Notas iniciais
mesmo vocês sendo uns desalmados e não comentando, eu posto assim mesmo, espero que gostem e comentem, boa leitura!

Narrador pov

Rachel jantou e evitou o Maximo de conversa, saiu com uma Harmony já sonolenta, que dormiu no carro, Rachel foi direto para a casa de Brody e deixou a menina com o pai, ela não queria voltar para casa, significava que ela pensaria em tudo o que foi dito, ela parou em um bar conhecido, bem diferente do que costumava freqüentar, não era chique ou requintado, era aconchegante e discreto.

O bar estava vazio como de costume, também devido ao horário, apenas o dono do bar e mais dois clientes ao fundo e um aloira de costas, ela tinha a impressão de conhecer aquela mulher. Se sentou mais próximo e teve certeza que a conhecia, ela nunca esperou encontrar uma pessoa como Quinn em um lugar como aquele, Rachel pediu uma dose dupla de vodka e virou de uma vez só e pediu uma segundo logo em seguida.

Quinn poderia fazer aquilo em qualquer lugar, mas sentia falta daquele bar da época de faculdade, a nostalgia, os risos fáceis, a ausência de preocupação com o futuro, apenas curtir sem se preocupar com o que aconteceria no dia seguinte ou na cama de quem acordaria. Podia contar nos dedos as vezes que a cheff ingeriu bebida como aquela após a faculdade, ela tinha ficado restrita a apenas um bom vinho, pela primeira desde que entrará deu o trabalho de olhar em volta, o bar continuava o mesmo, olhou mais uma vez e avistou a morena, debruçada no bar, com o copo na mão, passando o dedo indicador pela borda, enquanto mantinha os olhos fechados, Quinn pegou seu copo e foi até Rachel, sentou-se ao lado dela, e não houve nenhuma manifestação de que a morena tivesse percebido.

Q: ora, ora se não é a estrela da Broadway?

Rachel levantou assustada e rígida, estava pronta para afastar qualquer um que fosse.

R: Quinn...

Rachel deu um sorriso de lado quando viu que era a loira e levantou o copo em forma de cumprimento.

Q: olá senhorita Berry!

R: Rachel, me chama de Rachel.

Q: como queira.. poderia saber o que um dos maiores talentos da Broadway faz em um bar como esse?

Rachel levantou o rosto e a olhou no olho a primeira vez aquela noite.

R: eu gostei daqui.. me pareceu diferente de tudo lá fora

Q: precisa beber algo tão forte?

Rachel arrumou a postura e voltou a encarar o copo

R: vai querer controlar o que eu bebo?

Quinn não respondeu apenas continuou encarando o perfil de Rachel, ela estava tensa, balançava a perna e estava sempre jogando a franja para trás sendo seguida de uma bufada.

R: eu fui rude... não tive a intenção.

Q: tudo bem.

R: como soube que eu sou da Broadway? Sem ofensas, você não me parece o tipo que curte musicais ou ler revistas de fofoca.

Quinn deu mais uma golada em sua bebida e fez uma cara feia, ela estava muito enferrujada, não agüentava o álcool como antigamente, afastou o copo e virou o copo para Rachel.

Q: realmente eu não faço nenhuma dessas coisas, mas eu já te vi nos palcos, porém uma das minhas melhores amigas é coreografa da Broadway e uma vez ou outra eu estou assistindo alguma peça que ela trabalha e também vem o ponto que você não é alguém muito discreta.

R: ahh.. claro..

Rachel abaixou a cabeça e repetiu o movimento que vinha fazendo, pediu mais uma dose e virou.

Q: não baseio em revistas Rachel, a esposa da coreografa é advogada de uma revista que você move algumas ações, ela já te chamou de alguns adjetivos que eu nem sabia que existia, além dela usar palavrões em línguas diferentes.

Rachel riu, sabia exatamente de quem Quinn falava.

R: Santana Lopez.

Quinn abriu a boca em surpresa.

Q: como você sabe?

Rachel virou e ficou de frente para Quinn, cruzando as pernas.

R: ela foi a única pessoa que teve a audácia de me ligar e me xingar em espanhol e deixar a minha empregada de boca aberta com o vocabulário que ela usou.

Quinn soltou uma gargalhada.

R: ela tem um vocabulário um tanto quanto peculiar para alguém que é formado em direito.

Quinn da um sorriso, e confirma com a cabeça.

R: então você sabia que era eu no restaurante?

Q: sim e que não era aniversário da menininha que estava com você e que você também não tinha feito reserva.

Rachel abriu a boca chocada.

R: e porque nos deixou entrar?

Q: você precisava ver a cara que a menina que estava com você fez quando eu disse que não tinha achado nenhuma reserva..

R: minha filha...

Q: o que?

R: a Harmony é minha filha..

Q: eu não desconfiava disso... eu achei que ela fosse sua sobrinha, prima, sei lá.. não sabia que tinha uma filha.

R: ninguém sabe, só minha família e algumas pessoas muito próximas.

Q: medo de expor?

R: não quero falar sobre isso...

Q: tudo bem..

Quinn voltava a observar a morena, os olhos fundos, a testa vincada, o corpo pequeno rígido em uma postura exemplar, as mãos fechadas e a respiração pesada..

Q: você não me respondeu por que precisa de algo tão forte.

R: preciso esquecer, só.

Quinn tirou o copo da mão de Rachel, pagou o dono e estendeu a mão para Rachel que ficou receosa com a atitude de Quinn, a loira percebeu que Rachel tinha uma enorme dificuldade de confiar em alguém, por um simples gesto, Quinn ignorou e pegou a mão da morena que repousava na bancada.

Q: eu não pretendo te expor Rachel, então você pode relaxar, eu vou te mostrar um lugar onde você não precisa beber para esquecer..

Rachel travou no lugar e puxou a mão da Quinn.

R: porque está fazendo isso? Pode falar logo o que quer em troca.

Quinn não esperava esse tipo de reação.

R: olha Quinn, se que me levar para cama, tudo bem, você é gostosa, não precisa de toda essa cena, era só ser mais direta e já estaríamos em um motel.

Quinn olhou para Rachel incrédula.

Q: eu não quero ir com você para um motel, se eu quisesse isso eu pegaria uma prostituta Rachel, eu não sou do tipo que vai com qualquer um para cama e eu não quero nada em troca do que eu vou fazer por você, apenas faço o que gostaria que as pessoas fizessem comigo, não sou o tipo de pessoa que cerca você, na verdade Rachel, nem todo mundo é assim, existem pessoas com boas intenções no mundo, sabia?

Rachel mantinha a postura, Quinn bufou e ignorou pegou a mão de Rachel e continuou puxando para onde ela queria, subiram em um prédio e foram até o topo, de lá se tinha a visão da selva de pedra e do céu que normalmente estava encoberto pelos enormes prédios.

Quinn sorria como uma criança na manhã de natal olhava para cima enquanto Rachel encarava a expressão leve da loira, os olhos brilhavam, o sorriso infantil nos lábios.

Q: se continuar me encarando vai perder essa vista, olhe para cima Rachel.

Rachel olhou para cima e permitiu apreciar a vista, ela só conseguia ver estrelas.

“Rachel tinha quatorze anos, era seu primeiro dia na escola nova, passava os olhos pelo quadro de avisos, se inscreveu em todos as aulas extracurriculares que seu tempo permitia, toda vez que assinava seu nome, não importava em o que fosse, Rachel colocava uma estrela dourada, porque metáforas eram importantes e ela significava que um dia seria uma estrela.

A menina olhava encantada, os olhos chocolate brilhavam com o pensamento do estrelato, ela faria todos engolir os apelidos maldosos, todos que falavam sobre seu nariz, ou sobre sua altura. Ela não queria ser mais uma, ela queria ser Barbra. Ser única, cantar com a sua alma, ser ovacionada por um teatro inteiro, pessoas que reconheceriam seu talento.”

Rachel tinha um sorriso no rosto com a lembrança

Q: no que está pensando?

R: eu como estrelas eram importantes para mim.

Q: e não mais?

R: não como eram, agora par mim elas tem um significado mais escuro, não mais tão metafórico como era.

Notas finais
não esqueça de comentar..