notas finais
Gostou? Deixe sua critica. Meu próximo conto eu devo estar começando a postar no começo de Agosto. ;)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!