Cattish!
1 Prazer, Lince!
:// Cattish †
Prazer,me chamem de Lince, Detetive Lince para ser mais específica. Sou uma detetive de homicídios da CIA. Filha de dos grandes policiais de New York, J.J. Franklin e de uma... Bem, ignoremos essa parte. Meu pai, como todo bom policial que se preze, teve sua vida ceifada em combate. Não que isso me surpreenda, já que ele não tinha se quer qualquer cuidado com a própria vida mas, ainda acredito que algo de errado paira sobre tudo isso. E por isso, assumi o caso e decidi solucioná-lo com minhas próprias mãos... Mas, é como dizem: por trás de todo anjo... Bem, vocês sabem. Antes que digam que sou uma detetive de índole duvidosa, deixe-me contar a minha história para vocês...
A algum tempo atrás seu era uma daquelas dançarinas de poli dance, durante a noite fazia um show de deixar qualquer um de queixo caído. Era uma vida difícil, do qual o dinheiro raramente chegava perto do suficiente para mim. Mas, era o que eu sabia fazer de melhor. Em uma dessas noites, uma visita inesperada bateu a porta da boate. Um homem de pele escura, e trajes nada convencionais ao local, pediu para que me chamassem. Acompanhado de sua secretária, pediu uma conversa particular que, segundo ele, seria algo que mudaria a minha vida para sempre. Devo concordar, que o conhecido estava certo. Se foi para bem ou mal, não cabe a mim avaliar.
Pois bem, ele chegou com uma proposta irrecusável de mudar a minha vida. Para melhor... Dinheiro, anonimato, uma vida de rendição. Eu seria uma agente da CIA. E, man, eu ri descontroladamente na cara dele. Quem aceitaria uma proposta dessas?! Depois de toda a vida pecaminosa que eu tive?! Depois de ver as fotos do assassinato de meu próprio pai?! Ele apenas me observou por longos 12 minutos e então me entregou um envelope e partiu com as palavras de que "Eles me aceitariam, sabendo quem sou."
Só mais tarde, após ler a carta, entendi o que ele estava dizendo. A partir do momento que aceitasse o convite, eu faria parte de um grupo fechado. Anonimato, era isso que ela queria dizer... Cattish,"felinos".
Então você me pergunta: O que é Cattish?! Bem, eu vos explico. Cattish é o code-nome de uma iniciativa de número 420 dentro da CIA.Tal iniciativa envolve o treinamento e implantação de agentes, femininas, para conduzir operações de campo sob a cobertura de uma ideia "inovadora" onde garotas recebem o nome de felinos e infiltram-se em todo e qualquer tipo de campo da espionagem. Não é genial?! Quem desconfiaria de jovens voltadas aos "negócios"?!
Mais tarde descobri que aquela que o acompanhava era Lis Dexon,e que nos conhecíamos de caminhos errantes. Assim como as outras seis garotas. Batalhamos contra um agente em comum. Perdemos algumas vezes, de forma grave, diga-se de passagem. E agora, dentre todas as 8 selecionadas, inciei ao lado de Mary Garnier.Garnier é uma das ultimas garotas a entrarem para o grupo, mas é uma velha conhecida da boate de onde trabalhei. O que me proporcionou um trabalho mais "aceitável". Seis anos depois, Garnier assumira o possou a se chamar Cat, a cabeça do grupo. O poder lhe subiu a cabeça, junto com diversos outros problemas. Não havia se quer uma alma dentro da delegacia que não conhecia Cat dos olhos vibrantes. Ela era única, intocável.
E foi desse patamar todo, que Cat caiu. Sim, riam! A gata caiu de pernas para o ar e não voltou mais. 25 de abril Mary Garnier tinha seu rosto espalhado por diversos cartazes dentro da delegacia, sua ultima missão fora em Londres, em um caso de caça níquéis na região central. Apesar de tudo, fui eu a garota incumbida de investigar seu desaparecimento. E, gosh! Como isso me consume!
(...)
Haviam se passados semanas, e estávamos a 2 meses do natal. Eu mal havia conseguido chegar a algum ponto da investigação. Dentre todas as pistas que contínhamos sobre a desaparecida, eram poucas as certezas, e muitas as duvidas. Aquilo me deixava inquieta, duvidando da minha própria capacidade. Joguei os papéis sobre a mesa, deixando-os caírem desorientadamente. Minhas mãos iam direto a face, enquanto segurava na garganta um grito de frustração e ódio.
— ─ Parabéns, Mary! Feliz?! De tudo que dividimos este era o presente que tinha para me deixar, vadia?! – resmungava entre dentes cuspindo a palavra ofensiva como se fosse uma maldição.
Já eram altas horas da noite, e nenhum ponto positivo na pesquisa. Bati os cotovelos sobre a mesa, enquanto segurava a testa com ambas as mãos, buscando com os olhos a resposta que a muito me deixava sem opção. Dentre todas as fotos na mesa, uma me chamou a atenção. Retirei todos os papéis de cima do ponto, empurrando-os como se fossem inúteis. A imagem me era completamente familiar, passada como um flashback. O sorriso sínico que ele me dera tantas e tantas vezes, faziam um combinação perfeita com o par de olhos falsos. Um meio sorriso tomou conta dos meus lábios assim que meus olhos o encontraram.
— ─ Haha,você poderia ser menos obvio, honey.
Satisfeita,levei as mãos para trás da cabeça enquanto me recostava na enorme poltrona que eu havia acabado de comprar. Ethan Griffiths era meu suspeito número um, e agora, de mãos dadas com Mary Garnier que usava o maior óculos escuros que já vi na vida, não havia mais suspeitas. Ethan era um ex caso de Mary, se não um cliente de alto padrão que, caí entre nós, eram o que as más línguas diziam... Bem, em uma boate, tudo é possível. Agora, Mary estava sendo puxada sem qualquer cerimônia pelas ruas de Londres, como um cãozinho que mal sabe latir. Não duvido dos meios que Ethan utilizou para deixá-la tão calma em sua companhia mas... Whatever, busquei meu casaco sobre a cadeira mais próxima e o vesti. Meus dedos deslizaram pela mesa até que encontrassem a caixa de cigarros e o esqueiro de meu falecido pai. Apaguei as luzes, rodei a chave e iniciei minha caminhada no meu mais novo lar, Londres a capital do rock!
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