Cats & Dogs

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Oi gente, eu normalmente uso outra conta, mas dei a louca e criei uma nova conta do nyah! para essa fic. Planejo passar minhas férias escrevendo. Espero que gostem!

Capítulo 1:

Scorpius se jogou no sofá da sala do seu clube.

— Não acredito que vão fechar o nosso clube e é tudo culpa minha — disse derrotado.

Seu melhor amigo, Lysander Scamander, sentou-se na outra ponta do sofá.

— Não é sua culpa, a gente tentou evitar isso ao máximo.

— Mesmo assim, agora que o comando está nas minhas mãos a primeira coisa que eu faço é deixar o clube ser fechado. — Apoiou a cabeça sobre as mãos e suspirou. — Queria que tivesse um jeito de salvar esse lugar.

Lysander deixou que seu corpo afundasse no sofá. Também não queria ver o clube fechar, mas não tinha o que fazer. A reitora Hermione Grangar parecia firme quando disse que não tinha como manter um clube com poucos membros. Nenhum universitário parecia ter tempo para ajudar animais abandonados que viviam perto de Hogwarts.

— Espera! — exclamou Scorpius fazendo com que Lysander quase pulasse no sofá.

— Não grita, só tem a gente aqui — reclamou fazendo uma careta.

— Tenho uma ideia — disse ignorando a reclamação do amigo. — Sei como podemos salvar o clube!

— Como?! — perguntou Lysander ficando animado no mesmo segundo. Sentou ereto no sofá para poder ouvir a ideia com bastante atenção.

— A gente pode pedir para o sobrinho da reitora nos ajudar!

— James Potter?

— Sim! Ele não já ajudou uma vez?

Lysander pensou.

— Eu lembro disso, ele ajudou ano passado quando sua prima liderava o clube — disse. — Mas foi só por que ele achava ela bonita, agora sua prima está morando na França e não tem como ela ajudar.

Scorpius piscou e abriu um sorriso que Lysander conhecia bem e não gostava nem um pouco.

— Mas o charme da família corre pelo meu sangue também, tenho certeza que nem James Sirius Potter vai conseguir resistir.

Lysander não esperou um segundo para dar um tapa na cabeça do amigo que reclamou da dor.

— Acorda Scorpius, você parece mais um labrador de um metro e oitenta de altura. Não tem charme nenhum.

— Um metro e oitenta e seis e meio — corrigiu orgulhoso.

— Porém — começou Lysander — Não faz mal perguntar, ele é nosso veterano pode querer nos ajudar.

***

Não foi muito difícil encontrar James, ele estava saindo de uma aula assim que os dois garotos chegaram no terceiro andar do prédio de veterinária. Esperaram que o veterano de despedisse dos amigos para se aproximarem.

— Potter! — exclamou Scorpius abrindo o seu maior sorriso e colocando um dos braços em volta do cara mais velho.

James tirou o braço de Scorpius do seu ombro e fez uma careta. Aquilo não era um bom sinal, mas o Malfoy não se deixou abater por isso.

— Malfoy e Scamander — cumprimentou nada animado. — O que querem?

Lysander foi até o outro lado de James fazendo com que ele ficasse entre os dois garotos.

— Por que acha que a gente quer alguma coisa? — perguntou fingindo estar ofendido. — Só viemos bater um papo com o nosso veterano favorito.

Socrpius concordou com a cabeça.

James revirou os olhos.

— Eu sei que o clube de vocês vai fechar e não vou ajudar.

Lysander colocou a mão sobre o coração.

— Ele é tão frio — murmurou. Scorpius deu um tapa nas costas do amigo sem que James visse.

— Por favor, Potter — implorou ainda sorrindo. — Minha prima iria adorar se você ajudasse a gente.

James encarou Scorpius irritado.

— Sua prima terminou comigo por mensagem de voz — disse. — Ontem.

Lysander fez uma cara de que desvendou um enigma.

— Agora faz sentido você estar assim — falou. — Bem, eu não a culpo.

Scorpius encarou o amigo incrédulo e bateu nele de novo pelas costas de James.

Lysander fez uma careta, mas tentou melhorar a situação:

— Relacionamentos a distância são muito difíceis de manter.

A expressão no rosto do Potter ainda era fria como gelo. Ele ajeitou a mochila nas costas.

— Tenho que estudar, coisa que vocês parecem não fazer — disse e não deixou que os outros meninos retrucassem antes de começar a descer as escadas.

Scorpius tampou o rosto com as mãos e se controlou para não gritar de raiva. Não tinha mais nada que ele pudesse fazer, o clube que ele havia se dedicado tanto desde calouro seria fechado. Ele ainda poderia ajudar os animais abandonados, mas sem os fundos dados pela faculdade precisaria se concentrar em conseguir mais doações, o que já era difícil de conciliar com os estudos e o estágio.

— Estamos perdidos — disse tirando as mãos do rosto.

Lysander se encostou na grade da sacada do terceiro andar olhando para o térreo do prédio, Scorpius fez o mesmo.

— É uma pena que todos esses dois anos de dedicação vão acabar assim — comentou Lysander. — Só queria que tivesse outro jeito de salvar o clube.

Scorpius concordou. Os dois olharam para baixo observando os estudantes passarem pelo campus. Os olhos do Malfoy se arregalaram quando viu James Sirius Potter de braços entrelaçados com uma mulher ruiva e alta.

— Olha aquilo! — Apontou. — Minha prima terminou com aquele babaca ontem e ela já está com outra.

Lysander olhou para onde o amigo estava apontando, mas revirou os olhos ao reconhecer a menina.

— Aquela é Rose Weaslay, idiota — falou. — Eles são primos e ela é filha da reitora.

— Lysander! — gritou fazendo com que alguns alunos que passavam os encarasse.

— O que foi cara? Fala mais baixo.

— Rose Weasley é a nossa salvação — disse voltando a sorrir. — O que é melhor do que a ajuda do sobrinho da reitora?

Lysander sorriu junto ao entender.

— A ajuda da filha dela!

— Isso! Se nós conseguirmos fazer com que Rose entre para o nosso clube não tem como a reitora fechar.

***

Scorpius e Lysander haviam combinado de descobrir tudo que pudessem sobre Rose até o final do dia, precisaram de algumas pesquisas no Instagram, Facebook e Twitter entre as suas aulas para descobrirem quase tudo sobre a garota.

Rose Weasley tinha a idade deles e estudava literatura inglesa, sempre estava grudada com seu primo e melhor amigo Albus Severus Potter (irmão de James e assim como Rose cursava literatura inglesa). Para a felicidade de Scorpius, a menina parecia gostar muito de animais, pelo menos parecia gostar muito de gatos. Ela seguia um total de dez contas de gifs, vídeos e fotos de gatos no Twitter e suas curtidas eram quase todas nessas contas.

Os dois garotos saíram da sua última aula exaustos, não haviam se concentrado muito na aula. Mas as notas de Scorpius eram altas e assim que convencesse Rose a se juntar ao clube poderia estudar por vários dias. Estava mais confiante do que nunca.

***

— Eu não deveria ter pego essa eletiva — disse Rose Weasley abrindo a porta de motorista do seu carro. Esperou que seu primo se sentasse no banco de passageiro para continuar. — Como que ela espere que eu escreva 50 mil palavras em um mês, eu não me inscrevi para o Nanowrimo em setembro.

— Bom, é uma aula de escrita então é esperado que você tenha que escrever — comentou Albus colocando o cinto de segurança. Assim que ele olhou para cima encontrou o olhar raivoso da prima, sorriu em forma de desculpa. — Você está certa, ela não pode pedir para os alunos escreverem tanto em tão pouco tempo. Eles tem outras matérias para estudar.

— Exato — concordou Rose ligando o carro e saindo da vaga. — Eu nem sei sobre o que vou escrever.

— Mas você é tão criativa — retrucou Albus. — Deve ter algo em mente.

Rose fez um bico pensativa. Ela costumava a gostar muito de escrever, mas sua inspiração parecia ter ido embora há um tempo. Pensou que pegar uma aula de escrita criativa fosse ajudar, mas agora via que estava enganada. Precisava começar o mais rápido possível caso quisesse terminar o mês com 50 mil palavras escritas. E aquilo parecia impossível.

— Não tenho nada — suspirou. — Absolutamente nada.

— Queria poder te ajudar, mas não tenho nenhuma ideia para te oferecer.

— Tudo bem, Al. Você também tem que se preocupar com as suas aulas, não precisa me ajudar.

O rosto do garoto se iluminou:

— Eu sei que você gosta de histórias de aventura e ficção, mas pode tentar escrever algo mais simples — sugeriu. — Uma história de amor bem fofa.

Rose ponderou a ideia.

— Seria mesmo uma boa, aquela professora precisa de algo doce como uma história de amor na sua vida — comentou. — Ela é tão amarga.

Os dois se distraíram rindo. A risada rapidamente morreu quando Rose sentiu ter batido em algo e freou bruscamente. Estava escuro e aquela rua era mal iluminada, ela sempre tinha medo de passar por ali, mas não tinha outro caminho.

— Acho que bati em algo. — Olhou desesperada para o primo. Os dois tiraram seus cintos de segurança e saíram do carro.

Rose prendeu a respiração assim que viu o animal no chão. Era um cachorro médio com pelos curtos e brancos com algumas manchas marrons. Ela se afastou até sentir o carro nas suas costas, a garota tremia e sentia que iria começar a chorar a qualquer minuto.

Albus se ajoelhou perto do cachorro e o pegou no colo sem dificuldade.

— Rose respira — pediu e a prima obedeceu ainda tremendo. — Ele tá bem, acho que quebrou uma pata. Vamos levar para a clínica veterinária que o Ted trabalha.

Rose concordou com a cabeça e voltou para dentro do carro. Ela temia falar algo e começar a chorar. Não conseguia nem olhar para o cachorro no colo de Albus, o primo entrou no banco de trás.

— Vai ficar tudo bem — assegurou Albus.

Rose tentou focar na estrada e não pensar no cachorro atrás dela. Porém sua respiração ainda tremia e precisava se esforçar muito para não chorar. Demorou uns dez minutos para chegarem na clínica. Rose agradeceu aos céus, por estar perto da hora de fechar e por isso não ter nenhum cachorro na sala da recepção.

— Rose? Albus? — chamou um cara alto de cabelo azul. Ted Lupin era casado com uma das primas de Rose, Victoire, e trabalha naquela clínica veterinária desde que se formou em Hogwarts.

Rose mantinha uma distância segura do seu primo com o cachorro e sentia que não iria conseguir dizer nada. Para sua sorte, Albus falou por ela.

— Nós estávamos voltando para casa e Rose atropelou o cachorro — explicou e Ted se aproximou para pegar o animal do colo de Albus.

— Aquela rua escura perto da rua de vocês? — perguntou olhando para Rose que conseguiu concordar com a cabeça. — Não é a primeira vez que acontece um acidente ali, mas mesmo assim nunca iluminam aquele trecho direito.

Ted analisou o cachorro em seu colo.

— Parece que é só uma pata quebrada, vou levar para minha sala para poder examinar direito, vocês podem me acompa... — Ele se interrompeu quando olhou para a situação de Rose. Alguns cachorros começaram a latir em outra sala e a menina tomou um susto, parecia estar dentro de um filme de terror. — Vocês podem esperar aqui, vou dar uma ficha para preencher e depois podem ir embora.

— É melhor — concordou Albus. Ele seguiu Ted até a bancada da recepção para pegar a ficha. E Rose se chegou no sofá, tentando lembrar de respirar.

— Po-pode colocar no... no meu no-nome — disse assim que Albus voltou sem o Ted. Quando notou já estava chorando.

O garoto apertou a mão dela.

— Vai ficar tudo bem, prima — assegurou. — Vou preencher e a gente vai embora.

Ela concordou com a cabeça e Albus secou algumas de suas lágrimas antes de voltar sua atenção para ficha.

***

— Ted! — Scorpius chamou vendo o homem entrar com um cachorro machucado na sala. — O que aconteceu?

— Ele foi atropelado — explicou colocando o cachorro na mesa. — Aquela rua escura de novo.

— De novo? Porra, quando vão colocar luz ali?

— Ei! Não fale essas palavras de baixo calão na frente do cachorro — brigou o cachorro.

— Desculpa, amigão — falou Scorpius para o cachorro e ajudou o seu chefe a examina-lo. Era mesmo uma pata quebrada, como Ted havia deduzido.

— E quem atropelou? Não veio ver o cachorro? — questionou Scorpius.

— Está tudo bem, eu conheço eles. Pedi para preencher uma ficha apenas, já devem ter ido embora — respondeu. — Eram primos da minha esposa.

Scorpius rapidamente perdeu o foco no curativo que estava fazendo.

— Primos da sua esposa? Victoire Weasley?

— Sim, ela tem muitos primos.

— Quais primos? — perguntou, Ted estava ocupado demais para questionar aquelas perguntas.

— Rose e Albus — disse. — Rose tem medo de cachorros, não dava para pedir para ela entrar aqui. Se Albus não estivesse com ela na hora do acidente ela provavelmente teria me ligado para ir pegar o cachorro.

— Medo de cachorro? — Os olhos de Scorpius arregalaram. Aquilo sim poderia ser um problema em seus planos.

— Sim, sim — respondeu. — Não consegue nem chegar perto, muito menos tocar.

Scorpius tentou organizar seus pensamento. Sabia que se quisesse que seu clube fosse salvo precisaria convencer Rose Weasley a entrar nele, mesmo que ela tivesse medo de cachorros. Seria mais difícil do que o esperado, mas não desistiria do seu plano por nada.

Notas finais
Espero que tenham gostado e me avisem se acharem algum erro. Esse capítulo era para ser maior, mas eu tava tão animada que postei logo >. Até o próximo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.