'Cause I'll Try To Fix You
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Narrador pov
A semana foi passando de forma lenta, Rachel tinha cada vez menos tempo, estava cada vez mais irritada, Quinn já não tinha mais tanto efeito assim, tinha deixado de ser novidade, Dolores repreendia Rachel, já era a terceira vez que gritava com Harmony em uma única semana. O jantar com Quinn foi como ela havia previsto, algo simples, sofisticado e ao mesmo tempo romântico, Quinn sabia como impressionar alguém e Rachel gostava de ser impressionada.
Conseguir atender todas as ligações de Quinn estava se tornando quase impossível, as mensagens não eram sempre respondidas na hora, mas Rachel tinha sido clara sobre, ela estava completamente atarefada. A estrela permanecia firme sobre a estadia de Harmony em sua casa, ela gostava da leveza que a filha trazia ao ambiente e ao mesmo aquilo a irritava profundamente. Rachel via que sempre Harmony estava rindo, seja com Dolores ou Brody ao telefone, ela nunca tinha sido dona de um sorrido daquele, mesmo que o sorriso da filha fosse a copia do seu.
Rachel já tinha mandado Brody para inferno algumas vezes em um curto período de tempo, sempre ele dizia que Rachel ficar com Harmony era um capricho e ela estava apenas alimentando seu ego e que era não era e nunca seria o melhor para a menina. Aquilo a estressava, ela era mãe, mesmo que não se sentisse como uma. As gravações dos seus novos projetos começaram, uma da poucas vezes que Shelby foi a casa da filha foi quando Rachel e Harmony ficaram doente ao mesmo tempo, Harmony pegou algum vírus na escola e passou para Rachel, Dolores quase enlouqueceu. A morena em menos de dois dias estava pronta para outra, Harmony precisou de um pouco mais de cuidado. Rachel podia dizer que estava gostando de ter a mãe tão perto assim.
Kurt chegou à casa de Rachel o sol nem sonhava em aparecer, entrou direto com a chave que possuía, o copo de café na mão, a pasta debaixo do braço e o terno caro. Parecia loucura, mas foi o único horário que Rachel conseguiu sem atrapalhar sua ida ao estúdio para gravar. Kurt foi direto o quarto estranhando o quarto vazio, olhou no banheiro e nada, olhou nos quartos de hospedes e viu um quarto entre aberto.
Rachel estava de costas com os braços cruzados em volta do corpo, já arrumada, usava uma calça jeans, uma bota preta por cima, a blusa da mesma cor da bota o casaco azul marinho por cima e um cachecol solto no pescoço, o cabelo preso em rabo com a franja de lado. A sua frente dormia Harmony sem notar a presença de nenhum dos dois.
K: eu estava te procurando, pelo menos já está arrumada, o que pensa que está fazendo?
Kurt falou sem se importar se Harmony dormia a sua frente, Rachel virou em um movimento único, respirou fundo e ajeitou a coberta da filha e levou Kurt para fora do quarto ao ver que Harmony tinha se mexido.
K: o que raios estava fazendo Rachel?
R: o que parecia que eu estava fazendo? Até onde eu sei não te devo satisfação alguma Kurt.
Rachel desceu as escadas sem se importar com o homem e foi direto para o escritório seguida por Kurt. A morena sentou e Rachel abriu duas pastas na sua frente.
R: o que é isso?
K: só preciso da sua assinatura
R: eu estou com a agenda cheia, não tenho condições de pegar mais nada por agora, diga que fiquei muito feliz com o convite e que não posso no momento.
K: suas gravações de terça acabam em duas semanas, as se segunda e quarta acabam essa semana, então você terá tempo.
R: eu disse que não.
Rachel fechou e entregou a pasta a Kurt
K: você nem leu Rachel! Vai começar de estrelismo agora?
Kurt começava a se alterar.
R: eu já disse que não vou pegar esse, essa decisão é minha e não sua.
K: porque essa palhaçada agora?
R: quero me dedicar a peça, tenho uma criança em casa e estou tentando entrar em um relacionamento.
Rachel massageou as têmporas, enquanto Kurt batia a pasta na mão e andava pelo seu escritório alterado. Kurt respirou fundo.
K: você é uma estrela Rachel, você não quer alguém, você não quer aquela criança, você já teve exemplos demais para saber que essas coisas não dão certo, por pouco seu ultimo relacionamento não acaba com a sua carreira e ainda te deixou uma bomba, não conte com a sorte varias vezes Rachel. Você é talentosa, pode saber onde tem seu nariz, mas nada disso adianta se não tiver uma imagem e muito menos se não tiver foco.
R: você lava a boca para falar da minha filha e você não tem o direito de falar sobre meus relacionamentos, comparar qualquer um com Brody ou com o que fizemos e tivemos.
Rachel passava a mão na franja em um tique de nervoso, Kurt riu e jogou a pasta na mesa.
K: eu já te disse Rachel, e cansa ter que repetir isso sempre, você não é mãe, aquela coisa foi um acidente muito infeliz, você nunca se importou e não vai ser agora, ela só está aqui hoje porque coisas ruins são resistentes, nem suas tentativas de aborto deram certo e eu inocente achei que quando desmaiou aquela vez ...
Rachel estalou a mão na cara de Kurt vermelha de raiva, as lagrimas caindo pelo rosto.
Flashback on
Rachel estava com cinco meses de gravidez e uma barriga pequena para o tempo que o bebê tinha, Kurt havia comentado sobre o teste e Rachel rapidamente se inscreveu sem que ninguém soubesse, comprou uma cinta, algumas ataduras. Faltavam duas horas para o teste e Rachel ainda estava sentada na cama olhando para as coisas frente, levantou o olhou o corpo apenas de lingerie no espelho, respirou fundo e vestiu a cinta e começou a abotoar, sentindo seu estomago ser pressionado e o bebê se mexer um pouco, Rachel ignorou e continuou fechando a cinta, começou a enrolar a barriga enquanto prendia a respiração, as lagrimas começavam a descer, ela não sabia o porque, se eram o peso na alma, a dor que aquilo estava causando ou se o bebê resolveu chutar quando não devia, a cada chute que o bebê dava, Rachel precisava fechar os olhos e respirar devagar, suas costelas pareciam o alvo preferido.
Rachel secou as lagrimas e tomou um calmante e em seguida um remédio para dor, colocou o vestido que estava sobre a cama, jogou as embalagens fora, vestiu o casaquinho e os saltos, deu uma olhada no espelho e tentou esboçar um sorriso, ninguém diria que ela estava grávida. Rachel pegou suas coisas e seguiu ao local de teste, tinham aproximadamente dez pessoas no local, deu um alhada por cima,entrou na sala sem cumprimentar ninguém e caminhou até o fundo com a bolsa e partituras me mão, sentou com dificuldade em um canto isolada.
Uma assistente entrou na sala e anunciou à ordem das candidatas, Rachel seria a quarta, ela suspirou aliviada, ela podia sentir as pontadas ficando mais fortes, os lábios dormentes, o suor gelado pelas costas, pescoço e mãos, limpou o conseguiu com a ponta do casaco antes de subir ao palco, deu uma olhada no espelho, mesmo com a maquiagem, ela estava pálida, ignorou aquilo e entrou no palco confiante, entregou a partitura ao pianista e fez o teste o mais concentrada que conseguiu.
Saiu do palco e segurou na coxia, sentia a cabeça girar, o estomago embrulhado, as mãos tremiam, ela saiu rapidamente, quase caindo, pegou o celular o celular e ligou para Brody e perguntou se ele poderia ir busca-la, Brody estranhou o pedido e foi de taxi até o endereço onde Rachel havia dado. A morena suava, não agüentada manter os olhos abertos ela sentia seu corpo dormente, Brody chegou e segurou a mão de Rachel, gelada e pálida, ela abria e fechava a boca sem conseguir falar, a ultima coisa que conseguiu murmurar antes de desmaiar.
R: meu bebê dói
Flashback off
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